domingo, abril 5, 2026
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Comissão do Congresso aprova Orçamento de 2026

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A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou no início da tarde desta sexta-feira (19) o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2026. O texto agora deve ser analisado em sessão do Congresso Nacional marcada para esta tarde.

O relatório preliminar prevê despesas totais de R$ 6,5 trilhões e meta de superávit de R$ 34,2 bilhões, que será cumprida se o déficit for zero ou se chegar a um superávit de R$ 68,6 bilhões.

Do total de despesas, R$ 6,3 trilhões são direcionados aos orçamentos fiscal e da seguridade social (OFSS) e R$ 197,9 bilhões, ao orçamento de investimento das estatais. O limite de gastos para os ministérios e os demais Poderes passou a ser de R$ 2,4 trilhões.

O texto destaca ainda que 28% do OFSS serão destinados exclusivamente para o pagamento de juros da dívida pública, o que equivale a R$ 1,82 trilhões. Esse montante envolve a amortização do principal da dívida contratual ou mobiliária com recursos obtidos por novas operações de crédito (emissão de títulos).

Segundo o parecer, descontado o refinanciamento da dívida, a receita estimada para o próximo ano é de R$ 4,5 trilhões, sendo R$ 3,27 trilhões (72,6%) provenientes de receitas correntes e R$ 1,238 trilhão (27,4%), de receitas de capital.

O salário mínimo de 2026 será de R$ 1.621, R$ 10 abaixo da estimativa inicial do governo. Para 2026, também haverá uma despesa extra com o fundo eleitoral, programado em cerca de R$ 5 bilhões.

Emendas

O relatório prevê cerca de R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. Desse total, cerca de R$ 37,8 bilhões serão destinados a emendas impositivas, de pagamento obrigatório.

As emendas individuais, dos deputados e senadores, somam R$ 26,6 bilhões; as de bancada, destinadas às bancadas estaduais, ficaram com R$ 11,2 bilhões. Já as emendas de comissão, que não têm execução obrigatória, somam R$ 12,1 bilhões.

Um montante de R$ 11,1 bilhões está previsto no parecer como parcelas adicionais, para despesas discricionárias e para projetos selecionados no Projeto de Aceleração do Crescimento (PAC).

Pauta

Além do Orçamento para o próximo ano, a pauta da sessão do Congresso inclui 20 projetos de lei que abrem créditos adicionais no Orçamento de 2025.

Entre eles estão o Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) 6/2025, que destina R$ 8,3 bilhões para a constituição do Fundo de Compensação de Benefícios Fiscais, previsto na reforma tributária; e o PLN 18/2025, que abre crédito suplementar de R$ 3 milhões para a Companhia Docas do Ceará. Os recursos, resultantes de cancelamento de outras dotações, serão usados para aquisição de equipamentos e para estudos náuticos de manobrabilidade e navegabilidade necessários para o recebimento de navios porta-contêiner.

Fonte: Agência Brasil

Cristiano revela ultimato a Zé Neto: “Para de beber ou dupla acaba”

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Cristiano, da dupla com Zé Neto, falou sobre o ultimato que precisou dar no parceiro para continuarem a carreira. O sertanejo conta como a morte de Marília Mendonça afetou a saúde de seu companheiro de palco.

“O Zé foi ficando mal. O maior problema, de início, foi o cigarro eletrônico, que começou afetar o que ele mais amava, a voz. Ele não tinha voz nem mais para falar. Não tinha voz para cantar e se anestesiava no álcool. Subia no palco bêbado, e, ao mesmo tempo, tratando a depressão com medicamentos. Tive que fazer um ultimato: ‘Ou você para de beber ou a dupla acaba'”, revelou, em entrevista ao canal de Andre Piunti no YouTube.

“Eu disse que não podia mais continuar como estava. Não queria ser o responsável pela morte dele”, desabafa Cristiano, que convocou uma reunião para decidir se a dupla acabaria de vez ou não. A opção foi por uma pausa para que Zé Neto se tratasse, nos últimos três meses de 2024.

Após o hiato, eles diminuíram o ritmo. “No começo as pessoas não tinham esperança de que o Zé se recuperaria. Voltamos, mas com meio pé no acelerador. Não precisamos mais daquela loucura do início”, avalia.

Assista à entrevista de Cristiano na íntegra:

Fonte: CNN BRASIL

Compras de última hora agitam comércio popular em São Paulo

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 “O movimento nesses últimos dias está espetacular, muita gente na rua desde as primeiras horas da manhã”. É esta a definição de Lauro Pimenta, vice-presidente da Alobrás (Associação de Lojistas do Brás), para as compras natalinas de última hora feitas na região central de São Paulo.

