segunda-feira, março 30, 2026
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Caminhos da Reportagem aborda riscos do consumo de ultraprocessados

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O consumo de ultraprocessados pelos brasileiros mais do que dobrou desde os anos de 1980, passando de 10% para 23% do total de calorias ingeridas na alimentação. Um fenômeno que não acontece apenas no Brasil. Dados internacionais foram publicados em uma série de artigos na revista científica The Lancet por mais de 40 pesquisadores do mundo todo, liderados por cientistas da Universidade de São Paulo (USP).

Foi justamente na USP que o conceito de ultraprocessados foi criado. Naquele momento, em 2009, o pesquisador Carlos Monteiro, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens), estava preocupado com o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas associadas ao consumo de alimentos com alto nível de processamento.

O pesquisador e sua equipe, então, desenvolveram a classificação NOVA, que organiza os alimentos em quatro grupos: (1) alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, arroz ensacado, feijão ensacado; (2) ingredientes culinários processados, como azeite, manteiga, sal; (3) alimentos processados, a exemplo de milho em lata, sardinha em lata, pão de padaria; e (4) alimentos e bebidas ultraprocessados, como bolachas recheadas, achocolatados de caixinha, refrigerantes e bebidas açucaradas.

De acordo com Carlos Monteiro, antes da classificação NOVA, as explicações para o aumento de obesidade, sobrepeso e doenças crônicas eram muito relacionadas à escolha individual das pessoas. Segundo ele, era como se as pessoas comessem muito açúcar, sal e muita gordura por um “defeito de força de vontade”.

“Não existe uma epidemia de falta de força de vontade, as pessoas são as mesmas. O que mudou foi o sistema alimentar. O sistema alimentar hoje é muito não saudável e acaba estimulando as pessoas a quase compulsoriamente consumir alimentos ultraprocessados”, afirma o pesquisador.

O programa Caminhos da Reportagem exibe o episódio Ultraprocessados na Mesa dos Brasileiros nesta segunda-feira (30), a partir das 23h, na TV Brasil. O programa apresenta como e por que foi criado o conceito de ultraprocessado, explica como identificar se um produto é resultado de alto nível de processamento e discute as consequências sociais e para a saúde do consumo desses produtos.

Também serão apresentados exemplos de quem mudou hábitos alimentares com foco em diminuir o consumo desses produtos e de uma escola em Águas Lindas de Goiás que investe em comida de verdade e em educação, como parte do Programa Nacional de Alimentação Escolar, uma política pública mundialmente reconhecida.

Um levantamento conduzido pela Fiocruz Brasília e pelo Nupens indica que o consumo de produtos ultraprocessados é responsável por um custo de mais de R$ 10 bilhões à saúde e à economia no Brasil. Segundo o pesquisador Eduardo Nilson, da Fiocruz Brasília, estudos mostraram que até 57 mil mortes ao ano poderiam ser evitadas se o consumo de ultraprocessados fosse eliminado.

Estudos como esse são um alerta e preocupam cientistas brasileiros, organizações da sociedade civil e todos que defendem “comida de verdade” e reivindicam uma política fiscal mais agressiva para os produtos ultraprocessados. A última reforma tributária foi publicada em dezembro de 2023, mas a transição começou neste ano de 2026 e vai até 2033.

Os produtos ultraprocessados ficaram de fora do imposto seletivo e não estarão sujeitos à cobrança criada para desestimular o consumo de itens nocivos à saúde ou ao meio ambiente. Apenas as bebidas açucaradas, como os refrigerantes, receberam a taxa extra na reforma.

A coordenadora-geral de Alimentação e Nutrição na Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Kelly Santos, explica que, no novo desenho fiscal do Brasil, um conjunto importante de alimentos saudáveis terá alíquotas zero de imposto, e os alimentos considerados não saudáveis terão alíquotas de imposto maior.

Sobre as bebidas açucaradas, a coordenadora explica que o país precisa ainda aprovar uma lei complementar para definir a alíquota de imposto que tornará o refrigerante mais caro. “É uma medida já aplicada em outros países, como México e Chile, que nos inspiram a desenvolvê-la aqui no Brasil também”, diz.

Outras medidas para tentar frear o crescimento do consumo de ultraprocessados são educação e estratégias regulatórias de publicidade. A diretora executiva da organização ACT Promoção da Saúde, Paula Johns, lembra que impor limites na publicidade do cigarro foi uma estratégia bem-sucedida.

“Você vê aqueles biscoitos recheados com várias alegações de que eles têm vitaminas. Então, tem todo um contexto de promoção desses alimentos que cria uma impressão de que eles são muito bons”, afirma. “É mais importante você ter um marcador que indique que aquilo é um alimento ultraprocessado”, defende.

A chefe da área de Saúde e Nutrição do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Luciana Phebo, ressalta que o problema é ainda maior na vida de uma criança, que está em pleno desenvolvimento.

“Desenvolvimento do sistema nervoso, do sistema imunológico, do sistema digestivo, enfim, de todo o corpo, das suas dinâmicas. Ser desde cedo afetado por ultraprocessado vai levar esse corpo a muitas outras doenças crônicas”, alerta Luciana.

O estudante Luan Bernardo Marques Gama tem 13 anos. Por conviver com asma, ele faz acompanhamento no Hospital da Criança em Brasília. Há dois anos, Luan desenvolveu pré-diabetes e foi encaminhado ao Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente com Sobrepeso ou Obesidade do hospital.

“Eu era tipo uma formiga. Era bala, chocolate, presunto, suco de caixinha, refrigerante, aqueles biscoitos.” A mãe de Luan, Cecília Marques, conta que ficou em alerta quando ele desenvolveu pré-diabetes, ela se sentiu mal com hipertensão e o pai do adolescente quase teve um infarto. Cecília conseguiu ficar mais tempo em casa para cuidar da alimentação da família e contou com a ajuda da nutricionista do Hospital da Criança.

