quinta-feira, fevereiro 5, 2026
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Decisão permite que Lewandowski volte a advogar após deixar governo

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República (CEP) autorizou o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski a retomar a advocacia após deixar o cargo. A liberação, no entanto, vem acompanhada de restrições válidas por seis meses.

Pela decisão, Lewandowski poderá advogar, mas fica impedido de atuar em casos que tenham relação direta com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ou que envolvam informações, decisões ou políticas públicas às quais teve acesso enquanto ministro.

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O ex-ministro consultou formalmente a Comissão de Ética sobre a possibilidade de voltar à advocacia logo após pedir exoneração.

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Entenda

Na decisão, deliberada na segunda-feira, 26, a comissão estabeleceu que, durante seis meses, Lewandowski não poderá:

  • intervir, direta ou indiretamente, em favor de interesses privados junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública ou a órgãos e entidades vinculadas à pasta;
  • atuar em processos administrativos, judiciais ou de consultoria que envolvam matérias, informações estratégicas ou políticas públicas às quais teve acesso privilegiado no exercício do cargo;
  • patrocinar, assessorar ou intermediar interesses privados em temas de competência do MJSP, especialmente junto às secretarias nacionais, à Polícia Federal e à Polícia Rodoviária Federal;
  • atuar perante órgãos colegiados vinculados ao ministério;
  • atuar, em processos judiciais ou administrativos, junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), quando os casos estiverem relacionados a informações ou políticas públicas de conhecimento privilegiado.



Fonte: A Tarde

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