Segundo um estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) nas 27 capitais do país, pelo menos 12 milhões de consumidores devem comprar seus presentes de Natal nas últimas horas antes da festa.

Para Pimenta, o aumento de pessoas no comércio central paulistano também se deve às trocas de produtos.  

“Tem o pessoal que comprou antes e que precisa trocar. Isso também ajuda a aumentar as vendas, porque acaba levando mais alguma coisa”.

Para ele, o movimento de 2025 está melhor que o do ano passado, não só no número de pessoas, mas também no valor gasto. 

“O que mais tem chamado a atenção é o ticket médio, que tem aumentado. Em 2024 estávamos trabalhando com uma média de R$ 175 e esse ano passou para R$ 190. Isso faz o faturamento aumentar também”, disse.

As promoções nos dias que antecedem o Natal e a espera pelo pagamento dos salários ou da segunda parcela do 13º salário também fazem os consumidores irem mais tarde às lojas, segundo o estudo do CNDL. O órgão recomenda muita atenção nessas compras de última hora e diz que é importante definir um teto de gastos.

Apesar do aumento de pessoas nestes últimos dias nas lojas, o fenômeno é forte desde o início do mês. Pimenta diz que o movimento está melhor em relação a dezembro do ano passado e também com relação ao período pré-pandemia.

As estimativas da Alobras para o crescimento das vendas entre os seus 1,2 mil associados giram em torno de 10%, considerando que na primeira quinzena de dezembro a elevação foi de 8% ante o mesmo período de 2024.

 Antônio Almeida, diretor de marketing do Mega Plaza Shopping, também na região central de São Paulo, onde há 200 lojas, afirma que o ano foi bom e que o centro de compras teve, no período do Natal, um crescimento de fluxo de 50% e em faturamento acima de 15%, com ticket médio mais alto, em torno de R$ 250.

“Neste ano, tivemos a inauguração de mais lojas e de segmentos diferentes, como cama, mesa e banho, decoração, ferramentas, maquiagem, lingerie. Isso melhorou muito o mix do shopping e é por isso acreditamos que houve esse crescimento significativo”, ressaltou.

Fonte: Agência Brasil

BC da China injeta liquidez e reafirma política moderadamente frouxa

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O PBoC (Banco do Povo da China, na sigla em inglês) anunciou nova injeção de liquidez no sistema financeiro por meio de operações compromissadas.

A autoridade monetária informou que realizou operações de recompra reversa de 260 bilhões de yuans (cerca de US$ 37 bilhões) com prazo de sete dias, a uma taxa fixa de 1,4%, com o objetivo de “manter a liquidez do sistema bancário razoavelmente abundante”.

A medida foi divulgada em nota oficial de operações de mercado aberto do BC chinês nesta quarta-feira (24).

Na sequência, o PBoC também comunicou que realizará uma operação de médio prazo relevante ainda nesta semana.

Segundo o documento, o banco central “conduzirá uma operação de MLF (Mecanismo de Empréstimo de Médio Prazo, em inglês) no valor de 400 bilhões de yuans (US$ 56,9 bilhões), com prazo de um ano, no dia 25 de dezembro”, utilizando o modelo de “quantidade fixa e leilão com múltiplas taxas vencedoras”.

De acordo com o PBoC, a iniciativa visa igualmente “manter liquidez adequada no sistema bancário”.

Além das operações pontuais, o banco central chinês divulgou o comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária referente ao quarto trimestre de 2025, realizada nesta quarta-feira.

No documento, o PBoC afirmou que seguirá implementando uma política monetária “moderadamente frouxa”, com reforço do ajuste anticíclico e do uso combinado de diferentes instrumentos para apoiar o crescimento econômico.

O comitê destacou que “a oferta e a demanda no mercado de câmbio permanecem basicamente equilibradas”, com reservas internacionais suficientes e o compromisso de “manter a taxa de câmbio do yuan basicamente estável em nível razoável”.

O comunicado também ressaltou a importância de manter a liquidez em nível adequado, garantindo que o crescimento do crédito e da oferta monetária seja compatível com os objetivos econômicos e de preços.

No campo cambial, o PBoC reiterou que buscará “aumentar a resiliência do mercado de câmbio, estabilizar expectativas e prevenir riscos de overshooting da taxa de câmbio”, segundo o texto oficial da reunião.

Fonte: CNN BRASIL

Consumidor pagará menos na conta de luz em janeiro

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (23) que o ano de 2026 começará sem custo extra na conta de energia para a população. Em janeiro, será aplicada a bandeira tarifária verde.

