terça-feira, abril 7, 2026
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Petro liga corpos achados na costa colombiana a possíveis ataques dos EUA

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fez uma publicação na rede social X, no domingo (7), relatando que corpos foram encontrados na costa colombiana e afirmou que podem ter sido vítimas de bombardeios no mar.

“Esses corpos foram encontrados flutuando no mar perto de La Guajira. Solicito à equipe forense que estabeleça suas identidades e coordene o trabalho com o Ministério Público da Venezuela. Eles podem ter sido mortos em um atentado a bomba no mar”, escreveu Petro.

Os Estados Unidos já realizaram pelo menos 23 ataques contra embarcações, sendo 22 em águas internacionais desde 2 de setembro, contra navios que supostamente transportavam narcóticos, segundo Washington.

Autoridades americanas não apresentaram nenhuma prova para sustentar essas alegações.

Até o momento, pelo menos 87 pessoas morreram nesses ataques no Caribe e no Pacífico, feitos sem processos judiciais ou declaração de guerra do Congresso americano.

O governo Trump está envolvido em um crescente confronto com os governos da Venezuela e da Colômbia, com uma escalada de declarações cruzadas entre Trump e o ditador venezuelano Nicolás Maduro, e também com o presidente colombiano, Gustavo Petro.

As operações no Caribe começaram após o envio de navios de guerra dos EUA para a região, numa missão que Washington insiste ser para combater os cartéis de drogas, mas Caracas afirma que Washington está, na verdade, buscando uma mudança de regime.

Em novembro, Petro ordenou que as forças de segurança pública da Colômbia suspendessem o compartilhamento de informações com as agências de inteligência dos Estados Unidos até que Washington cesse os ataques a embarcações no Caribe.

“A luta contra as drogas deve ser subordinada aos direitos humanos do povo caribenho”, afirmou o presidente na época, em uma publicação no X, fazendo referência ao histórico de colaboração entre os dois países no combate ao narcotráfico.



Fonte: CNN BRASIL

Fiocruz: população jovem apresenta o maior risco de suicídio

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Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indica que a população jovem apresenta maior risco de suicídio, de 31,2 para cada 100 mil habitantes, acima da taxa geral da população, que é de 24,7 por 100 mil habitantes. Entre homens jovens, o risco sobe para 36,8. No entanto, é entre os indígenas que o problema é maior.

O 2º Informe Epidemiológico sobre a Situação de Saúde da Juventude Brasileira: Saúde Mental, elaborado pela Agenda Jovem Fiocruz e pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), destaca que “o suicídio é um problema de saúde sobretudo entre a juventude indígena”. Essa população tem a maior taxa de suicídios no Brasil (62,7).

“Jovens indígenas, homens na faixa entre 20 e 24 anos, apresentam uma taxa altíssima de 107,9 suicídios para cada cem mil habitantes”, dizem os pesquisadores.

O suicídio entre mulheres jovens indígenas também é mais alto do que a de mulheres de outras populações, especialmente entre as mais jovens, de 15 a 19 anos (46,2 suicídios por cem mil habitantes).

Segundo a pesquisadora da instituição, Luciane Ferrareto, questões culturais podem ser atribuídas aos altos índices entre os indígenas, além da demora por um atendimento no serviço de saúde.

“Os indígenas hoje têm muito acesso à informação, mas ainda há muito preconceito contra eles na sociedade”, disse Luciane.

O estudo descreve o perfil de internações hospitalares, mortalidade e atendimentos relacionados à saúde mental nas unidades de atenção primária à saúde (APS) de brasileiros com 15 a 29 anos, entre 2022 e 2024.

Mais internações de homens jovens

De acordo com a pesquisa, homens jovens representam 61,3% das internações por problemas de saúde mental, com uma taxa de internação de 708,4 por 100 mil habitantes, 57% mais alta que a taxa das mulheres (450). Menos da metade dos jovens que se internam por saúde mental fazem acompanhamento médico e psicológico depois do período hospitalar.

O abuso de substâncias psicoativas é a principal causa das internações de homens jovens (38,4%). A maioria desses casos (68,7%) é causado por abuso de múltiplas drogas. Em seguida, vêm a cocaína (13,2%) e o álcool (11,5%). A maior causa da internação das mulheres é a depressão.

Em contrapartida, na juventude como um todo, o abuso de drogas e transtornos esquizofrênicos têm o mesmo peso nas internações: 31% e 32%, respectivamente.

Para a pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde, a alta taxa de internação de homens jovens por abuso de álcool e outras drogas está relacionada a uma combinação de fatores sociais, culturais e econômicos.

Segundo a especialista, a pressão por um ideal de masculinidade que valoriza a força e a autossuficiência gera grande angústia e dificulta que muitos busquem ajuda emocional ou psicológica, levando-os a recorrer ao uso de substâncias.

“Além disso, muitos desses jovens já são chefes de família. A falta de oportunidades de trabalho, empregos precários, a instabilidade financeira e a sensação de fracasso social aumentam as chances desses jovens utilizarem as drogas como forma de escape”, complementa.

