Um homem de 30 anos, identificado como líder religioso de uma igreja evangélica, foi preso na última sexta-feira (19) suspeito de estupro de vulnerável contra adolescentes do sexo masculino no Guará, no Distrito Federal.
A prisão temporária ocorreu durante a Operação Pensilvânia, deflagrada pela PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) para desarticular um esquema de abusos que teria durado cerca de seis anos.
As investigações, coordenadas pelo delegado Herbert Léda, da 4ª Delegacia de Polícia, revelaram que o suspeito utilizava sua posição de autoridade e a coordenação de cursos sobre “integridade sexual” para se aproximar das vítimas.
De acordo com a polícia, por meio dessas atividades, ele obtinha informações íntimas e explorava fragilidades emocionais de jovens em situação de vulnerabilidade familiar para cometer os crimes de forma premeditada.
O padrão de atuação do investigado envolvia convites para encontros individuais sob falsos pretextos de aconselhamento espiritual. Nestas ocasiões, ele criava situações de isolamento para iniciar aproximações que evoluíam gradualmente até o abuso sexual.
Segundo a PCDF, a operação é uma das mais relevantes ações de enfrentamento à exploração infantojuvenil no DF recentemente, dada a sofisticação da manipulação psicológica empregada.
Até o momento, quatro vítimas foram ouvidas formalmente, relatando crimes ocorridos entre 2019 e 2024, quando tinham entre 10 e 17 anos. No entanto, a polícia trabalha com a possibilidade de que o número de vítimas seja muito maior, já que pelo menos outros oito adolescentes estão em processo de oitiva.
O homem permanece preso e as investigações seguem para identificar novos casos e consolidar o inquérito enviado à Justiça.
O lago de Itaipu avança para se consolidar como um dos maiores polos de piscicultura da América do Sul. Neste mês, o Senado do Paraguai aprovou a lei que autoriza a criação de tilápias, no lado paraguaio do reservatório. Com a decisão, o Parlamento destravou um impasse histórico. Até então, a falta de um marco legal no Paraguai impedia qualquer operação binacional no lago compartilhado com o Brasil.
Há anos, estudos técnicos já comprovavam a viabilidade ambiental e produtiva da atividade. No entanto, a ausência de segurança jurídica freava o avanço da criação de tilápias em Itaipu no território paraguaio.
O texto aprovado institui um regime específico de licenciamento ambiental para espécies não nativas. Assim, o texto inclui a tilápia e cria as bases para uma regulamentação conjunta entre os dois países.
A nova legislação abre caminho para um acordo binacional e permite que Brasil e Paraguai avancem de forma coordenada na regulamentação da produção de tilápia no reservatório de Itaipu. A norma paraguaia dialoga diretamente com os debates técnicos conduzidos em conjunto pelos dois governos e com a Nota Técnica Binacional elaborada pela Itaipu Binacional. O documento foi apresentado em junho ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), além de órgãos paraguaios responsáveis pela gestão ambiental e da aquicultura, e serviu como base para a construção do novo marco regulatório.
Em 2024, a Itaipu Binacional e o MPA firmaram um Acordo de Cooperação Técnica voltado à organização da pesca e da aquicultura sustentável na área de influência da usina no Brasil. O pacto prevê a realização de estudos técnicos, a capacitação de produtores, o desenvolvimento tecnológico e o apoio ao ordenamento produtivo da atividade.
“No caso específico do lago de Itaipu, compartilhado entre Brasil e Paraguai, o tema é tratado pelos dois países. Nos últimos dias, o Senado Paraguaio aprovou uma lei que abre espaço para a revisão do Acordo Binacional de Conservação da Fauna e Flora, promulgado pelo Decreto nº 4.256/2002, permitindo uma nova discussão sobre a criação da tilápia no reservatório. A mudança efetiva depende da atualização do texto do acordo prévio”, informou a Itaipu à Gazeta do Povo.