A agência reguladora destacou que apesar de o período chuvoso ter iniciado com chuvas abaixo da média histórica, em novembro e dezembro houve no país, de um modo geral, a manutenção do volume de chuvas e do nível dos reservatórios das usinas.

“Em janeiro de 2026 não será necessário despachar as usinas termelétricas na mesma quantidade do mês anterior, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor”, explicou a Aneel.

Neste mês de dezembro já houve a redução na bandeira tarifária vermelha no patamar 1 para amarela.A medida reduziu em R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passou a R$ 1,885.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a adoção da bandeira verde reflete um cenário de segurança energética, no qual não há necessidade de acionamento intensivo de usinas termelétricas. Essas unidades, além de apresentarem custo de geração mais elevado, utilizam combustíveis fósseis e contribuem para a emissão de gases de efeito estufa.

“Apesar da crescente participação de fontes renováveis como solar e eólica na matriz energética brasileira, a geração hidrelétrica segue como base do sistema elétrico nacional. A capacidade de produção das usinas depende diretamente do volume de chuvas que incide sobre as principais bacias hidrográficas, fator que tem se mostrado”, lembra a pasta.

Custos extras

Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

Fonte: Agência Brasil

Flamengo anuncia receita recorde de R$ 2 bilhões e promete gastar mais que rivais

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O Flamengo encerrou 2025 com os cofres tão cheios quanto a galeria de troféus. Em reunião realizada com sócios na noite desta terça-feira (23), na Gávea, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, apresentou um balanço financeiro histórico: o clube atingiu uma receita recorde de R$ 2,071 bilhões na temporada.

O encontro serviu para celebrar o ano “perfeito” dentro de campo, com as conquistas do Carioca, Supercopa do Brasil, Brasileirão e Libertadores, e para enviar um recado direto ao mercado.

Com um faturamento recorrente (sem depender de vendas de atletas) de R$ 1,472 bilhão, o mandatário garantiu que o Rubro-Negro será ainda mais agressivo nas contratações em 2026.

“O Flamengo vai virar um monstro das Américas do ponto de vista econômico”, disparou Bap. Segundo ele, o clube saltou de uma posição próxima ao 27º lugar para o top 16 dos maiores faturamentos do futebol mundial, com a meta de entrar no top 10.

Bap utilizou comparações com rivais para ilustrar a disparidade financeira. “Nós crescemos em um ano o faturamento de um São Paulo, que era o quarto do Brasil”, afirmou.

Ele destacou que, mesmo se o Flamengo não ganhar nenhum título em 2026, a receita garantida de R$ 1,4 bilhão já supera o orçamento total de clubes como o Palmeiras.

Sobre o mercado de transferências, o presidente fez uma autocrítica inusitada, afirmando que “errou” ao ser conservador na janela do meio do ano, quando o clube investiu cerca de R$ 300 milhões.

“Se eu soubesse dos resultados que teria no fim do ano, teria feito o dobro da janela. (…) Agora é minha vez de gastar o que vocês gastaram. Vamos corrigir essa rota e não vamos deixar ninguém gastar mais do que a gente no Brasil em nenhuma janela”, prometeu, citando nominalmente os altos investimentos recentes de Botafogo e Palmeiras.

O dirigente também abordou o cenário político-econômico do futebol brasileiro, projetando que, em 2029, o Flamengo poderá ser o único clube grande do país a não ter se transformado em SAF (Sociedade Anônima do Futebol).

Em tom crítico, Bap alfinetou gestões que, segundo ele, endividam os clubes propositalmente para facilitar a venda para investidores, citando o caso do Atlético-MG como exemplo de modelo onde o mecenas se torna dono através da dívida.

“Vejo muitos dirigentes tocando o clube de maneira leniente (…) A gente tem que tomar cuidado com aventureiros e falsos messias”, alertou.

Fonte: Alô Bahia

Flamengo não quer comprar jogador com mais de 26 anos e prevê menos vendas

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, detalhou a estratégia do clube para o mercado de transferências em 2026.

Em termos de perfil de jogadores, a busca é por quem tiver no máximo 26 anos, em um movimento de redução da média de idade do elenco.

“Provavelmente, não vamos comprar jogador que tenha mais de 26 anos de idade. Se compra com 26, faz quatro anos de contrato. Com 30, ainda pode vender o jogador e tirar algum dinheiro.

Quando compra jogador com 29 ou 30, seguramente ele vai “morrer” contigo. Então, de alguma maneira, você desvaloriza o ativo. É como se comprasse um apartamento e em quatro anos tivesse que comprar outro para morar”, disse Bap, em apresentação aos sócios sobre o ano de 2025.

