As prisões domiciliares de oito condenados pela trama golpista foram mantidas neste sábado (27) após audiência realizada por uma juíza auxiliar do gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As audiências foram conduzidas pela juíza Luciana Yuki Fugishita Sorrentino e tiveram objetivo de cumprir uma formalidade legal.
Na manhã de hoje, Moraes decretou a prisão domiciliar de dez condenados. A lista de alvos é formada por sete militares do Exército, uma delegada da Polícia Federal, o presidente do Instituto Voto Legal, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha e Filipe Martins, ex-assessor de Assuntos Internacionais do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Carlos Rocha não foi encontrado pela Polícia Federal e é considerado foragido.
O mandado de prisão domiciliar contra o tenente-coronel do Exército, Guilherme Marques de Almeida, também não foi cumprido. Ele viajou para a Bahia, mas se comprometeu a retornar para Goiânia e iniciar o cumprimento da medida.
As prisões domiciliares foram determinadas por Alexandre de Moraes para evitar novas fugas. Nesta sexta-feira (26), o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques foi detido por autoridades locais após fugir para o Paraguai e tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso.
No entendimento de Moraes, há uma estratégia dos condenados pelos atos golpistas para fugir do país. O ministro citou diversos casos de fuga de réus nas ações penais do 8 de janeiro, entre eles, a do ex-deputado Alexandre Ramagem.
“O modus operandi da organização criminosa condenada pelo Supremo Tribunal Federal indica a possibilidade de planejamento e execução de fugas para fora do território nacional, como feito pelo réu Alexandre Ramagem, inclusive com a ajuda de terceiros”, afirmou o ministro.
A crise política que assola o São Paulo Futebol Clube foi tema de análise no programa Domingol da CNN Brasil. O comentarista Bruno Rodrigues fez um alerta contundente sobre os riscos que o clube corre caso a situação interna não seja resolvida.
De acordo com Bruno Rodrigues, o São Paulo está seguindo uma “cartilha de rebaixamento” que só não foi concretizada graças ao desempenho da equipe técnica e dos jogadores.
“Eu acho que pode, inclusive acho que a cartilha ela está totalmente, ela só não está preenchida com a data e assinatura”, afirmou o comentarista ao ser questionado sobre a possibilidade de queda para a segunda divisão.
Desafio à crise institucional
O comentarista destacou que atletas, comissão técnica e torcedores estão “desafiando a cartilha de Série B” que a instituição vem preparando nos últimos anos com sua gestão problemática.
Apesar de reconhecer que o clube fez um Campeonato Brasileiro seguro nesta temporada – assim como foi no ano anterior com o técnico Zubeldia – Bruno diz isso mais à competência dos profissionais envolvidos do que à estrutura oferecida pela diretoria.
Um dos problemas apontados é a recorrência de atrasos nos pagamentos dos jogadores. “São Paulo não é a primeira temporada também que atrasa pagamentos, que atrasa direitos de margem de jogador”, pontuou o comentarista, lembrando que essas situações financeiras instáveis são fatores que costumam preceder rebaixamentos no futebol brasileiro.
Bruno ainda ressaltou que, apesar das dificuldades impostas pela gestão, o desempenho do time no Campeonato Brasileiro tem sido seguro, mas está longe de ser brilhante. “O São Paulo fez um brasileiro que, longe de ser brilhante, muito longe inclusive de ser brilhante, mas o São Paulo fez um brasileiro seguro dessa vez”, concluiu.
Familiares e amigos se reuniram na manhã deste domingo (28) para o sepultamento de três das vítimas do grave acidente ocorrido na BR-101, no município de Mucuri, no extremo sul da Bahia. A colisão entre uma minivan e uma caminhonete, registrada no sábado (27), deixou 11 pessoas mortas, entre elas crianças e idosos de duas famílias.
Foram enterradas no cemitério do distrito de Itabatã Eunice Oliveira Santos, de 38 anos, a criança Maria Alice Oliveira de Jesus, de 9 anos, e a bebê Aurora Santos Gomes, de apenas 9 meses. O momento de despedida foi marcado por forte comoção e pela presença de parentes, amigos e moradores da região.