Com 170 quilômetros de extensão e um dos maiores volumes de água represados do mundo, o lago de Itaipu desponta como base estratégica para a criação de tilápias. (Foto: Fernando Ogura/AEN)
Lago de Itaipu pode produzir 400 mil toneladas de tilápias por ano
Para o diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional, Enio Verri, a aprovação representa um marco institucional. “A existência de um marco legal claro é essencial para organizar a atividade, orientar produtores e garantir segurança jurídica às instituições”, afirmou.
Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o lago tem capacidade para produzir até 400 mil toneladas de tilápias por ano no reservatório de 170 quilômetros de extensão.
Esse volume colocaria Itaipu entre as maiores áreas de piscicultura continental. Além disso, abriria caminho para o Paraguai integrar o grupo dos cinco maiores exportadores mundiais da proteína.
Para Altemir Gregolin, presidente do International Fish Congress & Fish Expo Brasil (IFC Brasil) – um dos maiores eventos do setor no país, a decisão é resultado da primeira cessão de águas da União no reservatório, em 2008. “Desde então, aguardávamos por esta notícia do Paraguai”, comentou. Segundo Gregolin, a criação de tilápias em Itaipu tende a consolidar o lago como um dos principais polos produtivos do Brasil.
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A lei segue agora para sanção do presidente do Paraguai, Santiago Peña. Com isso, o Brasil e o país vizinho poderão avançar de forma coordenada na estruturação da atividade. Estudos apontam que a cadeia produtiva pode gerar até R$ 2 bilhões por ano e criar cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos.
A proposta segue as diretrizes da Nota Técnica Binacional apresentada pela Itaipu ao MPA, ocumento brasileiro que analisa impactos ambientais, jurídicos e socioeconômicos.
Entre as recomendações, estão o monitoramento permanente do reservatório, o controle de indicadores ambientais e a gestão produtiva rigorosa, condicionada ao licenciamento ambiental.
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (22) prorrogar por mais seis meses as medidas que mantém o estado do Rio de Janeiro no Regime de Recuperação Fiscal (RRF) da União.
Com a decisão, fica mantida até junho de 2026 uma liminar proferida anteriormente pelo ministro que impede a União de aplicar multa de 30 pontos percentuais pela falta de pagamento da dívida do estado com o governo federal.
Contudo, as parcelas da dívida para o ano que vem deverão levar em conta valores que não foram pagos em 2024 e 2025, somados ao montante de R$ 4,9 bilhões, que foi quitado pelo governo estadual em 2023.
O valor deverá ser corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
Recuperação
O Regime de Recuperação Fiscal, criado pela Lei Complementar 159 de 2017, permite que estados em situação de desequilíbrio fiscal tenham benefícios, como a flexibilização de regras fiscais, concessão de operações de crédito e a possibilidade de suspensão do pagamento da dívida.
Em contrapartida, as unidades da Federação devem adotar reformas institucionais que permitam a reestruturação do equilíbrio fiscal, como a aprovação de um teto de gastos, a criação de previdência complementar e a equiparação das regras do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), no que couber, às regras dos servidores da União.
O estado do Rio de Janeiro solicitou ingresso no regime ainda em 2017.
Um novo RRF foi criado pela União em janeiro de 2021. O Rio de Janeiro, sem conseguir equilibrar suas contas no RRF anterior, entrou com pedido de adesão ao novo regime em maio daquele ano, mas seu plano só foi aprovado em junho de 2023
Com o novo plano, o regime de recuperação fiscal vai durar até 2031. O Rio de Janeiro terá 30 anos para quitar suas dívidas com a União.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que ele seja internado nesta quarta-feira (24) para realização de exames preparatórios para a cirurgia para remoção de hérnia, a ser realizada na quinta-feira (25).
A PGR (Procuradoria-Geral da República) deverá se manifestar sobre o pedido em até 24 horas antes da decisão final de Moraes.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Thiago Garcia, 40, representante do time do cantor Mumuzinho, venceu a final do The Voice Brasil na noite desta segunda-feira (22), com 41,76% dos votos. Após ser escolhido por Mumuzinho na primeira fase da final, ele disputou o título com Bell Éter, do time de Duda Beat, Jade Salles, do time MeK, e Jamah, do time do cantor Péricles.
