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Caso Master mobiliza parlamentares por CPI mesmo com Congresso em recesso

Ainda que em pleno recesso legislativo, parlamentares têm se mobilizado para angariar apoio em torno da criação de CPI (comissão parlamentar de inquérito) para investigar o Caso Master. Congressistas de oposição e base do governo Lula (PT) se movimentam.

Têm reunido assinaturas os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Marcos Pollon (PL-MS), Carlos Jordy (PL-RJ), Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchiona (Psol-RS). Há propostas tanto de criação de CPIs e de CPMIs (comissão parlamentar mista de inquérito).

Recentemente, Carlos Jordy anunciou ter ultrapassado o número mínimo de apoios para protocolar o pedido, tendo alcançado ao menos 243 assinaturas. Exige-se o apoio de 27 senadores e 171 deputados.

A instalação do colegiado, entretanto, depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP). O Congresso Nacional, atualmente, tem ativas a CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a CPI do Crime Organizado.

A investigação conduzida pela PF (Polícia Federal) apontou fraude de cerca de R$ 12 bilhões. Indícios de fraude levaram à liquidação extrajudicial do banco pela autoridade monetária brasileira.

O caso repercute em Brasília não só pelo montante questionado, mas também pelas relações políticas do dono do Master, Daniel Vorcaro. A oposição, por exemplo, vê nos elos entre Vorcaro e a família de Alexandre de Moraes um trunfo para atacar a atuação do ministro no STF (Supremo Tribunal Federal).

O requerimento de Jordy cita contrato supostamente firmado entre o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, e o banco Master. O ministro, em nota, ressaltou que a esposa “jamais atuou na operação de aquisição BRB-Master perante o Banco Central”.

Outro eixo que os parlamentares pretendem explorar caso o colegiado seja instalado é quanto à atuação do BRB (Banco Regional de Brasília) no caso. “Há fortes indícios de que o BRB, instituição financeira estatal, estava sendo instrumentalizado para absorver passivos e contratos fraudulentos do Banco Master”, alega Rodrigo Rollemberg em requerimento.

Fonte: CNN BRASIL

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