O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, R$ 9,1 bilhões para a indústria no estado da Bahia, desde 2023. Os recursos foram destinados à modernização industrial, expansão da capacidade de produção e aumento da produtividade.
Os investimentos fazem parte do Plano Mais Produção (P+P), que financia a Nova Indústria Brasil (NIB), política de desenvolvimento industrial do governo do presidente Lula (PT).
Tudo sobre Economia em primeira mão!
Segundo o BNDES, até dezembro de 2026 serão destinados mais R$ 70 bilhões para a NIB. Os novos recursos serão aplicados após o banco ter alcançado, ainda em dezembro de 2025, a meta de destinar R$ 300 bilhões.
Leia Também:
“Sob orientação do governo Lula, o BNDES tem sido um dos principais instrumentos para a construção de um setor produtivo brasileiro inovador, competitivo e sustentável. Com apoio do banco, o Brasil está desenvolvendo novos medicamentos e projetos de inteligência artificial, implantando e expandindo centros de pesquisa e desenvolvimento, ampliando a exportação e a oferta de energia renovável e de biocombustíveis e levando conectividade a milhares de brasileiros. As empresas que receberam recursos da NIB tiveram um ganho de produtividade de 27,83%. O crédito chegou para negócios de todos os tamanhos. Na Bahia, 41% dos recursos foram destinados a micro, pequenas e médias empresas”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
Recursos no Nordeste e na Bahia
Para a região Nordeste, o volume aprovado por meio do P+P foi de R$ 24,5 bilhões. Já na Bahia, a maior parte dos recursos foi destinada ao eixo de Produtividade (R$ 8 bilhões), seguido por Inovação (R$ 512 milhões), Verde (R$ 350 milhões) e Exportação (R$ 214 milhões).
Além disso, em todo o Brasil, os investimentos realizados desde 2023 resultaram no desenvolvimento de 608 medicamentos, vacinas ou princípios ativos, na construção de 15 plantas pioneiras e em mais de 216 mil metros quadrados de laboratórios e centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
Também houve a aquisição de mais de 85 mil equipamentos e a destinação de R$ 4,7 bilhões para projetos de inteligência artificial, criando 33,8 mil postos de trabalho.
Os investimentos também possibilitaram o beneficiamento de 250 mil toneladas de lítio por ano, a ampliação da capacidade anual de produção de etanol em 2,3 milhões de metros cúbicos e a economia de 262 mil megawatts-hora de energia por ano. Em três anos, o apoio à exportação no Brasil chegou a R$ 56 bilhões, o dobro registrado nos seis anos anteriores.
Como funciona o P+P?
O Plano Mais Produção é organizado em quatro eixos: inovação, verde, exportação e produtividade.
No eixo de produtividade, estão operações de financiamento voltadas à modernização industrial, por meio da compra de máquinas e equipamentos nacionais. O eixo também inclui a ampliação da banda larga e da conectividade, bem como o apoio ao aumento da produtividade de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).
Já o eixo de inovação contempla recursos direcionados a investimentos em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), implantação de plantas pioneiras e difusão tecnológica. No eixo de exportação, estão operações de apoio à venda ao exterior de bens produzidos no Brasil. Por fim, o eixo verde reúne operações financiadas com recursos do Fundo Clima voltadas para a indústria.
Fonte: A Tarde



