sexta-feira, fevereiro 6, 2026
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Feira Preta reúne 30 mil pessoas e marca estreia histórica em Salvador

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A música assumiu o papel central da celebração na Feira Preta desde o primeiro dia –

A estreia do Feira Preta Festival em Salvador reuniu mais de 30 mil pessoas no Distrito Criativo do Centro Histórico, em três dias de programação gratuita que celebraram a força da economia preta baiana.

Com música, moda, debates, audiovisual, gastronomia e atividades infantis, o evento inaugurou um novo capítulo para a cultura afro-diaspórica no país.

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A fundadora da Feira Preta, Adriana Barbosa, destaca que trazer o festival para Salvador simboliza uma conquista histórica.

“Trazer o Festival Feira Preta para Salvador foi um sonho que se materializou com muita força. A Bahia é um dos centros mais potentes da diáspora negra no mundo, e ver esse território vivo, pulsando cultura, empreendedorismo, tecnologia e afeto, é a confirmação de que essa cidade sempre fez parte da nossa história e agora oficialmente. Esta edição mostra que quando a economia preta se encontra, ela movimenta pessoas, transforma realidades e cria futuros”, afirmou.

A música assumiu o papel central da celebração desde o primeiro dia. No sábado, Sued Nunes, indicada ao Grammy Latino 2025, emocionou o público com um show de abertura no Palco Axé ao lado de Josyara.

“Cantar no Feira Preta tem um significado enorme pra mim. É um festival que sempre admirei, por valorizar nossas histórias e cuidar da gente em cada detalhe. Subir nesse palco, ao lado de Josyara, é celebrar a força da nossa música e das trajetórias negras que nos trouxeram até aqui. É um espaço que acolhe, potencializa e lembra por que fazemos arte”, disse Sued.

A participação especial de Rachel Reis no show de Jau foi outro ponto alto da noite.“É muito importante, me sinto feliz de fazer parte desse momento histórico. A gente sabe como é necessário fomentar a economia criativa, apoiar quem faz seu corre e precisa de suporte. Fico muito feliz de participar e de ter cantado com Jau. A energia da galera estava lá em cima”, afirmou.

No domingo, Pagode Por Elas, Yan Cloud, Vírus Carinhoso, Ministereo Público, Samba Orisun e o Baile Essencial incendiaram a Praça Maria Felipa. O Kannalha encerrou a noite com um grande baile afro-baiano.

“A gente combate o racismo quando já estamos aqui em um palco como do Feira Preta, cantando a nossa música, para todas essas pessoas. Quando temos a oportunidade de trazer o pagode baiano e vários outros ritmos que nasceram da cultura preta para o público dançar, se divertir, já estamos combatendo o racismo”, disse O Kannalha.

Economia preta se fortalece com moda, gastronomia e empreendedorismo

Mais de 130 marcas integraram o Mercado da Preta, apresentado pelo Sebrae, enquanto 16 empreendedores ocuparam o espaço gastronômico Preta Degusta. Os desfiles do Preta na Moda, em parceria com o Instituto C&A, ampliaram a visibilidade da moda preta contemporânea.

Entre os destaques esteve o estilista Rei Vilas Boas, que apresentou sua coleção Maria Mulambo, marcada por ressignificação de materiais e estética afro-brasileira.

“Participar da feira de empreendedores da Feira Preta é muito potente. A estrutura, a estética e o cuidado com o espaço valorizam o nosso trabalho e permitem que a gente mostre a nossa moda com dignidade. É lindo ver as pessoas se conectando com a minha marca e sentir esse verdadeiro aquilombamento entre nós, empreendedores pretos”, afirmou.

A empreendedora Carla Cristina, criadora do Atelier Carla Cristina, também celebrou a participação. “Estar na Feira Preta é a realização de um sonho. A formação do CRIA e o apoio do Instituto Feira Preta mudaram meu negócio e me deram estrutura para crescer. Para nós, pequenos empreendedores, ter uma rede que nos acolhe, orienta e impulsiona faz toda a diferença e aqui eu sinto exatamente isso”, disse Carla.

