quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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Fraudes em combustíveis impedem criação de centenas de postos por ano

Leonardo Linden, CEO da Ipiranga, revela que crime organizado inibe investimentos em ampliação –

Com 6 mil postos de combustíveis em todo o Brasil, a rede Ipiranga teve um crescimento de 8% no seu volume de vendas no terceiro trimestre desse ano. Mas, se não fosse a sonegação e a concorrência desleal, tanto o faturamento quanto o número de postos poderiam ser bem maiores.

Quem afirma é Leonardo Linden, CEO (Executivo-chefe) da rede, que vê nas recentes operações Carbono Oculto e Poço de Lobato a possibilidade de trazer um pouco mais de moralidade ao setor.

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As investigações revelaram um megaesquema de sonegação e fraude tributária liderado pela Refinaria de Manguinhos, de propriedade da Refit, cujo volume de impostos sonegados ultrapassa R$ 24 bilhões.

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Segundo Leonardo Linden, a Ipiranga investe até R$ 1,4 bilhão por ano no Brasil e tem faturamento de R$ 130 bilhões. Ele mostra indignação com os dados levantados em um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aponta sonegação da ordem de R$ 30 bilhões no setort.

Para Linden, o investimento poderia ser maior, se não fosse essa concorrência desleal do crime organizado, que vê no grande volume de vendas e na alta tributação o ambiente ideal para a lavagem de dinheiro.

“Em média, abrimos de 300 a 350 postos anualmente. Mas poderíamos abrir 700 postos por ano e criar outras frentes de negócio, se não fossem essas irregularidades e a presença do crime organizado no setor”, diz Linden, em entrevista ao NeoFeed.

Devedor contumaz

Para o executivo a aprovação do projeto de devedor contumaz e a continuidade das operações de fiscalização devem contribuir para a construção de condições mais justas de concorrência, hoje inexistentes.

“Ao mesmo tempo em que investimos em segurança e infraestrutura, temos que competir com quem não dá a mínima para isso e sonega impostos. Competíamos nesse ambiente, mas isso não é justo.”

Para Linden, os fatos revelados nas operações recentes não surpreendem e as ações ainda não são suficientes para barrar a presença do crime organizado no setor.

“Já estava achando que o Brasil nunca teria capacidade de atacar esse problema. É positivo, não tem surpresa, mas é necessário atacar a raiz. Precisamos aprovar o projeto de devedor contumaz, e controlar a questão da falta da mistura do biodiesel no diesel. Foi ótimo o que já aconteceu. Agora precisamos de soluções definitivas”, completa o presidente da Ipiranga.



Fonte: A Tarde

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