segunda-feira, fevereiro 16, 2026
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Didá leva resistência feminina e legado afro para o Circuito Osmar

Banda leva música, identidade e resistência para as avenidas –

A força feminina da Banda Didá vai ecoar mais uma vez pelas ruas do Centro de Salvador nesta segunda-feira, 16, quando o grupo desfila pelo tradicional Circuito Osmar, no Campo Grande. Com um repertório que une samba, reggae e funk, o bloco reafirma seu compromisso com a cultura afro-brasileira e com a luta das mulheres negras.

Exclusivamente formada por mulheres, a Didá leva para a avenida um espetáculo que mistura música, identidade e resistência. Este ano, o tema destaca a força de movimentos culturais que nasceram como instrumentos de transformação social.

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“A Didá que é uma banda exclusivamente formada por mulheres, esse ano vem pra Avenida trazendo o tema o samba, reggae e o funk marcam o encontro no Pelô, unindo esses dois movimentos políticos e sociais que falam no povo preto, que trazem as nossas histórias para rua, para o mundo, e que trazem a nossa identidade e que colocam a gente num lugar de visibilidade através da nossa ótica”, afirma a cantora Madalena Gomes.

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O encontro no Pelourinho – berço histórico da cultura afro em Salvador – simboliza a convergência de ritmos que dialogam com ancestralidade, resistência e afirmação política. Para Madalena, colocar o bloco na rua é também um ato de perseverança.

“A Didá vem resistindo há anos. Vem resistindo há anos para colocar seu bloco na rua. Infelizmente, mais uma vez, com poucos apoiadores, poucos patrocínios. Mas, o nosso trabalho acontece durante o ano inteiro, para que a gente venha para as ruas trazer esse espetáculo maravilhoso, valorizando as mulheres, valorizando as nossas crianças, valorizando a nossa juventude, colocando aí para o mundo, mantendo firme o legado de Neguinho Samba”, lembra ela.

Banda leva música, identidade e resistência para as avenidas | Foto: Andreza Moura

A referência é ao legado de Neguinho do Samba, fundador da Didá e um dos principais nomes do samba-reggae na Bahia. A manutenção desse legado é, segundo a cantora, um compromisso permanente do grupo, que atua durante todo o ano com formação musical e ações sociais voltadas principalmente para mulheres e jovens.

Mais do que música, o desfile também carrega uma mensagem de enfrentamento à violência de gênero. “Com certeza, as mulheres precisam de estar juntas, fortalecidas em coletivo. É importantíssimo para que a gente se fortaleça e entenda que não estamos sozinhas. A gente precisa dar um basta nessa violência, um basta contra o feminicídio e ajudar em todos os espaços que passam atrás dessa mensagem”, reforça Madalena.

Banda leva música, identidade e resistência para as avenidas

Banda leva música, identidade e resistência para as avenidas | Foto: Andreza Moura

No Carnaval de Salvador, a Didá transforma o cortejo em palco de afirmação política e cultural. Entre tambores, dança e vozes potentes, o bloco reafirma que ocupar a avenida é também ocupar espaços históricos de poder, visibilidade e resistência.



Fonte: A Tarde

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