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Análise: Países europeus não estão preparados para guerra com a Rússia

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Quando um grupo de especialistas em defesa se reuniu na sede do governo britânico, no mês passado, para discutir o quão preparados o Reino Unido e seus aliados estavam para uma guerra que, segundo eles, poderia ocorrer nos próximos anos, o veredicto foi bastante sombrio: não estão.

As pessoas reunidas na conferência, organizada pela organização de especialistas londrina Rusi (Royal United Services Institute), não eram belicistas; eram pessoas bem informadas.

Integrantes atuais e antigos das forças armadas, funcionários do governo e da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), pesquisadores e profissionais da indústria de defesa cujo pensamento se baseia na avaliação de inteligência amplamente aceita de que a Rússia está se preparando para a possibilidade de um conflito direto com a Europa.

A única maneira de evitar que isso aconteça, dizem eles, é garantir que, se uma guerra eclodir, a Europa saia vitoriosa.

Mais investimentos na defesa europeia, cronicamente subfinanciada, são essenciais, mas especialistas em segurança alertam cada vez mais para a necessidade de uma grande mudança de mentalidade em todos os níveis.

É hora, dizem eles, de os governos europeus envolverem seus cidadãos e deixarem claro que o tempo em que a Europa podia ignorar a ameaça de guerra acabou.

“Acho que há indícios de que as sociedades estão dispostas a ter essa conversa, mas também vejo governos que ainda não se sentem suficientemente confiantes para dialogar com seus cidadãos”, afirmou Sam Greene, professor de política russa no King’s College London e especialista em resiliência democrática.

Há um consenso crescente entre os especialistas de que a Rússia já está travando uma guerra híbrida contra o Ocidente, realizando operações de sabotagem e semeando caos e desinformação nos debates políticos internos.

Eles apontam para as inúmeras evidências, incluindo incursões repetidas no espaço aéreo da Otan por aviões e drones russos e interferência em GPS nos países bálticos.

Também são apontadas campanhas de desinformação e ataques de sabotagem contra infraestruturas críticas em diversos países, que foram rastreados até os serviços secretos russos.

A Rússia nega consistentemente qualquer envolvimento.

Greene disse que esses ataques já mudaram a visão de muitos na Europa, mesmo que alguns políticos ainda se relutem em classificá-los abertamente como guerra híbrida.

“Acho que as pessoas estão assustadas, principalmente à medida que isso se torna mais visível”, declarou ele.

“Vemos drones nos arredores dos aeroportos, e acho que existe uma crescente sensação de que provavelmente é (apenas) uma questão de tempo até que um desses drones derrube um avião comercial”, acrescentou.

Possível ataque da Rússia contra a Europa

Embora Moscou não tenha realizado nenhum ataque direto contra os aliados da Otan na Europa, há sinais crescentes de que isso pode mudar no futuro.

Especialistas dizem que isso se deve em parte ao fato de a Rússia saber que não conseguiria derrotar a aliança com suas capacidades atuais.

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, alertou no início deste ano que a Rússia poderia estar pronta para usar a força militar contra a organização dentro de cinco anos.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, ecoou esse alerta em um discurso no mês passado, afirmando que os serviços de inteligência alemães acreditam que Moscou está “pelo menos mantendo aberta a opção de guerra contra a Otan até 2029, no máximo”.

Vladimir Putin, o presidente da Rússia, falou no início de dezembro que, embora seu país não planeje entrar em guerra com a Europa, “se a Europa de repente quiser entrar em guerra conosco e começar, estamos prontos agora mesmo”.

O presidente russo Vladimir Putin discursa durante uma reunião do Conselho da Organização do Tratado de Segurança Coletiva no Palácio do Senado do Kremlin, em Moscou, em 8 de dezembro • Pavel Bednyakov/Reuters via CNN Newsource

O consenso entre os países bálticos é que um ataque contra eles pode ocorrer já em três anos.

Quando pesquisadores do Centro Belfer para Ciência e Assuntos Internacionais da Escola Kennedy de Harvard analisaram os alertas e previsões feitos por diversas autoridades sobre a prontidão e a disposição da Rússia em lançar uma guerra contra a Otan, eles descobriram que os anos mais mencionados são 2027 e 2028.

O reconhecimento dessa ameaça levou a organização a desenvolver planos de contingência para se defender de uma possível agressão russa contra os países bálticos.

Mas especialistas alertam que os planos da aliança não são suficientes.

“Existe um plano, com números. Mas os governos não estão tomando as medidas necessárias para implementá-lo. Ainda estamos planejando com base em coisas que não existem”, falou Jack Watling, pesquisador sênior do Rusi (Royal United Services Institute).

Ele destacou o risco de tentar estruturar uma resposta de defesa com base em uma lista de desejos em vez da realidade, em vez de aceitar os recursos disponíveis e planejar com base neles.

Táticas de defesa do Reino Unido

No início deste ano, o governo britânico solicitou a três especialistas de renome (o ex-chefe da Otan, George Robertson, o general Richard Barrons, ex-chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas, e Fiona Hill, ex-diretora sênior do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos) que realizassem uma revisão estratégica da Defesa do Reino Unido.

