terça-feira, março 17, 2026
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entenda vida dupla de suspeita de sequestro em Salvador

Apresentada nas redes sociais como cristã, “mãe de pets” e empreendedora, Emile Quessia Oliveira da Silva Sena passou a ser investigada pela polícia após ser presa em flagrante durante a operação que resgatou três mulheres vítimas de sequestro em Salvador Shopping.

A prisão ocorreu após a identificação de uma transferência bancária recebida pela suspeita a partir da conta de uma das vítimas. Segundo a polícia, a movimentação financeira foi determinante para localizá-la. Emile teria indicado o imóvel onde as vítimas estavam mantidas em cativeiro, no bairro de Plataforma, sendo autuada por extorsão mediante restrição da liberdade.

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Como o sequestro aconteceu

O crime aconteceu na noite de domingo, 15, no estacionamento do centro de compras, no bairro do Caminho das Árvores, em Salvador. Na ocasião, uma idosa de 77 anos e suas duas filhas foram abordadas por homens armados e obrigadas a entrar em um veículo. Elas foram levadas para um imóvel, onde permaneceram por cerca de 12 horas sob ameaça e foram forçadas a realizar transferências bancárias. O resgate aconteceu na madrugada de segunda-feira, 16.

Durante as diligências, equipes localizaram o carro utilizado na ação, já abandonado. No local, peritos do Departamento de Polícia Técnica realizaram a coleta de vestígios, enquanto imagens de câmeras de segurança passaram a ser analisadas para identificar outros envolvidos.

Rastreamento e prisão

As investigações apontam que Emile teria ligação direta com o planejamento do crime. Ela é casada há sete anos com um detento, identificado como Pedro Vitor Lima Sena Souza, apontado como integrante da facção criminosa Bonde do Maluco (BDM) e investigado por tráfico de drogas. De acordo com a polícia, ele teria articulado o sequestro mesmo estando preso, e a suspeita teria atuado sob suas ordens.

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O histórico da investigada também inclui um episódio judicial ocorrido em novembro do ano passado, quando a Justiça da Bahia negou um pedido feito por ela para reaver um celular apreendido com o companheiro durante uma operação policial.

Tricolíderes se manifestam e negam vínculo

Além disso, a mulher é investigada por possível colaboração com grupo criminoso. Registros em redes sociais indicam que ela já atuou como tricolíder, função ligada à torcida do Esporte Clube Bahia.

Após a repercussão do caso, o grupo Tricolíderes se manifestou para esclarecer que não possui qualquer relação com a suspeita.

Em nota, o grupo informou que Emile não integra as Tricolíderes há cerca de 10 anos e que, desde então, não mantém qualquer vínculo institucional ou representativo com a organização.

A entidade também criticou tentativas de associar sua imagem ao caso, classificando como “inadequada e irresponsável” a ligação entre o grupo e condutas individuais de ex-integrantes.

Por fim, as Tricolíderes reforçaram que não têm qualquer envolvimento com os fatos investigados e destacaram que sua trajetória é pautada em princípios de ética, respeito e responsabilidade.

A suspeita segue à disposição da Justiça, enquanto a polícia continua as investigações para identificar outros participantes do crime.

O que diz o shopping

Em nota, o Salvador Shopping informou que foi procurado por um cliente que não conseguiu localizar três familiares com quem havia combinado um encontro no local. Segundo a administração, após o relato, uma apuração interna foi iniciada e as autoridades foram acionadas imediatamente.“O shopping permanece colaborando com as investigações e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos”, informou.



Fonte: A Tarde

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