quinta-feira, abril 2, 2026
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direita e esquerda dominam cenário ideológico no Brasil

Pesquisa aponta país divido entre esquerda e direita no Brasil –

O Brasil chega ao primeiro trimestre de 2026 mantendo a tendência de uma nação dividida entre dois polos magnéticos. Segundo a pesquisa AtlasIntel/Arko divulgada nesta quinta-feira, 2, a direita se consolida como a maior força ideológica isolada, com 36,6% da preferência, enquanto a esquerda detém 25,9%.

No campo das siglas, a hegemonia permanece um duelo de gigantes: o PL (27,4%) e o PT (25,4%) aparecem em empate técnico, confirmando que a estrutura partidária brasileira continua gravitando em torno das lideranças que dominaram a última década.

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Levantamento da Atlas aponta preferência ideológica dos trabalhadores brasileiros | Foto: Reprodução/AtlasIntel

Fator religioso

Os dados cruzados mostram que a fé se tornou um dos preditores mais precisos de inclinação política no país. Os evangélicos formam hoje o reduto mais sólido da direita, com 67,6% de identificação com o espectro e 56% de preferência pelo PL.

No extremo oposto, ateus e agnósticos representam a resistência progressista: 39,8% identificam-se com a esquerda e 42,6% declaram preferência pelo PT. Os católicos, por sua vez, apresentam um comportamento mais distribuído, embora com leve inclinação ao campo progressista em comparação aos evangélicos.

Levantamento da Atlas aponta preferência partidária dos brasileitos

Levantamento da Atlas aponta preferência partidária dos brasileitos | Foto: Reprodução/AtlasIntel

Novidade surpreende e lidera entre jovens

A grande novidade do xadrez político é a ascensão do partido Missão. Embora registre 5,9% na preferência nacional, a sigla deu um salto entre os eleitores de 16 a 24 anos.

Nesta faixa etária, o Missão atinge 31,6% de preferência, superando tanto o PL quanto o PT. O dado sugere uma fadiga da juventude com o binarismo tradicional, buscando uma identidade que foge aos nomes estabelecidos nas últimas eleições.

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Renda e escolaridade

Diferente de padrões históricos de décadas passadas, a direita em 2026 mostra força em estratos de menor escolaridade e renda média. O perfil predominante deste grupo é masculino (38,4%), com ensino fundamental (41,1%) e renda familiar entre R$ 2.000 e R$ 3.000.

Já a esquerda mantém sua base de sustentação entre as mulheres (32%) e eleitores com ensino superior (32,5%). Somando-se as frentes de centro-esquerda e esquerda, o campo progressista alcança 42,9% do eleitorado total, evidenciando que, embora a direita seja o maior bloco coeso, o país opera sob um equilíbrio de forças quase milimétrico.

Raio-X do Eleitorado:

  • Sem partido: entre 21,8% e 25,3%
  • Centro-direita: 8,5%
  • Centro-esquerda: 17%

A pesquisa da AtlasIntel ouviu 4.224 pessoas por meio do Recrutamento Digital Aleatório, entre os dias 16 de março e 23 de março. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06058/2026.



Fonte: A Tarde

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