O trio apresentou um manual com os passos necessários para estar preparado para a guerra.

Em um evento do Rusi no mês passado, Barrons afirmou que o Reino Unido precisa repensar a resiliência de sua infraestrutura, fortalecer suas forças armadas, reservas e defesa civil, e investir em seu sistema de saúde, indústria e economia, para permitir uma rápida transição para um estado de prontidão para a guerra.

“Francamente, não precisamos de mais análises para saber o que precisamos fazer. O problema é que precisamos, de fato, fazer”, falou ele.

Barrons aponta para “a sociedade civil e nossos políticos” como tendo outras preocupações, o que explica a falta de pressa.

Soldados da 88ª Bateria de Canhões do Exército Britânico preparam uma peça de artilharia durante o exercício militar Allied Spirit 25 na Alemanha • Sean Gallup/Getty Images via CNN Newsource
Soldados da 88ª Bateria de Canhões do Exército Britânico preparam uma peça de artilharia durante o exercício militar Allied Spirit 25 na Alemanha • Sean Gallup/Getty Images via CNN Newsource

Embora o Reino Unido esteja caminhando na direção certa, disse ele, no ritmo atual, o país levaria cerca de 10 anos para estar pronto para uma guerra.

“E nossas análises e aliados nos dizem que talvez tenhamos de três a cinco anos… então, esta é uma questão de vontade, tanto social quanto política, e também de competência. Talvez precisemos fazer melhor”, afirmou ele.

Europa passou por período mais longo de paz contínua em séculos

Muitas capitais europeias, incluindo Londres, passaram as últimas décadas praticamente sem se preocupar com defesa.

Sem grandes conflitos militares diretos no continente desde 1945, a Europa desfrutou do período mais longo de paz contínua em séculos.

Essas décadas de calma relativa trouxeram um dividendo da paz significativo.

Os sucessivos governos puderam investir em bem-estar social em vez de defesa, tornando a vida dos europeus comuns muito mais confortável, enquanto contavam com os Estados Unidos, o maior gastador militar do mundo, para intervir em caso de necessidade.

E então vieram dois duros despertares: o presidente dos EUA, Donald Trump, que deixou claro aos aliados da Otan que eles não poderiam mais depender tanto de Washington, e a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia.

Essa ruptura do status quo levou a maioria dos integrantes europeus da Otan a aumentar os gastos com defesa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é fotografado durante uma coletiva de imprensa na cúpula da Otan em Haia, Holanda, em 25 de junho. Dos 32 membros da Otan, 31 devem atingir a meta de gastar 2% do PIB em defesa este ano • Piroschka Van De Wouw/Reuters via CNN Newsource
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é fotografado durante uma coletiva de imprensa na cúpula da Otan em Haia, Holanda, em 25 de junho. Dos 32 membros da Otan, 31 devem atingir a meta de gastar 2% do PIB em defesa este ano • Piroschka Van De Wouw/Reuters via CNN Newsource

Gastos com defesa na Europa

Segundo dados da Otan, 31 de seus 32 integrantes devem atingir a meta de gastar 2% do PIB em defesa este ano, um aumento em relação aos apenas seis em 2021, o ano anterior à invasão russa.

A Islândia, país fundador da Otan e o único país que não deverá atingir a meta, não possui forças armadas próprias.

Em vez disso, contribui financeiramente, com pessoal civil e com sistemas de defesa aérea e vigilância.

Os países membros da Organização do Tradado do Atlântico Norte concordaram, em junho, em aumentar a meta para 5% do PIB até 2035.

Cúpula da Otan em Haia • Claudia Greco/Reuters
Cúpula da Otan em Haia • Claudia Greco/Reuters

No entanto, muitos analistas estão céticos quanto ao objetivo,  especialmente porque a maioria dos países europeus enfrenta pressões financeiras mesmo sem considerar um aumento substancial nos gastos com defesa.

Explicar aos eleitores que alguns recursos podem precisar ser realocados e que, talvez, mais pessoas precisem servir nas forças de reserva ou regulares, não é algo que a maioria dos políticos queira fazer.

Diversas pesquisas do Eurobarômetro, que medem a opinião pública em toda a União Europeia, mostraram este ano que uma esmagadora maioria dos europeus (78%) está preocupada com a defesa e a segurança da UE nos próximos cinco anos.

Um terço das pessoas acredita que a defesa deve estar entre as prioridades de gastos do bloco.

No entanto, o general Fabien Mandon, chefe das Forças Armadas da França, provocou indignação no mês passado ao alertar o público francês de que o país precisava se preparar para possíveis perdas futuras contra uma agressão russa.

Ele afirmou que a França deve “aceitar perder seus filhos” para “proteger quem somos”.

Participação dos europeus no serviço militar

Robin Potter, pesquisador associado do think tank britânico Chatham House, disse que a disposição das pessoas em toda a Europa em compreender a ameaça e em participar do seu combate varia significativamente.

“Se você está no leste, se faz fronteira com a Rússia, se está na Polônia ou nos países bálticos, a ameaça é muito real para as pessoas de lá, e elas estão tomando muito mais precauções em termos de abrigos públicos porque acreditam que o risco de um ataque aéreo é maior”, declarou ele.

