segunda-feira, abril 6, 2026
spot_img
Home Blog Page 1901

Governo Trump planeja deportar dezenas de iranianos neste domingo (7)

0

O governo Trump deve deportar dezenas de iranianos de volta ao seu país de origem neste domingo (7), segundo uma fonte familiarizada com o assunto informou à CNN.

Este é o segundo voo de deportação após um acordo incomum entre Washington e Teerã, que interromperam as relações diplomáticas, em meio aos esforços extremos do governo Trump para expulsar imigrantes indocumentados.

Organizações de direitos humanos e de advocacia expressam sérias preocupações sobre os iranianos que fugiram para os EUA e agora podem ser forçados a retornar.

O mais recente relatório de direitos humanos do Departamento de Estado, emitido durante o governo Trump, apontou “questões significativas de direitos humanos” no Irã.

Uma pessoa que afirma estar na lista do voo de deportação de domingo disse que sua vida estará em risco se retornar. A pessoa, que não quis ser identificada por medo de retaliação, disse que fugiu do Irã devido à sua sexualidade. A homossexualidade é punível com morte no Irã.

“Sofri muito no meu país por ser quem eu sou”, disse ele, revelando à CNN que foi torturado e estuprado no Irã.

Ele contou que veio aos EUA “apenas para ter uma vida normal como todos os outros”. Foi detido após atravessar a fronteira nos últimos dias do governo Biden, depois de viajar por meses, sendo roubado e espancado durante o trajeto até os EUA.

O homem relatou ter sofrido abusos e discriminação enquanto estava detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Alfândega. A CNN não pode confirmar independentemente o relato. A pessoa disse que solicitou asilo, mas o status de sua aplicação não está claro.

“Definitivamente minha vida está em risco se eu retornar ao meu país”, disse ele.

O Conselho Nacional Iraniano-Americano, uma organização sem fins lucrativos, pediu ao governo que suspenda o voo.

“Os iranianos, como os que estão neste iminente voo de deportação, vêm para cá para escapar da repressão governamental. É perturbador que, em vez de honrar seus pedidos de asilo e oferecer-lhes segurança, nosso próprio governo possa estar violando seus direitos humanos e agravando o dano causado a eles com abusos durante a detenção”, disse o presidente do grupo, Jamal Abdi, em um comunicado.

De acordo com a fonte familiarizada com o voo de deportação de domingo, está prevista uma parada no Kuwait a caminho do Irã. O primeiro voo de deportação ocorreu em setembro.

A CNN entrou em contato com o Departamento de Segurança Interna, o Serviço de Imigração e Controle de Alfândega e a Missão Iraniana na ONU para comentários.

O ICE se recusou a confirmar a reportagem da BBC Persian sobre as deportações, sem negar a operação planejada, citando “a segurança do voo e seus passageiros.”

Fonte: CNN BRASIL

Ficam para 2026? Saiba jogadores do Vitória com contrato perto do fim

0

Vitória luta pela permanência na primeira divisão –

A atual temporada está chegando ao fim e o Vitória tem situação indefinida para 2026, ainda sem saber se disputará a Série A no ano que vem. Da mesma forma, parte dos atletas do elenco rubro-negro também não têm permanência no clube garantida.

No total, o Leão da Barra tem 11 jogadores com vínculo de contrato encerrando em dezembro de 2025. A maioria deles são emprestados por outros clubes, enquanto quatro são atletas contratados em definitivo.

Tudo sobre Esportes em primeira mão!

Entre os empréstimos, o Vitória demonstrou interesse em adquirir Gabriel Baralhas e Thiago Couto. No caso do volante, uma das peças mais regulares do elenco, já existem conversas iniciais com o Atlético-GO para uma futura compra.

Vale destacar também o caso de Raúl Cáceres. Titular absoluto da lateral-direita, o uruguaio não está garantido para 2026. Sua permanência não está descartada pelo clube, mas uma decisão final deve ser tomada somente após a definição do possível rebaixamento.

Jogadores do Vitória com contrato até dezembro de 2025

Emprestados

  • Baralhas
  • Carlinhos
  • Erick
  • Jamerson
  • Maykon Jesus
  • Ramon
  • Thiago Couto

Definitivos

  • Osvaldo
  • Raúl Cáceres
  • Ricardo Ryller
  • Willian Oliveira

Peças chave têm vínculos longos

Jogadores importantes no elenco, Lucas Halter, Edu e Matheuzinho têm vínculos até o fim de 2028, enquanto Ronald tem contrato até junho do mesmo ano. O zagueiro Zé Marcos assinou até dezembro de 2027, além de Aitor Cantalapiedra e Renato Kayzer até junho e março, respectivamente, do mesmo ano de 2027.

Outra peça chave, Lucas Arcanjo possui contrato até dezembro de 2028. Atualmente em recuperação de lesão no ligamento colateral medial, o goleiro já foi citado mais da uma vez pelo presidente Fábio Mota como uma potencial venda já no início do próximo ano.

Alguns jogadores têm contrato encerrando em 2026. São os casos de Dudu (dezembro), Camutanga (dezembro), Kike Saverio (junho) e Renzo López (julho).

