A CBF reuniu nesta segunda-feira (06) representantes dos 40 clubes das Séries A e B e federações estaduais, no Rio de Janeiro, e apresentou uma agenda para tentar destravar a criação de uma liga única para o Campeonato Brasileiro. A entidade disse que o processo começará com coleta de propostas dos participantes e prevê a elaboração de um estatuto até o fim de 2026.
No encontro, a confederação exibiu estudos internos para sustentar a tese de que o Brasileirão está subvalorizado comercial e esportivamente. Segundo a CBF, os diagnósticos apontam gargalos em áreas como calendário, tempo de bola em jogo, estádios, transmissão, marketing, redes sociais, governança do regulamento e situação financeira dos clubes. A leitura da entidade é que a união entre os blocos pode aumentar o valor do produto antes da discussão sobre divisão de receitas.
Ao defender o papel da confederação no processo, o presidente Samir Xaud afirmou: “Hoje foi um dia histórico para o futebol brasileiro”. Já o vice-presidente Gustavo Dias reforçou, no mesmo evento, que “a liga precisa ser dos clubes”, com a CBF atuando como mediadora e uma das lideranças da articulação. A sinalização tenta reduzir a resistência de dirigentes que vinham cobrando participação maior da entidade na costura entre Libra e Futebol Forte União.
A primeira reação pública dos clubes foi positiva, ainda que cercada por pressão por consenso. A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, aprovou a reunião inaugural e cobrou união para que o projeto avance de fato, em meio a um histórico recente de impasses entre os grupos que negociam o futuro do campeonato. Com isso, a discussão entra numa fase mais formal, agora com calendário de debates e a CBF tentando transformar conversas dispersas em negociação institucional.
Fonte: Alô Bahia