“Vamos estimular competição feroz em todas as posições”, continuou Bap, presidente do Flamengo

O Flamengo prevê agressividade no mercado: 

Não vamos deixar que ninguém gaste mais que a gente em nenhuma janela no Brasil, porque a gente tem dinheiro para isso.Mas, segundo Bap, “no Natal desse ano não vai dar tempo ainda”.

Ao mesmo tempo, o Fla projeta arrecadar menos com venda de jogadores. Ano passado, o clube teve receita bruta de R$ 511 milhões com negociação de jogadores. E isso ainda não conta a saída do atacante Juninho para o Pumas, do México.

Para 2026, a estimativa é faturar R$ 256 milhões, em uma desaceleração programada de receita nesse item.

“Entendo que em 2026 a gente deve vender metade disso porque a gente não precisa vender. Vamos manter o elenco e reforçar onde for necessário. Não precisamos queimar ativo para fazer caixa em 2026. Isso pode fazer muita diferença no ano em que pelo menos 17 clubes da Série A vão precisar fazer esse tipo de movimento”, completou Bap.

O calendário do futebol é um dos argumentos para o caminho de reforçar o elenco sem se desfazer de peças e também aumentar a competitividade interna.

“A gente precisa reduzir a idade média do elenco. Não é verdade que no elenco do Flamengo nós temos dois jogadores de mesmo nível na posição de titular e reserva. Esse conceito desapareceu, porque um jogador que joga muito no ano está jogando 50 partidas. Se jogarmos 80, aquela máxima que você tem 22 titulares vai se fazer realidade no Flamengo”, acrescentou o dirigente.

Fabinho conversa com a diretoria do Internacional, onde poderá substituir André Mazzuco

Folhapress | 06:00 – 24/12/2025

Fonte: Noticias ao Minuto

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Fonte: Farol da Bahia

Saiba a origem da troca de presentes e da árvore de Natal

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Ao decorar a árvore de Natal, talvez você se lembre com nostalgia da ilusão que este ritual lhe deu quando você era pequeno e você pensa nas gerações e gerações e gerações que se prepararam assim para celebrar esta data importante no calendário cristão.

Embora não sejam tantas gerações quanto você imagina: a tradição remonta à Idade Média, mas se espalhou massivamente, principalmente a partir do século XX. O costume de dar presentes, de fato, o precede.

Desde quando decoramos a árvore de Natal?

Os primeiros registros da celebração do Natal datam do século IV depois de Cristo — um século fundamental para a história do cristianismo, pois foi quando o Império Romano se converteu oficialmente a essa religião.

Nesse período, as pessoas “começaram a discutir a origem e a humanidade de Jesus, e então começou a ser importante não apenas celebrar a morte e a crucificação, mas também o nascimento”, explicou Lorena Pérez Yarza, professora de História das Religiões pela Universidade Carlos III e pós-doutorando.

No entanto, até então não havia sinal da árvore de Natal. Para o surgimento dessa tradição cristã, teríamos que esperar o império de Carlos Magno, já na Idade Média.

“Quando Carlos Magno (no século VII) conquistou o norte da Itália, grande parte da atual Alemanha, o sul da França, o norte da Espanha etc., um dos grandes confrontos que teve foi com os povos saxões e os fenícios”, explicou Perez.

Essas cidades tinham suas próprias tradições, por exemplo, o culto à divindade Frey, e isso incluía a decoração de árvores.

“Acredita-se que devido à miscigenação cultural que existe durante a Idade Média, esta festividade é importada para o cristianismo”, continuou Pérez, embora a transferência não tenha sido “automática”.

Na Alemanha a tradição de decorar a árvore também tinha outro elo: o culto à árvore da vida, o Yggdrasill, um freixo gigante que na mitologia nórdica sustentava o universo com três raízes que se estendiam até o submundo, a terra dos gigantes e que dos deuses

A história dos próprios cristãos sobre a origem da árvore de Natal é contada por São Bonifácio, evangelizador da região da Alemanha e Inglaterra, que segundo a tradição derrubou uma árvore dedicada ao deus Odin da mitologia nórdica e plantou uma árvore em seu lugar pinheiro, “símbolo do amor perene de Deus”, explica a Agência Católica de Informação.

E de onde vêm os presentes?

Ao longo do tempo, a partir do século XVIII, mas principalmente no século XX, a árvore decorada estendeu-se “progressivamente” a todo o mundo cristão. “Praticamente não havia árvores até o século 20”, explicou Pérez, ao contrário do que se acredita.