“As compras são um processo dessa educação nutricional, leitura de rótulo, ver também que a criança consegue fazer esporte. O Luan aderiu supercerto. Ele demorou apenas um ano dentro do programa e recebeu alta”, conta a nutricionista Ana Rosa da Costa.

Fonte:Agência Brasil

PSD lança Ronaldo Caiado para a disputa à Presidência da República

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O PSD vai anunciar, nesta segunda-feira, 30, a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República, em evento às 16h, na sede do partido, em São Paulo. O governador de Goiás acabou sendo o escolhido após a desistência de Ratinho Júnior, gestor do Paraná.

Ronaldo Caiado oficializou no dia 14 de março sua filiação no PSD, partido de Gilberto Kassab, na tentativa de viabilizar sua candidatura à Presidência da República. A oficialização aconteceu em um ato de campanha regional na cidade de Jaraguá, a 120 km de Goiânia.

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No PSD, disputavam com Caiado a vaga de candidato à presidente os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.

O partido enxerga espaço político em meio à polarização entre Lula e Bolsonaro, mas as chances, contudo, são consideradas baixíssimas até aqui, segundo as pesquisas de opinião.



Fonte: A Tarde

Estudo revela que homens performáticos afastam 74% das mulheres

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Pesquisa revelou que mulheres costumam perder o interesse ao notar esse tipo de comportamento –

Uma pesquisa recente do aplicativo de relacionamentos Happn revelou a autenticidade como um dos principais critérios de interesse para mulheres no Brasil.

O levantamento mostrou que 38% das usuárias afirmam já ter identificado comportamentos em que um pretendente utilizava discursos feministas ou “desconstruídos” como estratégia de conquista — os chamados homens performáticos.

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Segundo a pesquisa, 74% das mulheres relataram perder o interesse e encerrar a interação ao notar que esse posicionamento não se sustenta na prática.

Os dados apontam para uma mudança nas dinâmicas afetivas. Se, por um lado, o Trendbook 2026 do Happn mostra homens mais abertos à sensibilidade, por outro, as mulheres brasileiras demonstram que não valorizam discursos autoafirmados sem consistência.

Para 53% das entrevistadas, a principal ‘green flag’ — que são comportamentos e sinais positivos — está na naturalidade com que valores e posicionamentos surgem durante a conversa, sem necessidade de rótulos ou declarações explícitas.

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Diferenças geracionais

Entre as mulheres da Geração Z, 52% consideram positivo ou essencial que valores progressistas estejam presentes no perfil. Ainda assim, desse grupo, 32% dizem ter identificado esse tipo de comportamento várias vezes.

Já entre as mulheres com mais de 35 anos, prevalece uma abordagem mais pragmática: 46% preferem não associar política aos relacionamentos, priorizando a conexão interpessoal.

Atitudes concretas são determinantes

Entre os comportamentos mais valorizados, destacam-se:

  • Escuta ativa e respeito ao consentimento em todas as etapas da interação (21%)
  • Cuidados no encontro presencial, como atenção à segurança e divisão justa da conta (18%)
  • Posicionamento diante de atitudes tóxicas (8%)

O levantamento reforça que, para essas mulheres, não basta reivindicar alinhamento ao feminismo; é necessário demonstrá-lo no cotidiano.

O que é uma pessoa performática

Uma pessoa performática é aquela cuja forma de ser, agir e se apresentar está fortemente baseada na encenação de papéis sociais, especialmente ligados à masculinidade.

Ou seja, ao invés de expressar espontaneamente sua identidade, ele tende a “atuar” conforme expectativas externas, muitas vezes buscando validação social.



Fonte: A Tarde

Paraná Pesquisas divulga sondagem para presidente

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O Paraná Pesquisas divulgou nesta segunda-feira (30) um novo levantamento com as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026. Essa é a terceira pesquisa do instituto para o cargo neste ano.

No cenário de primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Na simulação de segundo turno, o empate técnico entre os dois persiste, com Flávio liderando numericamente o embate.

Paraná Pesquisas para presidente da República em 2026

O Paraná Pesquisas fez pesquisa espontânea (quando os nomes não são apresentados) e um cenário estimulado (quando são mostrados os nomes).

Cenário espontâneo

  • Lula (PT): 26,3%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 16,9%
  • Jair Bolsonaro* (PL): 4,3%
  • Romeu Zema (Novo): 0,6%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 0,6%
  • Ratinho Junior (PSD): 0,5%
  • Renan Santos (Missão): 0,3%
  • Aldo Rebelo (DC): 0,1%
  • Outros nomes citados: 0,8%
  • Ninguém/Branco/Nulo: 6,7%
  • Não sabe/Não opinou: 42,9%

*Jair Bolsonaro está inelegível até 2030 após condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

Cenário estimulado

  • Lula (PT): 41,3%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 37,8%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,6%
  • Romeu Zema (Novo): 3,0%
  • Renan Santos (Missão): 1,2%
  • Aldo Rebelo (DC): 1,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 7,0%
  • Não sabe/Não opinou: 0,5%

Segundo turno para presidente pelo Paraná Pesquisas

O Paraná Pesquisas simulou um cenário de segundo turno.

Flávio Bolsonaro x Lula

  • Flávio Bolsonaro (PL): 45,2%
  • Lula (PT): 44,1%
  • Nenhum/Branco/Nulo: 6,2%
  • Não sabe/Não opinou: 4,5%

Metodologia: 2.080 entrevistados pelo Paraná Pesquisas entre os dias 25 e 28 de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 2,2 pontos percentuais. Registro no TSE nº BR-00873/2026.

Por que a Gazeta do Povo publica pesquisas eleitorais  

A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população.

Métodos de entrevistas, composição e número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar no resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.

