sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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CGU vai investigar conduta do Banco Central no caso

CGU vai investigar conduta do Banco Central no caso Banco Master –

O desenrolar do caso Banco Master ganhou um novo capítulo com a entrada da Controladoria-Geral da União (CGU) na apuração. O órgão fiscalizador investiga se houve omissão ou falha de conduta por parte de servidores do Banco Central (BC) durante o período que antecedeu a liquidação da instituição, ocorrida no fim de 2025.

A investigação interna foca em entender por que a autoridade monetária permitiu que o banco de Daniel Vorcaro operasse sob forte estresse de liquidez — quando uma empresa ou instituição financeira enfrenta dificuldades severas para honrar compromissos de curto prazo, devido à falta de caixa, por exemplo — por tanto tempo. A CGU busca avaliar se houve negligência na fiscalização de operações suspeitas ou se os processos adotados seguiram rigorosamente as regras do sistema financeiro.

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Cerco intensificado

Como desdobramento das apurações, segundo o jornal O Globo, os dois chefes do Departamento de Supervisão Bancária (Desup) pediram para deixar suas funções após terem sido afastados previamente. Embora o BC classifique as mudanças como rotineiras, a sindicância busca neutralidade para avaliar se o setor demorou a agir contra os indícios de irregularidades na instituição.

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O cerco contra o Master se intensificou em novembro de 2024, quando o BC exigiu medidas para solucionar problemas recorrentes de falta de recursos. A partir daí, as investigações apontam para operações suspeitas envolvendo fundos da gestora Reag e transações com o BRB, banco controlado pelo governo do Distrito Federal.

Processo administrativo

A tentativa de salvar o Master incluiu uma proposta de aquisição por um consórcio liderado pela holding Fictor, que entrou em recuperação judicial nesta semana e passou a ser investigada pela Polícia Federal. A proposta foi rechaçada pela autoridade monetária, que determinou o encerramento definitivo das atividades do banco de Vorcaro.

A depender dos achados da investigação conduzida pela CGU, o caso pode evoluir para processos administrativos disciplinares envolvendo servidores do Banco Central, podendo resultar em demissões. O objetivo final é aprimorar as regras de controle e evitar que crises de liquidez dessa magnitude voltem a comprometer a estabilidade do mercado.



Fonte: A Tarde

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