Lista de contratos dos jogadores do Vitória

  • Osvaldo – 12/2025
  • Raúl Cáceres – 12/2025
  • Ricardo Ryller – 12/2025
  • Willian Oliveira – – 12/2025
  • Kike Saverio – 06/2026
  • Reno López – 07/2026
  • Dudu – 12/2026
  • Camutanga – 12/2026
  • Renato Kayzer – 03/2027
  • Aitor Cantalapiedra – 06/2027
  • Zé Marcos – 12/2027
  • Lucas Halter – 12/2028
  • Edu – 12/2028
  • Matheuzinho – 12/2028
  • Lucas Arcanjo – 12/2028



Fonte: A Tarde

CNC busca influência sobre reformas econômicas e trabalhistas em 2026

0

O apoio da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) ao grupo de parlamentares que pretende atuar sobre o ambiente de negócios não é apenas um gesto de articulação institucional.

O movimento ocorre em um momento em que o Congresso discute pautas que podem alterar custos operacionais do setor produtivo: de tributação de lucros e dividendos a propostas de redução de jornada e novos pisos salariais.

Na semana passada, a entidade marcou presença no lançamento da FPN (Frente Parlamentar Mista do Ambiente de Negócios), que tem a missão de ser um “espaço estratégico para propor reformas e garantir um ambiente econômico mais estável e favorável ao empreendedorismo”.

O novo grupo é presidido pelo deputado Mendonça Filho (União-PE) e tem como vice-presidente o senador Efraim Filho (União-PB).

Na avaliação da CNC, a FPN fortalece a interlocução institucional e abre o diálogo para evitar a aprovação de projetos que encareçam o emprego e elevem insegurança jurídica.

A entidade vê margem para defender uma agenda mais previsível e com menor custo regulatório para as empresas, especialmente após a reforma tributária abrir uma segunda fase de regulamentações e calibragem de alíquotas.

“Esses assuntos exigem diálogo para não comprometer empregos e competitividade. Nenhuma nação cresce sem diálogo permanente entre Estado e sociedade. Quanto mais intenso for esse diálogo, mais fortes serão nossas instituições e mais previsível será o ambiente de negócios”, disse o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, na ocasião.

Os principais objetivos da FPN são:

  • Reduzir entraves ao empreendedorismo e à geração de empregos;
  • Modernizar marcos regulatórios e simplificar normas;
  • Promover debates pluripartidários e monitoramento legislativo contínuo; e
  • Fortalecer a integração entre setor público e privado em uma agenda de crescimento sustentável.

“A CNC seguirá apoiando e contribuindo com propostas que garantam segurança jurídica, previsibilidade e condições para que empresas brasileiras prosperem, gerem empregos e impulsionem o desenvolvimento nacional”, diz o comunicado da entidade.

Fonte: CNN BRASIL

Domingão imperdível! Fenagro fecha edição com shows, animais, aventura e clima natalino

0

Fenagro termina hoje com shows e atrações para todas as idades –

A Fenagro 2025 chega ao seu último dia neste domingo, 7, ainda com uma programação intensa que movimenta o Parque de Exposições de Salvador desde 29 de novembro. Consolidada como o maior evento agropecuário do Norte e Nordeste, a feira encerra a edição deste ano mantendo sua proposta de aproximar o público urbano do universo rural, e ainda oferece atividades para todas as idades, shows e atrações especiais.

Depois da última quarta-feira, 3, quando o acesso pôde ser garantido de forma gratuita mediante doação de 1 kg de alimento, a feira segue até hoje com ingressos populares. Neste domingo, a bilheteria opera por R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). Crianças de até 12 anos e idosos acima de 60 anos continuam tendo entrada gratuita mediante apresentação de documento.

Tudo sobre Fenagro em primeira mão!

Quem entrar no Parque até 19h, horário de encerramento da visitação, também poderá curtir os shows da Arena sem custo adicional, uma oportunidade que vem atraindo famílias e visitantes de diversas regiões ao longo de toda a semana.

Neste domingo, a grande atração musical é o projeto À Vontade, trio formado por Raí Saia Rodada, Luan Estilizado e Zezo Potiguar. A grade conta ainda com Renanzinho CBX, Jow e Lary.

Leia Também:

Mergulho no campo em plena capital

Com uma programação robusta, a Fenagro une exposições, leilões de bovinos, equinos, caprinos e ovinos, demonstrações de adestramento, competições e ações que valorizam o trabalho de criadores de todo o país.

A área infantil permanece como um dos grandes destaques da edição. Neste domingo, o público encontra Arena Pônei, passeios de charrete, montaria, apresentação de bois adestrados e até uma feira de adoção de animais. Exposições e campeonatos seguem movimentando o Parque, que deve permanecer cheio até o encerramento oficial.

O clima de aventura fica por conta do conceito “Diversão e Aventura para Todos”, que traz o Parque Inflável Gigante, com mais de 1.000 m² e atrações como tobogãs, escalada, corrida de obstáculos e tirolesa. Para quem busca ainda mais adrenalina, a Tirolesa Radical, com 15 metros de altura e 100 de extensão, segue em funcionamento.

A magia do Natal continua fazendo sucesso na Casa do Papai Noel, onde famílias aproveitam para registrar fotos e interagir com o espaço. Já o Espaço Kids oferece música, contação de histórias e brincadeiras gratuitas durante todo o dia.

