domingo, março 29, 2026
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Fluminense de Feira aposta em SAF para voltar à elite da Bahia após 6 anos

Dono do maior torcida do interior da Bahia, o Fluminense de Feira não disputa a série A do Campeonato Baiano desde 2021. O Touro do Sertão tem presença forte no cenário do futebol estadual e se prepara para a temporada de 2026 com o objetivo de alcançar o acesso após bater na trave nos últimos anos.

Restando pouco mais de quatro meses para o início da Série B do Campeonato Baiano, o Fluminense de Feira se organiza internamente para voltar à Elite, com processos de organização interna e gestão da sua SAF, vendida em 2023.

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O Portal A TARDE entrevistou com exclusividade Filemon Neto, presidente do Fluminense de Feira e traz detalhes da reformulação de uma das equipes mais tradicionais da Bahia na entrevista abaixo.

Confira a entrevista completa

Como está hoje a saúde financeira do clube para garantir que o projeto de acesso não seja interrompido por problemas extracampo?

“Eu tenho frisado sempre que é muito importante que clubes e empresas, empresas que assumem a SAF do clube, ela crie um mecanismo para que esse clube se torne sustentável. Não adianta a empresa assumir a SAF e ficar contando com receitas que vêm de patrocínio ou premiações por participações ou competições, o futebol moderno hoje é um esporte muito caro e de forma nenhuma dá para pagar com esse tipo de receita, então daí tem que ser desenvolvido um mecanismo de auto sustentabilidade para o clube.”

Aqui no Fluminense a gente tratou de fazer um projeto de longo prazo, é um projeto que vai demorar realmente de 5 a 8 anos para ele estar rodando em sua totalidade, que é fazer com que o clube se torne um clube desenvolvedor nas divisões de base, um clube de formação.

A gente chama isso de plantio, a gente vai semeando, vai plantando jogadores no mercado para que quando esses jogadores cheguem no momento de estarem maduros, eles sejam parte de negociações interessantes e com isso o Fluminense receba o seu percentual nessas participações.”

O modelo de SAF busca fortalecer o departamento de futebol nesta temporada?

“A Core3 é empresa que administra essa SAF, hoje ela faz isso de forma solitária, a Core banca isso sozinho, mas é lógico que a gente tá aberto a investidores.

Agora, existe do lado de cá, da gente que faz a gestão do Fluminense e da Core 3, uma preocupação de não estar atraindo para o mercado o dinheiro ruim. Tem se falado muito no mercado em Smart Money, que é um dinheiro que vem com um sócio inteligente que entende do mercado e ele não agrega no negócio só com a grana, ele agrega também trazendo expertise e know-how para aquele mercado que você está trabalhando.

E aqui do lado de cá, a gente está atrás desse Smart Money, é lógico, se tiver um investidor que ele seja não só o dinheiro, mas venha também trazer expertise para agregar no nosso negócio, a gente está muito aberto.”

Filemon Neto, presidente do Fluminense de Feira | Foto: Gabriel Costa / Fluminense de Feira FC

A escolha da comissão técnica passou por quais critérios específicos para adaptar o estilo de jogo aos gramados e logística muitas vezes adversos da Série B?

“A gente é muito criterioso com relação a essa escolha, inclusive ano passado quando a gente fez uma troca de comando, a gente fez uma troca de comando justamente por isso, porque a gente entendia que o Fluminense precisava ter um DNA de jogo, é lógico, a gente não é poeta ao ponto de dizer que o Fluminense sempre tem que jogar para frente, porque a gente sabe que vai ter situações onde vamos estar enfrentando adversários muito mais fortes e a gente tem que se adaptar a isso.

O norte do nosso clube que tem sido colocado desde a divisão de base chama-se ‘futebol adaptativo’, então assim, o Fluminense tem que jogar um futebol propositivo, um futebol que não envergonha a torcida, mas que sendo capaz de se adaptar às condições do jogo.”

Comissão técnica do Fluminense de Feira

Comissão técnica do Fluminense de Feira | Foto: Gabriel Costa / Fluminense de Feira FC

Qual a sensação de estar “batendo na trave” em dois anos seguidos com o objetivo do acesso?

“A nossa safra já vem de dois anos batendo bola na trave, a gente monta os melhores times, mas na hora H faltou um pedacinho e a gente não subiu. A gente joga o desafio da Série B que é o mais difícil, que é o de chegar lá e vencer. Não basta ser um bom time, tem que ser o melhor time, então teve muita preocupação, muito critério nisso, a gente foi buscar um treinador que tinha experiência nisso, em vencer competições. Trouxemos Rodrigo Fonseca, que o currículo fala por si só.”

Rodrigo Fonseca, treinador do Fluminense de Feira

Rodrigo Fonseca, treinador do Fluminense de Feira | Foto: Gabriel Costa / Fluminense de Feira FC

Como a diretoria pretende mobilizar a torcida para transformar o Joia da Princesa em um caldeirão nesta temporada?

“A torcida do Fluminense é uma torcida que apesar de ser apaixonada, é uma torcida que veio machucada por muitos anos de trabalhos que não tem tido êxito, por mais que a SAF tenha investido nos últimos dois anos, mas nós também não vencemos e a gente entende que o torcedor, ele está cansado de expectativas, ele precisa de coisas concretas

Mas para esse último pedido a gente está com a estratégia aí de trabalhar com ingressos de baixíssimo custo, e promoções. A gente vai fazer todo tipo de estratégia que nos for permitido fazer dentro do que o que a Federação Baiana de Futebol aceita como como prática aceitável para que a gente tenha casa lotada todos os jogos.”

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O que o torcedor pode esperar de diferente no Fluminense de Feira em 2026?

“No primeiro ano a gente teve o melhor time da competição, acabamos não subindo e mesmo assim a gente não desistiu. Fomos para 2025 e montamos novamente o melhor time da competição, a gente sabe como foi e acabou que a gente bateu na trave de novo.

A gente montou um time que estava até então disputando as primeiras posições da Série A para ir para a Série B. Então a gente entra de novo dobrando a aposta, montando um time forte para poder chegar à semifinal de uma forma consolidada. E dessa vez a gente espera que o final seja diferente e a gente consiga o nosso sucesso.”



Fonte: A Tarde

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