domingo, abril 5, 2026
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Mulheres veem no Natal a data para deixar a saudade e unir a família

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Atravessar um mar de cadeiras e esperar o tempo passar. Até o momento do embarque, os desafios da diarista Maria dos Navegantes, de 51 anos, moradora de Valparaíso de Goiás (GO), eram segurar a ansiedade e organizar as duas caixas e três malas para a viagem. 

Com o nome de batismo que faz jus aos seus desafios cotidianos de encarar as ondas de solidão e do dinheiro curto, Maria chegou cedo à rodoviária de Brasília (DF), prestes a encarar os mais mais de 700 quilômetros por estrada até Frutal (MG), para passar o Natal com a filha, Gabriela, de 26, e as netas, Eloá, de 5 anos, e Isabela, de 3. 

As passagens de ida e volta custam mais de R$ 1 mil e não tornam viável viajar outras vezes durante o ano. Mas foi possível transformar a saudade em pacotes que cabem no bagageiro do ônibus.  

“Nas minhas caixas, o que mais tem são presentes que eu fui comprando para elas ao longo deste ano em que não nos vimos. Não vejo a hora de abraçá-las. É o meu presente de Natal”, afirmou a diarista enquanto fazia as contas do tempo para beijar as meninas. 

 

Diarista Maria dos Navegantes aguarda para embarcar em Brasília Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Apego à família

O zelo pelo feriado do Natal, que transforma terminais de passageiros em mares de gente, tem mais do que um aspecto religioso. Segundo o levantamento realizado pelo Instituto Locomotiva, essa é a principal data de encontro familiar no Brasil. Cerca de 61% dos brasileiros dizem estar sempre com a família nessa ocasião, e outros 32% afirmam que isso acontece às vezes.

De acordo com o levantamento, as mulheres demonstram mais atenção a esses encontros familiares. Elas também relatam participação mais frequente em encontros familiares mensais, com 65% (enquanto que são 58% dos homens que estão presentes). 

A pesquisa, que ouviu mais de 4 mil brasileiros com mais de 18 anos, revelou que 68% dos brasileiros consideram importantes os rituais familiares e as datas comemorativas. Para 75%, a felicidade só é completa quando compartilhada com quem se ama.

Adiantado

São tão importantes esses rituais que fizeram com que a família da pedagoga brasiliense Laíssa Macedo, de 26 anos, adiantasse a festa de Natal para o dia 21 de dezembro, já que ela escolheu ter uma atividade diferente em 2025.

 

Laissa Macedo fará trabalho missionário no Natal e adiantou comemoração da família Valter Campanato/Agência Brasil

Resolveu participar de uma ação missionária social na cidade de Conceição da Paraíba, a quase 2 mil quilômetros de distância de casa. Ela vai entregar materiais escolares e de higiene para comunidades em vulnerabilidade.

“Será um Natal diferente para mim. Minha família sentiu, mas entendeu que só vou voltar no final de janeiro”. 

Uma colega da mesma atividade, a cuidadora de idosos Rosiane Martins, de 23, despediu-se de cada um dos seis irmãos. “Estamos pensando que podemos ter uma ceia diferente e relação de família também com quem não conhecemos”.

Amor a distância

A pesquisa do Instituto Locomotiva mostrou também que 65% dos brasileiros afirmam passar menos tempo com a família do que gostariam, e que nove em cada 10 pessoas no País têm familiares que moram longe.

Uma dessas histórias é da agricultora Adelina Maria de Jesus, de 67 anos, chorosa na rodoviária de Brasília em não poder reunir os quatro filhos no Natal. Ela explica que tem uma renda mensal de um salário mínimo e os herdeiros estão dispersos em diferentes regiões do país para trabalhar. Duas delas vivem em Águas Lindas de Goiás (GO). 

Adelina e o marido moram em um assentamento sem-terra na cidade de Rubiataba, a mais de 400 km de distância. “Eu tenho esperança de que um dia teremos dinheiro para nos reunirmos de verdade. Seria meu sonho de Natal”. Há mais de 15 anos, eles não convivem.

A praia e a mesa cheia

Convivência é o que busca manter com sua família “enorme”, em Ituberá (BA), a diarista Joselita da Conceição, de 51 anos de idade. Ela, a filha, Josielle, e os dois netos estavam ansiosos não só para seguir de ônibus, em suas 19 horas de viagem, mas para olhar de novo o mar de perto, molhar os pés. 

