quarta-feira, fevereiro 18, 2026
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Carnaval 2026: Semop destaca dignidade aos ambulantes, mais de 17 mil atendimentos e planejamento para 2027 – Acorda Cidade


No último dia oficial do Carnaval de Salvador 2026, a Prefeitura fez um balanço das ações voltadas aos ambulantes que atuaram na festa. À frente da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), o subsecretário Alisson Carvalho destacou avanços estruturais, sociais e de diálogo permanente com os trabalhadores informais, reforçando que o planejamento do próximo carnaval já começa imediatamente após o encerramento da edição atual.

Segundo Alisson, a pasta é responsável diretamente pelo ordenamento e cuidado com os ambulantes, considerados parte essencial da engrenagem econômica da folia. “A nossa pasta cuida especificamente dos ambulantes. Eles que são partes integrantes desse Carnaval”, afirmou.

Pacto intergovernamental e estrutura na Barra

Um dos marcos da edição 2026 foi a formalização de um pacto intergovernamental envolvendo o Ministério do Trabalho e Emprego, a Prefeitura de Salvador e o Governo do Estado. Pelo acordo, cada ente assumiu responsabilidades específicas, cabendo ao município garantir dignidade, conforto e segurança aos vendedores.

Entre os destaques está a plataforma dos ambulantes no circuito Barra-Ondina. Foram 400 trabalhadores organizados no espaço, o que, segundo o subsecretário, garantiu mais fluidez ao público e melhores condições de trabalho.

A estrutura também contribuiu para a atuação mais eficiente dos órgãos de segurança pública, como Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, além de oferecer mais segurança aos vendedores.

Transporte gratuito e restaurantes populares

Outro ponto ressaltado foi a distribuição de cartões de transporte gratuitos durante 11 dias de festa. A medida permitiu que os ambulantes pudessem retornar para casa, conviver com a família e descansar antes de mais uma jornada de trabalho.

Além disso, a Prefeitura instalou cinco restaurantes populares, com capacidade para atender até 7 mil ambulantes por dia, incluindo ajudantes. Para a gestão municipal, a iniciativa garantiu alimentação acessível e reforçou o cuidado social com a categoria.

Centros de acolhimento superam 17 mil atendimentos

Um dos projetos mais celebrados pela gestão foram os centros de acolhimento. Ao todo, seis pontos foram implantados, oferecendo:

  • Recarga de celular e maquinetas;
  • Pontos de hidratação;
  • Espaços de descanso;
  • Estrutura para banho.

Durante os dias de festa, foram registrados mais de 17 mil atendimentos, número que, segundo Alisson Carvalho, comprova o sucesso da iniciativa.

“O ponto de destaque que a gente pode aqui tratar são os centros de acolhimento. Algo que era muito desejado pelo ambulante”, destacou, acrescentando que a Semop reforça seu papel não apenas de fiscalização, mas também de cuidado e assistência.

Proteção às crianças e combate ao trabalho infantil

O balanço também envolveu ações integradas com outras secretarias. A Secretaria de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), por exemplo, acolheu mais de 600 crianças, filhos de ambulantes.

A iniciativa contribuiu para reduzir a presença de menores nos ambientes de trabalho, evitando situações de exposição e possíveis casos de trabalho infantil.

Escuta ativa e planejamento contínuo

Questionado sobre a avaliação pós-festa, Alisson afirmou que a gestão não espera o fim do carnaval para ouvir os trabalhadores.

sobre ambulantes - balanço
Foto: Sérgio Di Salles/Acorda Cidade

“O diferencial dessa gestão é que a gente não espera acabar. A gente faz uma escuta ativa durante toda a festa, ouvindo pontos positivos, pontos negativos”, explicou.

Segundo ele, os próprios centros de acolhimento nasceram dessa escuta prévia. Além disso, a Ouvidoria Geral do Município também recebe sugestões e reclamações, fortalecendo a construção de uma gestão participativa.

Com o encerramento do Carnaval 2026, a Prefeitura já volta as atenções para o próximo ano.

“Eu sempre digo que o planejamento do próximo carnaval começa quando acaba o carnaval que a gente está em curso aqui, para que a gente possa entregar cada vez mais e melhor para a nossa população e para quem vem à nossa cidade”, concluiu o subsecretário.

O balanço aponta que, além da festa e do impacto turístico, o Carnaval de Salvador segue sendo um grande motor econômico para o comércio informal, com foco crescente em organização, dignidade e diálogo permanente com quem faz a festa acontecer nas ruas.

Com informações do repórter Sergio Di Salles do Acorda Cidade

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Fonte: Acorda Cidade

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