Eunice está entre vítimas de acidente na BR-101 — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Aurora era filha de Felipe Pereira Gomes e Débora Santos Neves, e irmã de Laura Santos Gomes, que também morreram no acidente. Já Eunice viajava acompanhada das irmãs Flávia Oliveira Santos e Ivonice Oliveira Santos. Maria Alice era filha de Flávia.
Laura e Aurora estão entre vítimas de acidente na BR-101 — Foto: Reprodução/Redes Sociais
Segundo informações do portal g1, apenas os corpos dessas três vítimas haviam sido liberados pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT) até a manhã de domingo. A maioria das vítimas ficou carbonizada após os veículos pegarem fogo com o impacto da batida. Eunice e a bebê Aurora tiveram liberação mais rápida por não estarem carbonizadas.
O acidente aconteceu em um trecho da BR-101 que corta o município de Mucuri. Dez pessoas morreram ainda no local. A 11ª vítima chegou a ser socorrida e levada para um hospital no estado do Espírito Santo, mas não resistiu aos ferimentos. Trata-se de uma criança identificada como Maria Alice Santos de Jesus, cuja idade não foi detalhada.
Os demais corpos foram encaminhados ao DPT de Teixeira de Freitas, onde passam por um processo de identificação mais detalhado, incluindo exames de DNA. Até o momento, não há informações sobre velório e sepultamento das outras vítimas.
A validade da chamada “gratificação faroeste” no estado do Rio de Janeiro, que bonifica policiais que “neutralizam criminosos”, foi parar na Justiça.
O deputado estadual Carlos Minc (PSB) ingressou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra o artigo 21 da Lei Estadual nº 11.003/2025.
A lei trata da restruturação do quadro de servidores da Secretaria Estadual de Polícia Civil e foi aprovada em 22 de outubro de 2025.
Durante a tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), enquanto projeto de lei, ganhou uma emenda que determina a premiação com até 150% do salário policiais que tenham se destacado, entre outras ações, pela “neutralização de criminosos”.
Neutralização é o termo que o governo do estado usa nos comunicados à imprensa para se referir à morte de suspeitos em operações policiais.
A inclusão do artigo que criou a gratificação faroeste foi criticada por organizações ligadas à defesa dos direitos humanos, por ser considerada um incentivo à letalidade policial.
A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) consideram o texto inconstitucional.
Após a aprovação na Alerj, o governador Cláudio Castro chegou a vetar o artigo 21. Mas a justificativa foi orçamentária.
Para Castro, o veto se fez necessário porque a medida criava despesas. “O veto busca garantir o equilíbrio das contas públicas e o cumprimento das normas que asseguram a boa gestão dos recursos do estado”, defendeu o governador à época.
Derrubada do veto
No entanto, no último dia 18, os deputados da Alerj decidiram pela derrubada do veto do governador, ou seja, fazer valer a gratificação faroeste.
A Ação Direta de Inconstitucionalidade foi ingressada na noite de sexta-feira (26), dia em que a derrubada do veto constou no Diário Oficial do Estado.
O processo foi distribuído, por sorteio, ao desembargador Andre Emilio Ribeiro Von Melentovytch.
O deputado Carlos Minc chama a gratificação de “insana” e “extermínio recompensado”. Além da questão orçamentária, o processo aponta um estudo que associa a gratificação a casos de execução.
“Há 20 anos, eu derrubei, por lei, a gratificação faroeste, com base em um estudo coordenado pelo [sociólogo] Ignacio Cano, que mostrou que nos três anos de vigência, de 3,2 mil casos de mortes em confronto, 65% foram execuções”, disse à Agência Brasil.
A prática esteve em vigor no Rio de Janeiro de 1995 a 1998 e foi suspensa pela própria Alerj por conta de denúncias de extermínio.
Por mais de três décadas, moradores e turistas que visitam Nova York compartilharam experiências de uma passagem do MetroCard que deu errado.