Onde comprar ingressos e quais os valores?

Exposição: R$ 20 (meia-entrada)

Camarote Open Bar

Espaço exclusivo para assistir aos shows nos dias 6 e 7 de dezembro, com serviço open bar (água, refrigerante e cerveja).

Valores:

Meia – R$ 100

Entrada Solidária – R$ 130

Inteira – R$ 200

Gratuidade:

Crianças até 12 anos e idosos acima de 60 anos (mediante documento original com foto)

Vendas:

Online: Ticketmaker

Lojas físicas: Bilheteria do Parque de Exposições, Ingressos Bahia (Shopping Barra) e Pida (Shoppings Salvador, Piedade, Salvador Norte e Paralela)

Fenagro 2025

A Fenagro 2025 é apresentada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), com a realização do Grupo A TARDE e produção da On Line Entretenimento.



Fonte: A Tarde

mãe lança livro e revela sua história com microcefalia

0

Acolhimento. É essa a sensação que a baiana Joana Passos espera que as famílias encontrem no livro O pulsar da maternidade atípica – Do Zika vírus à potência do abraço, que será lançado no próximo domingo, 14, às 10h, na Casa da Providência, no bairro da Saúde, em Salvador.

O livro marca os 10 anos da epidemia que se espalhou pelo Brasil, transmitida principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, com o aumento de casos de microcefalia e outras malformações em bebês.

Tudo sobre Muito em primeira mão!

Joana foi presidente da associação Abraço à Microcefalia, que realizou mais de 10 mil atendimentos e se tornou o embrião de um movimento nacional por melhores condições e equidade para pessoas com deficiência.

Nesta entrevista, Joana fala sobre revisitar a dor, o medo e as descobertas para produzir a obra – lançada justamente no ano em que a filha Gabriela, nascida em meio ao caos sanitário de 2015, completa 10 anos.

Qual foi o momento em que você notou que era preciso contar a sua história em um livro?

Foram dez anos de muita luta lidando com o desconhecido. Mas vejo duas vertentes nesse processo. Existe algo muito potente, que surgiu justamente do encontro de tantas mulheres pelo Brasil.

A partir dessa união, conseguimos provocar transformações políticas. O lado negativo é que ainda precisamos avançar muito nas políticas públicas, na inclusão e no acesso a atendimentos.

Falo em nível nacional: falta equidade, faltam serviços, e essas desigualdades permanecem. São desafios que continuam até hoje. Apesar disso, houve alguns avanços, e o principal foi a união das famílias, sobretudo das mulheres, para transformar políticas públicas no país.

O livro nasce dessa urgência de registrar a memória. Em determinado momento, eu senti claramente que precisava contar essa história. Desde 2018 eu já tinha essa inquietação, uma vontade de registrar tudo. Principalmente depois da pandemia de Covid-19, quando fomos sendo esquecidos.

A epidemia do Zika foi um marco na saúde pública do Brasil, em muitos aspectos, e eu não queria que essa memória se perdesse. Desde 2020 venho amadurecendo essa ideia, até para abrir novos caminhos na minha vida. Estou estudando psicologia, vivi intensamente a fundação e o trabalho da associação Abraço à Microcefalia; depois me afastei e, no ano passado, deixei a presidência para seguir novos rumos.

Minha filha também já está encaminhada. Este ano tive coragem de tornar público o que já estava escrito. Eu guardava muitos relatos, sentia cobranças, mas também passei por um processo que me fez entender que toda história merece ser contada. Cada narrativa é única e precisa ser compartilhada. Foram os dez anos de Zika que me encorajaram a transformar a luta em livro.

Quanto tempo demorou a produção do livro?

Eu já tinha textos desde 2020, materiais históricos e também técnicos. Este ano decidi reunir tudo. A partir de janeiro, me dediquei de fato ao projeto. Passei o ano inteiro trabalhando nisso, revisitando esses escritos e adicionando um toque mais pessoal e emocional.

Inclusive, fiz um processo de escrita meditativa, que me ajudou a destravar, porque eu não sou escritora profissional. Então, quis unir o que já tinha produzido com uma abordagem mais sensível, íntima e afetiva, para dar esse tom ao livro.

Como foi revisitar esses momentos?

Este ano eu precisei reencontrar muitas histórias. Hoje me reconheço como outra mulher, e isso também conto no livro. Revisitar momentos muito dolorosos me permitiu ressignificá-los, transformá-los em força e compreender a beleza desse caminho.

Percebo agora o quanto tudo isso foi transformador e potente. Na época, eu apenas vivia; só no processo de escrita consegui enxergar a dimensão do que aconteceu. Foi nesse movimento que pude me apropriar da minha história, da história da minha filha e de tudo o que construímos ao longo desse percurso.

Quais foram os primeiros sentimentos que atravessaram você ao receber o diagnóstico de microcefalia de Gabriela?

No início, o que veio foi muito medo do desconhecido. Também surgiu uma sensação de incapacidade e uma culpa por sentir tudo isso. É uma culpa que muitas mulheres carregam na maternidade, especialmente na [maternidade] atípica.

Depois, ao longo do processo, fui percebendo que, na verdade, era tudo força. A força do amor, que ressignifica o próprio amor como compromisso, transformação e responsabilidade.