A Feira Pretinha recebeu atividades lúdicas afrocentradas e empreendedores mirins, enquanto a Casa das Histórias promoveu filmes, debates e rodas de conversa sobre narrativas negras.

No espaço de games, a parceria com a Salve Games levou títulos como Zumbi dos Palmares e Murukutu: Floresta corpo-território. Mapping, stand-up e outras intervenções artísticas completaram a programação.



Fonte: A Tarde

Sean ‘Diddy’ Combs recebe duas novas acusações por casos de agressão sexual

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Sean “Diddy” Combs recebeu duas novas acusações de agressão sexual, feitas pelo produtor musical Jonathan Hay. A informação é da ABC. Segundo a emissora americana, Hay teria sido atacado em 2020 e 2021, em casos já sob investigação do Departamento do Xerife do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos. A defesa do rapper nega as acusações.

O boletim policial relata que, em 2020, o cantor teria se masturbado diante de Hay durante uma sessão de fotos realizada num depósito de Los Angeles. O produtor musical só teria registrado a queixa agora por conta da vergonha em relatar a suposta ocasião.

O documento ainda descreve que, em 2021, Hay teria sido atraído para uma reunião pelo empresário Christopher “C.J.” Wallace, com quem desenvolvia um projeto musical. Ao chegar ao encontro, ele teria sido imobilizado por dois homens, que teriam coberto a sua cabeça, antes de Diddy entrar na sala e forçá-lo a praticar sexo oral.

Como prova, Hay entregou à polícia vídeos e fotografias. A defesa de Wallace nega as acusações, às quais se refere como parte de uma suposta campanha de difamação contra a sua figura.

As novas denúncias aparecem semanas depois de Diddy ter sido sentenciado, em outubro, a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de transporte para fins de prostituição, em caso envolvendo duas ex-namoradas.

Fiuk revelou ter sido afastado do filme que idealizou, inspirado em “Velozes e Furiosos”, após divergências com a equipe. O cantor e ator afirma que seu nome estaria sendo usado sem autorização, mas garante que seguirá firme para realizar o projeto original.

Folhapress | 14:00 – 19/11/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

Deputado Isidório destaca força do A TARDE Educação na Fenagro 2025

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Deputado Isidório –

O deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) destacou, durante visita aos Espaços do A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, na 34ª edição da Fenagro, o valor educativo e social do espaço dedicado à aprendizagem de crianças e jovens.

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Para ele, a Fenagro deste ano se consolidou como um “show de cultura, esporte, lazer e aprendizado”.

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“Tem sido um palco da educação na Bahia. Quando as crianças chegam aqui, elas ficam envolvidas e não dão nem vontade de voltar para casa. Esse espaço do A TARDE Educação mostra um palco protagonista de educação porque as crianças chegam aqui, passam por várias cabines gratuitamente, aprendem sobre plantio, natureza, aprendem também algumas operações gamers. Eu digo a todos os diretores de escola e professores que ainda dá tempo de orientar os pais, fazer uma combinação, botar todo mundo no ônibus e vir pra cá. É um excelente fim de ano letivo para essas crianças”, disse.

Deputado Isidório visita Agência Expressa | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

O deputado também parabenizou o Grupo pela iniciativa e pela longa trajetória de contribuição ao jornalismo baiano. “O Grupo A TARDE está de parabéns. Eu costumo dizer que não existe imprensa, não existe jornalismo na Bahia sem o Jornal A TARDE. É histórico”, destacou.

Espaço A TARDE Educação

Instalado na Casa A TARDE, o A TARDE Educação oferece uma série de atividades voltadas para estudantes, famílias e visitantes, com foco em cultura, sustentabilidade e práticas pedagógicas. Entre as atrações estão:

  • Espaço Multicultural, com exposições e experiências artísticas;
  • Sala Gamer, com jogos educativos e interativos;
  • Espaço Semearte, dedicado à educação ambiental e oficinas práticas;
  • Agência Expressa, onde o público produz um jornalzinho e vivencia o universo da educomunicação.