Estavam todos felizes para chegar à festa de Natal que os espera. “Quero que meus filhos tenham convivência com os primos. No final do ano, é tempo para isso”. 

Nos dedos, eles lembram de cada um dos 30 familiares com quem farão a ceia. Aquele momento que faz parecer que o tempo não passou. “Já são 15 anos que estou distante, porque trabalhamos duro aqui. Mas o mar nos espera”, sorriu Joselita.  

Fonte: Agência Brasil

Morre Masashi “Jumbo” Ozaki, astro do golfe japonês, aos 78 anos

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Masashi “Jumbo” Ozaki, astro do golfe japonês, morreu aos 78 anos. Ele registrou 113 vitórias em torneios internacionais, o maior número entre jogadores do país.

Ele morreu em consequência de um câncer de cólon, informou o Japan Golf Tour, nesta quinta-feira (24). Ozaki, um jogador de tacadas longas e estilo refinado, conquistou 94 vitórias ao longo de 29 anos no Japan Golf Tour, a última delas no ANA Open de 2002, quando tinha 55 anos.

 

 

Ozaki alcançou o 5º lugar no ranking mundial em 1996, aos 49 anos, mas muitas vezes era subestimado por nunca ter vencido fora do Japão, com exceção do Campeonato PGA da Nova Zelândia.

O atleta entrou no Hall da Fama do Golfe Mundial em 2011.

“Ele é uma figura indispensável e única para se discutir o golfe masculino, tanto agora quanto no futuro”, disse o circuito em uma publicação nas redes sociais.

Ozaki competiu em 49 torneios Major, sendo seu melhor resultado o Aberto dos Estados Unidos de 1989, em Oak Hill, quando terminou três tacadas atrás de Curtis Strange. Ele jogou o Masters pela 19ª e última vez em 2000, aos 53 anos, ficando em 28º lugar.

Isao Aoki foi o primeiro jogador japonês a entrar para o Hall da Fama do Golfe Mundial, e Hideki Matsuyama se tornou o primeiro a vencer um Major, no Masters de 2021.

Ambos foram inspirados de alguma forma por Ozaki, o pioneiro em uma nação agora obcecada por golfe.

Ele venceu o Aberto do Japão cinco vezes e o Campeonato Japonês da PGA seis vezes, liderando a lista de ganhos do Japan Golf Tour por 12 vezes, incluindo cinco consecutivas de 1994 a 1998.

Quando foi introduzido no Hall da Fama, Ozaki disse que seu único arrependimento era não ter jogado mais fora do Japão.

“Mas dediquei minha vida ao golfe japonês e sou extremamente grato pelos eleitores terem me considerado merecedor desta honra”, disse ele após sua eleição. Ele recebeu 50% dos votos na categoria Internacional.

E a habilidade de Ozaki não se limitava apenas ao golfe. Ele tocava guitarra e teve três músicas que chegaram às paradas de sucesso no Japão, de acordo com o Hall da Fama.

Além disso, seu primeiro amor foi o beisebol. Ele passou três anos jogando profissionalmente antes de se dedicar ao golfe.

Ozaki viajava com uma comitiva quando jogava fora do Japão nos torneios Major, geralmente alugando uma casa e levando um chef de sushi para que sua equipe se sentisse em casa. Ele tinha dois irmãos mais novos que também jogaram no circuito profissional, Naomichi (Joe) e Tateo (Jet).

Fonte: CNN BRASIL

Líder católico visita Gaza e ressalta esperança de palestinos

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Ao final de uma visita de três dias à Faixa de Gaza, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino de Jerusalém, afirmou que, apesar da destruição provocada por anos de guerra, a população local mantém o desejo de reconstruir a própria vida. O patriarca é a principal autoridade que representa a Igreja Católica em Israel, Palestina, Jordânia e Chipre.

Em entrevista a veículos de mídia do Vaticano nesta terça-feira (23), o religioso relatou ter encontrado uma sociedade extenuada, marcada pela pobreza extrema e pela falta de infraestrutura básica, mas ainda movida por sinais de esperança.

Segundo Pizzaballa, os problemas estruturais seguem evidentes. Casas, escolas e hospitais precisam ser reconstruídos, enquanto grande parte da população vive cercada por esgoto e lixo.