Com o tempo, consegui reconhecer cada pequeno passo que minha filha dava, tudo o que fazíamos para que ela pudesse se expressar como ser humano, mesmo dentro das suas limitações.

O diagnóstico, no começo, foi extremamente doloroso e trouxe muitas preocupações. Era tudo desconhecido. Só quando atravessei esse vazio é que consegui enxergar as infinitas possibilidades que temos enquanto seres humanos: de ser, de estar, de criar.

É uma transformação da dor e da incerteza em potência…

Sim. Acho que o primeiro passo foi esse: me reconhecer. Eu pensei: “Poxa…”. A partir do momento em que eu nego o nascimento da minha filha, eu fico triste. Eu descobri o capacitismo que já estava enraizado em mim. A gente cresce ouvindo: “Ah, que o bebê nasça com saúde”.

Então, reconhecer em mim esse capacitismo e entender que eu podia transformar isso a partir de mim foi fundamental. Com os aprendizados, fui entendendo o que era capacitismo, um termo que eu nem sabia que existia.

Passei a compreender que ela pode circular, que tem direito de estar na escola. Não é um favor que as escolas fazem ao recebê-la. Ela tem direito de ocupar esses espaços públicos, de ser conhecida e acolhida.

A epidemia de Zika foi marcada por desigualdades profundas, especialmente no Nordeste. Que Brasil você viu de dentro dessa crise e o que ficou de lição social e política dez anos depois?

Existe uma falta enorme de equidade. Entre quem nasce no Nordeste, se comparado a outras regiões, entre quem nasce na capital e quem nasce no interior… Existem realidades muito diferentes em relação ao acesso a serviços públicos, saúde e informação.

Essa desigualdade é muito grande. O acesso das pessoas nos seus territórios, inclusive à informação necessária para garantir qualidade de vida e assegurar os direitos dos nossos filhos, ainda é muito desigual. Isso permanece até hoje.

Também tivemos uma conquista histórica: a aprovação da Lei 15.156, que garante indenização e pensão vitalícia para essas famílias. Foi uma luta que começou nos grupos de WhatsApp, com famílias se encontrando nos corredores dos hospitais.

Depois, essa mobilização foi levada aos gabinetes, chegou a Brasília e, após dez anos, conquistou uma garantia mínima de dignidade para essas famílias. Essa lei foi aprovada neste ano no Congresso Nacional e é um marco histórico.

Na educação, enfrentamos outra grande dificuldade: falta de inclusão, de atendimento educacional especializado, de cuidadores e de formação. Há, sobretudo, uma barreira atitudinal, que é o capacitismo.

A organização Abraço a Microcefalia reuniu centenas de mulheres que, como você, estavam perdidas em meio à epidemia. Que memórias daquele início você considera fundamentais para entender a força coletiva que se formou ali?

Aqui na Bahia, comecei com a [associação] Abraço à Microcefalia em 2016. Foi a primeira organização do estado, fundada a partir dessa necessidade. Ali conseguimos reunir famílias e perceber que, apesar de vidas e condições completamente diferentes, a dor era a mesma e o desejo de transformar e garantir uma vida melhor para os filhos também era o mesmo.

Isso nos uniu e possibilitou transformação. As associações ajudaram a facilitar acessos. A gente sempre diz que a luta de uma mãe nunca é em vão e, quando todas se unem, essa força se multiplica.

Foi assim que conseguimos garantir o mínimo de dignidade e de equidade entre as famílias. Dentro das associações, conseguimos diminuir um pouco essas diferenças. Sempre que chegava uma doação, era distribuída para todos; as comemorações eram para todos; o atendimento era para todos. Era um espaço de união e acolhimento.

A associação chegou a atender 350 famílias. Em oito anos na presidência, realizamos mais de 10 mil atendimentos de fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia, além de mutirões.

A associação era importante porque, enquanto uma pessoa tinha dificuldade de conseguir atendimento no serviço público, nós acionávamos a Defensoria Pública, chamávamos a Secretaria de Saúde e organizávamos mutirões para todas as mães.

Esses espaços permitiam acesso mais rápido e eficiente, porque juntas conseguimos muito mais do que individualmente. Foi uma grande diferença para as famílias das crianças que nasceram durante a epidemia de Zika.

Qual é seu desejo para o futuro das famílias que ainda enfrentam as consequências da epidemia e lutam por inclusão no Brasil?

Equidade. E eu espero que essas famílias encontrem no livro um acolhimento, que essa obra ofereça um abraço. Ao longo desses anos, também me descobri uma mulher de múltiplas faces.

No livro, falo um pouco de técnica, de sentimento e de emoção. Espero que ele ofereça esperança e abra possibilidades para outras mães, para seus filhos e para vários profissionais de saúde. Que essas pessoas encontrem no livro sensibilidade e motivação para acolher melhor as crianças com deficiência.



Fonte: A Tarde

turismo rural cresce na Bahia com experiências autênticas

0

Às margens da rodovia que liga Trancoso a Arraial da Ajuda, no sul do estado, os turistas encontram mais do que praias com paisagens paradisíacas. Lá fica a fazenda Trevo dos Búfalos, onde, há 54 anos, a família Cangussu cria esses animais. Famosa pela produção e venda de 15 derivados de leite de búfala, entre queijos, manteigas e iogurtes — muitos deles premiados —, a fazenda passou a se dedicar também a outro negócio em 2021: experiências de turismo rural.