Durante toda a semana, o A TARDE Educação seguirá oferecendo oficinas, experiências práticas e mediações pedagógicas para alunos das redes pública e privada. As atividades são gratuitas, abertas ao público e contam com equipe especializada para orientar visitantes de todas as idades.

Fenagro 2025

A Fenagro 2025 é apresentada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), com a realização do Grupo A TARDE e produção da On Line Entretenimento.



Fonte: A Tarde

Jerônimo envia indicação de Otto Filho ao TCE à Alba

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A decisão do PSD em indicar o deputado federal Otto Alencar Filho, herdeiro do senador Otto Alencar, ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), foi referendada nesta quarta-feira, 3, pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).

O chefe do Executivo encaminhou o nome do parlamentar para avaliação da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) para ocupar o cargo de conselheiro, deixado por Antônio Honorato de Castro Neto, devido a sua aposentadoria.

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*Em atualização



Fonte: A Tarde

aprenda fazer receita que faz sucesso na Fenagro

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O responsável pelo sorvete é o produtor de cachaça Edvaldo Antônio –

Sucesso na 34ª Fenagro (Feira Nacional de Agropecuária da Bahia), que acontece no Parque de Exposições de Salvador, entre os dias 29 de novembro e 7 dezembro, o sorvete de cachaça, vendido na Vila da Cachaça, tem atraído diversas pessoas.

O responsável pelo sorvete é Edvaldo Antônio, empresário e produtor de cachaça, de Paramirim, localizado na região Sudoeste da Bahia. “A gente faz um mousse com creme de leite, leite condensado e a polpa da fruta. Aí coloca a cachaça prata. Aí vira esse coquetel gelado e a máquina faz essa nevada”, explicou Edvaldo ao Portal A TARDE.

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Segundo ele, a consistência é de milkshake, “não congela, mas fica bem pastoso”. “São vários sabores, um dos que mais famosos é o de tamarindo, pois ele harmoniza muito com cachaça, mas o campeão de vendas é o de maracujá. Também fazemos o de limão, frutas vermelhas, entre outros. Nós começamos a produzir tem uns 15 anos com foco no público jovem”, completou.

Como preparar:

Ingredientes

  • 200 ml de polpa da fruta da sua preferência
  • 50 ml de cachaça cachaça prata
  • 1 colher de sopa de creme de leite
  • 1 colher de sopa de leite condensado

Modo de preparo

1. Bata tudo no liquidificador

2. Depois de batido, coloque em um recipiente

3. Em seguida, coloque o recipiente no congelador por 4 horas, no mínimo. O ideal é deixar de um dia para o outro.

4. Aguarde alguns minutos depois que retirar o sorvete do congelador para que ele fique mais fácil de pegar.

Sorvete de cachaça fez sucesso na Fenagro | Foto: Edvaldo Sales | Ag. A TARDE

Fenagro 2025

A Fenagro 2025 é apresentada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), com a realização do Grupo A TARDE e produção da On Line Entretenimento.



Fonte: A Tarde

Ovo de Páscoa de diamantes bate recorde e é arrematado por US$ 30 milhões

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Um Ovo de Inverno Imperial Fabergé, encomendado pelo Czar Nicolau II como presente de Páscoa para sua mãe, foi vendido por um valor recorde de US$ 30 milhões (cerca de R$ 160 milhões) em um leilão na terça-feira (2).

Esculpido em cristal de rocha e adornado com decorações de flocos de neve de platina cravejados de diamantes de lapidação rose-cut, o Ovo de Inverno é considerado uma das melhores criações de Fabergé para a família Imperial, de acordo com a Christie’s.

Assente sobre uma base de cristal feita para parecer gelo derretido, o ovo é gravado internamente com um desenho de geada. Ele foi projetado para se abrir e revelar uma surpresa: um intrincado buquê de flores.