Um grupo de civis participa de um treinamento de técnicas militares em uma sessão intitulada Treine com o Exército, promovida pelo Ministério da Defesa do país, em Gdynia, Polônia, no dia 5 de abril • Lukasz Glowala/Reuters via CNN Newsource
Um grupo de civis participa de um treinamento de técnicas militares em uma sessão intitulada Treine com o Exército, promovida pelo Ministério da Defesa do país, em Gdynia, Polônia, no dia 5 de abril • Lukasz Glowala/Reuters via CNN Newsource

A Suécia e a Finlândia atualizaram as orientações para seus cidadãos sobre como sobreviver à guerra no ano passado, distribuindo folhetos com instruções sobre como se preparar para interrupções nas comunicações, cortes de energia e condições climáticas extremas.

Diversos países, incluindo Lituânia, Letônia e Suécia, reintroduziram o serviço militar obrigatório na última década, enquanto outros, como Alemanha, Polônia, Bélgica, Romênia e Bulgária, implementaram programas de treinamento militar voluntário para seus cidadãos.

Potter afirmou que cidadãos com maior confiança nas instituições de seus países são mais propensos a aceitar sacrifícios pelo bem comum.

“Se as pessoas sentem que o Estado está trabalhando para elas, provavelmente estarão mais inclinadas a retribuir”, disse ele.

Ele citou os países nórdicos, que consistentemente apresentam altos índices de bem-estar, felicidade e qualidade de vida, e onde o conceito de dever cívico e “defesa total” em que cada cidadão, empresa e órgão público se torna parte do esforço de guerra, se necessário, está profundamente enraizado.

“Acho que existe uma questão sobre se é possível simplesmente pegar esse modelo e aplicá-lo em uma sociedade bastante diferente, com baixíssima confiança nas instituições públicas em comparação, como o Reino Unido.”

Fonte: CNN BRASIL

Saiba qual é a pedra regente de 2026 e como usar o cristal para proteção

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Diante do término de mais um ano, a cresce a busca por símbolos que ajudam a compreender as tendências energética dos próximos meses. Considerando o universo da espiritualidade e da astrologia, a granada vermelha desponta como o cristal associado para 2026, reunindo significados ligados à coragem, vitalidade, paixão e poder de iniciativa.

Segundo explica Daiana Taróloga, especialista do Astrocentro, a escolha está relacionada à regência simbólica do ano. “2026 é associado ao planeta Marte, que representa ação, ousadia e impulso, e também ao número 1, que fala de recomeços e liderança. A granada vermelha reúne essas duas forças, funcionando como um catalisador dessa energia”, explica.

 

Qual a potência da granada vermelha?

Conhecida como uma das pedras mais antigas da humanidade, a granada é tradicionalmente ligado ao fortalecimento da energia vital, à autoconfiança e à proteção energética.

“É um cristal que ajuda a transformar padrões estagnados, estimula a clareza emocional e fortalece a conexão com os próprios propósitos”, afirma a especialista.

Além desses aspectos ligados à ação e à vitalidade, a pedra também é tradicionalmente associada ao amor e à paixão. Segundo Daiana Tarologa, ela atua no fortalecimento da autoestima, fator essencial para relações mais saudáveis.

“Ao promover autoconhecimento e segurança emocional, a granada contribui para relações mais equilibradas, tanto para quem busca um novo vínculo quanto para quem deseja fortalecer uma relação já existente”, conta.

Como utilizá-la ao longo do ano?

No campo simbólico, a granada pode ser usada de diferentes formas: acessórios, práticas meditativas ou até mesmo mantida próxima ao corpo. Também é comum associá-la a outros cristais como quartzo branco, ametista ou citrino.

A especialista diz ainda que, antes do uso, é importante realizar a limpeza energética da pedra, prática comum em diversas tradições espirituais. Entre os métodos indicados estão água com sal grosso, exposição breve ao sol, defumação com incensos naturais ou contato com a terra.

“Mais do que promessas, os cristais funcionam como símbolos de intenção. Eles ajudam a direcionar foco, consciência e atitude, elementos fundamentais para atravessar um novo ciclo com mais clareza”, conclui.

Fonte: CNN BRASIL

Arrascaeta é finalista no tradicional prêmio Rei da América

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O meio-campista uruguaio Giorgian de Arrascaeta, do Flamengo, é um dos finalistas da edição 2025 do tradicional Prêmio Rei da América, concedido pelo jornal uruguaio El País. O camisa 10 do Rubro-Negro da Gávea tem como concorrentes o craque argentino Lionel Messi, do Inter Miami (Estados Unidos), e o atacante Adrián Martínez, do Racing (Argentina).

Rey de América: Giorgian de Arrascaeta, Lionel Messi y Adrián Martínez, finalistas de la encuesta de El País https://t.co/ZBVXzJ5zOh
— Pablo Cupese (@CupesePablo) December 23, 2025

Arrascaeta pode ser considerado o grande favorito a ficar com o prêmio, após ser escolhido como craque do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. O uruguaio foi peça importante no Flamengo na atual temporada, colaborando com 25 gols e 20 assistências e ajudando a conquistar quatro competições: Campeonato Carioca, Supercopa do Brasil, Campeonato Brasileiro e Copa Libertadores.

