Um dia após intervenções de duas deputadas democratas muçulmanas durante seu discurso sobre o Estado da União, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira, 25, que as parlamentares deveriam ser “internadas” e enviadas de volta “para seus países de origem”.
Ilhan Omar, de Minnesota, é norte-americana de origem somali, enquanto Rashida Tlaib, de Michigan, é uma norte-americana de origem palestina. As duas criticaram Trump por conta da política anti-imigração do seu governo, que impõe duras ações de fiscalização por parte do ICE, o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira.
Tudo sobre Mundo em primeira mão!
Leia Também:
Tanto Omar quanto Tlaib gritaram “você está matando americanos” para Trump durante o discurso, com Omar também chamando-o de “mentiroso”.
Em uma publicação na Truth Social, Trump disse que as duas congressistas “tinham os olhos esbugalhados e vermelhos de pessoas loucas, lunáticas, mentalmente perturbadas e doentes”.
“Francamente, parecem que deveriam ser internadas. Deveríamos mandá-las de volta para seus países de origem – o mais rápido possível”, acrescentou o presidente dos Estados Unidos.
Hakeem Jeffries, líder do Partido Democrata na Câmara dos Representantes, classificou a postura de Trump como de “xenófoba” e “vergonhosa”.
Tlaib, por sua vez, afirmou no X que Trump “não consegue ver duas muçulmanas o respondendo e corrigindo que ele entra em crise”
Can’t take two Muslimas talking back and correcting him so now he is crashing out. #PresidentMajnoon
— Rashida Tlaib (@RashidaTlaib) February 25, 2026
Enquanto isso, o Conselho de Relações Americano-Islâmicas, um grupo de defesa dos direitos dos muçulmanos, também criticou os comentários de Trump. “É racista e intolerante dizer que duas parlamentares muçulmanas americanas deveriam ser enviadas para o país onde nasceram ou de onde vieram seus ancestrais, com base em suas críticas às mortes de americanos pelo ICE”, disse Edward Ahmed Mitchell, vice-diretor nacional do órgão.
Fonte: A Tarde