Violência física e sexual na adolescência

No caso das mulheres, Luciane destaca que a violência física e sexual na adolescência, principalmente por familiares, leva ao adoecimento mental. “Já as mulheres jovens, dos 22 aos 29 anos, podem ter que abandonar estudo e trabalho para cuidar de filhos ou de outros parentes, porque não têm uma rede de política pública de creches ou de acolhimento de idosos. Outro ponto é que muitas mulheres se envolvem em relações abusivas que levam ao seu adoecimento. Também tem a questões de precarização dos empregos e o assédio no trabalho”, afirmou a especialista.

No período analisado, apenas 11,3% dos atendimentos de jovens nas unidades de saúde foram para tratar da saúde mental, enquanto na população geral essa proporção é 24,3%. No entanto, a taxa de internações para a juventude foi de 579,5 casos para cada 100 mil habitantes, sendo que nos subgrupos de 20 a 24 anos e 25 a 29 anos o valor sobe, respectivamente, para 624,8 e 719,7. Essas taxas são significativamente mais elevadas do que as da população adulta com mais de 30 anos (599,4).

Segundo o coordenador da AJF, André Sobrinho, os jovens são os que mais sofrem com saúde mental, violências e acidentes de trabalho, mas são também os que menos procuram e encontram cuidados em saúde, os que menos param de trabalhar quando estão doentes. 

“Muitas vezes os jovens, a sociedade e o Estado agem como se eles tivessem que aguentar qualquer coisa exatamente por serem jovens”, afirmou Sobrinho.

O informe analisou as bases de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) sobre internações hospitalares, óbitos e atendimentos na APS. Também usou dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para as taxas de mortalidade e de internação.

Se precisar, peça ajuda

Qualquer pessoa com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida deve buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos e educadores, e também em serviços de saúde. De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

>> Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento:

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita)

Fonte:Agência Brasil

conheça datas, sorteio e clubes confirmados

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Tricolor busca vaga na fase de grupos da Libertadores –

Classificado pela segunda temporada seguida para a fase preliminar da Copa Libertadores, o Bahia agora aguarda a conclusão das competições sul-americanas para conhecer seus possíveis adversários. Ao todo, 19 clubes disputarão a etapa classificatória em busca de quatro vagas na fase de grupos.

O regulamento da pré-Libertadores é dividido em três fases eliminatórias. Como sétimo colocado do Brasileirão, o Bahia entra diretamente na segunda etapa, assim como o outro brasileiro já confirmado: o Botafogo.

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Sexto colocado, o clube carioca pode avançar direto à fase de grupos caso Fluminense ou Cruzeiro levantem o título da Copa do Brasil. Nesse caso, a vaga na etapa preliminar seria herdada ao São Paulo, que terminou na oitava posição do Brasileirão.

Como funciona a pré-Libertadores

A primeira fase reúne seis equipes, que disputam três confrontos diretos. Os vencedores avançam para a segunda fase e passam a integrar o Pote 2 do sorteio, marcado para 18 de fevereiro, na sede da Conmebol, em Luque, no Paraguai.

Os clubes serão distribuídos em dois potes:

  • Pote 1: os oito times mais bem ranqueados pela Conmebol.
  • Pote 2: os seis classificados antecipadamente + os três vencedores da fase inicial.

Os duelos continuam sendo eliminatórios, com os jogos de volta sempre realizados na casa das equipes do Pote 1. A terceira fase definirá os quatro classificados para a fase de grupos da Libertadores.

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Datas

  • 1ª fase: começa em 3 de fevereiro, com duelos envolvendo equipes de Bolívia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
  • 2ª fase: o Bahia estreia nos dias 18 e 25 de fevereiro.
  • 3ª fase: prevista para 4 e 11 de março.

Clubes já classificados para a fase preliminar

1ª Fase

  • 2 de Mayo (PAR)
  • Juventud (URU)
  • Deportivo Táchira (VEN)
  • Alianza Lima (PER)
  • Universidad Católica (EQU)

2ª Fase

  • Argentinos Juniors (ARG)
  • Botafogo (BRA)
  • Bahia (BRA)
  • O’Higgins (CHI)
  • Guaraní (PAR)
  • Liverpool (URU)
  • Carabobo (VEN)

A confirmar (todos entram na 1ª ou 2ª fase, conforme ranking e vagas dos países):

  • Bolívia 3
  • Bolívia 4
  • Chile 4
  • Colômbia 3
  • Colômbia 4
  • Equador 3
  • Peru 3



Fonte: A Tarde

A TARDE Educação encerra Fenagro com ampla programação educativa

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Público no espaço Semearte do A TARDE Educação –

As programações da 34ª edição da Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) – maior feira do setor no Norte-Nordeste – chegaram ao fim neste domingo, 7, no Parque de Exposições de Salvador. Durante os nove dias de evento, o Programa A TARDE Educação, do Grupo A TARDE, promoveu uma agenda intensa de atividades educativas, lúdicas e interativas para crianças, jovens, educadores e famílias, fortalecendo a presença da educação dentro de um dos maiores encontros agropecuários do país.

