terça-feira, fevereiro 10, 2026
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Deputado pede sessão em homenagem a bolsonarista morto na prisão

Clezão morreu aos 46 anos enquanto estava em um banho de sol, na Penitenciária da Papuda. –

O deputado estadual Diego Castro (PL) apresentou um requerimento para a realização de uma cerimônia na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para entrega simbólica da Comenda Dois de Julho ao empresário Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão.

Clezão foi preso após a manifestação golpista do 8 de janeiro de 2023 na praça dos Três Poderes, em Brasília. Ele morreu aos 46 anos enquanto estava em um banho de sol, na Penitenciária da Papuda, na capital federal, em novembro daquele ano.

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O deputado bolsonarista sugeriu que seja deferida uma sessão especial no plenário da Alba na data de 9 de abril de 2026, uma quinta-feira, às 15 horas.

O projeto de resolução que concedeu a maior honraria da Alba a Clezão foi aprovada em outubro do ano passado. Após acordo entre o líder do governo, Rosemberg Pinto (PT), e da oposição, Tiago Correia (PSDB), a proposta teve dispensada todas as formalidades legislativas, não passando por comissões, e seguindo direto para apreciação no plenário.

Quem era Clezão

Cleriston Pereira da Cunha nasceu em 1977, no município de Feira da Mata, em um distrito conhecido como Ramalho. Apesar disso, ele morava em Brasília há 20 anos, mantendo um comércio na Colônia Agrícola 26 de Setembro. Pai de duas filhas, o empresário era casado há mais de 25 anos.

A família de Clezão mantém uma participação política ativa em Feira da Mata. Seu irmão, Cristiano Pereira da Cunha, conhecido como Cristiano do Ramalho, é vereador pelo PSD. Já seu pai, Edson Cunha, foi vice-prefeito do município entre 1989 e 1992.

Durante seu período preso na Papuda, Cleriston precisou de pelo menos oito atendimentos médicos, entre os meses de janeiro e agosto de 2023, mesmo tomando seus medicamentos para diabetes e hipertensão. Esse estado de saúde complexo fez com que sua defesa solicitasse, na época, a liberdade provisória do acusado, o que não foi concedido.

Devido à sua participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, Clezão respondia na Justiça por associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.



Fonte: A Tarde

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