Ainda assim, o cardeal destacou ter percebido, durante encontros com homens, mulheres e crianças, uma forte vontade de retomar a normalidade e de reconstruir o futuro.

Durante a visita, iniciada em 19 de dezembro, o patriarca também presenciou momentos de alegria, especialmente entre as crianças. Ele recordou a serenidade encontrada nos olhares dos pequenos durante a encenação de um presépio vivo, que emocionou os presentes.

De acordo com o cardeal, o Natal em Gaza é celebrado sem grandes festividades, com exceção da liturgia, mas é marcado por um sentimento genuíno de alegria.

Pizzaballa ressaltou ainda que, apesar das dificuldades, os moradores de Gaza não se sentem abandonados pelo mundo. Para ele, é importante diferenciar a atuação da comunidade política da presença da sociedade civil, que, segundo afirmou, esteve ao lado da população.

Ao falar sobre a paz, o cardeal destacou que se trata de um conceito exigente em um território marcado pela guerra. Segundo ele, mais do que discursos, é necessário criar condições reais, sólidas e estáveis para que a paz possa se afirmar.

Em mensagem dirigida aos cristãos, o patriarca afirmou que não se deve fugir da realidade atual. Para ele, Jesus entrou na história em um contexto imperfeito, assim como o vivido hoje em Gaza, e cabe às pessoas assumir esse momento histórico e trabalhar para transformá-lo.

Em coletiva de imprensa realizada em Jerusalém após a visita, Pizzaballa alertou para a gravidade da situação econômica. Embora a escassez de alimentos tenha sido parcialmente superada, poucos moradores têm condições financeiras de comprar comida.

O cardeal disse ter se impressionado com o grande número de crianças vivendo nas ruas e afirmou haver preocupação com o futuro delas.

*Com informações da Agência Vaticano News

 

Fonte: Agência Brasil

Bitcoin cai, com baixa liquidez na véspera do Natal

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O bitcoin operou em queda nesta quarta-feira (24), pressionado por um quadro técnico negativo no curto prazo e por um ambiente de menor liquidez em razão da véspera do feriado de Natal.

O movimento refletiu vendas graduais a preços mais baixos e a ausência de catalisadores capazes de reverter o viés defensivo do mercado, ampliando a volatilidade dos criptoativos.

No fim da tarde, o bitcoin caía 0,59%, a US$ 87.439,64, e o ethereum operava em queda de 0,22%, a US$ 2.939,15, de acordo com a plataforma Binance.

Analistas avaliam que o movimento reflete tanto fatores técnicos quanto uma deterioração mais ampla do apetite por risco no mercado de criptomoedas.

Segundo a plataforma Investtech, o bitcoin “está em um canal de tendência de queda no curto prazo”, o que indica que investidores vêm aceitando vender a preços progressivamente mais baixos, sinalizando um viés negativo.

A casa aponta níveis de suporte próximos a US$ 84 mil e resistência em torno de US$ 93,4 mil, classificando o quadro técnico como desfavorável no curto prazo.

Analistas do Sucden Financial ainda alertam que os mercados financeiros estão tendo sua liquidez reduzida significativamente nesta reta final do ano, o que eleva a volatilidade dos ativos.

Outro fator citado por analistas é a rotação de recursos para metais preciosos. Em relatório, Walter J. Zimmerman Jr., da ICAP Technical Analysis, afirma que há evidências de fluxos migrando do bitcoin para o ouro e a prata.

Segundo ele, os movimentos recentes dos preços indicam uma relação causal, com saídas de capital das criptomoedas acompanhando a forte valorização dos metais preciosos, que atingiram máximas históricas nos últimos dias.

Fonte: CNN BRASIL

Botafogo anuncia argentino Martin Anselmi, ex-Porto, como novo treinador

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O Botafogo oficializou na noite de 22 de dezembro a contratação do argentino Martin Anselmi para comandar a equipe em 2026, após a saída de Davide Ancelotti. O contrato vai até o fim de 2027, e a expectativa é de que o técnico chegue ao Rio no início de janeiro para iniciar a pré-temporada com o elenco.

A troca no comando foi acelerada pela necessidade de fechar o planejamento de reapresentação e montagem de comissão. O novo treinador desembarca com profissionais de confiança para funções de auxiliar, preparação física e preparação de goleiros, em integração com a estrutura fixa do clube.