“Os turistas sempre paravam na porta da fazenda para comprar nossos produtos e, durante a pandemia, fomos incluídos no projeto Experiências do Brasil Rural, organizado pelos Ministério do Turismo e da Agricultura e pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Passamos a realizar aulas online, com três horas de duração, sobre a criação de bubalinos e a produção de queijos”, conta Victória Cangussu.

Tudo sobre Turismo em primeira mão!

Victória faz parte da terceira geração à frente da Trevo dos Búfalos, que começou com seus avós, Hélio Mariano e Maria Neyde, de 95 e 91 anos, respectivamente. Não demorou para que a experiência na internet se tornasse mais real e os turistas passassem a agendar visitas na fazenda para conhecer de perto os animais e seu manejo.

“Recebemos pessoas de todas as idades, mas fazemos maior sucesso entre as crianças, que adoram pegar na mão os pintinhos dos galinheiros e dar mamadeira aos bezerros”, diz Victória.

O passeio também inclui uma caminhada em meio ao rebanho de búfalos, com direito a fotos com o mascote, Barão, que tem oito anos e pesa mais de uma tonelada.

Produtos artesanais

“É uma oportunidade de desconstruir a ideia de que são animais agressivos”, acrescenta a empresária. A experiência termina com a degustação de todos os produtos fabricados artesanalmente na fazenda, incluindo pães e geleias feitos pelos avós da família.

O turismo rural tem se tornado cada vez mais popular, especialmente após a pandemia de Covid-19. De acordo com a Mind Miners, 61% dos brasileiros preferem viagens domésticas e 74% escolhem o interior como destino, valorizando características como paz e práticas sustentáveis.

Trilhas, aprendizado cultural e atividades ecológicas estão entre as atrações mais procuradas. A demanda é especialmente grande entre a população mais jovem. Segundo uma pesquisa da VisualGPS, da empresa de criação de conteúdo Getty Images, 65% da Geração Z e dos millennials prefere, viajar para lugares menos turísticos, mas mais frequentados por moradores locais, do que escolher destinos muito concorridos.

“Eles querem viajar de forma mais sustentável, buscando experiências reais e autênticas”, afirma a especialista em tendências de turismo, Marta Poggi.

“Nos últimos anos, têm crescido negócios que propõem um maior contato com a natureza e com a gastronomia do campo. Experiências do tipo ‘colha e pague’ com cacau, café e frutas vermelhas na Chapada Diamantina, por exemplo, são muito atrativas”.

65% da Geração Z e dos millennials prefere viajar para lugares menos turísticos, mas mais frequentados por moradores locais, do que destinos concorridos

Natureza exuberante

Precisamente na Chapada fica a Fazenda Pratinha, um recanto de águas cristalinas descoberto em 1846 e aberto ao turismo há 33 anos. Lá, os visitantes podem realizar flutuação na gruta que dá nome à fazenda, cavalgada, stand-up paddle, passeio de caiaque e atividades radicais, como tirolesa.

De acordo com Clinton Solon, um dos administradores, o diferencial do negócio é a própria natureza em que ele está inserido. “Temos uma das águas mais cristalinas do país e recebemos turistas de todas as idades, o ano todo”.

Maior demanda

A procura é maior entre dezembro e a Semana Santa, seguido pelo período entre junho e julho, que marca as férias escolares. “Fazemos turismo pedagógico com as crianças, oferecendo atividades de educação ambiental. Elas precisam aprender o valor de um lugar como a Pratinha para poder preservá-lo”, diz Clinton.

São essas experiências imersivas e exclusivas que garantem o sucesso de empresas desse setor, de acordo com Marta Poggi. “Antes, tínhamos o turismo rural tradicional, que era tirar leite de vaca e pouco mais. Agora, é preciso pensar que história será contada sobre aquele lugar e o que o cliente levará dele”.

Trilhas, cultura e atividades ecológicas estão entre as atrações mais procuradas

Segundo ela, a hospedagem até pode ser uma casa simples, de taipa, mas é importante que nela o cliente possa degustar uma comida típica, tendo contato com produtores e entendendo de onde vem cada alimento.

É o que Maria do Carmo oferece no Hotel Fazenda Mirage, em Amélia Rodrigues, que existe há 23 anos e recebe, principalmente, visitantes provenientes da capital baiana.

“Vêm muitas famílias com crianças ou escolas para realizar aulas de ecologia. Elas fazem o passeio ecológico e aprendem o nome de cada fruta e vegetal que tem aqui. Têm a oportunidade de tirar do pé um alimento que só viam no supermercado”, conta a administradora.

Vêm famílias com crianças ou escolas para realizar aulas de ecologia

Maria do Carmo – administradora do Hotel Fazenda Mirage

Além do pomar e da horta, os pequenos se divertem com animais como galinhas, patos, marrecos e carneiros. Maria do Carmo conta que abriu o negócio com apenas seis acomodações e, hoje, oferece 54 quartos. Para ela, isso é resultado do maior interesse no resgate de uma conexão com a natureza e uma rotina mais simples.