O último jogador escolhido como Rei da América foi o atacante brasileiro Luiz Henrique, que ajudou o Botafogo a conquistar a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro em 2024.

Outro representante do Flamengo indicado a um prêmio concedido pelo jornal El País é o técnico Filipe Luís. O comandante do Rubro-Negro concorre na categoria melhor treinador das américas com os argentinos Gustavo Costas, do Racing, e Gustavo Alfaro, da seleção do Paraguai.

Fonte: Agência Brasil

Morre Perry Bamonte, guitarrista do The Cure, aos 65 anos

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Perry Bamonte, guitarrista e tecladista da banda The Cure, morreu “durante o Natal”, aos 65 anos, após uma breve doença, informou a banda britânica nesta sexta-feira.

“É com enorme tristeza que confirmamos a morte do nosso grande amigo e companheiro de banda, Perry Bamonte, que faleceu após uma breve doença, em casa, no Natal”, diz o comunicado publicado no site do grupo.

Na nota, o The Cure relembrou as contribuições de Perry Bamonte ao longo de suas duas passagens pela banda: a primeira, entre 1990 e 2005, e a segunda, de 2022 até agora.

“Calmo, intenso, intuitivo, constante e extremamente criativo, ‘Teddy’ foi uma parte acolhedora e vital da história do The Cure”, afirmou o grupo.

“Após cuidar da banda entre 1984 e 1989, ele se tornou membro efetivo do The Cure em 1990, tocando guitarra, baixo de seis cordas e teclado em Wish, Wild Mood Swings, Bloodflowers, sucessos acústicos e outros álbuns do The Cure, além de realizar mais de 400 shows ao longo de 14 anos. Ele retornou ao The Cure em 2022, fazendo mais 90 apresentações — algumas das melhores da história da banda —, culminando no concerto The Show of a Lost World, em Londres, no dia 1º de novembro de 2024. Nossos pensamentos e condolências estão com toda a sua família. Ele fará muita falta”, acrescenta o texto.

Segundo a Variety, Perry Bamonte entrou para a equipe do The Cure em 1984 por meio de seu irmão, Daryl, que era responsável pelas turnês da banda. O músico começou como assistente pessoal e técnico de guitarra do vocalista Robert Smith antes de se juntar oficialmente à formação do grupo em 1990, após a saída do tecladista Roger O’Donnell.

Bamonte deixou a banda em 2005 e, em 2012, passou a integrar o grupo Love Amongst Ruin, antes de se reunir novamente com o The Cure para a cerimônia de introdução da banda no Rock and Roll Hall of Fame, em 2019.

O retorno oficial ao grupo aconteceu em 2022, para a turnê mundial Shows of a Lost World, que começou na Letônia, em outubro daquele ano, e terminou em dezembro de 2023. Mais recentemente, em novembro de 2024, Bamonte participou de um show do The Cure em Londres e estava previsto para integrar uma nova turnê mundial programada para 2026.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Emoções em Salvador: Roberto Carlos encanta fãs com show especial na capital baiana – Acorda Cidade

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Com toda elegância e romantismo, o cantor Roberto Carlos entrou no palco da Arena Canto da Cidade, nesta sexta-feira (26), em Salvador. O artista atraiu fãs de Salvador e fora do estado em um show gratuito, parte da programação de fim de ano da cidade.

Ao som de “Emoções”, o artista foi recebido pelos fãs em meio a gritos e muita alegria. No repertório também estavam canções como “Além do Horizonte”, “Detalhes”, “Esse cara sou eu”, “Nosso Amor”, “Jesus Cristo” e “Como vai você”. Os portões de acesso à arena foram abertos por volta das 16h e os fãs chegaram cedo para conquistar um bom local.

Roberto Carlos em SalvadorRoberto Carlos em Salvador
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Com mais de 70 álbuns e inúmeras indicações a premiações como o Grammy e o Grammy Latino, Roberto Carlos teve uma agenda agitada antecedendo o show na capital baiana e se apresentou, também em evento gratuito, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Ao fim da apresentação, o cantor manteve a tradição e distribuiu as famosas rosas aos seus fãs. Foram cerca de sete buquês de rosas distribuídos para os fãs presentes nesta noite. 

Roberto Carlos em SalvadorRoberto Carlos em Salvador
Foto: André Carvalho / Bahia Notícias

Apesar de gratuito, o show teve setores diferenciados e camarotes que variaram entre R$ 450 e R$ 1.800. A estrutura da apresentação foi preparada para receber cerca de 50 mil pessoas, de forma gratuita, além de ter 800 assentos reservados para idosos atendidos por abrigos conveniados com a Prefeitura.

O show ocorre logo após o Natal da capital e antecede o Festival Virada Salvador, inaugurando o palco do festival, que tem início neste sábado (27) com shows de Léo Santana, Tony Salles, Wesley Safadão, Xand Avião e Léo Foguete. 

