O crescimento da Inteligência Artificial (IA) está transformando rapidamente a economia global e o mercado brasileiro, com projeções de impacto massivo até o final desta década. Cerca de 92% das empresas brasileiras planejam adotar agentes de IA, superando a média mundial e o uso de IA em indústrias brasileiras saltou 163% entre 2022 e 2024, alcançando 41,9% do setor.
A tecnologia é considerada prioridade para 67% das empresas no Brasil em 2025 e a adoção de IA pode adicionar até 13 pontos percentuais ao PIB brasileiro na próxima década.
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Na economia do mar, a indústria naval a IA está impulsionando a chamada Navegação 4.0. Sensores inteligentes e algoritmos analisam vibrações e calor para prever falhas em motores e sistemas críticos antes que ocorram, reduzindo custos de reparo e tempo de inatividade, ajustando o consumo de combustível em tempo real, considerando correntes marinhas e ventos, o que pode reduzir as emissões de carbono e os custos operacionais.
Enquanto a Marinha do Brasil utiliza IA para análise de dados, identificação de alvos e vigilância costeira, a Petrobras também aplica IA para aumentar a segurança de trabalhadores em operações offshore. Nos portos, a IA gerencia o pátio de contêineres e prevê congestionamentos, acelerando a carga e descarga. Terminais brasileiros já investem nessa tecnologia para expandir sua capacidade operacional.
A nível global, ONU alerta que a IA pode impactar até 40% dos empregos globalmente até 2033. Três em cada dez empresas enfrentam dificuldades para encontrar profissionais qualificados, levando 80% das organizações a investirem em capacitação interna e a tendência é a migração de chatbots simples para agentes de IA autônomos, capazes de tomar decisões e executar tarefas complexas.
O uso de IA por indivíduos aumenta vertiginosamente nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde dados mostram que mais de um terço dos indivíduos nestes países usaram ferramentas de IA generativa em 2025.
A adesão, no entanto, permanece desigual entre os diferentes grupos populacionais. O uso é particularmente alto entre estudantes, com três quartos dos estudantes com 16 anos ou mais relatando o uso de ferramentas de IA generativa. Em contraste, aposentados e outros grupos inativos relatam um uso muito menor, de 12,5%.
O crescimento no uso de IA permaneceu particularmente forte em setores que anteriormente apresentavam desempenho inferior. O crescimento anual atingiu 62,5% em serviços de hospedagem e alimentação e 59,1% na construção civil. Outros setores também registraram taxas de crescimento positivas, embora mais moderadas, variando de 25,8% a 51,7%.
*Eduardo Athayde é diretor do WWI no Brasil. [email protected]
Fonte: A Tarde