Fonte: A Tarde

Soldado que confessou feminicídio era de unidade da guarda presidencial

0

O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, e a cabo assassinada Maria de Lourdes Freire Matos, 25, eram parte do 1.º Regimento de Cavalaria de Guardas (RCG) do Distrito Federal, unidade que faz a guarda das instalações da Presidência da República.

Segundo informações do Exército, Silva confessou o assassinato e está preso no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Ele responderá na Justiça pelos crimes de feminicídio, furto de arma de fogo, incêndio e fraude processual.

Criado em 1808 e conhecido como Dragões da Independência, 1º RCG é a cavalaria mais antiga do Brasil ainda em atividade.

A unidade manifestou eu seu perfil no Instagram “profundo pesar” pelo assassinado da cabo Maria de Lourdes e afirmou que sua trajetória na instituição foi “marcada por dedicação, profissionalismo e um compromisso exemplar com o serviço prestado na Fanfarra”.

A vítima era saxofonista da banda do regimento, que também realiza o cerimonial militar.

Em nota, o Exército Brasileiro disse prestar “total apoio à família” e lamentar “profundamente a perda da Cabo”, reafirmando “não coadunar com atos criminosos e punir com rigor os responsáveis”.

Exclusão das Forças Armadas

O crime ocorrido na sexta-feira (5) teria se dado durante uma discussão, na qual o soldado golpeou o pescoço da vítima com uma faca e depois ateou fogo no local, conforme informações da Polícia Civil do DF.

O Centro de Comunicação Social do Exército afirma que foi instaurado um Inquérito Policial Militar para esclarecer as circunstâncias do incêndio e da morte de Maria de Lourdes Freire Matos.

Segundo a instituição, o soldado deve “ser excluído das fileiras da Força e responsabilizado pelo ato cometido”.

Sua prisão foi convertida em preventiva pela Justiça Militar.

Fonte: CNN BRASIL

Após título, Bruno Henrique diz que quer se aposentar no Flamengo

0

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, disse que quer se aposentar no clube rubro-negro. E o momento de pendurar as chuteiras para o jogador de 34 anos pode não estar tão longe.

Bruno Henrique tem contrato com o Flamengo até o fim de 2026. O atacante admitiu que pensa em se aposentar após o fim do vínculo.

“Ah, sem sombra de dúvidas [quero me aposentar no Flamengo]. [Tenho] Mais um ano de contrato no Flamengo. […] O meu desejo, minha vontade é terminar aqui no Flamengo, eu acho que esse momento está chegando ao fim. Jogar esse meu último ano com o Flamengo e quem sabe pendurar as chuteiras”, disse Bruno Henrique.

O atacante é o jogador com mais títulos na história do clube, ao lado de Arrascaeta. Com a conquista do Brasileirão, ele chegou a 17 taças.

Bruno Henrique chegou ao Flamengo em 2019. Antes, ele tinha atuado por Uberlândia, Itumbiara, Goiás, Wolfsburg (ALE) e Santos.

O técnico celebrou a conquista com uma rodada de antecedência e destacou o aprendizado com treinadores brasileiros e estrangeiros. Ele afirmou que deseja renovar contrato e ressaltou a dedicação ao estudo para vencer a competição mais difícil do país.

Notícias ao Minuto | 07:36 – 04/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

o que é essencial para evitar acidentes e mal-estar

0

População de Salvador praticando atividade física na orla –

O hábito de praticar atividades físicas ao ar livre têm tomado as ruas de Salvador durante toda a semana, não só no final dela. Caminhadas, corridas e pedaladas não apenas fortalecem o corpo, mas também são benéficos para a mente, reduzem o estresse e melhoram o humor – porém, exigem atenção.

Casos cada vez mais frequentes de pessoas sendo atropeladas ou passando mal enquanto se exercitam nas vias urbanas têm mostrado o quanto é essencial se atentar ao seu corpo, tanto no que diz respeito à saúde, quanto na segurança ao estar lado a lado com o trânsito: se movimente, mas faça isso com atenção.

Tudo sobre Saúde em primeira mão!

“A atividade física regular é uma das ferramentas mais poderosas para a redução da mortalidade por todas as causas, não apenas as cardíacas”, afirma o cardiologista e médico do esporte, Eduardo Lisboa Fernandes, parte da equipe de cardiologia do Hospital Mater Dei.

“Um treino seguro segue os princípios de frequência, intensidade e volume adequados ao condicionamento atual do indivíduo, permitindo que o corpo se adapte. O risco aumenta quando há aumentos abruptos na carga de treino sem o devido preparo, ou quando se ignora a recuperação (descanso)”, explica.

Por isso, a avaliação médica prévia é fundamental e deve ser encarada como uma medida de segurança, especialmente para quem pretende sair do sedentarismo.

“Do ponto de vista fisiológico, o exercício intenso gera uma demanda maior por oxigênio e se a pessoa possui uma condição cardíaca não diagnosticada, por exemplo, esse esforço exagerado pode servir como um ‘gatilho’ para arritmias ou isquemia”, explica Eduardo Lisboa Fernandes.