Antes da passagem pelo futebol português, o argentino construiu o melhor trecho do currículo no Independiente del Valle: venceu a Sul-Americana de 2022 e a Recopa de 2023, em finais contra São Paulo e Flamengo, além de títulos nacionais no Equador. A leitura interna é de que o perfil combina com a ideia de jogo buscada pela SAF de John Textor, que manteve conversas diretas na definição do acerto.

Com o anúncio feito e a logística de apresentação encaminhada, a próxima etapa passa por alinhar o início de trabalho com a reapresentação do grupo e as primeiras decisões de elenco, em um período que tende a ser curto até os compromissos oficiais do começo da temporada.

Fonte: Alô Bahia

Flamengo lidera, e Corinthians passa Palmeiras no ranking de clubes da CBF

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IGOR SIQUEIRA
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF publicou o Ranking Nacional de Clubes para 2026. A liderança continua com o Flamengo, mas agora o segundo lugar é do Corinthians, que ultrapassou o Palmeiras.

O rubro-negro manteve o primeiro lugar pelo sexto ano consecutivo, sobretudo por ter voltado a ganhar o Brasileirão em 2025.

Já o salto do Corinthians foi pela conquista da Copa do Brasil, após ter chegado perto em temporadas anteriores.
No caso do Palmeiras, vice-campeão brasileiro, a terceira colocação foi a mesma posição da edição anterior do ranking. A questão é que o São Paulo perdeu posições e o Corinthians subiu, mantendo o time presidido por Leila Pereira no mesmo degrau do pódio.

O tricolor paulista caiu para quinto e também foi ultrapassado pelo Atlético-MG, que ganhou uma posição e virou quarto colocado.
Vice na Copa do Brasil, o Vasco deu um salto de cinco posições e entrou no top-10.

O Ranking da CBF é formulado com base em um cálculo que considera os resultados dos times em torneios nacionais nos últimos cinco anos. Conquistas mais recentes têm mais peso.

TOP-20 DO RANKING DE CLUBES DA CBF 2026

1 – Flamengo
2 – Corinthians (+2)
3 – Palmeiras (-)
4 – Atlético-MG (+1)
5 – São Paulo (-3)
6 – Fluminense (+1)
7 – Botafogo (+1)
8 – Athletico (-2)
9 – Bahia (+2)
10 – Vasco (+5)
11 – Cruzeiro (+8)
12 – Grêmio (-2)
13 – Fortaleza (-4)
14 – Internacional (-2)
15 – Red Bull Bragantino (-1)
16 – Santos (-)
17 – Juventude (+1)
18 – Atlético-GO (-1)
19 – América-MG (-6)
20 – Vitória (+3)

E as federações?
Entre as federações, São Paulo lidera, seguido pelo Rio de Janeiro. A única mudança relevante no top 10 foi Minas Gerais retomando o terceiro posto, que estava com Rio Grande do Sul.

Fonte: Noticias ao Minuto

Homem é preso no interior da Bahia por descumprimento de medida protetiva da ex

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Um homem, de 45 anos, foi preso preventivamente na terça-feira (23) por descumprir constantemente medidas protetivas de urgência a favor da ex-companheira. O mandado foi cumprido pela Polícia Civil em Caldas do Jorro, distrito do município de Tucano (BA). 

Segundo a corporação, o homem não aceitava o término do relacionamento, ocorrido há três anos, e intensificava as investidas sempre que a mulher iniciava um novo romance. 

As apurações apontaram que o suspeito perseguia a vítima, enviava mensagens e realizava abordagens diretas ameaçando-a de morte, além de já ter depredado o caminhão do atual parceiro da ex-companheira e proferido ofensas racistas contra o mesmo.

O homem  foi conduzido para delegacia, onde passou por procedimentos de praxe e, em seguida,  para o sistema prisional, local em que permanece à disposição da Justiça. 

Ele vai responder pelos crimes de perseguição, ameaça, dano, injúria racial e descumprimento de medida protetiva. 

 

Fonte: Farol da Bahia

Festas de fim de ano devem unir gerações e incluir idosos

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Olinda Castilho Escobal, de São Paulo, tem 81 anos e não vê a hora de chegar a festa de Natal, para comemorar com a família.

“A gente é bem entrosado, eu com meus filhos”, contou à Agência Brasil. “A gente sempre faz festa, comemora aniversários, sai e vai para restaurantes. A gente é bem animado”.