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Mais de cinco mil visitantes passaram pelos ambientes do Programa – entre estudantes das redes municipal, estadual e privada, visitantes espontâneos da feira, autoridades políticas, educadores e parceiros institucionais.

Tudo sobre Fenagro em primeira mão!

Inspirado pelo sucesso da Casa A TARDE na edição anterior – que recebeu oficinas como o ‘Laboratório das Cores Naturais’ -, o espaço educativo deste ano foi ainda mais dinâmico, interativo e voltado à experimentação prática. Além de aproximar o público dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, as ações reforçaram a importância do jornal como ferramenta pedagógica e da educomunicação como ponte entre aprendizado, cidadania e cultura.

| Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Nesta edição, o A TARDE Educação apresentou quatro ambientes temáticos e interativos, todos com alta participação do público:

  • Espaço Multicultural – exposições, contação de histórias, vivências artísticas e rodas de leitura;
  • Sala Gamer – jogos educativos e interativos que aproximaram tecnologia, trânsito e aprendizagem, em parceria com o Departamento Estadual de Trânsito da Bahia (Detran-BA);
  • Espaço Semearte – oficinas práticas de educação ambiental e atividades de plantio;
  • Agência Expressa – produção do jornalzinho da feira e vivências de educomunicação para crianças e jovens.

A advogada Alice Firmino destacou que as atividades atraem pessoas de todas as idades.

“O espaço não é só para crianças, é para todas as idades. Tem o espaço de você fazer um jornal, que é muito legal. A parte de plantar também que mostra a importância do plantio para as crianças e também para nós, adultos. É um espaço muito divertido, super acolhedor e vale 100% a pena”, afirmou.

Alice Firmino

Alice Firmino | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

A professora de Ciências e Biologia, Ana Cristina Portela, visitou o espaço com o neto, Mateus Lucas, de 10 anos, e reforçou o potencial pedagógico das atividades.

“O espaço é excelente. O lúdico é um componente importante para aprendizagem. Essa questão das mudas, da criança se interessar pelo cultivo de plantas, é muito positiva”, avaliou.

Mateus participou do Semearte – onde replantou uma cebolinha – e da Sala Gamer. “Eu amei plantar e também jogar o jogo de carro”, contou.

Mateus Lucas e a avó Ana Cristina Portela

Mateus Lucas e a avó Ana Cristina Portela | Foto: Denisse Salazar/Ag. A TARDE

Cuidado e acolhimento

Além das atividades, todos os visitantes receberam lanche, reforçando o compromisso do Programa com uma experiência acolhedora e completa para estudantes e famílias. Também foram distribuídas mudas de hortaliças, iniciativa que incentivou o cultivo doméstico, a educação ambiental e o contato direto com práticas sustentáveis – uma marca forte do A TARDE Educação durante a 34ª edição da Fenagro.

Fenagro 2025

A Fenagro 2025 é apresentada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Agricultura, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), com a realização do Grupo A TARDE e produção da On Line Entretenimento.



Fonte: A Tarde

Mulher é morta a facadas por homem dentro de apartamento em Diadema (SP)

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Uma mulher de 27 anos morreu, na noite de sábado (6), após ser atacada com golpes de faca por um homem, de 31 anos, dentro de um apartamento na Rua Yayá, em Diadema, na Grande São Paulo.

Segundo a PMESP (Polícia Militar do Estado de São Paulo), a equipe foi acionada para atender a uma ocorrência em andamento de violência doméstica. No 20º andar do edifício, os policiais encontraram a porta do apartamento entreaberta e com sinais de arrombamento.

No interior do imóvel, no banheiro, encontraram os corpos de Milena de Silva Lima, com múltiplas perfurações, e, ao lado dela, o corpo do suspeito, João Victor de Lima Fernandes, com ferimentos no pescoço.

De acordo com o boletim de ocorrência, o homem foi encontrado com uma faca na mão esquerda. O documento indica, ainda, a possibilidade de que João tenha tirado a própria vida após o ataque.

Uma testemunha relatou à polícia que ouviu pedidos de socorro vindos da residência e, ao verificar a situação, viu o suspeito esfaqueando a vítima.

Cidade de São Paulo bate recorde de feminicídios em 2025

Os militares preservaram o local e acionaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), que constatou a morte de ambos no próprio apartamento.

Em nota, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) informou que o local passou por perícia e a faca usada no crime foi apreendida.

O caso foi registrado como feminicídio e suicídio no 3° Distrito Policial do município.

*Sob supervisão de Tonny Aranha

Fonte: CNN BRASIL

Mercado ilegal de armas se moderniza e amplia poder de fogo do crime

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O mercado ilegal de armas passou por uma transformação tecnológica nos últimos anos no Brasil.