O ovo foi oferecido no leilão de 2 de dezembro, “O Ovo de Inverno e Obras Importantes de Fabergé de uma Coleção Principesca,” durante a “Semana Clássica” de leilões da Christie’s. Foi listado com uma “estimativa de preço sob consulta; superior a 20 milhões de libras” (cerca de R$ 70 milhões). Foi vendido por 22.895.000 libras (cerca de R$ 162 milhões), sendo a terceira vez que estabelece um recorde, disse a Christie’s em um comunicado na terça-feira.

A Christie’s já havia vendido o Ovo de Inverno em Genebra em 1994 e em Nova York em 2002. Ambas as vezes, estabeleceu um preço recorde mundial para um item Fabergé vendido em leilão. Em Nova York, ele foi vendido por US$ 9,6 milhões.

Em 2007, o Ovo Fabergé Rothschild foi vendido por US$ 18,5 milhões em um leilão da Christie’s.

“Este é um dos Ovos de Páscoa Imperiais criados por Fabergé para os Romanov. E o Ovo de Inverno é indiscutivelmente o melhor de todos eles,” disse Margo Oganesian, chefe do departamento de Fabergé e obras de arte russas da Christie’s, à Reuters em uma prévia para a imprensa em 27 de novembro.

“Foi encomendado em 1913 como um presente de Nicolau II para sua mãe, Maria Feodorovna. E é incrível em seu design, em seu artesanato, na técnica que Fabergé usou, na história por trás dele.”

A venda é uma das várias que a Christie’s está realizando durante sua “Semana Clássica”, que vai de 2 a 11 de dezembro.

Entre os destaques de sua “Venda Noturna de Velhos Mestres”, também em 2 de dezembro, está a primeira representação de um músico feita pelo artista holandês Gerrit Dou, “O Flautista”. Sua estimativa é de 2 milhões a 3 milhões de libras.

Uma gravura de Rembrandt avaliada em 1,5 milhão a 2,5 milhões de libras está em oferta na venda de 3 de dezembro, “Coleção Sam Josefowitz: Obras-Primas Gráficas de Rembrandt van Rijn – Parte III”.

Fonte: CNN BRASIL

Zulu Araújo lança novo livro e revisita 50 anos de luta antirracista

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A trajetória de mais de cinco décadas no movimento negro ganha novo capítulo com o lançamento de Apenas um Cidadão, primeiro livro de Zulu Araújo. A obra, editada pela Solisluna, será apresentada ao público nessa quarta-feira, 3, às 18h, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), no Centro Histórico, em evento com bate-papo e sessão de autógrafos.

Embora não seja um livro de memórias, Zulu revela que o leitor encontrará fragmentos marcantes de sua vida: “Esse livro foi incentivado por alguns amigos que ouviam minhas histórias e viam nelas potencial para uma publicação. Nele, o leitor encontrará versões de histórias divertidas pelas quais passei, momentos familiares e os altos e baixos que todo baiano passa. Em particular no tocante à resiliência do racismo em nossa sociedade, e reflexões sobre momentos importantes da minha vida política e cultural”, afirma.

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A obra percorre desde a infância marcada pelo trabalho precoce — Zulu começou a trabalhar aos 10 anos — até o início da militância aos 18. O ingresso no Partido Comunista Brasileiro, em 1973, marca um divisor de águas.

“Foi uma verdadeira escola política e de vida”, lembra ele. Em plena ditadura, exercer a cidadania, especialmente sendo uma pessoa negra, significava enfrentar riscos diários.

Aos 73 anos, o autor reflete sobre o país atual e sobre o que ainda impede a cidadania plena: “Claro que os tempos são outros e muita coisa mudou positivamente, se compararmos com o período ditatorial, mas ainda existem fortes entraves para o exercício pleno da cidadania, ainda mais se você for uma pessoa preta no Brasil”, analisa.