Para o Natal 2025, ela vai fazer uma “pizzaiada” na véspera e um churrasco no dia 25. “Meu filho montou a churrasqueira para churrasco e pizza. Ele fez uma cobertura e nós vamos passar todos aqui na minha casa”.

Somando os três filhos, dois netos, a bisnetinha de 2 anos, nora e genros, serão ao todo dez pessoas, incluindo a própria anfitriã.

 

Família de Dona Olinda se reúne sempre para comemorações. Olinda Castilho Escobal/Arquivo pessoal

Tania Santana Madalena, de 80 anos, moradora do Rio de Janeiro, também reúne filhos, genros, nora e netos para todas as festividades, repetindo um hábito que começou ainda jovem, quando ela e as cunhadas levavam os filhos pequenos na casa da sogra aos domingos.

“Os nossos filhos foram criados como irmãos e foram se acostumando, junto aos mais velhos também. Sempre foi assim”, disse à Agência Brasil. Na véspera do Natal, as famílias passavam as festas na casa da mãe dela e, no dia do Natal, com a sogra. O mesmo costume se mantém até hoje, reunindo pessoas de todas as gerações.

As festas de fim de ano devem ser momentos de integração e troca entre gerações, ressaltou à Agência Brasil a psicóloga e membro da Comissão de Formação Gerontológica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), Valmari Cristina Aranha Toscano.

“Na verdade, essa época é cheia de significados afetivos para todas as pessoas, principalmente para as mais velhas, porque tanto é uma época de encontrar familiares, de poder retomar e construir memórias, como é um momento em que as famílias se reencontram. Mesmo as pessoas que não têm muita frequência no dia a dia, ao menos uma vez ao ano, nas festas, elas se encontram”.

A psicóloga destaca que, além das questões positivas, esse é um momento em que também as ausências ficam mais latentes.

“As pessoas se lembram dos que não estão presentes, seja pela questão real de uma perda por morte ou por ruptura, por viagem. E as pessoas idosas participarem é muito importante, não só como convidadas ou como figurantes, mas também como participantes ativas e protagonistas desse evento”, sugeriu.

Valmari Toscano argumentou ainda que, embora, naturalmente, os mais jovens assumam as responsabilidades de comprar presentes ou preparar determinado prato, “é de extrema importância que as pessoas idosas, principalmente as mais longevas, sejam incluídas e se sintam pertencentes ao grupo familiar”.

“O contato com a família é sempre importante mas, nesta época, é essencial, pois é tempo de encontro de gerações, retomada de tradições familiares e construção de novas memórias”.

 

Festa de Natal de Dona Tânia reúne várias gerações Tania Santana Madalena/Arquivo pessoal

Reminiscências

Ainda que o idoso não tenha mais a mesma condição de tomar as rédeas da cozinha ou da decoração, é importante que possa opinar, que possa fazer um prato especial, para que algo da sua autoria fique marcado.

“A gente ouve muito ‘minha avó fazia o pudim x, hoje ela não consegue fazer, mas vai ditando’. Ela fica junto quando nós fazemos e é um momento de integração. É o momento das pessoas estarem próximas e criarem ali algumas experiências de troca, principalmente para as gerações mais novas que têm a oportunidade de conviver com essa memória”, acentuou Valmari.

Mesmo que nos dias de hoje, em que se obtém a receita que se quer a um simples toque de dedos, a especialista ressalta que que é especial o “pudim da minha vó” ou “o peru com o molho que a minha mãe fazia”. E essas reminiscências, essas biografias, vêm à tona nas experiências conjuntas entre as gerações.

Com todo mundo preso nos celulares e na internet, há um distanciamento muito grande entre as pessoas da própria família. As festas de Natal e Réveillon, mesmo ocorrendo apenas uma vez ao ano, são oportunidades de as famílias conviverem mais proximamente.

“Ou seja, terem um contato físico mais próximo. Porque a gente tem a ideia, pelo uso da tecnologia, que você sabe da pessoa, que você fala com ela, porque tem acesso muito rápido. Mas não tem a presença, o contato físico e esse é um contato efetivo. Porque não adianta estar todo mundo no mesmo espaço, mas cada um no seu ‘smartphone’”.

Daí, a importância da construção da ceia, do almoço, dos rituais que são próprios de cada família, disse a psicóloga.