Passar o bilhete muito rápido ou muito devagar, com a faixa voltada para o lado errado ou ter saldo insuficiente, tudo isso pode levar ao baque da catraca batendo em você.
“É constrangedor. Você sente que não é um nova-iorquino autêntico se não passar seu MetroCard da maneira certa”, disse Mike Glenwick, de 37 anos, que viveu na cidade a maior parte de sua vida e coleciona MetroCards de edição limitada desde os seis anos.
Logo depois que a Metropolitan Transit Authority lançou os MetroCards em 1994, a agência criou anúncios ensinando aos nova-iorquinos como usar os cartões. • New York Transit Museum
Agora os dias de passar os cartões plásticos azuis e amarelos estão contados. A partir de 1º de janeiro, a MTA (Autoridade de Trânsito Metropolitano) não venderá mais MetroCards, e os passageiros serão obrigados a usar o OMNY, um sistema de pagamento de tarifas sem contato.
Os MetroCards já existentes continuarão a ser aceitos nos terminais, embora a MTA tenha dito que sua “data final será anunciada posteriormente”.
Despedir-se do cartão tem sido uma jornada tanto para os nova-iorquinos quanto para a Autoridade de Trânsito Metropolitano.
De fichas a cartões
As fichas icônicas do metrô de Nova York eram a forma padrão de pagamento de tarifa antes da criação do MetroCard. Quando as fichas foram lançadas, em 1953, elas tinham aproximadamente o tamanho de uma moeda de dez centavos e a maioria tinha um Y vazado entre um N e um C gravados, soletrando NYC (New York City).
Embora desajeitados para transportar, elas eram fáceis de usar: tudo o que os passageiros precisavam fazer era colocar as fichas em uma catraca ou caixa de passagens. Para a MTA, ajudou a superar o desafio de aumentar as tarifas sem ter que redesenhar os sistemas de cobrança de tarifas para aceitar vários tipos de moedas.
Mas em 1983, Richard Ravitch, então comissário da MTA, começou a imaginar um sistema diferente de pagamento de tarifas. Em vez disso, ele lançou um cartão com tarja magnética com um valor armazenado.
“Seu argumento era que Nova York é uma cidade cosmopolita muito moderna e que há outras cidades cosmopolitas modernas que estão usando isso como sistema de pagamento de tarifas”, disse Jodi Shapiro, curadora da exposição FAREwell MetroCard no New York Transit Museum.
Mas à medida que a sua ideia ganhou força, rapidamente passou a ser mais do que apenas acompanhar outras cidades. A certa altura, a MTA considerou integrar MetroCards com telefones públicos para que os usuários não precisassem colocar moedas (no entanto, isso acabou não acontecendo).
A MTA inicialmente pensou que a mudança para MetroCards “significaria a sentença de morte para a evasão de tarifas”, uma vez que muitos passageiros já estavam escapando usando vários outros tipos de moedas e fichas, disse Noah McClain, professor de sociologia que pesquisou a tecnologia MetroCard e tendências de evasão de tarifas.
Mas não foi esse o caso: “A evasão tarifária certamente perdurou, embora muitas vezes sob diferentes formas”.
Os “swipers”, como passaram a ser conhecidos, vendiam MetroCards tortos que permitiam aos passageiros contornar de forma fraudulenta as catracas. Separadamente, um grupo de hackers conseguiu fazer engenharia reversa com sucesso em muitas partes do MetroCard.
Mas os passageiros também viram benefícios. Um dos maiores argumentos de venda do MetroCard era que os usuários podiam adquirir tarifas diferentes e mais flexíveis. Isso incluía descontos para idosos, pessoas com deficiências e estudantes, além de cartões que ofereciam viagens ilimitadas ao longo do mês.
Os cartões também vinham com uma grande vantagem que as fichas não tinham: baldeações gratuitas. Uma passagem de um MetroCard em um ônibus ou metrô significava que os passageiros não teriam que pagar novamente se fizessem transferência para outro ônibus ou metrô.
Um item de colecionador
Mas assim como as fichas do metrô de Nova York se tornaram ícones da cidade, o mesmo aconteceu com o MetroCard. E isso foi intencional.