Pesquisas publicadas nas eleições de 2022, por exemplo, apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna. Feitos esses apontamentos, a Gazeta do Povo considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

Fonte: Gazeta do Povo

‘Sua mãe te espraguejou’, dispara Solange Couto para Ana Paula Renault no BBB 26

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(FOLHAPRESS) – O final da manhã deste domingo (29) contou com uma discussão acalorada entre Ana Paula Renault e Solange Couto no BBB 26 (Globo). A veterana foi provocar a atriz após ter sido colocada por ela no castigo do monstro da semana e se deparou com falas da global que chocaram os espectadores.

Ana Paula ironizou a falta de simpatia de Solange e perguntou se a atriz se achava uma pessoa boa e se era mentirosa. Ao responder, a carioca foi firme: “É melhor ser considerada mentirosa do que ser ‘espraguejada’ pela mãe”.

A sister relembrou um momento ocorrido semanas atrás quando Ana Paula comentou que, em sua infância, era uma criança difícil e sua mãe comentou que, quando ela fosse mãe, sua filha seria geniosa como ela.

Solange ainda disse que Ana Paula entrou no BBB para limpar sua imagem por conta da agressão cometida no programa há uma década e, mesmo assim, incitou outra pessoa a atacá-la e ser expulsa, citando o caso de Sol Vega.

Na semana anterior, Ana Paula deixou cair seu colar na piscina e Solange achou o acessório. A mineira agradeceu e comentou que tinha valor sentimental. No meio da briga de domingo, a atriz trouxe o assunto à tona, dizendo que até a medalha do santo protetor de Ana Paula havia abandonado ela, mas teve a má sorte de retornar após ela recuperar o cordão.

A carioca continuou, afirmando que não sabe se a jornalista é “pessoa ou criatura” e disse que, no além-vida, as mães de ambas devem estar conversando sobre as sisters

“A sua [mãe] deve estar conversando com a minha e a minha dizendo: ‘Graças a Deus eu tive a filha que tive, e infelizmente você teve a filha que teve'”, disparou.

A artista ainda sugeriu que Ana Paula é uma mulher infeliz por nunca ter tido o prazer de ter um filho no colo e de amamentar. A jornalista afirmou que não é preciso ser mãe para ser uma pessoa boa.

As falas de Solange chocaram o público, que considerou as declarações pesadas e fora do tom. O termo ‘espraguejar’ figurou entre os assuntos mais pesquisados no Google, com mais de 20 mil buscas nas últimas dez horas.

A palavra é uma variação popular de ‘praguejar’, que significa rogar praga, amaldiçoar, xingar ou desejar o mal a alguém.

Eliminado com alta rejeição, participante comentou rivalidade com Ana Paula Renault, negou manipulação no jogo e reconheceu excessos nas brigas. Ele também reagiu a surpresas do reality e avaliou dinâmica entre aliados

Folhapress | 04:00 – 30/03/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Bahia ganha reforços contra Athletico

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Com Éverton Ribeiro, Bahia pode ter novidades contra Athletico –

A partida do Esporte Clube Bahia nesta quarta-feira, 1º, na Arena Fonte Nova, contra o Athletico Paranaense, às 19h30, válida pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro — após dez dias de Data Fifa —, contará com uma série de novidades.

Para o duelo, o técnico Rogério Ceni pode voltar a ter como opção pelo menos seis atletas, além de um novo reforço para a temporada. São eles: Acevedo, Éverton Ribeiro, Gilberto, Kanu, Willian José e Léo Vieira.

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Tricolor ganha fôlego após Data Fifa

O uruguaio é retorno certo ao Tricolor de Aço. O volante volta ao time após cumprir suspensão automática na rodada passada e deve reassumir a posição na lateral-direita. Já o capitão do Bahia e o camisa 2 também são reforços praticamente garantidos — ambos têm treinado com o restante do grupo desde a reapresentação do elenco, na última quarta-feira, 25.

Por outro lado, Kanu e Willian José têm presença incerta no confronto, ainda que possam reforçar o grupo azul, vermelho e branco. O zagueiro e o atacante estão em processo de transição física e técnica no campo, mas ainda não foram liberados pelo departamento médico para treinar com a equipe.

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Por fim, Rogério Ceni também contará com um velho conhecido na partida contra o Athletico Paranaense: o goleiro Léo Vieira, novo reforço do Bahia.

O arqueiro foi contratado pelo Tricolor de Aço mediante o pagamento da multa prevista em contrato com seu ex-clube, a Chapecoense. Ele já foi oficialmente anunciado, treinou com o grupo e teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Veja quem pode reforçar o Bahia:

  • Acevedo
  • Éverton Ribeiro
  • Gilberto
  • Léo Vieira
  • Kanu*
  • Willian José*

*Ainda há incerteza quanto ao retorno.

Situação do Bahia no Brasileirão após última rodada

Com até seis reforços à disposição, o Bahia enfrenta o Athletico Paranaense em busca dos três pontos para deixar para trás a goleada sofrida para o Remo na rodada passada do Brasileirão e retomar uma vaga no G-4. Atualmente, o Esquadrão ocupa a 6ª colocação, com 14 pontos conquistados em sete jogos disputados, além de ter uma partida a menos na tabela de classificação.



Fonte: A Tarde

Homem morre no HGCA após sofrer acidente na BA-502

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Um homem identificado como Antônio Carlos Machado da Silva morreu após um grave acidente automobilístico ocorrido na noite de domingo (29), na rodovia BA-502, no povoado de Magalhães, em São Gonçalo dos Campos.

De acordo com informações, a vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, onde deu entrada por volta da meia-noite. O óbito foi constatado às 01h30.

O acidente foi do tipo capotamento, e as circunstâncias ainda não foram detalhadas.