E quem toma bastante cuidado com o ritmo de seu coração durante as atividades que pratica é o empresário do setor de estética automotiva, Antônio Luis Cunha (48). Ele conta que se exercita regularmente desde os 18 anos.

“Corrida mesmo eu não faço, prefiro o trote e a caminhada, porque acho que a corrida aumenta muito o batimento cardíaco. Pratico dia sim e dia não, e minha esposa, que é médica, está sempre atenta para que eu não exagere. Em casa temos aparelhos para medir pressão, batimento e eu acho muito importante manter o coração trabalhando de acordo com o exercício que faço”, conta ele, que costuma pedalar do Farol de Itapuã até o Farol da Barra.

Capacete, retrovisor, buzina, luz de sinalização, luvas e bermuda acolchoada (para manter o assento confortável), estão na lista de Equipamento de Proteção Individual (EPI) que o empresário usa quando sai com sua bike para pedalar.

“Para mim, por exemplo, o espelho retrovisor na bicicleta é fundamental, porque você precisa ver quem vem por trás e, ao mesmo tempo, estar atento ao que está na frente, além de muita atenção com os pedestres também. A verdade é que se todos fizessem sua parte, respeitando o espaço de cada um, teríamos zero acidentes”, reflete Antônio Luis.

| Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Proteção

O uso de EPIs durante atividades físicas como pedalar e patinar são essenciais pela responsabilidade que é ‘pilotar’ pela vias urbanas designadas, enquanto divide o espaço com veículos maiores e mais rápidos.

“As principais ameaças são as manobras inesperadas de motoristas e motociclistas, a baixa visibilidade em alguns trechos, a velocidade elevada dos veículos e os conflitos em cruzamentos, que são pontos críticos de acidentes. Além disso, muitas vias têm iluminação insuficiente, calçadas irregulares ou sem continuidade, o que acaba empurrando a pessoa para a pista”, explica o engenheiro Fernando do Carmo Pereira, especialista em segurança e professor da Wyden.

A combinação de infraestrutura limitada e comportamentos imprevisíveis dos condutores deixa os esportistas mais vulneráveis, então o ideal é priorizar rotas mais seguras, como ciclovias, parques, pistas de caminhada ou avenidas que costumam ser fechadas para lazer.

“Correr fora dos horários de pico também ajuda, já que o trânsito mais leve reduz conflitos. À noite, é essencial usar roupas claras ou com faixas refletivas para aumentar a visibilidade. Também é importante evitar o uso de fones em volume alto, ter atenção redobrada em cruzamentos e, sempre que possível, correr acompanhado: grupos são mais visíveis e respeitados no trânsito”, aconselha o professor.

Parte dessa atenção deve recair também para a sua própria via – sobretudo no que diz respeito aos pedestres –, salienta o atleta e jogador de futebol no Sampaio Corrêa (São Luís/Maranhão), Yan Cristian Silva do Carmo (26). Natural de Salvador, ele sempre volta para a capital baiana nas férias, onde gosta de correr pela orla da Barra.

“A Barra me ganha pela vista e pela praia, mas é uma região muito movimentada, então os obstáculos são muitos: o trânsito, muita gente correndo em diferentes ritmos, pedalando, patinando ou só passeando. Mas com atenção é possível praticar o esporte de forma tranquila” reflete, contando que nunca sofreu algum tipo de acidente enquanto corria, mas já ouviu histórias e viu encontrões e trombadas.

“Por isso, a atenção é essencial. E tem um outro ponto: celular não combina com exercícios, só serve para marcar a quilometragem percorrida. Fora isso, é melhor deixar de lado e focar na prática. Pratico esportes desde criança e qualquer pessoa que deseja entrar nesse mundo deve ter em mente que o esporte exige atenção durante o treino, mas também acompanhamento clínico, hidratação e boa alimentação, só assim é possível melhorar a cada dia”, aconselha Yan Cristian.

Yan Cristian Silva do Carmo (26), atleta profissional, joga futebol no Sampaio Corrêa

Yan Cristian Silva do Carmo (26), atleta profissional, joga futebol no Sampaio Corrêa | Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Alimentação

E aí está outro ponto extremamente importante para garantir os melhores – e esperados! – resultados após a prática de qualquer esporte: alimentação. Fazer da comida uma aliada das atividades físicas é essencial, pois negligenciar a alimentação e a reposição de nutrientes pode trazer consequências tanto para o desempenho quanto para a saúde, alerta a nutricionista Taiane Cazumbá de Souza, docente do Centro Universitário UniRuy.

“A baixa ingestão de carboidratos compromete os estoques de glicogênio, o que reduz a energia disponível e aumenta a fadiga precoce”, afirma.

Se durante a atividade física você sente cansaço, tontura, dor no peito ou até chega a desmaiar – o que não deveria acontecer! –, é hora de procurar uma avaliação.

“Se não for excesso de esforço, pode ser falta de alimentação ou hidratação adequada. E, se não for isso, pode haver algum problema cardiológico que precisa ser investigado, diagnosticado e tratado corretamente. Outro ponto é saber identificar o seu limite, que começa com reconhecer sua idade. Se você tem 40, 50 anos, é lógico que seu corpo não vai ser o mesmo de alguém de 15, 20 ou 25”, alerta o médico cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Instituto de Educação Médica (Idomed) da Faculdade Estácio de Juazeiro do Norte.