“Os MetroCards foram feitos para serem colecionados”, disse a curadora Jodi Shapiro. No mesmo ano de lançamento do MetroCard, 1994, a MTA lançou também um cartão inaugural de edição limitada.
Desde então, foram emitidos cerca de 400 MetroCards comemorativos. Alguns deles apresentavam anúncios, uma importante fonte de receita para a MTA, enquanto outros comemoravam eventos históricos, como o centenário da Grand Central e o primeiro jogo entre os Yankees e os Mets em 1997, uma tradição agora conhecida como “Subway Series”.
Outros cartões famosos incluem os da marca Supreme e os de David Bowie. Os nova-iorquinos relataram filas de horas para comprá-los nas estações.
Glenwick tem quase 100 MetroCards em sua coleção, e os primeiros mostram jogadores do New York Rangers depois que o time venceu a Stanley Cup em 1994 pela primeira vez em 54 anos.
A ideia de colecionar MetroCards imediatamente chamou sua atenção: “Era algo acessível para colecionar. Não gastei dinheiro extra porque usamos os MetroCards de qualquer maneira”, disse ele.
Uma forma de arte
Thomas McKean perdeu a noção de quantos MetroCards acumulou nos últimos 25 anos. Tudo começou em uma viagem de metrô onde ele se esqueceu de levar um jornal ou um livro, algo que costumava fazer antes da era dos smartphones.
Para passar o tempo, ele olhava para seu MetroCard, perguntando-se quantas palavras conseguiria extrair de suas letras. Ao sair do metrô, ele pegou um punhado de MetroCards espalhados pelo chão da estação e, ao chegar em casa, começou a fazer MetroCards com palavras diferentes.
Partes dos MetroCards usados pelo artista nova-iorquino Thomas McKean para criar esculturas e mosaicos são vistas em Manhattan, Nova York, em 27 de janeiro de 2023. • Roselle Chen/Reuters
“E então, mesmo sem perceber, fiquei viciado, porque adoro o material e a estética”, disse McKean à CNN. Seus designs eram inicialmente planos, usando a frente e o verso dos MetroCards cortados e montados como um mosaico, mas eventualmente ele começou a experimentar designs em 3D também.
A arte de McKean foi apresentada na loja de artigos domésticos Fishs Eddy, em Manhattan, bem como na capa da revista Time Out New York. Sua arte também será apresentada em uma próxima exposição na galeria Grand Central do Transit Museum.
Ao longo dos anos, ele recebeu várias encomendas. Para sua surpresa, muitos desses clientes não moram em Nova York e, ainda assim, demonstram a mesma admiração pelo MetroCard que os nova-iorquinos de longa data.
McKean disse que ainda tem vários milhares de MetroCards intocados em suas reservas, além de todos os restos de projetos anteriores. “Eu nunca jogo nada fora até que seja pequeno demais para usar.”
Um futuro instantâneo
O sistema de trânsito daqui para frente, OMNY, abreviação de One Metro New York, substitui o toque nas catracas por smartphones ou smartwatches com carteiras digitais, cartões de crédito ou cartões OMNY.
Por enquanto, os passageiros ainda podem usar dinheiro para comprar cartões OMNY por US$ 1 em máquinas de venda automática no metrô e em lojas por toda a cidade.
Mas muitos sentem que é uma questão de tempo até que a MTA deixe de aceitar dinheiro, como fizeram muitos vendedores, o que basicamente excluiu as pessoas que não têm conta bancária e não têm cartão de crédito ou débito. A MTA não respondeu ao pedido de comentários da CNN.
“Embora não haja dúvidas de que o MetroCard continuará sendo um símbolo icônico da cidade de Nova York, o pagamento de tarifas tap-and-go tem sido uma virada de jogo para passageiros e visitantes comuns, tornando o uso do sistema de trânsito de Nova York muito mais fácil”, disse Shanifah Rieara, diretora de clientes da MTA, em um comunicado em março, quando a eliminação do MetroCard foi anunciada.