Fonte: Acorda Cidade

Veja a programação de aniversário de LEM e São Francisco do Conde

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Duas cidades baianas celebram, nesta segunda-feira, 30, mais um aniversário de emancipação política: Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado, e São Francisco do Conde, na Região Metropolitana de Salvador. As comemorações contam com programações abertas ao público, incluindo corrida de rua, atividades culturais e ato cívico.

Em Luís Eduardo Magalhães, o municípiocomemora 26 anos de emancipação com uma agenda esportiva e cultural. Um dos destaques é a tradicional LEM RUN, que chega à sua 6ª edição e deve reunir atletas profissionais e amadores, além de moradores e visitantes.

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A corrida acontece a partir das 16h e terá um novo percurso, com concentração na Praça do Jardim Paraíso, que também receberá programações culturais ao longo do evento.

Segundo a gestão municipal, a iniciativa busca incentivar a prática esportiva e promover a integração da comunidade.

“A LEM RUN será uma oportunidade para moradores e visitantes celebrarem juntos a história, as conquistas e o futuro de Luís Eduardo Magalhães em um ambiente de integração e movimento. Mais do que uma corrida, a iniciativa simboliza união, qualidade de vida e orgulho pela trajetória da cidade”, informou a prefeitura em nota.

A competição será dividida nas seguintes categorias:

  • Corrida Adulto 10km: para atletas a partir de 18 anos;
  • Corrida Adulto 5km: para participantes a partir de 14 anos;
  • PcD Cadeirantes (1,2km): para atletas a partir de 18 anos;
  • Corrida Kids (1km): dividida entre crianças de 6 a 8 anos (acompanhadas por responsável) e de 9 a 13 anos (participação individual).

São Francisco do Conde celebra 88 anos

Cidade de São Francisco do Conde | Foto: Divulgação/Prefeitura de São Francisco do Conde

Já em São Francisco do Conde, que completa 88 anos de emancipação política, a programação começa às 8h com um ato cívico na Orla Marítima, em frente à Câmara de Vereadores.

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A cerimônia contará com o tradicional hasteamento das bandeiras, além de falas de autoridades, marcando um momento de respeito, memória e valorização da história da cidade.

O ato também contará com a participação da comunidade, reforçando o espírito de pertencimento e a importância de celebrar essa data tão significativa para o município.



Fonte: A Tarde

A Igreja quer participar mais da vida política por meio dos leigos

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Dom Sergio Rocha –

A Igreja Católica busca estar mais presente na vida política do país, sem se envolver diretamente com partidos ou disputar o poder. Nesta entrevista exclusiva ao A TARDE, o arcebispo de Salvador, Dom Sergio da Rocha, explica que esse engajamento se dá por meio do estímulo e da preparação de leigos e leigas para atuar no campo político.

“Não é de hoje que há uma insistência na participação política. O que tem mudado é a maneira de fazer isso”, explicou.

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Durante a conversa, Dom Sergio destacou a importância da Semana Santa para os católicos, lembrou o legado de simplicidade deixado pelo Papa Francisco e comentou os primeiros passos do Papa Leão XIV, que já indicam a direção de seu pontificado. Ele também revelou que o atual papa estava prestes a visitar Salvador quando Francisco faleceu.

“Cheguei a adquirir os bilhetes para ele vir”, contou o arcebispo, acrescentando que espera que a visita ainda aconteça. “O convite já foi feito”.

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Dom Sergio destacou ainda a menção feita pelo atual papa a Santa Dulce dos Pobres em sua primeira Exortação Apostólica.

“O papa escreve um parágrafo longo sobre Santa Dulce dos Pobres, e também sobre a obra e o testemunho que ela nos deixou. Isso é importantíssimo, porque valoriza Salvador, a Bahia, o Brasil e a América Latina”, afirmou.

Dom Sergio Rocha após entrevista ao A TARDE | Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

Confira a entrevista completa

Dom Sergio, chegamos a mais uma Semana Santa, o período mais importante do calendário cristão. Ainda que seja um tema já familiar aos fiéis, qual é o significado central dessa data e o que se espera dos católicos neste tempo de reflexão?

A Semana Santa é chamada de Semana Maior pela sua importância no calendário litúrgico da Igreja, mas hoje posso dizer também pela sua importância na vida, na cultura e na religiosidade do nosso povo.

É uma semana que de fato envolve mais as pessoas na reflexão, na oração e na vivência dos valores e atitudes cristãs fundamentais. Claro que se espera primeiramente que as pessoas participem das celebrações maiores da Semana Santa.

Temos o Domingo de Ramos, que é a abertura da Semana Santa, celebrando a entrada de Jesus em Jerusalém, recordando essa entrada com ramos, com cânticos.

Depois temos o chamado Tríduo Pascal – quinta-feira santa à noite, com a Missa da Ceia do Senhor do Lava-Pés; sexta-feira à tarde, a Sexta-feira Maior, com a celebração da Paixão e Morte de Cristo na Cruz; e no sábado santo à noite, a chamada Vigília Pascal. Depois, obviamente, o Domingo da Ressurreição, o Domingo da Páscoa.

É uma caminhada para os católicos, de modo especial, mas há muita gente que procura vivenciar esses dias seguindo os passos de Jesus na Paixão, Morte e Ressurreição.

É o centro do ano de celebrações religiosas, o chamado ano litúrgico. É o momento especial, o ápice, o ponto mais alto, que é celebrar a ressurreição de Jesus. De modo geral, as pessoas valorizam muito, por tradições nossas, por uma religiosidade que vem ao longo dos séculos, a Paixão, a Morte de Cristo.

É muito justo e deve-se valorizar esse momento da Paixão, do sofrimento, da Morte de Cristo na Cruz, como sinal do seu amor, da sua entrega por nós. Mas temos ressaltado a importância da Vigília Pascal, que é a mãe de todas as celebrações da Igreja, a mãe de todas as Vigílias.

