
Entre 2019 e 2024, adolescentes baianos passaram a enfrentar mais situações de violência e novos hábitos de risco, apesar da redução no consumo de álcool e drogas ilícitas. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE.
Um dos principais destaques é o aumento do bullying. Em 2024, 37,7% dos estudantes de 13 a 17 anos na Bahia relataram ter sofrido humilhações ou provocações na escola ao menos uma vez nos 30 dias anteriores à pesquisa. Em 2019, esse percentual era de 34,1%.
Além disso, a aparência física segue como o principal motivo das agressões, especialmente características do rosto, cabelo e corpo. As meninas continuam sendo as maiores vítimas.
Outro dado que chama atenção é o avanço do uso de cigarro eletrônico. A proporção de adolescentes que já experimentaram esse tipo de dispositivo mais que dobrou no estado em cinco anos, passando de 9,6% em 2019 para 21,2% em 2024 — o equivalente a 1 em cada 5 jovens. Enquanto isso, o uso de cigarro convencional apresentou leve queda.
Apesar da redução, o consumo de bebidas alcoólicas ainda é elevado. Mais da metade dos adolescentes baianos (51,6%) afirmou já ter experimentado álcool, embora o índice tenha caído em relação a 2019, quando era de 60,6%.
No caso das drogas ilícitas, a Bahia segue com o menor percentual do país. Em 2024, 4,3% dos estudantes disseram já ter feito uso dessas substâncias, número inferior ao registrado cinco anos antes.
A pesquisa também aponta mudanças no comportamento sexual. O percentual de adolescentes que já tiveram relação sexual caiu para 30,8%, mas a iniciação precoce — antes dos 13 anos — aumentou.
Outro dado preocupante é o crescimento da violência sexual. Em 2024, 8,6% dos estudantes afirmaram já ter sido forçados a manter relações ou praticar atos sexuais contra a própria vontade, um aumento significativo em relação aos 5,1% registrados em 2019. Segundo o levantamento, cerca de um terço dos agressores são familiares.
Na área da saúde mental, os indicadores permanecem alarmantes. Quase 3 em cada 10 adolescentes disseram se sentir tristes com frequência, e 31,9% afirmaram já ter tido vontade de se machucar propositalmente. A situação é mais grave entre as meninas.
Por outro lado, houve avanço na prática de atividades físicas. Em 2024, 28,1% dos adolescentes eram considerados fisicamente ativos, contra 25,4% em 2019. Ainda assim, 40,7% passam mais de três horas por dia em frente a telas.
A PeNSE 2024 entrevistou mais de 150 mil estudantes em todo o Brasil, sendo 6.758 na Bahia, com idades entre 13 e 17 anos, em escolas públicas e privadas.
*Matéria produzida com apoio da Inteligência Artificial (IA)
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Fonte: Acorda Cidade