Um estudo do Instituto Sou da Paz, divulgado nesta segunda-feira (8), revela que o arsenal do crime no Sudeste do país ficou mais moderno, mais potente e significativamente mais novo.

A mudança redesenha o perfil das apreensões, antes dominadas por revólveres antigos e espingardas, e agora marcadas pelo avanço de pistolas semiautomáticas, calibres de alta potência e fuzis.

O estudo indica uma tendência clara: o crime organizado está cada vez mais equipado com armas modernas e de maior poder de fogo, antes restritas a forças de segurança.

O levantamento, batizado de Arsenal do Crime, analisou 255.267 armas que foram apreendidas entre 2018 e 2023 e mapeou dados de polícias estaduais do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, além de bases federais.

Pistolas 9mm e semiautomáticas

A principal virada é a ascensão das pistolas semiautomáticas, sobretudo no calibre 9x19mm, que ganhou espaço de forma acelerada no mercado ilícito. A participação desse calibre nas apreensões do Sudeste saltou de 7,4% em 2018 para 18,8% em 2023, segundo o estudo. Entre pistolas, o crescimento é ainda mais expressivo e aparece em todos os estados analisados.

As pistolas modernas superam os revólveres em três dos quatro estados do Sudeste, a exceção é São Paulo, onde a ultrapassagem ainda não ocorreu, embora a tendência esteja consolidada. O uso desse tipo de arma amplia o risco nas ruas: maior capacidade de munição, recarga mais rápida e, no caso do 9mm, cerca de 40% mais energia do que os modelos tradicionais calibre .38.

Fuzis, metralhadoras e submetralhadoras: poder de fogo cresce 55,8%

O estudo detecta também um avanço expressivo no armamento pesado. Entre 2018 e 2023, as apreensões de fuzis, submetralhadoras e metralhadoras cresceram 55,8% no Sudeste. Os calibres de fuzil mais encontrados nas apreensões foram 5.56x45mm e 7.62x51mm.

Esse salto representa uma mudança qualitativa na estrutura do crime, que passa a ter arma de guerra com mais frequência, algo que, segundo especialistas do Sou da Paz, aumenta o risco de confrontos mais violentos e dificulta a atuação das forças de segurança.

Armas roubadas cada vez mais novas

Um dos indicadores mais preocupantes do levantamento é o que mede o tempo entre a fabricação da arma e sua apreensão. O intervalo caiu em todos os estados, mostrando que o crime tem acesso a armamento recém-produzido e, provavelmente, recém-comprado.

Minas Gerais concentra o salto mais dramático: o número de armas com até dois anos de fabricação apreendidas aumentou dez vezes, de 83 para 882 no período analisado. O padrão de armas muito novas no crime é típico de desvios intencionais, reforça o instituto.

As médias de idade das armas apreendidas caíram de forma consistente:

ES: de 30,7 anos (2018) para 24,5 anos (2023)

MG: de 34,7 para 26,2

SP: de 21 para 19

RJ: não possui dados de número de série disponíveis

Falhas nos registros dificultam combate

Além das mudanças no arsenal ilegal, o estudo chama atenção para problemas estruturais na qualidade das informações registradas pelas polícias.

Pelo menos 30,6% das armas industriais apreendidas não tinham marca identificada. Em alguns estados, dados essenciais foram negados ao estudo.

Para o Instituto Sou da Paz, isso compromete a capacidade de o país mapear rotas de desvio e estratégias do crime. A diretora-executiva da organização, Carolina Ricardo, afirma que o Brasil ainda opera “de olhos vendados” na tentativa de enfrentar o mercado ilícito.

O instituto destaca a necessidade de padronização de registros, transparência e fortalecimento de unidades especializadas como divisões de desarmamento, essenciais para qualificar a produção de dados.

Fonte: CNN BRASIL

George Clooney diz que filhos já começam a ignorá-lo e fala sobre ser pai

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George Clooney participou do podcast New Heights e falou sobre a convivência com os filhos gêmeos, Alexander e Ella, de 8 anos, frutos do casamento com Amal. As crianças nasceram em junho de 2017. O ator contou aos apresentadores Travis e Jason Kelce que os filhos ainda demonstram muito carinho por ele, embora saiba que isso deve mudar quando chegarem à adolescência.

“Meus filhos têm 8 anos e ainda gostam de mim, sabem?”, disse. “Isso vai mudar, como vocês sabem.” Jason, que é pai de quatro meninas, respondeu que a adolescência está mais perto do que se imagina. Clooney completou dizendo que os sinais já começaram a aparecer. Segundo ele, a filha já começou a revirar os olhos quando brinca sobre sua fama. “Eu digo: ‘Ei, você sabe que seu pai é uma grande estrela’, e ela só revira os olhos.”

Clooney também comentou sobre o casamento com Amal, com quem se casou em uma cerimônia privada na Itália em 2014. Em entrevista à CBS, o ator disse que percebeu muito cedo que queria passar a vida ao lado da advogada. Ele contou que praticamente não discute com a esposa e que isso tem a ver com a fase de maturidade em que se encontra, na qual muitas situações deixaram de ser motivo de conflito.

