quarta-feira, abril 1, 2026
spot_img
HomeDestaquesCadu Santoro explica contratação de Léo Vieira: "Sempre foi primeira opção"

Cadu Santoro explica contratação de Léo Vieira: “Sempre foi primeira opção”

Cadu Santoro e Léo Vieira na apresentação do goleiro –

Léo Vieira foi oficialmente apresentado no Bahia, nesta quarta-feira, 1º, finalizando a chegada de um goleiro “urgente” para o clube após a lesão de Ronaldo, que deixou o Esquadrão apenas nas mãos de João Paulo.

Na coletiva de apresentação do atleta, o diretor de futebol Cadu Santoro detalhou os bastidores da decisão e classificou o movimento como necessário diante do cenário.

Tudo sobre Esportes em primeira mão!

Leia Também:

Segundo o dirigente, o clube iniciou o ano com uma estrutura definida para a posição, apostando em Ronaldo como titular, João Paulo como alternativa imediata e o jovem Vitor, da base, em desenvolvimento.

“Nós tínhamos definido que iniciaríamos o ano com o Ronaldo, com o João Paulo e que apostaríamos no garoto da base, em desenvolvimento, que é o Vitor, hoje integrado ao elenco profissional”, explicou.

“Mas, infelizmente, o Ronaldo teve uma lesão que consideramos grave, que, apesar de ter um tratamento conservador, exige sempre uma recuperação longa. Faltavam apenas cinco dias para o fechamento da janela“, detalhou.

Mudança de planejamento

A gravidade da lesão e o curto prazo para agir foram determinantes. Santoro deixou claro que, em outro contexto, o clube poderia ter mantido o planejamento inicial.

“Acho que, se tivesse sido uma lesão muscular, algo de impacto mais curto, provavelmente não teríamos feito nenhum movimento. Mas, quando surge uma lesão grave a cinco dias do fechamento da janela, seria uma irresponsabilidade da minha parte não mudarmos a rota e não buscarmos uma reposição“, disse.

Com pouco tempo disponível, o Bahia acelerou o processo no mercado. O nome de Léo Vieira, segundo o dirigente, já era acompanhado internamente há anos.

Cadu Santoro e Léo Vieira na apresentação do goleiro | Foto: Téo Mazzoni I Ag. A TARDE

“Dentro desses cinco dias, foi tudo muito rápido, porque tivemos que tomar uma decisão, alinhar e debater com a comissão. Entre os nomes que discutimos, o Léo sempre foi a primeira opção“, afirmou.

“É um atleta que já conhecemos há pelo menos três ou quatro anos, que vínhamos monitorando, mas sabíamos que também seria difícil a saída”, completou.

Negociação rápida

A operação só avançou pela combinação de fatores, incluindo a vontade do próprio jogador e a postura da Chapecoense. “Quero agradecer muito ao Léo, aos agentes e ao pessoal da Chapecoense, porque é difícil tirar um atleta que vem jogando em um clube de Série A“, reconheceu.

“Acho que a vontade do Léo foi determinante. Sempre com muito respeito a todas as pessoas envolvidas, conseguimos conduzir isso e finalizar de forma rápida”, disse.

Léo Vieira pela Chapecoense

Léo Vieira pela Chapecoense | Foto: Chapecoense

Santoro também reconheceu que o timing da negociação não é o ideal dentro da política do clube. “Não é um tipo de movimento que gostamos de fazer, de ir para o último dia da janela, porque existe um risco”, explicou.

“Temos um trabalho de exames médicos bastante criterioso, que faz parte do processo para minimizar erros e riscos. Então, não é o ideal, mas precisávamos nos movimentar nesse curto espaço de tempo”, completou.

João Paulo ganha protagonismo

Com a lesão de Ronaldo e a chegada de Léo Vieira, o Bahia também redefiniu o papel de João Paulo no elenco. O goleiro, emprestado pelo Santos até o fim de junho, ganhou ainda mais respaldo interno e deve seguir como titular.

A diretoria tem interesse concreto em sua permanência, seja por meio da compra em definitivo ou pela extensão do empréstimo. A avaliação é de que o jogador já conquistou confiança dentro do grupo e exerce papel de liderança, mesmo com pouco tempo no clube.

João Paulo pelo Santos

João Paulo pelo Santos | Foto: Santos FC

Há, inclusive, um fator estratégico – caso siga emprestado, João Paulo não poderá enfrentar o Santos por cláusula contratual, em jogo marcado para 26 de abril. Esse cenário também pesou na decisão de trazer um goleiro experiente para compor o elenco.

Ausência de Ronaldo

A ausência de Ronaldo, que sofreu uma luxação traumática no cotovelo direito e pode ficar fora até depois da pausa para a Copa do Mundo, alterou completamente a dinâmica da posição.

Sem ele, o Bahia corria o risco de ter um jovem da base como reserva imediato, o que levou o clube a buscar uma solução mais segura no mercado.

Ao final, o nome de Léo Vieira foi aprovado, teve sua multa rescisória paga junto à Chapecoense e assinou contrato até o fim da temporada, com salário próximo ao que recebia no clube catarinense.



Fonte: A Tarde

- Advertisment -spot_img

Mais lidos