terça-feira, março 17, 2026
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Congresso promulga acordo que barateia vinho europeu

Sessão solene de promulgação do acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e União Europeia. –

O Congresso Nacional promulgou nesta terça-feira, 17, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. Após cerca de 26 anos de negociações, iniciadas ainda em 1999, os termos do acordo, que criará uma zona de livre comércio de 718 milhões de habitantes e cerca de R$ 113 trilhões em Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços), foram assinados no fim de janeiro, em Assunção, no Paraguai, entre representantes dos dois blocos.

Menos de dois meses depois, a ratificação foi concluída pelo Congresso Nacional no início deste mês. Era a última etapa para que o acordo, pelo lado brasileiro, entrasse em vigor. Os parlamentos de Argentina, Uruguai e Paraguai, demais sócios do Mercosul, também já ratificaram o acordo.

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Do lado da União Europeia, o Parlamento Europeu pediu, em janeiro, que o Tribunal de Justiça do bloco faça uma avaliação jurídica sobre o acordo, mas a presidente da Comissão Europeia, Usrula von der Leyen, garantiu que o bloco aplicará o tratado de forma provisória a partir de maio, mesmo com a pendência de análise judicial.

Com o tratado, o bloco sul-americano, composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, vai zerar tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens vendidos pelo Mercosul em até 12 anos.

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Com o acordo, os vinhos europeus devem ganhar destaque, tanto com a presença mais ampla em solo europeu, quanto acesso a preços mais baratos no Brasil.

Apesar do destoante cenário entre os setores nos blocos, o Brasil se destacou com uma forte recuperação da safra. Entre os destaque de acordo com relatório da Organização Mundial de Vinhos e Vinhas (OIV), estão:

  • Alta de 38% em relação à pequena safra de 2024
  • Alta de 15% acima da média dos últimos cinco anos

Isso possibilitou que o país produzisse cerca de 2,9 milhões de hectolitros no ano, mesmo diante de um verão quente e ondas de calor repetidas em janeiro e fevereiro, que levaram ao amadurecimento precoce e à redução da produção.



Fonte: A Tarde

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