É uma celebração cheia de simbolismo. É o momento em que coroamos a Semana Santa com a ressurreição de Jesus, porque não se pode parar na morte, no sofrimento. Jesus venceu a morte, o sofrimento, venceu a violência, e por isso temos esse momento tão especial.

O que nós insistimos, sobretudo, nessas últimas décadas, é na participação efetiva dos fiéis católicos nos vários momentos da Semana Santa, e não apenas na Sexta-Feira Santa.

A Semana Santa também marca o fim da Quaresma. O tema proposto pelo Papa Leão XIV para este período foi “Escutar e jejuar: a Quaresma como tempo de conversão”. Podemos interpretar essa mensagem como um convite aos fiéis para reduzir palavras ofensivas e ampliar a escuta do outro? Essa reflexão ganha ainda mais relevância no contexto atual?

Nós precisamos sempre fazer mais silêncio para poder escutar. Fazer silêncio na oração para escutar a Deus, fazer silêncio com as pessoas para poder escutá-las. O papa ressalta justamente essa dimensão do silêncio ser uma forma de jejum de palavras ofensivas, de atitudes de intolerância.

Nós precisamos de fato cultivar sempre o respeito, a convivência fraterna, a escuta fraterna, a escuta do outro, e não esse confronto que destrói, que fere, que mata. Nós precisamos nesta Páscoa, de um modo especial, mas isso foi ao longo de toda a quaresma, cultivar essa atitude de jejum de palavras ofensivas.

Às vezes é mais fácil alguém jejuar em relação a um alimento, especialmente da carne, do que esse jejum que o papa está convidando a fazer, o jejum nas palavras. É o cuidado com palavras que ferem, com palavras que destroem, com palavras que chegam a matar.

Num mundo marcado por tantas divisões, por tantos conflitos, por tanta violência e guerra, nós precisamos ser pessoas de paz. E, para isso, ter essa atitude espiritual de jejum, como sinal de conversão.

Conversão é voltar-se para Deus, voltar-se para o próximo numa vida nova, deixando para trás aquilo que não condiz com a vontade de Deus. Aquilo que de fato não condiz com a vida humana, com a pessoa humana.

Essa dimensão da conversão que o papa está propondo é muito atual e urgente. Aprender a jejuar, não só a capacidade de renunciar a um alimento ou outro, mas muito mais de renunciar àquilo que fere, que viola, que destrói.

O início da Quaresma marcou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2026, com o tema “Fraternidade e Moradia”. Trata-se de uma questão que preocupa muito a Igreja? Como tem sido o andamento da campanha?

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade não é uma escolha que dependa somente daqueles que a promovem, particularmente a Conferência Nacional dos Bispo Brasil, em nome da Igreja Católica no país.

A escolha do tema da campanha brota de uma escuta das necessidades do próprio povo. Pode-se inclusive fazer sugestões das mais diversas. Os movimentos sociais fazem propostas, sugestões de temas, de problemas sociais graves em que há necessidade de vivência da fraternidade.

E está se propondo neste ano que o mundo fraterno que nós queremos construir, iluminados pela fé, inspirados pela fé, que esse mundo dê atenção a questão da moradia. Para que as instituições, os governos, possam dar maior atenção também.

Falo da moradia vista como um direito, não como uma mercadoria. E um direito que não é só de alguns, mas de todos. E à moradia digna, porque tem muitas situações precárias de moradia.

Portanto, o que se propõe nesta Campanha da Fraternidade é enfatizar o direito à moradia digna. É claro que algumas situações merecem especial atenção. A urbanização de áreas mais periféricas, mais sofridas. O acesso à moradia através de programas habitacionais.

E aquela situação que nós, infelizmente, conhecemos muito, que é da população em situação de rua. Nem sempre há uma compreensão justa em relação a esse problema. As pessoas, muitas vezes, condenam sem saber o drama vivido por quem necessita de moradia digna.

Alguns há muito tempo, outros em situação de rua mais recentes. Mas é um fenômeno que está presente nesse cenário de moradia no Brasil. Não podemos achar que esses problemas sociais são normais e vão permanecer para sempre no horizonte ou no cenário urbano. É preciso tomar iniciativas.

E, é claro, a Campanha da Fraternidade não depende estreitamente ou unicamente daquilo que se faz dentro das comunidades eclesiais. A campanha é cada vez mais patrimônio do povo ou do país, porque vai muito além da Igreja Católica.

A Igreja Católica, desde as suas origens, promove e apoia essas campanhas. Mas nós temos, a cada ano, a participação de outras instituições religiosas. Temos também, a cada ano, a participação maior de outras instituições da sociedade civil, órgãos públicos. É preciso sempre um grande mutirão para enfrentar os temas propostos pela Campanha da Fraternidade.

Dom Sergio Rocha durante entrevista

Dom Sergio Rocha durante entrevista | Foto: Denisse Salazar | Ag. A TARDE

O pontificado de Francisco deixou um conjunto de reflexões e encaminhamentos para questões contemporâneas da Igreja. Na sua avaliação, quais são os principais legados deixados e quais os desafios que permanecem hoje?

O Papa Francisco, de saudosa memória, nos ensinou muito. Nos ensinou através dos seus escritos – temos textos belíssimos de profundidade teológica e espiritual. Mas o Papa Francisco também nos ensinou muito através das suas atitudes pessoais, de gestos concretos.

Ele nos ajuda a pensar que nós não devemos contribuir apenas através da fala, mas também do testemunho concreto. É claro que é muito importante a reflexão, o anúncio da palavra de Deus.

Mas é preciso gestos concretos que possam traduzir o ensinamento. É muito difícil resumir em poucas palavras a riqueza tão grande daquilo que Papa Francisco ensinou e testemunhou. O exemplo dele comoveu o mundo inteiro e suscita reflexão.

Hoje, queria aqui ressaltar, primeiramente, a simplicidade do Papa Francisco, simplicidade em que ele pediu a Igreja. Uma Igreja que vivesse da simplicidade, da pobreza.