“Exemplo são as abordagens policiais nos bairros pobres do nosso país, onde meter o pé na porta substitui a autorização judicial e a bala substitui o devido processo legal. Lamentavelmente, ainda se faz presente no imaginário da população que ‘branco correndo é atleta, e preto correndo é ladrão’. E aí não há cidadania que resista”, completa.

O livro reforça também o papel transformador da educação, crença herdada de seu pai. Em um dos capítulos, Zulu recorda sua formação na Escola de Arquitetura da UFBA e o despertar para a cultura e para a palavra escrita. Esse processo, segundo ele, alimentou a consciência necessária para o enfrentamento ao racismo.

“Em primeiro lugar, é preciso ter muita firmeza e consciência dos nossos direitos. Em segundo lugar, tem que criar e manter uma rede de solidariedade a esse direito, particularmente junto a organizações do movimento negro e dos direitos humanos. E, por fim, tem que ter coragem para os enfrentamentos necessários”, afirma o autor.

A narrativa avança para as conquistas acumuladas ao longo da vida. Zulu se tornou referência nacional na luta antirracista e ocupou cargos centrais na gestão cultural: foi diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, dirigente do Grupo Cultural Olodum, responsável por acompanhar o nascimento do Bando de Teatro Olodum, diretor da área afro-brasileira da Fundação Cultural Palmares e, mais tarde, presidente da instituição, indicado por Gilberto Gil.

Serviços

➡️ Lançamento do livro “Apenas um Cidadão”, de Zulu Araújo

▪️Bate-papo: Zulu Araújo e Paulo Miguez

▪️Mediação: Mirtes Santa Rosa

▪️Data: 3 de dezembro de 2025

▪️Horário: 18h

▪️Local: Muncab – R. das Vassouras, 25, Centro Histórico

▪️Entrada: gratuita



Fonte: A Tarde

‘Só traumatizou ainda mais quem é de favela’, diz L7nnon sobre ação que matou 121 no RJ

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Na reta final de “Dona de Mim” (Globo), L7nnon comemora o sucesso de seu primeiro trabalho como ator. O rapper carioca de 31 anos, que dá vida ao ex-detento Ryan na novela, se diz surpreso e contente com a aceitação do público. Para ele, o personagem vem cumprindo sua missão de levar uma mensagem importante aos jovens, principalmente os que, assim como ele, têm origem nas favelas e periferias.

“Eu realmente não imaginei que teria essa aceitação e que as pessoas fossem curtir de verdade o Ryan”, diz, em entrevista à reportagem. “A gente faz o que pode para influenciar positivamente, para mostrar para as pessoas que se espelham em nós que o crime não é opção.”

Na trama, que chega ao fim em janeiro, Ryan abandona de vez o mundo do crime e parte em busca de uma carreira musical como rapper.

Cria de Realengo, L7 canta em seus raps como era vida antes do sucesso, as memórias boas -e outras nem tanto- de uma adolescência vivida na periferia. Abordagens policiais, episódios de racismo e violência são recorrentes na realidade cantada pelo artista. “Todo mundo que vem de um lugar periférico, carente, vai passar por preconceitos. Muitas vezes pelo linguajar, pela cor, pelo jeito”, diz.

“A principal mensagem é acreditar em você e não se distrair no caminho”, acrescenta. “Na vida, vão ter milhares de distrações, mas o pódio não é para qualquer um. Se você quer ser diferente, siga na tua diferença e acredite em você. Dá o teu melhor e vai acontecer.”

Questionado sobre a ação policial no Rio de Janeiro que terminou com 121 mortos no dia 28 de outubro, o artista acredita que “o problema é mais embaixo”. “Aquilo ali não vai resolver o tráfico, o crime não vai acabar, a corrupção não vai acabar. Se quisessem resolver mesmo o problema, eles teriam jeito melhor”, diz. “Só traumatizou ainda mais quem é de favela. Criança que está vendo aquela cena vai crescer com aquela dor.”

