Queda de Tite expõe instabilidade no banco de reservas da Raposa –
A “Era Tite” no Cruzeiro chegou ao fim de forma abrupta na noite deste domingo, 15. Após o empate em 3 a 3 contra o Vasco, em um Mineirão tomado por protestos, a diretoria celeste confirmou o desligamento do técnico de 64 anos.
O resultado, amargo por ter ocorrido com um jogador a mais em campo, selou o destino do comandante que, apesar do título estadual conquistado no último dia 8, jamais conseguiu dar identidade tática à equipe no cenário nacional.
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O revés estatístico é pesado: o Cruzeiro ocupa a 19ª colocação, na vice-lanterna da Série A, com apenas três pontos somados em 18 possíveis.
A falta de vitórias no Campeonato Brasileiro solapou a “gordura” acumulada com a taça do Mineiro, tornando a permanência de Tite insustentável diante da fúria do torcedor, que iniciou 2026 projetando um salto de qualidade após o legado deixado por Leonardo Jardim.
Ruptura com modelo anterior
Internamente, a avaliação é de que houve uma desconexão entre a promessa e a prática. Ao assumir o cargo, Tite indicou que manteria os pilares do trabalho de Jardim — atual técnico do Flamengo —, mas o que se viu em campo foi um time burocrático e sem a fluidez do ano anterior.
O “caos tático”, citado por analistas e percebido pelas arquibancadas, minou a confiança do elenco e da gestão de Pedro Lourenço.
Rotatividade no comando
A queda de Tite expõe a instabilidade no banco de reservas da Raposa. Desde que o empresário Pedro Lourenço assumiu o controle da SAF, no primeiro semestre de 2024, o clube já teve quatro treinadores: Fernando Seabra, Fernando Diniz, Leonardo Jardim e, agora, Tite.
A diretoria volta ao mercado com urgência. O objetivo é encontrar um nome capaz de estancar a crise técnica e retirar o clube da zona de rebaixamento antes que o primeiro turno se encerre. Até o fechamento desta edição, nenhum substituto havia sido anunciado oficialmente.
Fonte: A Tarde