“Esses dias, eu escutei no consultório uma família de ascendência italiana que se reúne uma semana antes para começar a preparar os pães que vão ser consumidos, temperar a alcachofra que vai ser feita em conserva no dia. Esses rituais de preparação devem ser mantidos porque preservam os laços familiares”.

Quebrando o gelo

Valmari apontou que a construção das ceias, desses rituais, tira as pessoas dos seus espaços individuais, dos seus mundos privados. A realização de uma festa de amigo secreto, por exemplo, “quebra o gelo” entre pessoas e provoca sua interação umas com as outras.

Embora seja também uma tentação de “lavação de roupa suja”, o importante é fazer dessa reunião um momento de as pessoas serem mais tolerantes, pacientes. “Acho que a gente brinca até um pouco com isso, mas não é o momento de você resolver pendências de uma vida toda, de ressentimentos”, afirmou.

Para a especialista, deve-se evitar que esses ressentimentos, ou que acertos de contas, sejam feitos nesses rituais.

“Acho que deveria haver muito mais um incentivo para que exista um projeto de futuro, como o dia do perdão dos judeus”.

A psicóloga da SBGG acredita que o correto seria as pessoas fazerem um balanço do ano que está findando, uma lista de perspectivas para o futuro.

“A ideia é não criar listas para o outro, mas suas próprias listas, o que você quer que se transforme e o que você faz para isso”.

Ela recomendou também que se deve ter em mente que, em uma reunião desse tipo, em que várias pessoas estão juntas, convém evitar alguns assuntos como política e religião, para evitar brigas, discussões e acabar transformando o encontro em um campo de batalha.

Relembrando histórias

Valmari sublinhou a importância de se usar esse encontro de fim de ano para celebrar o que se tem em comum, relembrar histórias, rituais, trazer à tona a experiência daquele contexto familiar, daquelas pessoas, lembrar o que já foi engraçado, o que já foi superado.

E não usar esse espaço para criar expectativa de resolução como, às vezes, se vê muitas pessoas fazerem “Ah, mas meu filho nunca vem, na hora que ele vier, ele vai ver. Isso está fora de cogitação, porque afasta as pessoas”, afirmou.

A ideia é que essas reuniões sejam práticas e constituam oportunidades de aproximação, de perdão, de reconciliação.

“É um momento de brincar, usar o espírito natalino, acalmar os ânimos. Faça aí uma experiência muito mais de autorreflexão do que de cobrança do outro. Muita gente usa, às vezes, esses espaços para essas disputas”.

Saúde mental

A psicóloga garante que a integração de gerações faz bem à saúde mental de todos. Valmari lembrou também que, nas festas de final de ano, as pessoas não devem ficar sozinhas.

“Nem todo mundo tem família ou vínculos preservados com a família. Mas família não é só quem tem o mesmo sangue da gente. Existem grupos familiares e sociais. Quantas vezes você vê pessoas que se agregam para passar as festas juntos? É um momento de confraternização. Às vezes, você mesmo não tem família, mas tem um grupo de amigos muito ativos”.

Ela acrescentou que, no caso de pessoas mais longevas, dificilmente uma com 80 e poucos anos vai ter um grupo de amigos octogenários ou nonagenários, mas há pessoas com as quais convive, afilhados, vizinhos.

“A gente vê experiências das pessoas que comemoram no mesmo andar, que vão com o grupo da academia, da igreja, do trabalho voluntário. O importante é não estar sozinho, porque é uma época que remete muito a essa ideia da confraternização, do agregar pessoas. Então, para quem é solitário, essa é uma época muito difícil, muito triste”.

Quando perceber que tem alguém do seu círculo que está sozinho que vai passar a data sozinho, convide, propôs a psicóloga.

“Traga para o seu seio, porque, às vezes, até dilui as polaridades familiares. Se tiver alguém de fora, a família segura a onda. Funciona também para trazer uma experiência diferente, uma energia diferente”.

A ideia da solidariedade é muito boa também para o nosso psíquico, destacou. “É você poder oferecer alguma coisa boa a alguém e sem esperar receber dessa mesma pessoa, em troca”.

Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores rejeitam proposta dos Correios e negociação vai pra dissídio

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A proposta de Acordo Coletivo de Trabalho apresentada pelos Correios foi rejeitada pelos trabalhadores durante assembleia na última terça-feira (23). Ao todo, 18 sindicados se posicionaram contrários, enquanto 16 aprovaram.