ARTE DE PROTESTO

Mesmo com o ritmo puxado de gravações da novela, o artista não deixou de lado sua produção musical. Ele conta que tem um estúdio em casa e que a experiência no audiovisual só veio para “engrandecer sua arte”. “Mesmo fazendo a novela, estou escrevendo um milhão de músicas”, diz.

O rapper e agora ator encara sua arte como forma de resistência e protesto. “Todo mundo que falou que não ia dar em nada, que eu era apenas mais uma pessoa qualquer, hoje está tendo que aplaudir a vitória. Não guardo rancor, acho que é motivação para ir mais longe”.

ESTILO

Na ocasião de seu anúncio como embaixador da linha de relógios G-Shock, da Casio, o artista falou também sobre moda e estilo. “Defino meu estilo como skate, rap, vivência da rua”, diz. Em um de seus raps, ele canta que “tem gente que tem dinheiro mas é inimigo da moda”.

“Não estou querendo dizer que um estilo é o certo e outro não”, se justifica. “Cada um é cada um, se a pessoa se sente bem com aquela roupa, mete marcha.”

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Fonte: Noticias ao Minuto

Festival gratuito retorna a Salvador com arte, música e gastronomia

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Programação começa no sábado com a abertura da exposição “O que se carrega é presença: o gesto fica” –

A quinta edição da Festiva 2025 chega ao Ativa Atelier Livre, no Rio Vermelho, nos dias 13 e 14 de dezembro, ampliando sua proposta de reunir diferentes expressões culturais em um mesmo espaço. O evento gratuito ocupa o ateliê com feira de artes, gastronomia e atividades abertas ao público.

A programação começa no sábado com a abertura da exposição “O que se carrega é presença: o gesto fica”, do artista Chancko Karann, sob curadoria de Ricardo Bezerra. Doutorando em Artes Visuais pela UFBA, Chancko apresenta trabalhos que exploram caminhos da composição abstrata, especialmente na pintura e na gravura.

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Ao longo dos dois dias, o público encontra narrativas visuais e cartas de tarot na AstroPocket, conduzida por Will Marx; a roda de bordado do coletivo feminino No coração da agulha; e a banca literária Palavra/da/na/da, com curadoria do poeta Alex Simões.

O estúdio de tatuagem Desavessos, que funciona dentro do Ativa, participa com ações especiais no evento (flash day). Também ocorre o lançamento da MEIre, iniciativa que atua como uma secretária para Microempreendedor Individual (MEI) via WhatsApp.

A diversidade de experiências é um dos pontos marcantes do encontro, que reúne pôsteres, cerâmicas, quadros, joias, cadernos artesanais e outros objetos artísticos.

“A Festiva 2025 é uma celebração de mais um ano de existência de um espaço independente de arte em Salvador/Bahia/Brasil. A existência de um lugar para se fazer, pensar e apreciar arte contemporânea em nossa conjuntura é um motivo de comemoração”, destaca Lanussi Pasquali, coordenadora do Ativa.

Ela reforça ainda que “serão dois dias intensos de muita arte, boa comida, boas conversas e muitas risadas”.

A gastronomia também tem papel central, com as comidinhas afetivas da Coco Castanha, a doceria vegana da artista Yohanna Marie, as massas frescas de Hosana Menezes e o tabuleiro de acarajé de Patrícia Marques.

A trilha sonora fica por conta da DJ berlinense Aporia Barrage, e o encerramento, no domingo às 18h, traz pocket show de Luiz Oliveira, com repertório que vai do popular ao experimental.

Serviços

➡️ Festiva 2025

▪️Quando: 13 e 14 de dezembro, sábado e domingo, das 15h às 21h

▪️Onde: Ativa Atelier Livre – Rua Tupinambás, 423, Rio Vermelho

▪️Entrada gratuita



Fonte: A Tarde

Invasão ET? Terra recebe mensagem por laser enviada a 10 milhões de km

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Mensagem enviada por laser a 10 milhões de km marca nova era das comunicações espaciais –

Uma transmissão inédita por laser percorreu 10 milhões de quilômetros até a Terra e reforçou um movimento que já vinha acontecendo longe dos holofotes: a migração das telecomunicações espaciais para sistemas ópticos. Essa tecnologia, que usa feixes de luz em vez das tradicionais ondas de rádio, está abrindo espaço para transmissões mais rápidas, precisas e com enorme capacidade de dados — algo essencial para missões científicas e futuras viagens tripuladas.

