Um dos acusados no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, no Rio de Janeiro, se apresentou à polícia vestindo uma camiseta com a frase, em inglês, “Regret Nothing”, que significa “Não se arrependa de nada”.A imagem do momento da apresentação passou a circular nas redes sociais e chamou atenção pelo conteúdo da mensagem estampada na roupa. O detalhe foi divulgado inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo. A expressão costuma ser associada a grupos misóginos na internet, conhecidos por disseminar discursos de ódio contra mulheres.IdentificaçãoO jovem foi identificado como Vitor Hugo Simonin, de 18 anos. Ele compareceu à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) no dia 4 de março acompanhado do advogado, que afirmou que o cliente se entregou espontaneamente e demonstrou tranquilidade.Segundo o defensor, Ângelo Máximo, o estudante pretende provar que não participou do crime. “Ele não tem o que temer e vai demonstrar sua inocência. Se apresentou de cabeça erguida”, declarou.A defesa não comentou a escolha da camiseta utilizada por Vitor Hugo no momento em que se apresentou à polícia. O modelo da peça é comercializado por uma rede de lojas de departamento e, de acordo com informações divulgadas, encontra-se esgotado.
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Filho de subsecretárioVitor Hugo é filho de José Carlos Costa Simonin, que ocupava o cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa. Ele foi exonerado da função poucas horas antes da apresentação do filho à polícia.Também nesta segunda-feira, 9, o jovem foi alvo de uma denúncia por ameaça feita por uma mulher após comentários publicados por ela sobre o caso nas redes sociais.O acusado é aluno do Colégio Pedro II, instituição tradicional de ensino no Rio de Janeiro. A escola informou que instaurou um processo administrativo para avaliar o desligamento do estudante.Como ocorreu o crimeDe acordo com o relato da vítima, a adolescente teria sido chamada pelo ex-namorado, que também é menor de idade, para ir até um apartamento localizado em Copacabana. No local, segundo a denúncia, estavam outros três homens maiores de idade.Os adultos respondem na Justiça por estupro coletivo e cárcere privado, enquanto o menor é investigado por atos equivalentes às mesmas infrações.A defesa de Vitor Hugo afirma que ele estava no apartamento no momento dos fatos, mas nega qualquer envolvimento em relação sexual com a adolescente ou participação no suposto crime.
Fonte: A Tarde