Fonte: Bahia Notícias

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Fonte: Acorda Cidade

Palmeiras se torna clube brasileiro com mais vices de Libertadores

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras é o clube brasileiro com mais vice-campeonatos da Copa Libertadores. A derrota de ontem para o Flamengo, por 1 a 0, em Lima, isolou o Verdão no topo do ranking negativo.

Os vices do Palmeiras

Tricampeão da América, o Palmeiras tinha perdido outras três finais antes da decisão contra o Flamengo. O Alviverde foi derrotado em 1961, 1968 e 2000, além da edição 2025.

O resultado fez com que o Palmeiras ultrapassasse o São Paulo no ranking e ficasse sozinho na liderança entre os maiores vices brasileiros da Libertadores. O Tricolor Paulista amarga três derrotas em decisões: 1974, 1994 e 2006.

Grêmio, Santos e Cruzeiro têm dois vices de Libertadores. Os dois primeiros atingiram cinco finais e conquistaram três títulos, enquanto a Raposa é bicampeã.

O Athletico Paranaense é o único com dois vices que nunca conquistou a Libertadores. O São Caetano também chegou a decisão sem levantar a taça.

Botafogo (2024), Vasco (1998) e Corinthians (2012) chegaram a uma final e faturaram o título. Depois, nunca mais repetiram o feito.

Maior vice da história?

Não é o caso. Com os quatro segundos lugares, contudo, o Palmeiras atingiu o segundo lugar na lista de maiores vices da história da Libertadores.

O Verdão empatou com Olimpia e América de Cali no ranking. O clube paraguaio foi vice em 1960, 1989, 1991 e 2013, mas é tricampeão da América. Enquanto isso, os colombianos jamais venceram a Libertadores e terminaram em segundo nas edições de 1985, 1986, 1987 e 1996.

Somente Boca Juniors e Peñarol perderam mais finais do que os citados. São cinco vices, mas a dupla esteve no palco mais importante da América 22 vezes, combinados.

Os argentinos conquistaram seis títulos, mas foram derrotados em seis decisões: 1963, 1979, 2004, 2012, 2018 e 2023. Já os uruguaios perderam cinco finais, em 1962, 1965, 1970, 1983 e 2011, mas venceram outras cinco.

Relembre os vices de Libertadores dos clubes brasileiros

Palmeiras – 1961, 1968, 2000 e 2025
São Paulo – 1974, 1994 e 2006
Santos – 1964, 2003 e 2020
Athletico – 2005 e 2022
Grêmio – 1984 e 2007
Cruzeiro – 1977 e 2009
Flamengo – 2021
Internacional – 1980
Fluminense – 2008
Atlético-MG – 2024
São Caetano – 2002

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Fonte: Noticias ao Minuto

Lula lamenta morte de Mãe Carmen: “liderou terreiro com muito amor” – Acorda Cidade

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Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou, na noite desta sexta (26), a morte da Mãe Carmen Oxaguian, de 98 anos. Ela era ialorixá do Terreiro de Gantois (de Salvador-BA). Em carta de pesar, Lula afirmou que ele e a primeira-dama, Janja, ficaram muito tristes com a notícia. 

“Eu e Janja ficamos profundamente tristes com a partida da querida Mãe Carmen de Oxaguian, que liderou com muito amor, por mais de 20 anos, um dos mais importantes terreiros de candomblé do Brasil, o Ilé Ìyá Omi Àse Ìyamase, conhecido em prosa e verso como o Terreiro do Gantois”, manifestou-se o presidente. 

Lula ainda destacou que a liderança religiosa cultivou a tradição ancestral que Mãe Menininha e as outras matriarcas lhe transmitiram na forma de compromisso sagrado. Na nota, o presidente apontou que ela  manteve acesa a chama da espiritualidade africana “que fez uma nova casa no Brasil e permeou a cultura e o coração dos brasileiros”.

“Cultivou amor”

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, postou em suas redes sociais para ressaltar os valores da liderança religiosa. 

“Tive o privilégio de conhecê-la como autoridade espiritual, mas também como uma grande mulher de fé que cultivou amor, acolhimento e a força de quem lidera pelo exemplo”, acrescentou a ministra.

O Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania divulgou nota de pesar se solidarizando com a comunidade do Gantois pelo falecimento da ialorixá.

“A sua partida representa uma grande perda para o povo de santo, para a Bahia e para o país. Sua vida permanece como legado de sabedoria, firmeza espiritual e compromisso com a ancestralidade.”

O músico Gilberto Gil foi um dos artistas que manifestou pesar pela morte da filha mais nova de Mãe Menininha do terreiro do Gantois

“Partiu hoje deixando muitas saudades. Descanse em paz! Que Obatalá nos proteja”, escreveu Gil. 

Ancestralidade

Mãe Carmen era o nome religioso da contadora aposentada Carmen Oliveira da Silva. Ela comandava o candomblé do Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase desde 2002. Ela nasceu em 29 de dezembro de 1926, na Casa do candomblé, e foi iniciada aos sete anos. 