“Foi debaixo de muita luta. Os sonhos não envelhecem”, declarou o vencedor, segurando o prêmio. Ele também agradeceu o público pela torcida e por orações. No último dia do reality, ele interpretou “Veludo Marrom”, de Liniker, e “Coleção”, de Cassiano.
Thiago trabalha em um supermercado de Realengo, na zona norte do Rio de Janeiro e, na primeira apresentação do The Voice, cantou “Outono”, de Djavan. Na ocasião, Mumuzinho e Duda Beat viraram as cadeiras para o participante. Ele leva para casa um prêmio de R$ 500 mil, além de um contrato com a Universal Music.
Apesar da vitória, Mumuzinho criticou os dois representantes de seu time, Thiago e Gabriel Lima, que cantou “Até O Sol Quis Ver”, de Thiaguinho e Cláudio Bonfim.
“Faltou emoção. Encontrei dificuldade nos dois”, disse o jurado, reforçando que não “passaria sabão” para os candidatos.
Exibido nas noites de segunda pelo SBT e Disney+, o reality musical foi comandado por Tiago Leifert, com Gaby Cabrini como repórter nos bastidores. A direção foi de J.B de Oliveira, o Boninho.
Leifert confirmou a segunda temporada do reality no SBT. O The Voice Brasil passou a fazer parte da grade da emissora após a saída de Boninho da Globo, em dezembro de 2024.
Responsável por comandar o reality por mais de uma década, o diretor deixou a empresa da família Marinho depois de 40 anos e levou o formato para a televisão da família Abravanel.
Cantora fez questão de elogiar o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho e acabou virando uma verdadeira garota-propaganda do longa-metragem
O Banco Central confirmou nesta terça-feira (23) que manteve reuniões com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky.
O comunicado foi divulgado após Moraes afirmar em nota à imprensa que a reunião que teve com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi para discutir as consequências da aplicação da Lei Magnitsky contra ele.
A transferência do atacante Tiago para o Orlando City, oficializada na última sexta-feira (19), estabeleceu um novo marco financeiro para o Esporte Clube Bahia.
A operação assumiu o topo do ranking das maiores vendas de jogadores formados nas categorias de base do Tricolor de Aço, superando negociações históricas da década passada.
O acordo foi fechado em US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 27,71 milhões) como valor fixo, acrescido de US$ 1 milhão (R$ 5,54 milhões) em bônus atrelados a metas de performance. Com isso, o pacote total da transação pode chegar a US$ 6 milhões, ou R$ 33,2 milhões na cotação atual.
As cifras colocam Tiago à frente de Anderson Talisca, que detinha o recorde desde 2014, quando foi vendido ao Benfica, de Portugal. Na terceira posição aparece o volante Bruno Paulista, negociado com o Sporting em 2015.
Confira o Top 3 das vendas da base:
1. Tiago (Orlando City – 2025): US$ 6 milhões (R$ 33,2 milhões – potencial total com bônus);
2. Anderson Talisca (Benfica – 2014): 4 milhões de euros (R$ 12,4 milhões na cotação da época). Bahia teve direito a 50% desse valor;
3. Bruno Paulista (Sporting – 2015): 3,5 milhões de euros (R$ 13,26 milhões na cotação da época). Bahia recebeu 3 milhões de euros (R$ 11,4 milhões).
Tiago representa a primeira grande negociação de um “Pivete de Aço” desde a chegada do Grupo City, em 2023. O movimento reflete o plano do conglomerado internacional de transformar o Bahia em uma potência na captação e formação de jovens talentos.
A tendência interna é que o fluxo de vendas se intensifique, com nomes como Ruan Palo e Dell sendo cotados como as próximas promessas a gerar receitas para os cofres do clube.