Diferente das antenas de rádio, a comunicação óptica utiliza fótons emitidos por lasers instalados nas espaçonaves. Esses pulsos de luz viajam por milhões de quilômetros até telescópios e receptores em solo, que precisam detectar sinais extremamente fracos e reinterpretar os dados enviados.

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O sistema se apoia em três pilares: o laser da nave, o módulo que garante o alinhamento milimétrico do feixe e a infraestrutura terrestre que captura e decodifica a mensagem. Como qualquer desvio faz o feixe perder o alvo, a posição da sonda precisa ser controlada com precisão cirúrgica.

Por que esse tipo de transmissão é tão importante

O grande trunfo da comunicação óptica está na capacidade de enviar muito mais informação com a mesma energia. Lasers infravermelhos conseguem transportar volumes de dados incomparáveis aos sinais de rádio, permitindo transmissão de vídeos em alta definição, fotos científicas e enormes pacotes de telemetria.

Além disso, o feixe laser é estreito, eficiente e mais difícil de ser interceptado — um fator estratégico para missões tripuladas de longa duração, especialmente as planejadas para Marte.

O passo a passo da transmissão no espaço profundo

Para que tudo funcione, a sonda precisa transformar dados científicos, medições e arquivos multimídia em bits e modulá-los no feixe laser. Esses sinais são protegidos por códigos que corrigem erros ao longo do trajeto.

Enquanto isso, a espaçonave mantém o laser apontado para a Terra, mesmo viajando em alta velocidade e realizando manobras. Do outro lado, telescópios de grande abertura e detectores extremamente sensíveis — alguns deles supercondutores — fazem a captura e interpretação da mensagem.

Os desafios de enviar um feixe de luz pelo espaço

Apesar dos avanços, a comunicação óptica enfrenta obstáculos consideráveis. Qualquer vibração na nave, mudança de órbita ou variação de propulsão pode alterar o alinhamento do laser. Sistemas de controle fino, espelhos ajustáveis e algoritmos de previsão de movimento trabalham juntos para manter o feixe estável.

A atmosfera terrestre também atrapalha: turbulências e nuvens podem distorcer ou dispersar a luz, exigindo equipamentos de alta precisão e operação contínua por anos em ambientes extremos.

Onde essa tecnologia será usada

Com os testes avançando, a tecnologia começa a aparecer como peça-chave em missões para Marte, luas geladas e asteroides. A capacidade de enviar mapas detalhados, análises químicas, imagens científicas e longos registros atmosféricos se torna cada vez mais real.

Missões tripuladas também ganham com o uso de canais de alta capacidade, garantindo trocas intensas de informações entre astronautas e centros de controle. Entre os usos mais promissores estão:

  • Transmissão de vídeos em alta definição diretamente das naves.
  • Envio acelerado de grandes pacotes de software e instruções complexas.
  • Compartilhamento de informações médicas e dados críticos da missão.
  • Estruturação de uma futura “internet espacial”, conectando missões e naves.

O que esperar dos próximos anos

A comunicação óptica está deixando o status de experimento e se consolidando como parte do planejamento das agências espaciais. Os testes já mostram como o sistema se comporta em distâncias e condições variadas, abrindo espaço para equipamentos mais eficientes e protocolos mais robustos.

Em vez de substituir o rádio, a ideia é que o laser atue como aliado — especialmente lidando com o enorme volume de dados necessários para explorar o Sistema Solar. A tendência é clara: missões futuras dependerão cada vez mais dessa tecnologia para expandir fronteiras científicas e garantir segurança em operações tripuladas.



Fonte: A Tarde