O escândalo do Banco Master, revelado após a Polícia Federal iniciar uma investigação sobre uma fraude bilionária que levou à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central, deve ser pauta no Congresso Nacional com o retorno das atividades na próxima segunda-feira, 2.
A expectativa é de que o tema avance tanto no campo judicial quanto no legislativo. Parlamentares de oposição devem explorar o caso como forma de pressão política, cobrando a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
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Mesmo durante o recesso, parlamentares se articularam e conseguiram assinaturas suficientes para a criação de três comissões para investigar o Banco Master:
- uma mista, composta por deputados e senadores
- uma ligada ao Senado Federal
- uma ligada à Câmara dos Deputados
A criação e a instalação dos colegiados dependem do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Enquanto não há decisão definitiva, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado já se adiantou e criou um grupo de trabalho para acompanhar o caso.
Calendário apertado
Neste ano, a dinâmica de sessões no Congresso Nacional deve sofrer o impacto das eleições. Parlamentares que disputarão cargos eletivos devem passar mais tempo em seus estados de origem, o que pode afetar o quórum.
Além disso, tanto a Câmara como o Senador entram em um período de maior cautela nas votações. Projetos com impacto direto sobre o eleitorado, como propostas nas áreas social, econômica e de segurança pública, tendem a ganhar prioridade, enquanto temas polêmicos podem ficar de fora da pauta.
Fonte: A Tarde



