sexta-feira, fevereiro 13, 2026
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Filhos de Korin Efan celebram ancestralidade e fé no Carnaval

Desfile acontece neste sábado, 14, no Pelourinho e no Campo Grande –

O afoxé vai abrir caminhos e reafirmar a força da cultura afro-brasileira no Carnaval de Salvador, neste sábado, 14. As bandas Filhos de Korin Efan e Omó Obá levam para o Circuito Osmar, no Campo Grande, um desfile marcado por ancestralidade, fé e resistência, em sintonia com o tema oficial da festa deste ano: os 110 anos da primeira gravação comercial do samba.

Com raízes no Centro Histórico da capital baiana, o Afoxé Filhos de Korin Efan apresenta o tema “Afoxés da Bahia: Uma História de Ancestralidade, Fé e Resistência”, destacando a trajetória dos afoxés como manifestação cultural e social de matriz africana fundada pelo povo negro. A proposta reforça a importância da salvaguarda dos desfiles, reconhecidos como patrimônio imaterial da Bahia, além da valorização do candomblé.

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“Celebraremos a ancestralidade, as expressões, os rituais e a importância desses grupos na promoção social e cultural do povo negro. Levaremos para a avenida elementos que simbolizam a origem dos afoxés e a conexão com a fé de matriz africana”, afirma Elisângela Silva, presidente da entidade e responsável pelo enredo.

O desfile evidencia símbolos tradicionais como o babalotim, estandartes, alas coreografadas, o ritmo ijexá, a plasticidade dos adereços e fantasias, além das figuras do rei (Babá Afoxé) e da rainha (Yá Afoxé). O enredo também faz referência à ancestralidade africana e aos rituais de abertura de caminhos.

A programação começa às 9h, na sede da entidade, com o ritual religioso que antecede a saída do bloco. Os integrantes invocam Exu e Ogum, divindades do candomblé, pedindo proteção e caminhos abertos para o cortejo. Por volta das 14h, o grupo sai em caminhada pelo Pelourinho até a Praça Castro Alves e, às 15h, segue em direção ao Campo Grande. Após a passagem pela avenida, a Banda Omó Obá assume o comando, mantendo o diálogo entre samba e afoxé como expressões de memória e resistência no Carnaval de Salvador.

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O bloco também presta homenagem a afoxés históricos como Pandagos da África, Embaixada Africana e Badauê, que marcaram o processo de surgimento do movimento, além de reverenciar grupos que seguem ativos, como Filhos de Gandhy, Olorum Baba Mi e Filhas de Gahady. A construção artística conta ainda com a participação de Babá PC e Pai Tinho, do Casa de Oxumarê.

O bloco desfilará com sete alas – estandarte bordado a fios de ouro, ogãs com agdabês, ala das crianças, baianas, cabaceiras, agogôs e músicos.



Fonte: A Tarde

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