O ator lembrou ainda que o pedido de casamento aconteceu sem conversa prévia sobre o assunto. Disse apenas que havia alguém que amava mais do que tudo no mundo e sabia que queria construir uma vida ao lado dela desde o início.

O cantor Amauri Prudêncio de Lima morreu em um acidente envolvendo três veículos na Rodovia Régis Bittencourt, em Miracatu. A família confirmou a perda e informou que Maurício, que estava com ele na viagem de retorno a Indaiatuba, está bem e recebe assistência.

Notícias ao Minuto | 05:15 – 08/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

“Recuperar área degradada não é favor”, diz advogada ambiental

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Mina do Guaju, em Mataraca (PB) totalmente reflorestada pela Tronox, contrasta com falta de cuidado na planta de Areias, em Camaçari –

Explorar até o último recurso disponível e, depois de não haver mais viabilidade econômica, promover a “recuperação” e ainda fazer disso peça de publicidade. A prática não é nova e tem nome: ‘greenwashing’, ou lavagem verde.

Trata-se de uma estratégia de marketing em que empresas alegam ser ecologicamente sustentáveis e ambientalmente responsáveis a partir da reparação de danos causadas pela sua própria atuação.

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A advogada paraibana Marina Gadelha é especialista em direito ambiental, foi conselheira federal da OAB e presidiu, até o início desse ano, a comissão de direito ambiental da entidade.

Ela explica que a única atividade de impacto ambiental mencionada explicitamente na Constituição Federal é a mineração, onde ações de greenwashing são muito comuns.

Para autorizar a exploração de uma mina o governo exige um plano de recuperação de áreas degradadas (Prad), que deve ser executado paralelamente à atividade mineradora para evitar passivo ambiental. Um plano de fechamento da mina tasmbém é exigido no ato da liberação.

“Nada disso é favor”, diz Marina Gadelha, que também critica o uso de ‘certificações’, segundo ela sem valor, para criar uma imagem positiva. “Greenwashing é quando você apresenta uma obrigação legal como se fosse uma benesse”, exemplifica a advogada.

Para ela, termos como ‘eco’, ‘embalagem verde’, ‘amigo do meio ambiente1 são apenas formas de iludir o público. “São selos que não querem dizer nada”, indigna-se Marina Gadelha.

Tronox

E é exatamente da Paraíba que vem um exemplo que pode ser enquadrado como greenwashing. A Tronox, que produz pigmentos de tinta a partir de dióxido de titânio, no litoral de Camaçari, explorou por 37 anos a mina de Mataraca, de onde extraía ilmenita, rocha utilizada para extração de titânio.

Recentemente, a empresa, que já publicizou um prêmio de ‘empresa mais incrível para trabalhar’, investiu na divulgação do reflorestamento da mina do Guaju, a partir de estudos realizados em parceria com a universidade de Lavras (MG) a partir de monitoramento por drones e satélites.

Na verdade, a ação nada mais é que a execução do plano de fechamento de mina acordado na época do licenciamento da exploração. Cuidado semelhante, no entanto, não foi observado na planta de Camaçari, onde moradores da comunidade de Areias denunciam um passivo ambiental acumulado em mais de 50 anos.

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O que ninguém entende é por que a Tronox nunca procurou uma universidade para desenvolver um projeto de despoluição do lençol freático. Ao invés disso, descumpriu, segundo o Ministério Público (MP), o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado em 2012 para reparar os danos comprovados através de laudos.

Atualmente, advogados da empresa aguardam a perícia do MP para firmar um aditivo ao TAC. A expectativa é de que o novo acordo inclua um plano de recuperação e, sobretudo, que seja cumprido.



Fonte: A Tarde

Ortiz prepara volta contra Ceará após se sacrificar por título do Flamengo

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(UOL/FOLHAPRESS) – Ausente do time titular, na final da Libertadores, após uma conversa franca com o técnico Filipe Luís, o zagueiro Léo Ortiz se prepara para retornar aos gramados nesta quarta-feira (3), contra o Ceará, às 21h30, no Maracanã, em jogo que pode resultar em novo título para o Flamengo, desta vez pelo Campeonato Brasileiro.

ABRIU MÃO DE JOGAR FINAL PELO COLETIVO

Ortiz teve um gesto avaliado por Filipe Luís e todos os companheiros como de grandeza na decisão em Lima. Após fazer um grande esforço para se recuperar da lesão no tornozelo esquerdo e se mostrar apto a entrar em campo, ele teve uma conversa sincera e a sós com o treinador no dia da partida contra o Palmeiras.

O zagueiro disse que queria jogar, mas afirmou que se o técnico entendesse que ele poderia prejudicar por estar um mês parado, seria melhor ele abrir mão de atuar em prol do grande objetivo que era o título.

Filipe Luís, então, optou por manter Danilo entre os titulares e o experiente defensor acabou por fazer o gol que deu o tetracampeonato ao Flamengo. Já Ortiz não saiu do banco.

