Matthew Perry morreu pelos efeitos agudos do uso de ketamina –
A Justiça dos Estados Unidos condenou, nesta quarta-feira, 8, a traficante conhecida como “Rainha da Cetamina” a 15 anos de prisão por sua participação no caso que resultou na morte do ator Matthew Perry, estrela da série Friends.
A mulher foi apontada como uma das responsáveis pelo fornecimento da substância consumida pelo artista antes da overdose fatal.
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Papel no esquema de drogas
Identificada como Jayvee Sangha, a ré admitiu ter atuado no armazenamento e distribuição de drogas a partir de sua residência em North Hollywood, em Los Angeles. Em setembro de 2025, ela já havia se declarado culpada por crimes relacionados ao fornecimento ilegal de cetamina ligado ao caso.
As acusações incluem distribuição da substância, manutenção de local para uso de drogas e envolvimento direto em um episódio que terminou em morte.
Pena abaixo do máximo
Embora pudesse enfrentar uma condenação de até 65 anos, a pena foi fixada em 15 anos pela juíza federal Sherilyn Garnett, alinhada à recomendação dos promotores. Durante a audiência, Sangha afirmou estar arrependida e reconheceu a gravidade de suas decisões.
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“Assumo total responsabilidade. Fiz escolhas que tiveram consequências devastadoras”, declarou.
A Justiça, porém, considerou como agravante o fato de a acusada ter continuado comercializando drogas mesmo após a morte de Perry, o que pesou na definição da pena.
Dinâmica que levou à morte
Matthew Perry foi encontrado morto em 28 de outubro de 2023, dentro de uma banheira de hidromassagem em sua casa, em Los Angeles.
A autópsia concluiu que a morte foi causada pelos efeitos intensos da cetamina, que provocaram perda de consciência e levaram ao afogamento.
De acordo com as investigações, o ator realizava tratamento médico com a substância, mas passou a buscar doses maiores fora do ambiente clínico após negativas de profissionais de saúde.
Intermediários e aplicação da droga
Sangha confessou ter vendido dezenas de frascos de cetamina a um intermediário, Erik Fleming, que fez a ponte até o ator. O material chegou a Perry por meio de seu assistente pessoal, Kenneth Iwamasa.
Segundo os promotores, foi o próprio assistente quem aplicou múltiplas injeções da substância no ator pouco antes da morte.
Outros envolvidos no caso, incluindo médicos e intermediários, também responderam judicialmente. Parte deles já foi condenada, enquanto outros aguardam sentença.
Histórico de vício e tentativa de recuperação
Conhecido mundialmente por interpretar Chandler Bing, Perry conviveu por décadas com a dependência química. Ele chegou a relatar publicamente suas dificuldades, inclusive em sua autobiografia lançada pouco antes de morrer.
Apesar de afirmar que estava sóbrio nos meses finais de vida, o ator ainda tratava quadros de depressão e ansiedade.
Repercussão familiar
Durante o processo, o jornalista Keith Morrison, padrasto de Perry, destacou o impacto da perda e relembrou o potencial do ator.
“Ele ainda tinha muito a realizar. Havia outros capítulos pela frente”, afirmou.
Fonte: A Tarde