Mãe Carmen deixou duas filhas, três netos e quatro bisnetos. O velório da líder religiosa seguirá até este sábado (27), quando será enterrada em Salvador.

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Fonte: Acorda Cidade

Tudo que sabemos sobre o remake de Fatal Frame 2: Crimson Butterfly

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Assim como Resident Evil e Silent Hill, a franquia Fatal Frame tem grande valor para os fãs de jogos de terror e survival horror. Não é à toa que a série ganhou um remake de Fatal Frame II: Crimson Butterfly, clássico lançado originalmente em 2003.

O novo título foi anunciado durante o Nintendo Direct, em setembro de 2025, e surpreendeu muitos jogadores. Ainda assim, o movimento não pegou todos de surpresa: o sucesso dos remakes de Resident Evil e Silent Hill já indicava que outras grandes franquias do gênero poderiam seguir o mesmo caminho.

Trailer e lançamento de Fatal Frame 2: Crimson Butterfly

O trailer apresenta Fatal Frame II: Crimson Butterfly com gráficos renovados e jogabilidade semelhante à do título original. Ou seja, os fãs podem esperar uma experiência de horror japonês que os leva diretamente para a atmosfera fantasmagórica de Fatal Frame.

No dia da revelação, além do trailer, também foi confirmado que Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake será lançado em 12 de março de 2026 para PlayStation 5, Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PC.

A trama de Fatal Frame II: Crimson Butterfly

Fatal Frame II: Crimson Butterfly Remake segue a mesma história do jogo original lançado nos anos 2000. Nele, as irmãs gêmeas Mio e Mayu Amakura seguem um rastro de borboletas e acabam entrando em Minakami, uma vila japonesa abandonada e envolta por uma atmosfera sombria.

Logo no início, Mayu se afasta e parece “atraída” por algo no lugar, enquanto Mio tenta encontrá-la. Conforme Mio explora casas, santuários e caminhos tomados pela névoa, ela descobre que Minakami virou o local de um ritual antigo, criado para conter espíritos. O centro desse ritual envolve justamente gêmeos e um sacrifício brutal.


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Os jogadores controlam Mio durante a jogatina • Koei Tecmo

Para sobreviver e desvendar o que aconteceu ali, Mio usa uma câmera capaz de enfrentar e revelar fantasmas e buscar sua irmã, enquanto reúne pistas sobre as pessoas que viveram em Minakami e sobre o motivo de o ritual ter dado errado.

Diferenças para o jogo original

Segundo a equipe de desenvolvimento, os principais elementos da jogabilidade do jogo original foram mantidos e aprimorados. A maior diferença está nos gráficos, que foram refinados e reimaginados para elevar a qualidade da experiência durante a jogatina.

Um dos novos recursos é a possibilidade de recuperar forças ao segurar a mão de Mayu. Dessa forma, a personagem pode restaurar sua saúde e seu poder espiritual, reforçando o vínculo entre as irmãs como um elemento importante da narrativa.

O sistema da câmera também foi atualizado. Agora, é possível usar recursos como foco, zoom e troca de filtros para repelir os fantasmas que surgem pelo caminho.

Preço e pré-venda de Fatal Frame II: Crimson Butterfly

Considerado por muitos fãs o melhor título da franquia, Fatal Frame II: Crimson Butterfly chega com a proposta de agradar aos veteranos da saga e também conquistar jogadores dos consoles mais atuais.

Atualmente, o game já está disponível em pré-venda; no PC, a versão pode ser adquirida na Steam por R$ 249.

Quem optar pela compra antecipada recebe os seguintes bônus:

  • Cat Ears (White);
  • Cat Ears (Black);
  • Crimson Butterfly (Mio);
  • Crimson Butterfly (Mayu);
  • Spirit Charm.

Relembre 5 videogames clássicos que marcaram gerações no Brasil

Fonte: CNN BRASIL

Conheça os hatches mais econômicos para andar na cidade

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Combustível é um item que pesa no orçamento das famílias. Para se ter uma ideia, segundo o IPCA-15 (prévia da inflação), os combustíveis subiram 0,26% em dezembro, com altas de 1,70% no etanol e de 0,11% na gasolina. 

Pensando no lado da economia, a reportagem da CNN Brasil separou uma lista com os carros mais econômicos do Brasil para quem vai roda na cidade. 

Logo no topo da lista, o Renault Kwid é o automóvel com menor consumo de combustível para rodar no ciclo urbano. O modelo tem médias de 14,6 km/l na cidade abastecido com gasolina. 

Logo na vice-liderança, o concorrente direto do Kwid, o Fiat Mobi, é quem aparece como o segundo modelo com baixo consumo de combustível. Com o mesmo combustível e ciclo do Kwid, o Mobi apresenta médias de 14 km/l. 

