quinta-feira, fevereiro 19, 2026
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Cada dia como se fosse o último

Em outubro do ano passado, tricolores e rubro-negros sentiam a angústia da notícia de diagnóstico do câncer de Éverton Ribeiro. Capitão do Bahia, o atacante teve câncer de tireoide, e precisou operar para iniciar a recuperação.

Tendo marcado a cirurgia para quando o Bahia precisasse menos de seu camisa 10 em campo, Éverton recebeu muito carinho de todas as torcidas. Hoje, o câncer já é uma lembrança mais distante, com o capitão de volta aos jogos e defendendo o Bahia até na Libertadores.

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“Foi um susto muito grande, né, mas, graças a Deus, tive minha família comigo, meus amigos, muita gente que não conheço mandando força, e isso me ajudou muito. Hoje, graças a Deus, estou curado”, celebrou em entrevista à ESPN.

“Os doutores que cuidaram de mim me ajudaram muito, fizeram o melhor deles. Hoje estar aqui jogando, feliz novamente, podendo disputar mais uma Libertadores… Sou muito agradecido por isso”, afirmou.

A recuperação foi rápida. Pouco tempo depois da cirurgia, Éverton já estava novamente à disposição do Bahia, e dentro de campo, a técnica não diminuiu nem um pouco, com o atleta entregando atuações de gala até hoje.

Mudança de vida

Mas, segundo ele, uma mudança gigantesca aconteceu fora das quatro linhas. “(Passei a) viver o dia a dia como se fosse o último. A gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu estava bem, e no outro dia recebi uma notícia muito impactante, não sabíamos como seria o futuro”, refletiu.

É viver os pequenos momentos, as pequenas alegrias, para depois pensar no futuro. Estou muito feliz podendo viver esse dia a dia, jogando, que é o que eu amo, e tendo minha família e amigos do meu lado”, completou.

O Bahia como apoio

Além da família, outro pilar essencial no processo foi o próprio Bahia. O clube identificou o problema em exames de rotina e ofereceu total suporte ao atleta, desde o acompanhamento médico até o apoio psicológico.

A relação de confiança ficou ainda mais evidente com a renovação contratual concluída ao fim da temporada passada, com vínculo agora até o final de 2026.

“(O Bahia) foi muito importante para mim. O Bahia me deu um suporte… eles que descobriram, eles que deixaram eu à vontade para fazer ou não a cirurgia, me deram todo apoio psicológico, dos médicos, o carinho que eu recebi da torcida, foram muito importante para eu tomar essa decisão com calma, junto com minha esposa, com os médicos”, comentou.

Eles me ajudaram, me ouviram e deram todo o suporte para eu voltar o mais rápido possível. Hoje, curado, poder jogar mais essa Libertadores com a camisa do Bahia é muito especial”, completou.

Éverton em campo

Suspenso contra o O’Higgins no confronto de ida pela Libertadores por conta de uma expulsão na Sul-Americana do ano passado, o capitão volta a campo pelo Bahia no jogo de volta, na Fonte Nova, na quarta-feira, 25, para virar o placar de 1 a 0 e garantir uma vaga na próxima fase.



Fonte: A Tarde

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