quarta-feira, março 4, 2026
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EUA afundam navio do Irã no Índico; 1º ataque com torpedo desde a 2ª Guerra

Forças de defesa civil tentam extinguir um incêndio após bombardeio israelense –

O cenário de guerra global registrou um marco histórico e devastador nesta quarta-feira, 4. O secretário de Defesa dos Estados Unidos (EUA), Pete Hegseth, confirmou que um submarino americano afundou a fragata iraniana IRIS Dena em águas internacionais no Oceano Índico.

A ação é simbólica e estratégica: trata-se do primeiro naufrágio de um navio inimigo causado por um torpedo dos EUA desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

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“Um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano. Em vez de ser atingido por um míssil, foi afundado por um torpedo”, declarou o chefe do Pentágono, classificando a operação como uma “morte silenciosa”. Segundo Hegseth, o objetivo da ofensiva iniciada no último sábado é a neutralização total da Marinha do Irã.

Resgate e desaparecidos no Sri Lanka

O ataque ocorreu a cerca de 40 milhas ao sul do porto de Galle, no Sri Lanka. O governo local foi mobilizado para uma operação de resgate após a fragata emitir um pedido de socorro na madrugada. O balanço atualizado pelas autoridades cingalesas é crítico:

  • 87 corpos foram recuperados do mar;
  • 32 tripulantes foram resgatados com vida e levados ao principal hospital do sul da ilha;
  • 61 marinheiros permanecem desaparecidos.

Estratégia de “guerra para vencer”

De acordo com o Pentágono, a destruição da frota naval iraniana é um dos pilares da ofensiva conjunta entre Estados Unidos e Israel. O uso de submarinos reflete uma nova fase do conflito, focada em ataques furtivos e de alto impacto destrutivo. “Como na guerra, estamos lutando para vencer”, afirmou Hegseth ao justificar o uso da tecnologia submarina.

O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, informou ao Parlamento que dois navios e um avião da Marinha local continuam as buscas na região do naufrágio.

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O incidente eleva a tensão no Oceano Índico, uma das rotas comerciais mais importantes do mundo, agora transformada em campo de batalha direto entre as potências.

Fragata IRIS Dena

A IRIS Dena era considerada uma das joias da coroa da Marinha do Irã, símbolo da tentativa de Teerã de projetar poder em águas profundas.

Classe: Mowj (desenvolvimento totalmente iraniano).

  • Comissionamento: Junho de 2021.
  • Capacidades: Equipada com mísseis de cruzeiro antinavio, torpedos e sistemas de defesa aérea.
  • Diferencial: Possuía capacidade de guerra eletrônica e foi projetada para escolta de petroleiros e missões de longo alcance.
  • Importância: Sua perda representa um golpe não apenas material, mas tecnológico para a indústria de defesa iraniana.
  • Contexto histórico: O Hiato dos Torpedos

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O anúncio de Pete Hegseth sobre a “morte silenciosa” resgata um histórico militar que estava congelado desde 1945.

  • Último antecedente: O último navio de guerra inimigo afundado por um torpedo de um submarino da Marinha dos EUA ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, no teatro de operações do Pacífico contra a Marinha Imperial Japonesa.
  • Guerra fria e modernidade: Durante décadas, a Marinha dos EUA focou em ataques com mísseis (como o Tomahawk) e bombardeios aéreos. O uso de torpedos em combate real é extremamente raro na era moderna devido ao alto risco de detecção e à complexidade da operação submarina.
  • Poder de destruição: Diferente de um míssil, que atinge a superestrutura (parte alta), um torpedo explode abaixo da linha d’água, criando uma bolha de ar que “quebra” a quilha do navio, causando um naufrágio quase imediato e catastrófico.

Impacto nas Rotas Comerciais

O naufrágio a apenas 40 milhas de Galle (Sri Lanka) coloca o conflito dentro da principal rota marítima que liga o Oriente Médio ao Sudeste Asiático. Especialistas indicam que o custo do seguro para navios comerciais na região deve sofrer uma alta histórica nas próximas horas, impactando o preço global de combustíveis e mercadorias.

Estreito de Ormuz “sob controle”

As autoridades iranianas afirmam estar preparadas para continuar a guerra, com possíveis impactos no comércio mundial, especialmente por causa dos ataques às infraestruturas energéticas do Golfo e do encerramento de fato do Estreito de Ormuz.

A Guarda Revolucionária, o Exército ideológico do regime iraniano, havia anunciado no início do conflito que nenhum navio deveria entrar nesse estreito que dá acesso ao Golfo Pérsico. Nesta quarta-feira, afirmou que a passagem está “sob controle total da Marinha da república islâmica”.

Nesse ponto estratégico, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, o tráfego de petroleiros caiu 90% em uma semana, informou a empresa de análise Kpler.

Tudo sobre o naufrágio da fragata IRIS Dena

O que ocorreu com a fragata IRIS Dena?

A fragata iraniana IRIS Dena foi afundada por um submarino americano com um torpedo, marcando o primeiro naufrágio de um navio inimigo pelos EUA desde 1945.

Qual é a importância da destruição da IRIS Dena?

A perda da fragata representa um golpe significativo para a Marinha do Irã, não apenas materialmente, mas também tecnologicamente, afetando sua capacidade de projetação de poder.

Quantas pessoas foram afetadas pelo naufrágio?

Até o momento, 87 corpos foram recuperados, 32 tripulantes foram resgatados e 61 marinheiros permanecem desaparecidos.

Qual é a estratégia dos EUA e Israel após o naufrágio?

A destruição da frota naval iraniana é um dos pilares da ofensiva conjunta, focada em uma guerra furtiva e de alto impacto destrutivo para vencer rapidamente o conflito.

Como o naufrágio afetará as rotas comerciais?

O naufrágio próximo ao Sri Lanka deve impactar o custo do seguro para navios na região, o que pode elevar os preços globais de combustíveis e mercadorias devido à crescente tensão comercial.



Fonte: A Tarde

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