Imagem ilustrativa da imagem Exercício ao ar livre em salvador: o que é essencial para evitar acidentes e mal-estar

| Foto: Clara Pessoa / Ag. A TARDE

Além disso, a insuficiência de vitaminas e minerais como ferro, magnésio e vitamina D também pode afetar diretamente a produção de energia, imunidade e recuperação muscular.

“Treinar sem uma alimentação adequada aumenta o risco de tonturas, mal-estar, queda de performance e até lesões, já que a musculatura não dispõe dos nutrientes necessários para suportar o esforço. É importante ter refeições baseadas em alimentos naturais, preparados em casa e distribuídos ao longo do dia, evitando o excesso de ultraprocessados, que têm baixo valor nutricional e não oferecem suporte adequado”, orienta a nutricionista Taiane Cazumbá de Souza.

PRATIQUE SEUS EXERCÍCIOS CORRETAMENTE

  • Pré-treino – Tudo depende do tempo disponível, tipo de treino e tolerância individual, mas opções como frutas, pães artesanais, tapioca ou tubérculos costumam ser bem aceitas;
  • Horário – Evite correr nos horários de pico, já que o trânsito mais leve reduz conflitos. À noite, é essencial usar roupas claras ou com faixas refletivas para aumentar a visibilidade;
  • Local – Priorize ciclovias, parques, pistas de caminhada ou avenidas que costumam ser fechadas para lazer. Fazer a atividade no sentido contrário ao fluxo da via é outra medida simples que lhe permite visualizar os veículos que se aproximam;
  • Tempo – Para adultos saudáveis, pelo menos 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos de atividade vigorosa por semana é um bom caminho para colher benefícios;
  • Pós-treino – O recomendável é combinar carboidratos com fontes de proteína, então opte pelos tradicionais arroz, feijão, ovos, carnes magras, frutas e legumes, sempre respeitando as necessidades individuais.



Fonte: A Tarde

Como escolher o melhor FPS para mim? Saiba mais sobre protetores solares

0

A orientação já é uma velha conhecida: antes de sair ao sol, passar protetor solar. Mas qual é o melhor para cada cada pessoa?

E de que maneira os componentes do produto, como o Fator de Proteção Solar (FPS), funcionam em cada indivíduo. Saiba a seguir.

O que é o FPS e como ele funciona

A sigla tão comum em rótulos de protetores solar indica o tempo adicional que a pele, após a aplicação do produto, pode ficar exposta ao sol sem se queimar se comparada à exposição sem ele. É importante reforçar que o uso do protetor não impede o bronzeamento da pele, permanecendo a recomendação do uso do produto por pessoas que desejam aproveitar o sol para tal objetivo.

Afinal, o maior objetivo do protetor não é bloquear o bronzeamento, mas evitar a formação de células cancerígenas. “O maior benefício do protetor é a prevenção do câncer de pele”, explica Daniel Cassiano, dermatologista e professor do Centro Universitário São Camilo.

FPS 30, 50, 70 ou 100? Qual escolher?

Atualmente, a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda o uso de protetores com FPS mínimo de 30. “Com opções mais altas para pessoas sensíveis, com histórico de câncer de pele ou tratamentos dermatológicos”, adiciona Cassiano.

Isso significa que a escolha do fator de proteção solar para cada pessoa depende de condições de saúde prévias e familiares, tipo de pele (pessoas de pele mais clara usam FPS mais alto e as de pele mais escura, mais baixo), tempo e local de exposição ao sol.

Outros fatores importantes para avaliar

Não basta apenas escolher um FPS adequado. É essencial verificar se o protetor solar oferece:

  • proteção UV-A: segundo Cassiano, a legislação orienta fator de proteção UV-A (FP-UVA) de pelo menos 1/3 do FPS;
  • resistência à água: para quem pratica esportes ao ar livre, nada com frequência ou transpira muito, esse componente evita que a proteção se perca rapidamente;
  • fotoestabilidade: embora não seja um requisito legal, ele garante que o protetor continue eficaz mesmo após longas exposições ao sol.

Pessoas negras também devem estar atentas a isso?

Segundo Cassiano, o risco de câncer de pele não depende apenas da ausência ou presença de melanina, mas de fatores como imunossupressão induzida pelo sol e capacidade de reparo do DNA.

“Enquanto a ciência ainda investiga esses aspectos, o uso de protetor solar é recomendado para todas as tonalidades de pele, tanto para a prevenção do câncer quanto para evitar hiperpigmentação pós-inflamatória e melasma, que são preocupações comuns em indivíduos de pele escura.”

Como usar o protetor solar

O primeiro passo ao usar o produto é ter um para o rosto e outro para o corpo. Isso é importante porque os filtros faciais costumam ser mais agradáveis à pele da região (com oleosidade e outras características que diferem do resto do corpo), além de muitos terem propriedades hidratantes, antioleosidade ou antioxidantes, aponta Cassiano.

Ao passar o protetor na pele (seja em creme, gel ou spray), é importante:

  • espalhá-lo de forma homogênea em todas as partes do corpo e do rosto;
  • garantir que a quantidade seja adequada para cada região;
  • reaplicar o produto a cada 2 horas.

Fonte: CNN BRASIL