A tensão no Oriente Médio atingiu um ponto de ruptura nesta quinta-feira, 2. Após o presidente americano, Donald Trump, prometer bombardear o Irã até que o país regresse à “Idade da Pedra”, Teerã reagiu prometendo ataques “devastadores” contra os Estados Unidos e Israel.
Explosões foram relatadas em diversos bairros da capital iraniana, atingindo inclusive o Instituto Pasteur. O Exército do Irã afirmou que as agressões continuarão até a “rendição” dos adversários. Enquanto isso, o exército israelense repeliu mísseis vindos do Irã, do Hezbollah e do Iêmen em plena celebração da Páscoa judaica.
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O secretário-geral da ONU, António Guterres, fez um apelo dramático pelo cessar imediato das hostilidades, alertando que o conflito pode se transformar em uma guerra de proporções globais. No Líbano, a invasão terrestre de Israel já provoca um êxodo maciço e a destruição completa de zonas residenciais.
Crise econômica e o Estreito de Ormuz
A guerra já desestabiliza a economia mundial. A Guarda Revolucionária Iraniana mantém fechado o Estreito de Ormuz, passagem por onde trafegam 20% do petróleo mundial. O bloqueio fez os preços do barril dispararem após o discurso de Trump, levando o Reino Unido e outros 40 países a exigirem a reabertura imediata da via.
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Painel do conflito
- Ameaça de Trump: Bombardeios intensos por “duas ou três semanas”.
- Resposta irariana: Promessa de ataques devastadores e manutenção do bloqueio de Ormuz.
- Impacto civil: Moradores de Tel Aviv celebram feriado em bunkers; em Teerã, a Guarda Revolucionária ocupa as ruas.
- Gargalo logístico: Quase 40 países pedem intervenção da ONU para liberar o tráfego de petróleo no Golfo.
Fonte: A Tarde



