Entenda por que zoo realizou eutanásia conjunta de capivara e anta –
Uma decisão baseada na ética e na compaixão animal chamou a atenção no Reino Unido nesta semana. O Newquay Zoo realizou o procedimento de eutanásia em Johnson, uma capivara de nove anos, e em Al, uma anta brasileira de 20 anos. Os dois animais, que dividiam o mesmo recinto sul-americano há anos, morreram na última sexta-feira, 20.
O que torna o caso singular é a justificativa da equipe técnica: o zoológico optou pela despedida simultânea para garantir que “um não sofresse com a solidão” após a partida inevitável do companheiro, dada a profunda ligação que mantinham.
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A decisão não foi baseada apenas no vínculo emocional, mas também em critérios clínicos rigorosos. Segundo o zoológico, ambos apresentavam um declínio de saúde acentuado devido à idade avançada.
Nos últimos meses, as equipes de manejo e veterinária identificaram desafios crescentes que já comprometiam a qualidade de vida dos animais.
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Tanto a capivara quanto a anta brasileira são espécies conhecidas por comportamentos sociais complexos e temperamento calmo. No caso de Johnson e Al, essa convivência resultou em uma relação descrita pelos funcionários como extremamente próxima, o que motivou o cuidado de evitar o luto solitário para o sobrevivente.
Luto na comunidade
Em nota oficial, o Newquay Zoo lamentou a perda, classificando-a como significativa para todos os envolvidos. Johnson e Al eram considerados membros queridos da comunidade, sendo figuras centrais para os visitantes e fonte de estudo sobre a integração entre diferentes espécies.
A eutanásia, nestes casos, é defendida por especialistas como uma ferramenta de bem-estar animal, aplicada quando tratamentos paliativos não conseguem mais suprimir o sofrimento físico ou o estresse psicológico decorrente da perda de parceiros sociais.
Fonte: A Tarde



