segunda-feira, março 30, 2026
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Cães matam gatos com doenças transmissíveis em universidade baiana

Gatos em tratamento de doenças transmissíveis foram mortos por um grupo de cães, no sábado, 28, naUniversidade Estadual de Feira de Santana (Uefs). Os animais estavam acolhidos, em isolamento, para os cuidados veterinários.

Em razão de intervenções estruturais em andamento, 15 gatos estavam em gaiolas de ferro revestidas com telas para garantir a segurança e sob os cuidados diários da equipe responsável.

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No entanto, de acordo com nota da universidade, mesmo com a proteção, uma matilha de cães conseguiu acessar a área reservada e matar parte dos felinos.

A quantidade exata não foi divulgada, no entanto, os sobreviventes estão sendo assistidos e recebem todos os cuidados necessários pela equipe do Núcleo de Atenção aos Animais no Campus (NAAC).

“A Universidade lamenta profundamente o ocorrido e se solidariza com todos os envolvidos no cuidado com os animais do campus, ressaltando tratar-se de uma fatalidade, oriunda de fatores exógenos e sem identificação de responsabilidade direta”, lamentou a Uefs.

Abandono de animais no campus

Na última semana, a universidade repudiou o frequente abandono de animais no campus. No local, circulam entre 150 e 200 cães e gatos.

Para gerir essa população, o NAAC atua na linha de frente com uma equipe técnica que busca equilibrar o bem-estar animal e a segurança da comunidade acadêmica.

O núcleo atende cerca de 80 animais e dispõe de um espaço de aproximadamente de 332 metros quadrados.

No campo da imunização, cerca de 50 animais já receberam a vacina múltipla em 2026, com foco nos filhotes. Um dos maiores sucessos recentes foi o controle da esporotricose, zoonose que afeta os gatos e pode ser transmitida a humanos.

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Manejo de animais agressivos

Para lidar com animais de comportamento agressivo ou que defendem território em áreas de grande circulação, a Uefs adotou uma política de realocação assistida, fundamentada no planejamento técnico e no bem-estar animal.

O processo visa garantir a segurança de toda a comunidade acadêmica e dos próprios bichos. Um dos focos iniciais dessa ação é o setor da Assessoria Especial de Informática (AEI), onde residem dois animais com histórico de comportamento territorialista.

Atualmente, cinco animais estão no cronograma de realocação para o ambiente controlado do Núcleo de Atenção aos Animais no Campus (NAAC), que passou por reformas finalizadas em fevereiro.

As novas instalações incluem baias projetadas sob preceitos rigorosos de dignidade animal, contando com áreas de sombreamento, proteção contra chuva e solário.

A ação ocorre de forma pausada e gradual, permitindo uma adaptação tranquila à nova rotina e evitando que os animais fiquem estressados ou irritados.

Riscos da superpopulação e a importância da adoção

A superpopulação gera impactos que vão desde a saúde pública, com o risco de raiva e leishmaniose, até o desequilíbrio ambiental. A solução definitiva, segundo a equipe, passa pela doação responsável.

“A adoção retiraria o animal de um ambiente que não é o ideal para ele e nos permitiria ter mais recursos para os que ficam”, afirma nota.



Fonte: A Tarde

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