Ascensão meteórica
No clube desde 2021, Tiago viveu em 2025 seu ano de afirmação. O atacante começou a temporada fora da pré-temporada principal em Manchester, atuando com a equipe alternativa no Campeonato Baiano. No entanto, o desempenho em campo chamou a atenção do técnico Rogério Ceni.
O jovem ganhou espaço na rotação do elenco, assumindo protagonismo especialmente na reta final do ano, após a venda do uruguaio Lucho Rodríguez.
Tiago encerra sua passagem com 43 jogos na temporada, três assistências e 11 gols marcados, seis deles na Copa do Nordeste, competição da qual foi artilheiro e campeão.
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – João Fonseca, tenista número 1 do Brasil e 24º do ranking mundial, e Carlos Alcaraz, espanhol número 1 do mundo, já tem data para um segundo encontro.
Após o primeiro jogo amistoso entre os dois tenistas no início do mês em Miami, nos Estados Unidos, com vitória de Alcaraz, eles voltam a medir forças em encontro marcado para 12 de dezembro de 2026, no torneio-exibição São Paulo Super Match, no Allianz Parque, em São Paulo.
A pré-venda dos ingressos começa nesta quarta-feira (23), às 10h (de Brasília), para clientes do Itaú, um dos patrocinadores do evento. A venda geral começa na quinta-feira (24), às 11h.
Os ingressos começam a partir de R$ 475 (meia-entrada), podendo chegar até R$ 6.450.
“Depois da experiência incrível que tivemos em Miami, fico muito feliz em poder jogar uma nova exibição ao lado do Carlos Alcaraz, agora no Brasil. Jogar em casa, diante da minha torcida, e compartilhar a quadra com um dos maiores nomes do esporte mundial, o número um do mundo, é muito importante para mim e também para o público. E espero que dessa vez o jogo caia pro meu lado”, afirmou João Fonseca em comunicado.
“Estou muito animado para ir a São Paulo e jogar em um estádio tão icônico. Competir lá, com aquela atmosfera, é algo especial, e entrar em quadra para essa partida diante desses fãs será uma experiência incrível”, disse Carlos Alcaraz.
Espanha é líder, Argentina é vice e França aparece em terceiro
Em entrevista ao podcast “No princípio era a Bola”, de Portugal, José Boto fez uma avaliação sobre a formação e a transição de jovens para o time profissional no Flamengoem comparação ao Palmeiras. O diretor de futebol admitiu que o rival “está à frente”, mas apontou uma diferença entre os clubes: a pressão de parte da opinião pública.
“O Palmeiras está mais a frente nisso (na transição para os profissionais), sem dúvidas. Não é estar a frente em ter melhores jogadores ou melhor formação, é na transição que faz para a equipe profissional. Vamos tentar caminhar neste sentido. O Alfredo é uma das coisas que fizemos, para ter uma ligação direta conosco”, iniciou o português José Boto.
“Sabendo que são contextos diferentes. O Palmeiras, apesar da grandeza que tem, não tem a grandeza do Flamengo. Eu vou dar um exemplo: tivemos que fazer dois ou três jogos com o João Victor, que não esteve mal, mas teve um ou dois deslizes, e o mataram o miúdo. É um jovem com potencial, será um zagueiro top na Europa nos próximos cinco ou seis anos. Vai ser muito difícil ele voltar a jogar ali, com o nível de confiança que um garoto precisa. O caminho pode ser uma venda e ficarmos com um grande percentual”.
José Boto concluiu seu primeiro ano como nome forte do futebol do Flamengo. Neste período, o Rubro-Negro fez sete contratações, movimentado mais de R$ 450 milhões: Juninho, Danilo, Jorginho, Emerson Royal, Jorge Carrascal, Saúl Ñiguez e Samuel Lino.
Para 2026, o clube carioca manterá o perfil de contratações. A prioridade, no momento, é a renovação de Filipe Luís, mas a direção tem posições definidas para buscar no mercado.