“Com a expansão cultural do século XIX e principalmente com os meios de comunicação de massa do século 20, países que não tinham árvore de natal a incorporaram”, sintetizou.

Curiosamente, a tradição de dar presentes é anterior à de enfeitar a árvore e comemorar a chegada do Papai Noel.

Na verdade, vem de uma festa pagã do Império Romano que era celebrada até 23 de dezembro e incluía os presentes como parte de seus rituais: a Saturnalia, dedicada ao deus Saturno, a mais popular das festas romanas.

Fonte: CNN BRASIL

Presépio gigante transforma cidade mineira em santuário no Natal

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Em Grão Mogol, no norte de Minas, o Natal não se limita ao calendário e acontece o ano inteiro. No alto da serra do Espinhaço, o presépio natural Mãos de Deus se impõe como um dos cenários mais singulares do país. Com 3,6 mil metros quadrados, o espaço abriga o maior presépio permanente a céu aberto do mundo — um conjunto que parece ter sido moldado pela própria natureza.

Inaugurado em 9 de dezembro de 2011, o presépio já recebeu mais de 100 mil visitantes e se consolidou como o principal cartão-postal de Grão Mogol, ao lado da igreja matriz de Santo Antônio, construída integralmente em pedra e tombada pelo patrimônio histórico de Minas Gerais.

A iniciativa partiu da fé e da sensibilidade do empresário Lúcio Marcos Bemquerer. Depois de anos, ele voltou à terra natal e, do quintal de uma casa centenária, enxergou o que poucos perceberam. Para ele, aquele conjunto de rochas já formava um presépio natural — “não criado por mãos humanas, mas por mãos divinas”, como costumava dizer.

As esculturas do presépio Mãos de Deus foram criadas pelos artistas Antônio da Silva Reis e Edson Novais, que transformaram pedra-sabão e cimento em imagens. (Foto: Paulo Henrique Silva/Prefeitura de Grão Mogol)

Na serra do Espinhaço, presépio gigante transforma a paisagem em expressão de fé

Bemquerer adquiriu o terreno no topo da serra, implantou acessos, instalou piso e gradil. O cenário, segundo ele, já estava pronto. Faltavam apenas os personagens. As esculturas em tamanho natural completaram a cena.

Produzidas em pedra-sabão e cimento, as imagens de Maria, José, o Menino Jesus, os reis magos, São Francisco de Assis e os animais da narrativa bíblica surgem integradas à paisagem. As obras, assinadas pelos artistas mineiros Antônio da Silva Reis e Edson Novais, pesam centenas de quilos — e carregam um simbolismo ainda maior para quem visita.

O percurso até o presépio exige uma subida por rampas, que segundo os devotos, conduzem não apenas o olhar, mas também o espírito. Uma gruta remete ao nascimento de Jesus em Belém. À noite, a iluminação cênica transforma o espaço em um espetáculo de fé. Do alto da serra, a paisagem recompensa. O visitante avista o casario histórico, as ruas de pedra e o curso do rio Itacambiruçu, afluente do Jequitinhonha.

À noite, a serra muda de tom. A iluminação cênica revela o Presépio Mãos de Deus, destacando as esculturas entre as rochas.A iluminação cênica revela o presépio Mãos de Deus, destacando as esculturas entre as rochas. (Foto: Marina Fróes/Prefeitura de Grão Mogol)

Grão Mogol é conhecida como a cidade das pedras

Fundada no fim do século XVII, a partir da exploração de diamantes, Grão Mogol se tornou um novo ponto turístico em Minas Gerais, sem perder a essência. O município investe no ecoturismo, com trilhas, cachoeiras e cicloturismo no parque estadual, e também no enoturismo, com a vinícola Vale do Gongo, que já produz uvas Merlot de destaque.

Outro patrimônio emblemático da cidade passa por renovação. A igreja matriz de Santo Antônio, erguida na segunda metade do século XIX por escravos, recebe uma restauração de R$ 1 milhão. As obras recuperam telhado, piso original e altares, preservando um dos templos mais expressivos do interior mineiro.

“O presépio natural Mão de Deus é um dos principais atrativos turísticos da cidade de Grão Mogol e de certa forma sintetiza essa mescla de natureza e cultura, de natureza e religiosidade. Ele expressa toda a religiosidade do povo mineiro, nessa cidade que é mais do que qualquer outra, um grande presépio que ornamenta a cordilheira do Espinhaço”, afirma o secretário de Turismo de Grão Mogol, Italo Mendes.

Fonte: Gazeta do Povo