“Foi incrível estar junto com eles. Óbvio que eu queria estar em campo, fiz de tudo para isso e me coloquei à disposição. Fiquei bem tranquilo com a decisão do Fili (Filipe Luís), tive uma conversa muito boa com ele. O mais importante é o título”, disse Léo Ortiz, zagueiro do Flamengo.

Ortiz lembrou da dedicação que teve durante a campanha, principalmente nas semifinais, quando atuou no sacrifício contra o Racing e precisou aplicar uma infiltração no tornozelo para suportar as dores.

“Acho que, em algum momento, eu me dediquei muito por essa equipe, pelo Flamengo, no jogo do Racing, principalmente, onde não joguei nas melhores condições. Então, dei minha contribuição. E nesta terça-feira (02) eu pude ajudar ali, participando, gritando, passando energia positiva. E o mais importante é que a gente foi campeão”, disse Léo Ortiz.

DISPUTA POR VAGA COM DANILO

A tendência é a de que Filipe Luís mantenha Danilo contra o Ceará levando em consideração a meritocracia, mas Léo Ortiz deverá ganhará uma minutagem até por questão de reconhecimento.

A última partida do zagueiro foi no dia 29 de outubro, contra o Racing, pela semifinal da Libertadores. Portanto, o defensor não atua há mais de um mês.

Para o Flamengo sagrar-se matematicamente campeão brasileiro nesta quarta-feira (03), basta ter uma vitória simples sobre o Ceará ou o Palmeiras não vencer o Atlético-MG.

Um dos principais líderes do elenco catalão interrompe a temporada para cuidar da saúde emocional, enquanto clube e comissão técnica reforçam apoio total ao zagueiro uruguaio

Notícias ao Minuto | 09:00 – 02/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

‘Não dá para pensar em produção sustentável sem agricultura familiar’

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Osni Cardoso, secretário de Desenvolvimento Rural da Bahia –

Secretário, a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária acontece de 10 a 14 de dezembro no Parque Costa Azul. O que o público pode esperar de novidade nesta edição e qual é o principal objetivo do evento este ano?

Essa feira traz as melhores expressões que a gente tem. E ela quase que vai duplicar de tamanho, de presença de expositores e de produtos. Na versão anterior foram em torno de 6 mil produtos. Agora, eu acredito que vai pra algo em torno de 10 mil produtos.

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Nós vamos ter agora três praças de eventos e de alimentação. E a gente traz também alguns outros produtos de maneira mais organizada, como espaço só de queijaria, de cachaça, de café, que a gente não tinha antes.

A feira aumenta muito de tamanho, aumenta de produtos, aumenta em qualidade, em diversidade e, obviamente, no tamanho da participação social, já que a gente garante que todos os territórios e grupos que debatem agricultura familiar, o rural baiano, estarão presentes dentro da feira.

O Caminho da Roça é apresentado como uma das grandes novidades da feira este ano. De que forma esse espaço imersivo deve aproximar o visitante dos sistemas produtivos da Bahia?

A gente começa a perceber que uma parte considerável das pessoas, principalmente os mais jovens, dos grandes centros, que vão comprar nas grandes redes de supermercado, em shoppings, não compreendem como se dá o processo de produção. Principalmente quando se trata de animais e outros. Tem gente que acha que o alimento nasce, cresce e se reproduz dentro do shopping.

O que a gente quer é mostrar qual é a dinâmica, como é que se dá isso na roça. Por isso que essa imersão que nós vamos fazer com algumas culturas é para garantir que mais pessoas façam vivência no processo de produção e entendam tudo o que a gente está fazendo ali. Como é a lida diária do homem e da mulher no campo.

Esse espaço nasce com esse intuito. Além de a turma começar a valorizar, agregar valor aos produtos. Porque, às vezes, imagine você que as pessoas, as grandes redes, compram um litro de leite da mão do produtor em torno de dois reais. Imagine que você não acha mais um litro de água por dois reais por aí.

As pessoas precisam perceber a diferença. Principalmente se você quiser fazer uma compra direta. Ah, eu conheço um produtor que tem leite, tem queijo, tem doce de leite. Eu vou lá na roça dele comprar. Para ele é bom e para quem vai comprar também é uma experiência. Oque a gente quer é um pouco disso. É fazer com que os adultos percebam que há uma dinâmica no entorno do processo de quem produz e de quem vende alimento em qualquer lugar do mundo.

O senhor mencionou que a feira reúne cerca de 10 mil produtos. De que forma esse evento impacta a renda das cooperativas e associações participantes?

No ano passado, não chegamos a contabilizar oficialmente, mensuramos uma ideia. Mas acho que foi algo em torno de R$ 8 a R$ 10 milhões de vendas. Imagine isso distribuído com agricultores familiares. Nós estamos falando de pessoas que muitas vezes sonham em ter um salário mínimo.