Mobi Like 2026 • Divulgação

Confira a lista completa dos 10 hatches mais econômicos para rodar na cidade: 

  1. Renault Kwid (várias versões) – 14.6 km/l;
  2. Fiat Mobi (Trekking/Like) – 14.0 km/l;
  3. Volkswagen Polo TSI (Mecânico) – 13.9 km/l;
  4. Chevrolet Onix MT (1.0-12V) – 13.8 km/l;
  5. Fiat Argo (1.0/Drive) – 13,6 km/l;
  6. Volkswagen Polo (MPI/Track) – 13.5 km/l;
  7. Chevrolet Onix LT (turbo manual) – 13.5 km/l;
  8. Hyundai HB20 (versões 1.0-12V) – 13.3 km/l;
  9. Citroën C3 (Feel, Live) – 13,2 km/l;
  10. Honda City Hatch – 13,2 km/l. 

Fonte: CNN BRASIL

Distrações estão roubando seu foco: veja como recuperar a atenção

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Vivemos em uma era de hiperestimulação constante. Smartphones, redes sociais, notificações e múltiplas tarefas disputam nossa atenção a cada minuto. O resultado é uma epidemia de distração: muitas pessoas relatam dificuldade em manter o foco por longos períodos e em concluir atividades sem se dispersar. Essa dificuldade de concentração não é mero capricho; trata-se de um fenômeno real observado pela ciência cognitiva e traz consequências como queda de produtividade, aumento do estresse e a frustração de ver tarefas e projetos ficarem inacabados.

O impacto de notificações, multitarefa e excesso de estímulos na mente

Nunca estivemos tão rodeados de estímulos digitais. Uma estatística popular alega que hoje nosso tempo de atenção dura apenas 8 segundos, menor que o de um peixinho dourado, mas esse dado originou-se de uma fonte duvidosa. Pesquisas mais sólidas, contudo, confirmam que o tempo de foco está encolhendo.

A psicóloga Gloria Mark mostrou que o tempo médio de concentração em uma tela caiu de cerca de 2 minutos e meio em 2004 para apenas 47 segundos atualmente. Além disso, quando algo nos interrompe, nosso cérebro pode levar, em média, 25 minutos para retomar a tarefa original com pleno foco. Ou seja, cada notificação ou distração tem um custo cognitivo significativo.

Parte desse problema vem da sobrecarga de informações e notificações no dia a dia. Estudos indicam que um profissional típico verifica seu e-mail dezenas de vezes; um estudo observou, em média, 77 checagens de e-mail por dia, e recebe em torno de 46 notificações push no smartphone diariamente. Cada alerta sonoro ou visual no dispositivo é uma tentação para desviar a atenção. Mesmo sem usar ativamente o celular, sua mera presença por perto pode reduzir a capacidade cognitiva disponível, competindo com a tarefa em foco.

Em paralelo, consumimos uma quantidade enorme de conteúdo fragmentado — mensagens, posts, vídeos curtos — que condiciona a mente a buscar constantes trocas de estímulo. Esse excesso de estímulos mantém o cérebro em estado de alerta contínuo, podendo levar à fadiga mental, ao estresse e à ansiedade.

Outra armadilha comum é a crença na multitarefa. Muitas pessoas tentam realizar várias coisas ao mesmo tempo, como responder mensagens enquanto participam de uma reunião virtual, achando que assim serão mais eficientes. Porém, do ponto de vista neurológico, não conseguimos prestar atenção plena em duas tarefas simultaneamente. O cérebro, na verdade, alterna rapidamente o foco de uma para outra, o que gera custos de alternância, pequenos déficits de desempenho a cada mudança. Essas trocas frequentes prejudicam o rendimento e aumentam a chance de erros.

Pesquisas apontam que tentar fazer multitarefa pode reduzir em até 40% a produtividade de uma pessoa. Não surpreende, então, que, após um dia de interrupções constantes, a mente acabe exausta. A longo prazo, hábitos de multitarefa estão associados a impactos negativos na memória e ao aumento da impulsividade, especialmente em jovens. Em suma, a multitarefa e o bombardeio de notificações fragmentam nossa atenção e minam nossa capacidade de manter o foco por tempo prolongado.

A frustração de não conseguir concluir tarefas ou projetos

Um efeito visível da distração crônica é a dificuldade de concluir tarefas cotidianas do início ao fim. Com a atenção oscilando a todo momento, acabamos pulando de uma atividade para outra e acumulando afazeres inacabados. Estudos já relacionam os curtos períodos de atenção à incapacidade de finalizar tarefas diárias.

Do ponto de vista psicológico, deixar muitas tarefas pendentes gera uma sensação de inquietação mental. Nosso cérebro mantém as tarefas incompletas em aberto na memória de curto prazo, sinalizando que há algo pendente a resolver. O resultado? Tendemos a sentir dificuldade de concentração em outras atividades, ansiedade e sobrecarga mental. Esse estado de alerta contínuo — várias abas abertas na mente — frequentemente dá a impressão de que estamos sempre ocupados e, ao mesmo tempo, que nada progride de fato.

Ver vários projetos iniciados, porém nenhum finalizado, pode ser desanimador. Psicólogos descrevem que um acúmulo de tarefas em aberto ocupa espaço mental, gera distrações e atrapalha o foco no que realmente precisa ser feito. Além disso, a falta de conclusões concretas traz queda na motivação: quando parece que nada anda, instala-se a frustração e o sentimento de incapacidade. Essa frustração pode virar um ciclo vicioso: estressados pela lista de tarefas inacabadas, temos ainda mais dificuldade de manter o foco para concluir alguma, prolongando o problema.