Em comunicado divulgado internamente, os Correios informaram que o processo seguirá para dissídio coletivo — termo jurídico para conflito ou divergência entre empregado e empregador. A mediação está sendo conduzida pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).

“Com isso, a empresa encerra a etapa negocial direta, cumprindo integralmente os trâmites previstos, e passa a atuar no âmbito legal, com responsabilidade institucional, para assegurar a continuidade do processo”, diz a nota.

Durante a mediação, os Correios apresentaram uma proposta a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) e a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).

Como mostrou a CNN, a proposta enfrentava resistências de um grupo de trabalhadores. Após a assembleia, a Fentect manteve indicativo de greve.

“Depois de mais de cinco meses de negociação, diálogo e paciência, a empresa segue intransigente e insiste em jogar nas costas dos trabalhadores a conta da má administração, apresentando propostas que retiram direitos e atacam nossa dignidade”, disse a Fentect em publicação nas redes sociais na última terça (23).

Já a Findect informou que nenhum acordo será fechado sem a decisão soberana da categoria. “Cada direito preservado até aqui é fruto da organização, da unidade e da luta coletiva, que seguem sendo fundamentais neste momento decisivo”, declarou em comunicado.

Diante da possibilidade de paralisação, o presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, convocou ministros integrantes da Seção Especializada em Dissídios Coletivos para que fiquem de prontidão, caso seja necessária a realização de julgamento imediato, mesmo durante o recesso de fim de ano.

A Seção de Dissídios Coletivos julga questões trabalhistas complexas, como greves, acordos e convenções coletivas, tendo o poder de criar normas para reger relações de trabalho quando há conflitos coletivos, buscando a pacificação entre capital e trabalho.

Proposta dos Correios

Entre as propostas apresentadas, está recomposição salarial de 5,13%, a contar de janeiro, com pagamento a partir de abril de 2026. O pagamento deve considerar o retroativo de janeiro a março de 2026. A partir de agosto do ano que vem, os salários devem ser corrigidos com 100% do INPC (Índice de preços ao consumidor).

Além disso, a proposta prevê a assinatura imediata do Acordo Coletivo de Trabalho, com a renovação de 79 cláusulas, com exclusão dos parágrafos que dispõem sobre o “ticket” mensal adicional (vale refeição/alimentação).

Situação financeira

No primeiro semestre, a estatal registrou um prejuízo de R$ 4,3 bilhões, três vezes maior do que o resultado do mesmo período de 2024, quando o balanço havia ficado em R$ 1,3 bilhão no vermelho.

Diante da sua situação financeira, os Correios apresentaram um plano de reestruturação para garantir a estabilidade da empresa nos próximos 12 meses. Entre as medidas previstas, estão um programa de demissão voluntária, remodelagem dos planos de saúde dos funcionários remanescentes e venda de imóveis.

O Tesouro Nacional aprovou uma operação de crédito de até R$ 12 bilhões para os Correios, com taxa de juros de 115% do custo de captação. Apesar do valor total autorizado, a estatal só poderá utilizar R$ 5,8 bilhões em 2025, limite equivalente ao déficit primário neste o ano.

A operação foi estruturada com um conjunto de cinco instituições financeiras, sendo três privadas e duas públicas, e respeitou o teto de juros definido pelo Tesouro para financiamentos com garantia da União de 120% do CDI.

Fonte: CNN BRASIL

Lula faz discurso de Natal em cadeia nacional de rádio e televisão

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Nesta véspera de Natal (24), o tradicional pronunciamento presidencial pelas festas de fim de ano será veiculado em cadeia nacional de rádio e televisão às 20h30. O conteúdo do discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi gravado ao longo da semana, mas não foi antecipado à imprensa.

Na noite de terça-feira (23), Lula encerrou a agenda oficial com deslocamento para a cidade de São Paulo, onde celebrará o Natal ao lado da primeira dama Janja Lula da Silva e dos filhos. Após as festividades de Natal, o presidente pretende passar o Réveillon na base naval da Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro.

No discurso do último ano, Lula reafirmou o cuidado com as pessoas, a prioridade aos mais pobres, o diálogo entre os Poderes e a sociedade e a defesa da democracia.  Este ano, a expectativa é que o presidente apresente um balanço de resultados alcançados pelo governo.

Fonte: Agência Brasil