Na época, a MTA disse que a mudança economizaria US$ 20 milhões anualmente “em custos relacionados à produção e distribuição do MetroCard; reparos em máquinas de venda automática; e coleta e manuseio de dinheiro”.
Mas, apesar de todos os benefícios que o MTA anunciou sobre o OMNY, incluindo passagens ilimitadas após a 12ª viagem da semana, o colecionador Glenwick não está pronto para fazer a transição.
“Sinto que parte da minha infância está desaparecendo… não quero deixar isso ir até que seja necessário.”
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca empilhou recordes ao longo de 2025, mas elegeu a conquista do ATP 250 de Buenos Aires (ARG) como seu melhor momento deste ano.
“Melhor momento do ano: quando eu ganhei em Buenos Aires. Estava muito doente, não consegui treinar nenhum dia da semana. Na segunda-feira, eu tinha aquecido dez minutinhos, meu jogo foi adiado por causa da chuva, no dia seguinte, eu estreei e estava me sentindo bem. Enfrentei quatro argentinos em casa [ao longo do torneio] e, enfim, foi o primeiro [título de ATP]”, disse João Fonseca, ao Esporte Espetacular.
Com o título em Buenos Aires, Fonseca se tornou o brasileiro mais jovem a vencer um torneio da ATP. Ele conseguiu o feito com 18 anos, um a menos que Thiago Wild, que conquistou o ATP de Santiago aos 19, em 2020.
O carioca terminou o ano com dois títulos, já que também levou o ATP 500 da Basileia. O resultado colocou o jovem tenista no top-30 do ranking mundial da ATP.
A arrancada de Fonseca chamou a atenção, mas o brasileiro vê uma “pressão boa”. O tenista saltou mais de 700 posições em um intervalo de aproximadamente 2 anos. Este foi o primeiro ano de João Fonseca no tênis profissional.
“É uma honra ter todo esse suporte dos brasileiros, ao mesmo tempo vem um pouco de expectativa, tem comparações, o que é normal, mas é uma pressão boa. É só gratidão, e isso cada vez me traz mais força para seguir trabalhando e realmente fazer história para o Brasil”, finaliza João Fonseca
O brasileiro está de férias, mas já tem data para voltar às quadras. Ele foi confirmado no ATP 250 de Adelaide, no piso duro da Austrália. A competição acontece entre os dias 12 e 17 de janeiro, e serve como preparação para o Australian Open, o primeiro Grand Slam da temporada.
Além disso, ele terá um “calendário obrigatório” para cumprir, já que está no top-30 do ranking mundial. Ele precisará participar de oito dos nove Masters 1000 do ano e deve estar em pelo menos cinco ATP 500.
João Fonseca também tem um amistoso contra Carlos Alcaraz, atual número 1 do mundo, marcado para 12 de dezembro de 2026, no Allianz Parque, em São Paulo.
O Brasil perdeu 400 mil hectares de superfície de água apenas no último ano, uma extensão equivalente a mais de duas vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
Os dados são do levantamento mais recente do MapBiomas Água, que aponta uma perda acumulada superior a 2 milhões de hectares de água natural desde 1985.
O cenário de retração hídrica atinge seu ponto mais crítico neste fim de ano na região metropolitana de São Paulo. Os principais mananciais que abastecem a Grande SP operam com apenas 26,42% da capacidade, segundo o Sistema Integrado Metropolitano (SIM).
Reservatórios estratégicos como Cantareira e Alto Tietê estão no limite do nível de atenção, o que levou o governo estadual a autorizar a redução de pressão na rede das 19h às 5h.
Segundo o Boletim nº 111 do Cemaden, com a manutenção das chuvas abaixo da média devido à La Niña, o Cantareira pode atingir apenas 18% de seu volume útil em março de 2026. Em comparação, no mesmo período de 2025, o sistema operava próximo de 60%.
Aquecimento Global
Dados do observatório europeu Copernicus confirmam que o mundo ultrapassou a barreira de 1,5°C de aquecimento médio em 2024, intensificando as chamadas “secas relâmpago”, fenômenos de evaporação súbita que reduzem a umidade do solo em velocidade recorde, conforme alerta o Cemaden.
