O presidente do Vitória, Fábio Mota, negou uma aspas ligada ao seu nome que ele supostamente comentava o impasse envolvendo o atleta Lucas Braga, que rescindiu seu contrato com o clube e descobriu um problema cardíaco, que deve resultar na sua aposentadoria precoce.
Por meio das redes sociais, Fábio Mota fez um pronunciamento negando a suposta declaração, em que teria chamado o jogador de ‘produto com defeito’ e ainda prometeu acionar a Justiça por suposta fake news.
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Entrevista polêmica de Fábio Mota
Uma suposta entrevista ligada ao presidente Fábio Mota repercutiu nas redes sociais nos últimos dias. Na suposta declaração, ele se posicionou sobre a situação do atacante Lucas Braga.
Ele teria dito:
“Não há por que o Vitória pagar por um ‘produto’ que já veio com defeito de fabricação. É uma doença congênita, ele já nasceu com isso. O Santos tinha a obrigação de saber ou de nos informar. O Vitória se sente lesado e vai buscar na justiça a nulidade desse débito, já que o atleta não tem mais condições de exercer a profissão.”
Neste domingo, Mota negou ter dado a declaração.
Após a suposta fala de Fábio Mota tomar grandes proporções maiores nas redes sociais, No início da tarde deste domingo, 22, o mandatário rubro-negro veio a público, por meio de suas redes sociais, prestar um depoimento negando a realização da entrevista.
Uma pagina publicou uma fala como se fosse minha com relação a Lucas Braga, que se quer conheço a página , o reporte ou o editor! Nunca falei com nenhum deles! Tomaremos as providências cabíveis contra a página e contra quem publicou esse fake News.
— Fábio Mota (@FabioRiosMota) February 22, 2026
Entenda a História
O atacante Lucas Braga, de 29 anos, contratado junto ao Santos por cerca de R$ 5 milhões no ano passado, iria por empréstimo ao Fortaleza. No entanto, o jogador foi reprovado nos exames médicos do clube cearense após a descoberta de um problema cardíaco.
Sem assinar com o Fortaleza, Lucas Braga também conseguiu a rescisão indireta do seu contrato com o Vitória, o que foi confirmado no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF. A rescisão aconteceu por decisão da Justiça após reclamação trabalhista.
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Veja nota oficial do Vitória
“O Espírito de transparência e responsabilidade sempre pautou a atuação do Esporte Clube Vitória. Diante das notícias divulgadas na imprensa sobre a situação do atleta Lucas Braga, o Clube vem prestar os seguintes esclarecimentos.
O atleta ingressou com reclamação trabalhista contra o Vitória, sob segredo de justiça. Por essa razão, o Clube não teve acesso imediato ao processo, tomando conhecimento apenas de forma genérica sobre sua existência.
Mesmo sem acesso aos autos, o Vitória manteve seu compromisso de regularizar eventuais pendências financeiras com atletas. Quando finalmente obteve acesso ao processo — antes mesmo de ser oficialmente citado — já não existia qualquer débito pendente relacionado ao atleta.
Ainda assim, houve decisão determinando a liberação do atleta no BID da Confederação Brasileira de Futebol. Posteriormente, as partes firmaram um acordo, por solicitação dos advogados do atleta, para homologação na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão responsável por questões de natureza desportiva.
O acordo foi homologado pela CNRD, com ressalvas apenas quanto a duas cláusulas secundárias, que não afetaram a validade nem a essência do ajuste. A própria decisão deixou claro que o acordo permanecia íntegro e plenamente válido.
Entre os pontos acordados estavam a extinção da reclamação trabalhista, a prorrogação do contrato de trabalho e o empréstimo do atleta a outra equipe.
As negociações para empréstimo a outro clube estavam em fase avançada, restando apenas ajustes formais e exames médicos.
Entretanto, após exames realizados, o clube que contrataria o atleta optou por não concluir a contratação por questões médicas. A partir desse fato, iniciou-se uma tentativa de tornar sem efeito o acordo já formalizado e homologado.
É importante destacar que o acordo firmado está em plena vigência, produzindo efeitos jurídicos, e foi elaborado com cláusulas que resguardam o atleta. Trata-se de ato jurídico perfeito, que não pode ser desfeito unilateralmente.
Na data de hoje, houve nova decisão da Justiça do Trabalho mantendo a liberação do atleta no BID, sem que fossem analisados os efeitos do acordo já anexado ao processo. Diantedisso, o Departamento Jurídico do Clube adotou as medidas cabíveis para que o acordo homologado seja devidamente apreciado, requerendo também a revisão da liminar e o arquivamento do processo.
O Vitória compreende a delicadeza da situação enfrentada pelo atleta. O Clube entende que o jogador deve se reapresentar para avaliação completa pelo Departamento Médico. Caso seja constatada eventual inaptidão para a práticaprofissional, as consequências contratuais serão tratadas nos termos da legislação aplicável.
Por fim, o Clube reafirma que não possui qualquer pendência financeira com o atleta e que permanece agindo com responsabilidade, respeito aos contratos firmados e observância das normas desportivas e trabalhistas.”
Fonte: A Tarde



