sábado, fevereiro 7, 2026
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Carros chineses já representam mais de 35% do mercado global

A China consolidou em 2025 a liderança absoluta da indústria automotiva mundial, passando a responder por 35,6% das vendas globais de veículos, segundo dados da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros (CPCA).

Do total de 96,47 milhões de veículos comercializados no mundo no ano passado, 34,35 milhões foram vendidos por fabricantes chineses — volume 9% superior ao de 2024. Em alguns meses do segundo semestre, a participação do país chegou a 40% do mercado global, nível inédito para um único polo industrial.

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O avanço contrasta com o desempenho de mercados tradicionais. Estados Unidos e Alemanha registraram crescimento próximo de 1%, evidenciando a diferença de ritmo entre a indústria chinesa e os antigos centros de produção automotiva.

Montadoras chinesas ganham espaço entre as líderes globais

O desempenho de 2025 marcou uma mudança estrutural no ranking das maiores fabricantes do mundo. Três montadoras chinesas passaram a integrar o Top 10 global, algo que deixa de ser pontual e passa a indicar consolidação.

Segundo a CPCA:

  • BYD alcançou o 5º lugar, com 5,4% do mercado global, empatada com a aliança Renault–Nissan;
  • Geely ficou em 7º, com 4,6%;
  • Chery entrou no 10º lugar, com 3,7%.
  • Toyota (10,8%) e Volkswagen (8,9%) seguem na liderança, mas o ritmo de crescimento das chinesas aumenta a pressão sobre as montadoras tradicionais.

Exportações sustentam avanço internacional

Além da força no mercado interno, a China manteve em 2025, pelo terceiro ano consecutivo, a posição de maior exportador mundial de veículos. O país embarcou 8,32 milhões de unidades, alta de 30% em relação ao ano anterior.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelos veículos elétricos e híbridos, cujas exportações avançaram 70% no período. O México liderou como principal destino, seguido por expansão expressiva no Oriente Médio, Europa e América do Sul — com destaque para a Argentina.

Outro fator decisivo foi a queda do preço médio de exportação, que recuou para cerca de US$ 16 mil por veículo. A combinação entre escala industrial, eletrificação acelerada e preços mais baixos tem permitido às montadoras chinesas ampliar presença em mercados emergentes e pressionar concorrentes globais, mesmo com a redução da participação da Tesla nas exportações feitas a partir da China.



Fonte: A Tarde

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