A atitude fraterna, misericordiosa, cheia de compaixão com quem mais sofre, sejam os mais pobres, sejam os enfermos, sejam outras pessoas que sofrem com tantos problemas sociais.

O papa sempre demonstrou um amor muito grande pelos pobres, pelos que sofrem, sem jamais excluir ninguém deste amor ou desta atenção pastoral.

Depois, o Papa Francisco insistia muito no diálogo, no respeito e na fraternidade como caminho de paz. O caminho de paz não se faz pelas armas, se faz pela vivência de valores do Evangelho que são fundamentais no mundo de hoje para superar tantas situações de violência e de intolerância. Valores como o respeito ao outro, a escuta do outro. A valorização de quem pensa diferente ou é diferente.

Nós temos outros aspectos que o papa ressaltou em muitas ocasiões, além dos que já me referi. Por exemplo, a questão da justiça social, mas também da preocupação ecológica. Ele escreveu um dos textos mais importantes do magistério da Igreja, do ensinamento da Igreja, não só deste século, dos últimos séculos, que se chama Laudato Si’, sobre o cuidado com a Casa Comum.

O Papa dialogava ali com os estudos que são feitos sobre questões socioambientais, sobre questões climáticas. Então, Francisco tem muito a nos ensinar, porque aqueles temas, atitudes que ele procurou vivenciar e ensinar, continuam atuais. Não é porque o Papa agora é outro que nós vamos deixar de nos preocupar com eles. Pelo contrário, o atual Papa leva muito em conta aquilo que Francisco já ensinava.

Passados mais de dez meses do novo pontificado, o mundo ainda está conhecendo o estilo do Papa Leão XIV, que é mais discreto e menos carismático que o Papa Francisco. Que marcas iniciais o senhor destacaria desse começo e o que elas indicam sobre os rumos da Igreja?

Antes de mais nada, quero recordar que o então cardeal (Robert Francis) Prevost, que é o nome do atual papa, quis conhecer a Bahia, quis conhecer Salvador. Cheguei a adquirir os bilhetes para ele vir. Foi quando faleceu o Papa Francisco. Senão, nós teríamos conhecido ele mais de perto e ele teria nos conhecido.

Espero que ele ainda possa vir. Já foi feito o convite a ele para que possa vir aqui a Salvador, vir conhecer a Bahia, como ele já queria como cardeal. Ele já tinha vindo ao Brasil várias vezes, mas não tinha vindo a Salvador.

E como eu já trabalhava na época e continuo a trabalhar lá em Roma, na Cúria romana, eu vou e volto, obviamente, e contribuo também através daquilo que eu posso manifestar à distância por escrito. Mas lá no chamado Dicastério para os Bispos, que é quem cuida da nomeação de bispos, eu já trabalhava com ele. Então eu conheci um pouco mais, tive esse privilégio, essa graça.

E o papa é admirável. Tem atitudes que norteiam o seu pontificado, que já estavam presentes no pontificado do Papa Francisco. Mas é claro que cada papa tem seu jeito próprio de ser.

O Papa Francisco tinha o seu jeito mais espontâneo, se manifestando no meio das pessoas. O papa atual cultiva, assim como o Papa Francisco, primeiramente a simplicidade do seu jeito. No dia a dia, ele é um homem simples, aberto ao diálogo, capaz de uma escuta imensa. Francisco ensinava e muito a respeito da escuta necessária dentro da Igreja, na sociedade.

Papa Leão XIV é um exemplo de escuta, está sempre disponível. Quem já se aproximou dele, sabe que ele não tem pressa. É uma coisa que eu tento aprender com ele, porque estou sempre com muitos compromissos, e ele tem muito mais do que eu.

Mas é alguém capaz de gastar tempo com as pessoas, numa audiência, escutar e atender todo mundo. Não importa a sua tendência religiosa ou natureza, o papa está sempre disposto a atender a todos.

Mas eu diria que a marca principal está presente já na sua saudação inicial, quando ele foi apresentado como papa na Praça de São Pedro. A saudação de Leão XIV foi justamente essa: ‘Que a paz esteja convosco’. É alguém que, com a sua primeira palavra, transmite paz, transmite um desejo de paz. E assim como ensinava Francisco, uma paz que é fruto do amor, do diálogo, da justiça, paz que é dom de Deus e tarefa.

A paz é dom e tarefa. De uma parte, é dom que nós pedimos a Deus, mas tarefa que Deus nos entrega.

Diante desse cenário global marcado por guerras, divisões internas e grandes desafios pastorais, quais são hoje as principais responsabilidades que recaem sobre o novo papa?

O papa está vivendo o seu pontificado num tempo muito difícil para a humanidade. Nós bem sabemos dos conflitos armados, das guerras, aquelas que são mais conhecidas e outros conflitos que não são. E o Papa Leão XIV, de maneira muito discreta, mas muito firme e atuante, tem procurado contribuir para que a paz seja estabelecida nesses países em conflito. E ele sempre tem insistido nas condições para a paz, que são as mesmas que Papa Francisco procurava demonstrar.

Lembremos ainda que Papa Francisco foi quem escolheu o então cardeal Prevost para ser o chamado prefeito do Dicastério para os Bispos. E foi ele que fez do cardeal Prevost bispo e cardeal. Há uma sintonia imensa na história de ambos e uma confiança imensa que o Papa Francisco depositava nele.

Eu posso testemunhar isso pessoalmente. É um papa que tem seu jeito às vezes aparentemente mais tímido, mais contido, mas alguém sempre muito atento, muito aberto para acolher as pessoas.

Atento para escutar, como eu disse há pouco, e um homem de paz. Eu diria que ele já está ficando conhecido como alguém que vem para restabelecer a paz, sabendo que é dom de Deus, como dizia há pouco, mas é também uma tarefa a ser compartilhada.