O calor extremo reflete diretamente na saúde pública: em São Paulo, os atendimentos ambulatoriais por insolação cresceram 27% em 2025, totalizando 1.052 casos entre janeiro e outubro.
Especialistas da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, e do CPTEC/INPE, no Brasil, apontam que a transição entre um El Niño severo no último ano e a instalação do fenômeno La Niña neste fim de 2025 agravou a crise.
Enquanto o El Niño elevou as temperaturas a níveis recordes, a La Niña atual traz chuvas irregulares para o Sudeste, dificultando a recuperação do Sistema Cantareira.
Paralelamente, o Monitor de Secas da ANA (Agência Nacional de Águas) confirma que a seca grave avançou pelo Vale do Paraíba e Minas Gerais, enquanto o Rio de Janeiro atingiu 100% de seu território sob seca.
Em Pernambuco, já há relatos de mortandade animal no Sertão devido à seca extrema. Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), desastres impulsionados pela estiagem causaram prejuízos superiores a R$ 700 bilhões na última década.
Foco em Solução
Para o engenheiro florestal André Ferretti, o Brasil enfrenta um período de adaptação a um “novo cenário” de imprevisibilidade: “Fenômenos que antes aconteciam com frequência e intensidade baixas, hoje aumentaram. Temos décadas de emissões de gases de efeito estufa que alteraram a dinâmica das massas de ar e correntes marítimas”, explica.
Ferretti ressalta que a preservação da água depende diretamente do uso da terra e que o setor privado precisa olhar “além de seus muros” para garantir a própria sobrevivência. “Não adianta eu ter uma empresa que cuida da água dentro do seu perímetro se a água nem chega lá porque a bacia hidrográfica não foi cuidada. Se não tivermos água, energia e clima adequado, a nossa economia não funciona. Tudo está interligado”, alerta o especialista.
Segundo o engenheiro, a impermeabilização e o desmatamento criam um ciclo vicioso de perdas. “Toda vez que desmatamos ou impermeabilizamos grandes áreas, perdemos a capacidade do solo de absorver água. Na escassez, temos menos reserva; na chuva intensa, a água desce rápido demais, gerando inundações e levando embora a fertilidade do solo”, detalha.
Apesar do cenário crítico das mudanças climáticas, André Ferretti vê um avanço na forma como o brasileiro encara o problema. Para ele, a realização da COP30 em Belém trouxe um “letramento climático” sem precedentes.
“Temos hoje uma sociedade muito mais madura para essas discussões. A proximidade da conferência acelerou processos em instituições públicas e privadas que agora têm mais ferramentas para tomar decisões”, afirma.
Segundo o especialista, o protagonismo do Brasil na agenda ambiental, que deve se estender até o final de 2026, é a chave para transformar o diagnóstico em ação.
“A natureza pode ser nossa maior aliada se agirmos preventivamente na restauração do território. É o caminho para reduzir riscos e garantir estabilidade para a economia e a sociedade”, conclui.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diz que conversou com o presidente russo, Vladimir Putin, horas antes de uma reunião na Flórida com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky.
“Acabei de ter uma ligação boa e muito produtiva com o presidente Putin da Rússia antes da minha reunião com o presidente Zelensky da Ucrânia”, escreveu Trump na Truth Social.
Trump disse que a reunião com Zelensky ocorreria no resort de Mar-a-Lago e seria aberta a repórteres.
O enviado do Kremlin, Kirill Dmitriev, confirmou o telefonema e reforçou que a ligação foi “muito produtiva”.
Trump e Putin conversaram pela última vez em outubro e concordaram em convocar uma cúpula em Budapeste. Dias depois, no entanto, Trump cancelou abruptamente a reunião, dizendo que achava que seria uma perda de tempo.
Zelensky chegou a Miami, na Flórida, neste domingo (28) e foi recebido pela embaixadora ucraniana nos Estados Unidos, Olha Stefanishyna.
O encontro com Trump neste domingo deve se concentrar na elaboração de um plano para acabar com a guerra na Ucrânia, em meio ao impasse sobre as disputas territoriais e à medida que os ataques aéreos russos intensificam a pressão sobre Kiev.
