quarta-feira, fevereiro 4, 2026
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CBF explica expulsão polêmica de Carrascal em Flamengo x Corinthians

CBF esclarece decisão do VAR em expulsão de Carrascal –

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou, ainda na noite de domingo, 1, a súmula da final da Supercopa do Brasil, documento em que o árbitro Rafael Rodrigo Klein detalha a expulsão de Jorge Carrascal, do Flamengo, principal lance polêmico da decisão vencida pelo Corinthians. No registro oficial, o juiz relata que o cartão vermelho foi aplicado “por conduta violenta ao golpear fora da disputa de bola, com o braço no rosto e o punho fechado, seu adversário numero 7”.

A súmula também aponta um episódio ocorrido após o apito final, quando foi registrado o arremesso de um “saco de pipocas em direção aos árbitros”, segundo o relato, vindo do setor onde estava localizada a torcida do Corinthians.

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Somente algumas horas depois do término da partida e da conquista do título pelo clube paulista é que a CBF se manifestou publicamente sobre o lance envolvendo Carrascal. Em nota oficial, a entidade explicou a dinâmica da análise do VAR e os motivos que levaram à expulsão do atleta apenas após o intervalo.

De acordo com a CBF, a decisão “ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo. Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta”. Ainda segundo a entidade, “inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.”

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O lance ocorreu no último momento da primeira etapa, quando Carrascal agrediu Breno Bidon. Após o apito que encerrou o primeiro tempo, Rafael Rodrigo Klein chegou a se reunir com os capitães de Corinthians e Flamengo e realizou uma rápida conferência com o VAR, sem se dirigir ao monitor. Em seguida, orientou que os jogadores fossem para os vestiários, dando a entender que a partida seguiria sem punição disciplinar.

No entanto, durante o intervalo, uma nova análise foi realizada com imagens mais nítidas. Com isso, após cerca de 15 minutos, o árbitro retornou ao gramado e mostrou o cartão vermelho ao jogador do Flamengo antes do reinício da partida.

A CBF também reforçou que o procedimento adotado pelo árbitro está de acordo com as regras. Em consonância com a avaliação da comentarista Renata Ruel, a entidade afirmou que “o procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo.”

Na mesma nota, a confederação informou ainda que houve uma queda de energia na região do estádio, o que fez com que, por alguns minutos, o jogo fosse disputado sem o auxílio do VAR.



Fonte: A Tarde

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