O Grupo Casas Pernambucanas é alvo de uma disputa judicial bilionária entre os herdeiros, devido à gravidade do estado de saúde da proprietária, Anita Harley. Aos 79 anos, a empresária está coma há quase uma década, desde que foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).
Como ela está internada na Unidade de Tarapia Intensiva (UTI), sem condições de se comunicar ou tomar decisões, há em jogo um patrimônio estimado em cerca de R$ 2 bilhões, entre duas mulheres que afirmam ter mantido união estável com ela, além de um herdeiro reconhecido judicialmente.
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Entenda o processo
Sônia Soares, conhecida como Suzuki, é um dos nomes envolvidos na disputa desde 2017. Pouco após a internação, a mulher entrou com uma ação alegando ter vivido uma relação de união estável com Anita por 36 anos, o que foi reconhecido judicialmente.
As duas moravam em uma mansão luxuosa, de 96 cômodos e 37 banheiros, no bairro da Aclimação, em São Paulo. O imóvel é avaliado em cerca de R$ 50 milhões e foi dado a Suzuki antes do AVC.
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No entanto, a versão é contestada por Cristine Rodrigues, outro br0aço do processo. Ela, que trabalhou com Anita durante anos, reivindica o reconhecimento judicial como companheira da empresária, garantindo que também mantinha uma relação afetiva com a vítima e alegando ser ilegitima a união apresentada por Sônia.
Neste ponto, vale destacar outra parte envolvida no processo: Artur Miceli. Por ser filho biológico de Suzuki, a Justiça entendeu que ele deve ser reconhecido como herdeiro socioafetivo de Anita Harley. O homem garante sempre ter sido tratado como integrante da família.
No entanto, Cristine diz que não havia uma relação entre eles, afirmando que a empresária sempre foi generosa com funcionários e pessoas próximas.
A história é tema da série documental “O Testamento – O Segredo de Anita Harley”, que estreia nesta segunda-feira, 23, no Globoplay.
Como o trâmite judicial segue em andamento, o futuro do Grupo Pernambucanas ainda é incerto.
Fonte: A Tarde