Papa Leão XIV publicou sua primeira Exortação Apostólica, na qual reafirmou a “opção preferencial pelos pobres” como eixo da missão da Igreja, em continuidade ao pontificado anterior. Como esse princípio se traduz, na prática, na atuação da Igreja?

Nesta primeira manifestação, nesse escrito tão especial, que se chama de Exortação Apostólica, portanto tem uma importância toda especial, o papa escreve sobre o amor aos pobres. É um texto que, como sabemos, já tinha sido iniciado pelo Papa Francisco, e não deu tempo para ele concluir.

Mas o Papa Leão XIV não só acolheu aquilo que o Papa Francisco estava escrevendo, mas completou. E, é claro, com a sua marca, o seu modo de apresentar.

Nesse texto nós temos uma referência que é de especial importância para Salvador, para Bahia, para o Brasil, que é uma referência belíssima à Santa Dulce dos Pobres.

O papa escreve um parágrafo longo falando de Santa Dulce dos Pobres, e também da obra que ela nos deixou, do seu testemunho. Isso é importantíssimo, porque é uma forma de valorizar Salvador, a Bahia, o Brasil e a América Latina.

Ele que, embora de origem americana, era um bispo latino-americano, porque atuava no Peru. Então, nós temos que agradecer muito ao Papa Leão XIV. Eu já fiz isso pessoalmente.

O próprio santuário de Santa Dulce dos Pobres tem agradecido muito esse jeito generoso dele de valorizar a vida e o testemunho dela. É claro que ele nos propõe hoje viver isso. Viver esse amor aos pobres, não só pessoalmente. Às vezes as pessoas restringem. A caridade é o amor para com o próximo sofredor. Ou seja, os pobres são pessoas que sofrem de outros dramas, outros problemas na sua vida, na sua família.

Mas às vezes as pessoas restringem somente a caridade na linha pessoal. Isto é aquilo que cada um pode fazer. É claro que é importante, a própria Campanha da Fraternidade sempre pressupõe um nível de vivência pessoal.

O que cada um de nós pode fazer de maneira espontânea pelos pobres é muito importante. Ou pelos que sofrem, os enfermos, as pessoas em situações graves, as vítimas da violência, enfim. O que cada um pode fazer espontaneamente, como irmão, amigo, como alguém que se sensibiliza por uma situação dramática.

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Mas o que Francisco já afirmava, e o Papa Leão XIV reafirma com ênfase, é a necessidade de iniciativas comunitárias. Isto é de ações que envolvam não só uma pessoa, mas que possam envolver o conjunto da comunidade. E o diálogo com a sociedade.

Na própria mensagem que o papa fez sobre a campanha da fraternidade, ele falava da importância da atuação decisiva dos órgãos públicos, dos governos. Portanto, do diálogo que tem que existir nessas instâncias para ter ações que favoreçam a superação dos problemas e assegurar os direitos dos mais pobres.

Aqui se trata, sobretudo, do que nós no Brasil chamamos de políticas públicas. Portanto, não basta aquilo que cada um faz pelos que sofrem, pelos pobres. É preciso desenvolver ações comunitárias.

E, é claro, precisamos sempre dessas parcerias na sociedade civil organizada, mas também, naturalmente, dos governos, uma vez que os problemas que os pobres ou que outras pessoas sofrem, como a violência, é algo que exige muito mais do que aquilo que cada um pode fazer.

Embora o que cada um pode fazer é fundamental. Semana Santa é para isso: uma semana não só para rezar mais ou refletir mais, mas para viver melhor a fraternidade.

Dom Sergio, mesmo diante do avanço das igrejas evangélicas, a Igreja Católica mantém uma presença ampla e capilarizada no Brasil, com milhares de paróquias. Como a Igreja tem buscado se reposicionar para enfrentar esses desafios e manter sua relevância na sociedade brasileira?

A sociedade mudou e muito. Nós estamos vivendo cada vez mais uma sociedade plural, no sentido cultural e religioso. Mas a Igreja continua a ter seu papel, que é histórico, sua responsabilidade. Em outras épocas a Igreja tinha uma atuação ainda maior, se poderia falar até de hegemonia.

Mas hoje nós temos ainda, e graças a Deus, uma atuação imensa na sociedade e em todo o país. Nós procuramos traduzir aquele ‘ser sal da terra e luz do mundo’ através de trabalhos que nós chamamos de pastorais sociais, mas também outras iniciativas que as comunidades têm.

Isso é muito importante porque não é uma relevância na linha de assumir o poder político. A Igreja já teve no passado essa atitude. Isto é, teve um período em que se participava da vida política do país, ou também outros países, de uma maneira mais direta.

Participando diretamente do poder político, ainda que fosse com as melhores intenções, como deve ser, ou pelo bem do povo, como deve ser. Mas historicamente a Igreja foi refletindo e chegamos a esta compreensão de que a participação da Igreja se dá através do chamado laicato, dos leigos e leigas. Dos que se dispõem a assumir, a atuar na política.

E não ela diretamente assumindo como instituição o poder político, nem interferindo indevidamente. A Igreja incentiva nos seus ensinamentos a participação política dos cristãos e, claro, dos fiéis católicos, inclusive por via partidária.

O fato da Igreja não adotar posição institucional político partidária não significa que ela não estimule, não valorize a participação política. Ao contrário, nós temos insistido na necessidade de ter leigos e leigas preparados para atuar no campo da política e fazemos isso iluminados pela doutrina social da Igreja, por valores do Evangelho.

Então não é de hoje que há uma insistência na participação política. O que tem mudado é a maneira de fazer isso.

Veja que o papa atual assumiu o nome de Leão XIV e ele mesmo explicou, em grande parte, que foi por causa de Leão XIII. E Leão XIII foi quem escreveu o primeiro grande documento a chamar a doutrina social da Igreja, o ‘Rerum Novarum’ em latim.

