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A segunda edição do iBEM – The International Meeting on Brazil’s Energy Market iniciou nesta terça-feira (24), no Centro de Convenções, jogando luz através de palestras, debates e exposições sobre o cenário que envolve o setor energético brasileiro e global.
O evento, que acontecerá até o dia 26 de março, será responsável por fomentar as discussões sobre o cenário energético com enfoque no uso de fontes renováveis ao mesmo tempo que discute o cenário de sistemas convencionais de energia.
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A feira reúne no primeiro dia principais agentes do setor energético brasileiro e mundial com abordagens sobre energia renovável e sustentabilidade, colocando o país em posição de destaque em diversidade, tecnologia, integração e eficiência energética.
Para o idealizador do evento, Nicolás Honorato, o iBEM é uma importante oportunidade para discutir gargalos no setor, mas também jogar luz sobre novas oportunidades do mercado.
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“O setor energético está sempre se transformando, sempre tem coisas acontecendo. Uma das novidades recentes do setor energético brasileiro que afetam mais a energia eólica, a energia solar, especialmente na geração delas no Nordeste, tem sido chamada curtailment, que são mais do que cortes na geração. Isso é um problema porque está sendo desperdiçado o recurso, as empresas não estão recebendo o que deveriam estar recebendo em função da energia gerada para cobrir os investimentos realizados. O evento trata dessa integração entre os sistemas energéticos da América Latina. Tem muitas energias que estão em um momento de alta com muitos investimentos, o caso do biogás, o caso dos biocombustíveis, o petróleo, o gás” explica ele.
Nicolás Honorato, organizador do evento
Demandas do setor
O primeiro dia de evento também contou com premiação do congresso científico, iBEM26 Academic Congress Award Winner, que valorizou artigos de estudantes universitários. Além disso, o iBEM iniciou palestras sobre o panorama do setor de energia no Brasil, e os principais potenciais e entraves no mercado.
A segunda edição do evento discutiu principalmente a segurança energética. Segundo Eduardo Aragon, CEO BrainMarket, o Brasil discute alguns pontos emergentes e potenciais oportunidades para o setor de energia renovável.
“Vamos falar sobre sobre geração de energia, e também de todas as fontes de energia com sessões técnicas muito interessantes. A gente vai falar de biomassa, biocombustível, geotérmica, nuclear, gás natural, eólica, solar e tendência da melhora dos investimentos”, disse ele.
Brasil e os impactos com o petróleo global
O evento também trouxe para a discussão o cenário global marcado pelas instabilidades sobre o petróleo diante dos conflitos no Oriente Médio. Para o especialista e empresário do ramo de energia renovável, Rafael Valverde, esse é mais um momento em que o Brasil precisa discutir alternativas para sofrer o mínimo de impacto possível.
“Então não adianta o Brasil pensar em uma política exclusiva para o petróleo, dissociada do mercado internacional. O petróleo continua sendo base da economia do mundo e a transição energética vai ser necessária, ela já é uma realidade em alguns pontos, mas ainda há muito a se percorrer. Talvez seja o momento de a gente voltar a olhar o que nós podemos usar como, biocombustíveis, energia elétrica de base renovável, como um todo, surgem como grandes alternativas, recuperar aquilo que no passado já foi muito bom”, explica o CEO do Sowitec Group.
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“Não é uma decisão rápida, não é uma decisão de curto prazo, mas é necessário que os nossos representantes entendam que a transição energética não é meramente uma oportunidade, ela é uma questão de escolha. E precisamos direcionar as nossas políticas para, de fato, alcançarem resultados significativos nessa direção”, continua ele.

Rafael Valverde,
Para Aragon, o Brasil vive um momento delicado diante das pressões petrolífera em meio aos conflitos, o que coloca o país na frente da geração de alternativas renováveis para tentar blindar a economia brasileira.
“Estamos passando por crises geopolíticas no planeta, e agora países estão declarando emergência energética. O gás natural hoje, que é a grande commodity para a Europa, também está com aumento de mais de 30%, isso afetou todo mundo. Então, a temática vai ser segurança energética num país como o nosso, que é o maior campeão em energia renovável. Além disso teremos um leilão de acumulação de baterias, e isso também pode contribuir para reduzir o curtailment, que é o corte que nós estamos tendo na energia renovável em função do descompasso da geração com a demanda, em horários, principalmente de pico”, explicou um dos organizadores do iBEM.
Fonte: A Tarde