Obviamente que a gente já tem uma categoria que ganha bem mais que isso. Mas ele vem aqui na feira e vende R$ 30 mil, R$ 40 mil. Ele basicamente vende o dinheiro para segurar o mínimo que ele precisa para sobreviver no campo para o ano inteiro. Essas experiências alimentam a gente a ideia de que só assim eles vão aumentar a produção, vão sonhar mais, vão envolver a família, vai garantir inserção rural e obviamente vai chamar a gente para uma produção mais acentuada.

Querer aumentar a produtividade a partir da assistência técnica. Acessar crédito no banco, porque muitos não tem nem coragem de ir ao banco, porque não entendiam a venda do produto. Com a feira, não. O produtor obtém rendam informação, eleva a autoestima. Nessa agora, inclusive, nós vamos ter uma rodada de negócios com a Apex.

A Apex, que é a agência que ajuda na articulação da venda de produtos para o exterior, está vindo para cá. Vai trazer 30 empresas que vendem para o mundo e uma rodada de negócios com 150 cooperativas. É um grande avanço. É a primeira vez que a gente tem uma rodada de negócios com as cooperativas da agricultura familiar.

A expectativa para essa rodada de negócios é que já sejam firmados acordos para a exportação de produtos locais?

Exatamente. As cooperativas já vêm preparadas, mostrando sua capacidade produtiva, qual o volume, porque a importância lógica da escala. Obviamente que é a primeira de muitas. Então muitos vão aprender, inclusive, fazendo. Mas a gente já tem conversado com a turma. Alguns já têm alguma experiência, já passaram para os outros. É uma grande vitória que pode dar muito resultado no futuro.

Nesta edição, a feira passa a incluir coleta seletiva de resíduos orgânicos para compostagem. Como essa iniciativa se integra à política ambiental defendida pela SDR?

Nós já vimos fazer interação com eles na coleta. O fato da gente incluir a coleta seletiva de resíduos orgânicos tem o objetivo de provar para a turma que tudo que ele tem no campo é possível ser transformado em valores. Uma delas é o processo de adubação, que a gente também precisa colocar o orgânico.

Nós vamos debater com todo esse grupo o que é melhor acumular e garantir o orgânico, que daí a gente vê tecnologia com bactérias que facilite e acelere o processo de produção. Mas, para isso, é necessário que eles percebam como tem que ser feito. Por isso que o envolvimento mais forte com as cooperativas de reciclagem e de coleta seletiva.

A programação inclui shows, gastronomia, espaços temáticos, encontros de mulheres rurais e de cooperativas. Qual é a importância dessa diversidade de atividades para fortalecer a identidade e a visibilidade da agricultura familiar baiana?

Já identificamos 34 debates temáticos sobre os mais variados assuntos. De comunidades quilombolas, comunidades de fundo e fecho de pasto, da produção de ovos e tantos outros. Esses momentos são fundamentais porque é um aprimoramento da produção e dos debates que estão em curso, seja do crédito, seja o que for. Eles são fundamentais. Além de agregar presença de diversos atores no encontro. Já os eventos têm o caráter de entreter naquele período. Porque eu vou, consumo, almoço, fico por ali, curto um som, depois eu garanto a permanência por mais período, vou ver um show à noite, já janto.

A ideia é a ampliação da vivência. E a música que geralmente é levada para esses espaços têm a ver com a história dos grupos de produção que gostam de determinado cantor, de determinada música. Boa parte daqueles que nós estamos levando para o evento são solicitações dos próprios produtores das cooperativas pela relação intrínseca que tem entre a produção e a música, a cultura e a dança.

Osni Cardoso e Geraldo Júnior | Foto: Lucas Gonçalves

Falando de outro evento, que é a Fenagro. Durante a feira, a Bahia e outros estados firmaram uma série de acordos. O que essas cooperações significam na prática para o produtor baiano?

Participamos da Fenagro com alguns produtos nossos. A gente não deixou de expor, obviamente que para nós não é do mesmo tamanho a Feira de Agricultura Familiar. O secretário Pablo Barroso (Agricultura) vem tentando dinamizar e qualificar ainda mais a Fenagro. A iniciativa do acordo de cooperação é que a gente comece a dialogar de maneira mais incisiva sobre as políticas públicas com as regiões mais produtoras do país.E que agregue, valorize e reconheça a prática e a condição e o valor que tem a agricultura familiar, principalmente para o debate da sustentação do planeta. Não dá para você pensar em produção sustentável se a agricultura familiar não estiver presente.

O agronegócio se especializou na monocultura. A gente se especializa na diversificação da agroecologia. Há um debate, uma concepção inclusive diferente. É fundamental que se dê esse tom de um novo jeito de produzir. Não dá para a gente apenas colocar no papel que vai ter sustentabilidade e agricultura regenerativa se ela não é praticada no dia a dia da atividade agrícola.

O senhor esteve presente na abertura e acompanhou a programação. Sem entrar em números, que balanço o senhor faz da Fenagro deste ano a partir das suas impressões?