Isso no final do século XIX, e ele estimula a participação na sociedade. Porque nós cuidamos como instituição, acima de tudo, da vida espiritual, da vida religiosa. Mas isso não exclui as dimensões política, econômica, cultural.

Nós precisamos atuar nesse campo. Só que, ao invés de uma atuação em que a Igreja assume o papel político partidário ou assume o poder político, ela estimula para que isso aconteça através dos leigos e leigas.

Agora, eu sinto que nós precisamos avançar nisso. Porque por mais que nós procuremos valorizar, enfatizar a importância dessa participação política, não temos conseguido ainda como deveria.

Precisamos ainda mais, sem excluir, como eu dizia há pouco, as diversas formas de participação política, mas também sem excluir a via partidária de participação política. Isso não significa que a Igreja, enquanto instituição, ou às suas comunidades, vão ter uma posição política partidária. Nós respeitamos a diversidade que existe nesse âmbito, mas insistimos na vivência de princípios, de valores inspirados no Evangelho.

Arquidiocese de São Salvador da Bahia iniciou em fevereiro o Jubileu Arquidiocesano celebrando 475 anos de criação da diocese e 350 anos de elevação à condição de Arquidiocese Primacial do Brasil. Qual é o significado espiritual e histórico desse momento para a Igreja na Bahia e no país?

Este Ano Jubilar Arquidiocesano, a celebração dos 475 anos de Diocese e 350 de Arquidiocese, têm um significado muito especial, não só para a Igreja, mesmo porque a história da Igreja no Brasil está entrelaçada com a história do próprio país. Nós somos herdeiros de uma história muito bonita.

Claro que temos, na história, suas ambiguidades. Mas a presença da Igreja ao longo da história é importantíssima no Brasil. Contribuiu e muito, e continua a contribuir para a cultura, para a religiosidade, para a fé, mas também para a vida das nossas famílias. Para a construção da paz, enfim.

Nós temos uma importância muito grande em ambos, seja no evento da criação da Diocese, seja no da criação da Arquidiocese. Essa importância deveria ser reconhecida ainda mais para além dos muros da Igreja. Porque são momentos especiais, e diria até na Independência do Brasil, da autonomia do país.

Uma vez que dependíamos inteiramente de Portugal também nas questões religiosas. Ora, quando demos passos como esse, ainda que à época ainda fosse regime de padroado, passamos a ter uma liberdade maior, sobretudo quando a Diocese de São Salvador da Bahia foi elevada à condição de Arquidiocese, há 350 anos. Porque ela se tornou sede de uma província eclesiástica.

É desligada de alguma forma da dependência que havia com a Igreja de Portugal, particularmente de Lisboa. E tivemos um caminho a percorrer, tanto que na mesma época foram criadas as dioceses chamadas sufragâneas. Para criar uma Província eclesiástica, além da sede em Salvador, foram criadas as dioceses em Olinda, Recife e no Rio de Janeiro.

Isso tudo mostra que esse momento é especial para Igreja Católica, mas também para o país. Por isso que estamos procurando neste ano desenvolver também iniciativas para o conhecimento e reflexão histórica.

Nós devemos por primeiro valorizar nossa história, nossa cultura. Quando digo nós, estou dizendo nós aqui da Bahia, aqui de Salvador. No Brasil se reconhece sempre a importância cultural, histórica, artística, religiosa da Bahia e de Salvador. Isso é muito importante. Mas nós devemos fazer isso primeiro.

Nós, baianos, é quem devemos em primeiro lugar valorizar essa herança cultural, religiosa, histórica, artística riquíssima que nós recebemos e que devemos transmitir para as gerações que vem. É o momento de fazer memória da história, mas também de olhar para o amanhã com esperança e para o dia de hoje com responsabilidade.

Raio-X

Sérgio da Rocha nasceu em Dobrada, interior de São Paulo, em 21 de outubro de 1959, e foi ordenado padre em 1984.

É mestre em Teologia Moral pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo, e doutor pela Academia Alfonsiana da Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma.

Em 2007, foi nomeado arcebispo coadjutor de Teresina pelo papa Bento XVI e, em 2008, assumiu a arquidiocese como Arcebispo Metropolitano.

Em 2011, tornou-se Arcebispo Metropolitano de Brasília. Durante o pontificado de Francisco, em 2016, foi elevado ao cardinalato. Em março de 2020, foi nomeado Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil. No início de 2023, tornou-se o primeiro brasileiro indicado para o Conselho de Cardeais.



Fonte: A Tarde

Salvador entra em nível de atenção após fortes chuvas; veja bairros afetados

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Alerta foi emitido pela Codesal –

Salvador registrou volumes expressivos de chuva no último domingo, 29, e entrou em nível de atenção, conforme informou a Defesa Civil de Salvador (Codesal). A mudança de status, que saiu de observação para atenção, foi motivada pela atuação de um cavado próximo à costa, associado a um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), que intensificou as instabilidades na capital baiana.

De acordo com a Codesal, os maiores acumulados foram registrados nos bairros da:

Tudo sobre Salvador em primeira mão!

  • Liberdade (122,2 mm)
  • Boa Vista de São Caetano (116,8 mm)
  • Pau Miúdo (109,8 mm)

Vai continuar chovendo?

A previsão indica que, entre esta segunda-feira, 30, e terça-feira, 31, ainda devem ocorrer pancadas de chuva, intercaladas com períodos de abertura de sol, mantendo o risco de novos transtornos.

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Diante do cenário, a Defesa Civil enviou alertas por SMS à população, reforçando a necessidade de atenção e adoção de medidas preventivas durante o período de instabilidade.

Como serviço essencial do município, a Codesal mantém plantão ininterrupto 24 horas. Em caso de emergência, a orientação é acionar o órgão pelo telefone 199.

Veja vídeo:



Fonte: A Tarde