O ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Marcos Antonio Amaro, afirmou nesta quinta-feira (11) que o governo pretende iniciar em 2026 as obras de blindagem dos vidros do piso térreo do Palácio do Planalto.
Segundo ele, ainda não há uma data exata para o começo dos trabalhos, mas o projeto está “bem avançado” para ser executado no próximo ano. A iniciativa coincide com as eleições presidenciais, que ocorrem em meio a um ambiente político polarizado após a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Amaro disse que as intervenções precisam atender exigências do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), já que o prédio é tombado, além de demandarem cuidados estruturais por causa do aumento de peso dos materiais de proteção. São esses detalhes que estariam arrastando a obras, já que, segundo ele, não há nenhuma restrição orçamentária para o projeto.
“Tem requisitos colocados pelo Iphan que tem que ser atendidos; necessidade de um cuidado sério em relação à engenharia, por causa do aumento de peso das estruturas; mas não há nenhuma restrição orçamentária para o início dessa obra. O projeto já está bem avançado para que o inicio ocorra no próximo ano”, afimou em encontro com jornalistas.
De acordo com o ministro, uma licitação que definirá o custo final da reforma ainda será aberta, mas Amaro estima que o valor fique próximo ao que já foi divulgado pelo governo: entre R$ 8 milhões e R$ 9 milhões. Segundo ele, esse montante pode aumentar caso outras áreas também recebam blindagem, como guaritas e anexos do Palácio.
A iniciativa faz parte de um pacote de reforço da segurança das sedes dos Três Poderes após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Os prédios do STF e do Congresso Nacional, bem como a praça dos Três Poderes, são hoje cercados por grades.
Nas instalações presidenciais, também houve a modernização no sistema de câmeras de segurança. No 8 de janeiro, cerca 60 equipamentos estavam em funcionamento. Agora são 708, incluindo os instalados nas residências oficiais do presidente.
Fonte: CNN BRASIL



