A Sociedade Brasileira de Nefrologia – Regional Bahia (SBN-BA) promove, ao longo da próxima semana, uma série de ações em Salvador em alusão ao Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março.
A iniciativa busca ampliar a conscientização sobre a Doença Renal Crônica (DRC), reforçando a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular da saúde dos rins.
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De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, mais de 10 mil pessoas convivem com doença renal crônica na Bahia e realizam tratamento de hemodiálise na rede pública e privada.
Atualmente, o estado conta com 42 unidades de diálise, o que faz com que muitos pacientes precisem se deslocar com frequência para realizar o tratamento.
A doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa, principalmente nas fases iniciais. Por esse motivo, especialistas destacam a importância do rastreamento e da realização periódica de exames.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 10% da população mundial apresenta algum grau de doença renal.
No Brasil, aproximadamente 7% dos adultos têm diagnóstico de DRC, percentual que triplica entre pessoas com mais de 60 anos, conforme dados do Ministério da Saúde. Atualmente, mais de 170 mil brasileiros dependem de diálise para sobreviver.
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Caminhada marca mobilização em Salvador
A programação da SBN-BA começa no domingo (8) com a Caminhada do Dia Mundial do Rim, realizada no Parque da Cidade, a partir das 9h. A atividade é aberta ao público e deve reunir médicos, profissionais de saúde, pacientes e familiares em um momento de mobilização e incentivo a hábitos saudáveis.
Caminhada do Dia Mundial do Rim
Entre os dias 9 e 12 de março, a entidade também realiza testes gratuitos de creatinina com resultado rápido na Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, no bairro de Brotas, das 14h às 17h.
O exame de creatinina é simples e acessível e permite avaliar a função dos rins. Níveis elevados da substância no sangue podem indicar perda da capacidade de filtração renal e sinalizar a necessidade de investigação médica mais detalhada.
Como parte da campanha de conscientização, a Arena Fonte Nova será iluminada na segunda-feira (9), a partir das 18h30.
Diagnóstico precoce é fundamental
De acordo com a presidente da SBN-BA, a nefrologista Ana Flávia Moura, um dos maiores desafios no combate à doença renal crônica é o diagnóstico tardio.
“A doença renal crônica costuma evoluir de forma silenciosa. Muitas pessoas só descobrem alterações na função dos rins quando já estão em estágios avançados. Por isso, defendemos que a dosagem de creatinina faça parte da rotina de exames, especialmente em pessoas com fatores de risco”, explica.
Entre os principais fatores de risco estão hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal, doenças cardiovasculares e o uso frequente de medicamentos que podem ser tóxicos para os rins, como alguns anti-inflamatórios.
Segundo a especialista, manter hábitos saudáveis também é essencial para preservar a saúde renal. “Controlar a pressão arterial e a glicemia, manter alimentação equilibrada, praticar atividade física e realizar acompanhamento médico regular são medidas fundamentais para prevenir a doença”, destaca.
Diabetes aumenta risco de doença renal
Dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia indicam que entre 8% e 9% da população baiana tem diagnóstico de diabetes. Em Salvador, esse percentual chega a 26%, fator que contribui diretamente para o número expressivo de pessoas com comprometimento da função renal, já que o diabetes é uma das principais causas da doença renal crônica.
A SBN-BA reforça que exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, podem identificar alterações precocemente. A recomendação é que pessoas com fatores de risco façam avaliação periódica, mesmo na ausência de sintomas.
Fonte: A Tarde