Estratégias clínicas e cognitivas para reconstruir atenção e presença

A boa notícia é que é possível retreinar o foco e recuperar a presença mental com mudanças de hábito e intervenções adequadas. Tanto abordagens cognitivas, que podemos aplicar no dia a dia, quanto estratégias clínicas podem ajudar a reconstruir nossa capacidade de atenção. Abaixo, listamos algumas estratégias apoiadas pela ciência:

Pratique atenção plena (mindfulness): Técnicas de meditação e atenção plena ajudam o cérebro a permanecer no momento presente e a resistir a distrações. Diversos estudos mostram que a prática regular melhora a concentração e prolonga o tempo de atenção sustentada. Uma pesquisa da Universidade de Harvard revelou, por exemplo, que exercícios de mindfulness podem elevar a capacidade de foco em até 50%. Além disso, a meditação reduz o estresse e a ansiedade, fatores que muitas vezes alimentam a distração.

Concentre-se em uma tarefa por vez e faça pausas programadas: Em vez de tentar fazer tudo ao mesmo tempo, experimente a monotarefa. Dedique blocos de tempo exclusivos para cada atividade, eliminando distrações durante aquele período. Métodos como a técnica Pomodoro, em que se trabalha cerca de 25 minutos focado em uma tarefa, seguidos de um breve intervalo, têm eficácia comprovada para manter a mente alerta e produtiva. Paradoxalmente, pausas curtas durante o trabalho ajudam a manter o foco; ao retornar do intervalo, o cérebro reativa a atenção e retoma a tarefa com energia renovada. Lembre-se de respeitar esses momentos de descanso mental e evite se dispersar com outras atividades nesse meio-tempo.

Gerencie as distrações digitais: Adote uma higiene digital saudável. Isso inclui desligar notificações não essenciais no celular e no computador, definir horários específicos para ler e-mails e mensagens, em vez de checá-los a todo instante, e, sempre que possível, manter o smartphone fora do campo de visão durante atividades que exigem concentração. Se achar difícil, você pode usar aplicativos de foco ou o modo Não Perturbe para bloquear interrupções enquanto trabalha ou estuda. Reduza também o hábito de navegar sem propósito por redes sociais quando estiver realizando alguma tarefa importante. Essas escapadas roubam minutos preciosos e quebram seu ritmo de pensamento.

Cuide do sono, da alimentação e do exercício físico: Aspectos da sua saúde têm impacto direto na atenção. Dormir bem é fundamental; mesmo uma única noite mal dormida prejudica significativamente a capacidade de concentração no dia seguinte. Da mesma forma, manter uma alimentação equilibrada, evitando excesso de açúcar e estimulantes, e estar hidratado favorece o funcionamento cerebral ótimo. Exercícios físicos regulares também melhoram o foco: a atividade aeróbica aumenta neurotransmissores ligados à atenção e proporciona janelas de 2 a 3 horas de maior clareza mental após cada sessão. Pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar melhor desempenho em tarefas cognitivas do que aquelas sedentárias. Ou seja, corpo saudável, mente afiada.

Organize suas tarefas e estabeleça metas realistas: Para combater o acúmulo de pendências, utilize técnicas de organização pessoal. Por exemplo, divida tarefas grandes em etapas menores e concretas; assim, você consegue finalizar partes do projeto aos poucos, gerando uma sensação de progresso. Estabeleça metas diárias ou semanais factíveis, priorizando as atividades mais importantes primeiro. Ao visualizar um plano de ação claro, com prazos realistas, fica mais fácil evitar dispersões. Cada pequena tarefa concluída fornece um feedback positivo ao cérebro, aliviando a sensação de pendência interminável e liberando energia mental para o próximo passo. Ferramentas como listas de afazeres ou quadros estilo Kanban podem auxiliar a acompanhar o andamento e fechar ciclos, reduzindo a ansiedade de ter algo em aberto.

Busque ajuda profissional se necessário: Por fim, lembre-se de que nem toda dificuldade de atenção se resume a hábitos modernos; em alguns casos, pode haver condições clínicas envolvidas. Se você percebe um déficit de foco acentuado e persistente que afeta sua vida — no trabalho, estudos ou relações —, considere procurar uma avaliação médica ou psicológica. Transtornos como o TDAH (transtorno do déficit de atenção e hiperatividade), distúrbios de ansiedade ou depressão podem reduzir a capacidade de concentração e requerem abordagens específicas.

Profissionais de saúde podem recomendar terapia cognitivo-comportamental, treinamento de gerenciamento do tempo ou, em certos casos, medicações apropriadas. O importante é saber que a atenção pode ser treinada e melhorada em qualquer fase da vida, seja com mudança de hábitos ou com suporte clínico, permitindo reconquistar a produtividade e a presença mental neste mundo cheio de distrações.

*Texto escrito pelo médico-gestor Pedro Julien Salvarani Borges (CRM-DF 31216), residente em medicina preventiva e social e professor no Medgrupo e na UniRV

Fonte: CNN BRASIL