domingo, abril 5, 2026
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Esse filme esquecido na Netflix vai salvar seu domingo do tédio

No domingo, às vezes o tédio toma conta e nada como um filme na Netflix para ajudar a relaxar e passar o tempo.

É nesse cenário que O Diabo de Cada Dia surge como uma opção surpreendente dentro do catálogo, um thriller criminal que, apesar do elenco de peso, acabou sendo deixado de lado em meio às constantes novidades da plataforma.

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A produção, que não passou pelos cinemas, ficou fora do radar do grande público no lançamento, mas voltou a chamar atenção entre os assinantes. Hoje, aparece como uma escolha ideal para quem busca uma história intensa e diferente para maratonar sem compromisso.

Um filme que passou despercebido

Mesmo com nomes conhecidos no elenco, o longa acabou sendo ofuscado pelo volume de estreias no streaming. Esse “esquecimento” inicial contrasta com a recepção posterior: no Rotten Tomatoes, o filme conta com 65% de aprovação da crítica e 79% do público.

A redescoberta recente mostra como títulos fora do hype podem ganhar uma segunda chance, especialmente quando entregam uma narrativa envolvente e fora do padrão mais comercial.

Uma história sombria e envolvente

Ambientado entre a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã, o filme acompanha diferentes personagens em uma região esquecida de Ohio, cujas trajetórias acabam se conectando.

No centro da trama está Arvin Russell, interpretado por Tom Holland, um jovem marcado por tragédias familiares e pela violência ao seu redor. Criado em um ambiente dominado por hipocrisia religiosa, ele cresce tentando manter seus princípios enquanto é constantemente empurrado para situações extremas.

Ao seu redor, a narrativa apresenta figuras igualmente perturbadoras, como um casal de assassinos em série e líderes religiosos envoltos em manipulação e abuso de poder.

Retrato de fé, violência e moralidade

O longa constrói um retrato sombrio da moralidade, explorando crimes, fé e corrupção em múltiplos núcleos que se cruzam ao longo da história. A proposta vai além do suspense, funcionando também como reflexão sobre pecado e poder — especialmente quando exercido por quem deveria representar confiança.

Nesse contexto, destaca-se também a presença de Robert Pattinson, que interpreta o pregador Preston Teagardin, um dos personagens mais inquietantes da trama.

Baseado no livro de Donald Ray Pollock, que também participa da narração, o filme aposta em uma abordagem crua e pessimista, sustentada por uma atmosfera densa do início ao fim.

Por que vale dar uma chance

Mesmo sem unanimidade entre críticos, a produção se mantém relevante pela construção de personagens e pelo clima constante de tensão. É o tipo de filme que prende pela curiosidade e pelo desconforto, ideal para quem busca algo diferente das opções mais leves do catálogo.

Para quem ainda não assistiu, a obra se revela uma descoberta inesperada, daquelas que passam despercebidas, mas conseguem transformar um domingo comum em uma experiência intensa.



Fonte: A Tarde

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