terça-feira, março 3, 2026
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capacidade máxima e bloqueios entram no debate

Episódios de superlotação reacenderam o debate sobre a segurança em eventos –

Com o encerramento do Carnaval de 2026, episódios de superlotação e tumulto em grandes cidades reacenderam o debate sobre a segurança em eventos de massa. Em Salvador, foliões foram pisoteados durante a pipoca da cantora Anitta no circuito Dodô (Barra/Ondina), na sexta da folia.

Já em São Paulo, uma confusão na Rua da Consolação terminou com atendimentos no local e motivou a abertura de apuração pelo Ministério Público, após o encontro de megablocos provocado por atrasos.

Tudo sobre Carnaval em primeira mão!

Para a especialista em eventos corporativos Monique Fonseca, situações como essas costumam ocorrer quando faltam pilares básicos, como organização de fluxo, definição de rotas de fuga e planejamento detalhado. Segundo ela, grandes eventos precisam ser estruturados com estratégias claras de entrada, circulação e saída, compatíveis com o espaço e o público estimado. A falha mais recorrente, aponta, acontece quando o gradeamento cria áreas cercadas sem alternativas reais de escape em caso de emergência.

“Dá para cercar a área, mas as rotas de fuga precisam ficar livres. O gradeamento tem que permitir a passagem de bombeiro e ambulância em caso de emergência, por exemplo”.

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Como prevenir

A especialista aponta duas medidas capazes de evitar o chamado efeito dominó em situações de tumulto, especialmente no Carnaval 2027:

Capacidade com regra clara: “Chegou ao limite, fecha o acesso. Não entra mais ninguém. É duro, mas evita crise e acidente”.

Cronograma técnico minuto a minuto: Monique recomenda a elaboração de um plano de contingência aliado a uma programação cronometrada, organizando deslocamentos, montagem, testes, atendimento à imprensa e dispersão. “Você fecha o horário de cada etapa do dia e reduz o improviso quando o cenário muda”.

Sete medidas para reduzir riscos em grandes eventos

1 – Mapa de fluxo: planejamento de entrada, circulação, dispersão e saída, com rotas sinalizadas e equipes alinhadas ao mesmo protocolo.

2 – Rotas de fuga livres: corredores desobstruídos para bombeiros e ambulâncias, sem gargalos ou bloqueios por grades.

3 – Capacidade controlada: definição de limite técnico por área, ponto de corte, plano de bloqueio e comunicação clara ao atingir o máximo permitido.

4 – Logística para evitar cruzamento de multidões: organização de janelas de chegada e saída, espaçamento entre atrações e trajetos que impeçam encontros em vias estreitas.

5 – Comando único no dia do evento: liderança com autonomia para interromper atividades, redirecionar o público e acionar planos de contingência.

6 – Plano de contingência estruturado: programação detalhada, organizada minuto a minuto.

7 – Comunicação eficiente no local: orientações objetivas, pontos de apoio visíveis e mensagem unificada em caso de risco, com canal direto de informação ao público.



Fonte: A Tarde

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