Eu vi satisfação daqueles que produzem, os produtores, de quem organiza, algumas prefeituras que não estavam nas edições passadas, estavam lá e felizes porque tiveram a oportunidade. Eu acho que pode ser um grande salto nós fazermos agricultura familiar a partir das cooperativas. E a gente não consegue atender todo mundo, fica muita gente fora porque o espaço não dá.

É uma grande oportunidade para que os prefeitos organizem seus times e tragam para a Fenagro, garantindo um volume maior de pessoas e de produtos para vender. Acho que a Fenagro é um grande palco de oportunidades e sinto esse desejo com a equipe do Pablo Barroso.

A SDR tem como missão promover o desenvolvimento sustentável da agricultura familiar. Quais são hoje as prioridades estratégicas da pasta para 2026?

Nós vamos trabalhar muito o debate sobre a produção de alimentos saudáveis. Existe uma estratégia chamada Paz Nordeste, que é um programa de alimento saudável, tem apoio do governo federal, do MDA (ministério do Desenvolvimento Agrário) e aqui o Nordeste todo está envolvido.

Os debates começaram para a gente colocar todo o recurso que a gente tem, para os próximos quatro anos, três projetos que dão em torno de R$ 2,2 bilhões, mais o lançamento do período que dá em torno de R$ 1,5 bilhão, vamos chegar perto de R$ 4 bilhões. E a gente quer que todos esses programas que serão desenvolvidos, tenham organicidade, ciência técnica, acesso à terra, acesso à água, melhoria da produção, aumento de produção, agroindustrialização e comercialização.

Todos os projetos têm essa estratégia. Mas a gente quer que esse alimento seja a partir do olhar da produção sustentável, do alimento saudável, do curso de circuitos de venda, de venda direta, valorizando o alimento local para que a gente mantenha um produto bom e que ele não seja caro. Que ele seja palpável para o conjunto das famílias.

A Bahia vem avançando na regularização fundiária com a entrega de títulos individuais e coletivos. Qual o impacto real dessa política na vida das famílias e dos territórios?

Tem diversos impactos importantes. O primeiro é ter a terra. É diminuir inclusive a instabilidade e a violência do campo. Ela tem muito a ver inclusive com a disputa de terra. Toda vez que tem novos empreendimentos, em algumas comunidades a pessoa sofre, porque tem o recibo da terra, não tem a escritura e alguém aparece e às vezes toma a terra, comete violência. O título garante em infinitivo ou ameniza muito a violência. O outro é o acesso ao crédito.

É fundamental, porque nós queremos financiar a agroindustrialização, a assistência técnica, a comercialização. Mas a base de produção tem que ser uma relação ou do dinheiro da empresa, como a maioria não tem dinheiro para isso, que seja o banco que tem estratégias baratas, juros negativos, do Pronaf, do Plano Safra. E a documentação deles é fundamental para isso.

O senhor participou recentemente de debates sobre seca e ações emergenciais para o semiárido. O que a SDR está fazendo para fortalecer a resiliência climática das comunidades rurais?

Nós temos investimentos emergenciais, exemplo da entrega de milho para nutrição animal, para garantir o animal vivo em determinado período. Como também ações de água, seja de carro-pipa, de aguadas, complementação de pequenos sistemas, instalação de sistema de poços artesianos.

Tem um conjunto de ações de acordo com cada município. Como também vamos desenvolver uma ação em 49 municípios, 13 territórios, R$ 300 milhões, toda em tecnologias de armazenamento, reservação de água. Essa ação começa ano que vem. Ela vai sendo feita durante alguns anos, independente se esteja chovendo ou não. Porque a ideia é criar uma política de reservação de água.

E estamos motivando, cada vez mais, a produção de alimentos sem o uso de muita água. Porque existe a possibilidade de produzir alimento sem gastar muita água. E nós estamos motivando a nossa cadeia produtiva para observar essas possibilidades.

Com o aumento da temperatura global, esses fenômenos climáticos tendem a se tornar cada vez mais frequentes e rigorosos no nosso estado. Como o senhor avalia esse cenário e quais medidas de longo prazo considera necessárias para enfrentá-lo?

Cada vez a gente vai precisar identificar mais novas tecnologias para conciliar a produção. Seja o processo de estufa, seja o processo de sombreamento, seja o processo de agrofloresta. Nós temos vários modelos para debater e avaliar todas as possibilidades.

Não queremos chegar a um dia que tenha que produzir tudo em estufa. Esse seria o início do fim. Mas a gente tem colocado algumas culturas que é possível melhorar. Aprodução de leite a partir de forrageira, de palma e outros que convivem bem, para a gente sair um pouco da monocultura do capim, que agride, que é necessário colocar veneno, que desmata, que consome muita água, que impermeabiliza o sol e acaba que o subsolo não recebe água por conta desse tipo de cultura.

Tem muita coisa para fazer. Só que fazer algo novo assim é uma mudança de mentalidade, demora às vezes décadas para isso acontecer. Mas o debate afinal é urgente e nós temos que fazer…..



Fonte: A Tarde