Zelensky disse que planeja discutir o futuro da disputada região de Donbass e da usina nuclear de Zaporizhzhia durante a reunião.
Donald Trump, que está na cidade de Palm Beach, na Flórida, desde 20 de dezembro, interromperá suas férias para a reunião.
ANA CLARA COTTECCO SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ano de 2025 foi tudo, menos monótono, para Sydney Sweeney. Antes vista pela crítica e pelo mercado como uma estrela em ascensão e uma das atrizes mais promissoras de sua geração, a americana passou os últimos meses no centro de uma sucessão de controvérsias que impactaram sua imagem pública.
Ao longo do ano, Sweeney esteve associada tanto a fracassos de bilheteria quanto a polêmicas envolvendo política e acusações de eugenia e hipersexualização nas redes sociais. Propagandas renderam centenas de comentários online e dividiram opiniões.
Na vida pessoal, a jovem de 28 anos também viveu reviravoltas: mudou de status de relacionamento três vezes e foi alvo de boatos sobre supostas inimizades nos bastidores.
CAMPANHA POLÊMICA COM A AMERICAN EAGLE Em julho, Sweeney estrelou uma campanha publicitária da American Eagle com o slogan “Sydney Sweeney Has Great Jeans” (Sydney Sweeney tem ótimos jeans, em português), que se tornou alvo de críticas nas redes sociais. A ação foi acusada de hipersexualizar o corpo feminino e de usar uma mensagem interpretada por muitos como racista ou eugenista ao destacar sua aparência –loira, de olhos azuis– por meio do suposto trocadilho sonoro entre “jeans” e “genes”, palavras pronunciadas da mesma forma em inglês.
A controvérsia ganhou ainda mais repercussão quando Donald Trump elogiou publicamente o anúncio. “Sydney Sweeney, uma republicana registrada, tem o anúncio mais quente que existe. É para a American Eagle, e as calças jeans estão voando das prateleiras. Pegue-os, Sydney!”, escreveu o presidente americano no X. A informação de que Sydney é filiada ao partido veio à tona em meio à polêmica e aumentou ainda mais a repercussão negativa entre os núcleos mais progressistas.
Após dois meses, Sweeney disse à revista GQ que ficou surpresa com a repercussão da campanha e classificou como “surreal” o fato de Trump ter comentado o anúncio. A resposta breve não convenceu parte dos internautas.
No início de dezembro, a atriz voltou ao tema e negou diretamente que a ação publicitária tivesse conotação racista. “Quem me conhece sabe que estou sempre tentando unir as pessoas. Sou contra o ódio e a divisão”, afirmou em entrevista à People.
VENDA DE SABONETE COM ÁGUA DE BANHO Ainda no início de 2025, a atriz de “Euphoria” se envolveu em outra polêmica no universo das campanhas publicitárias. Sweeney participou de uma parceria com a marca de cuidados pessoais masculinos Dr. Squatch, que incluiu a venda de um sabonete feito com água de seu banho.
A ação contou com vídeos da atriz em uma banheira e trocadilhos de conotação sexual. O caso repercutiu com críticas sobre a hipocrisia da jovem ao lucrar e incentivar hipersexualização das mulheres e do próprio corpo –tema sobre o qual a atriz já havia se manifestado de forma crítica em outras ocasiões.
FRACASSOS DE BILHETERIA No cinema, 2025 foi especialmente duro. Sydney Sweeney emplacou três lançamentos com desempenho muito abaixo do esperado: “Americana”, “Eden” e “Christy”.
Juntos, os filmes arrecadaram valores considerados decepcionantes diante dos orçamentos e das expectativas do mercado. Parte da crítica passou a relacionar os resultados negativos ao desgaste de sua imagem fora das telas.
A última promessa do ano para Sydney Sweeney é o filme ‘A Empregada’, que chega nos cinemas brasileiros em 1 de janeiro e 19 de dezembro nos EUA. Fotos, vídeo e entrevistas da atriz com a colega de elenco Amanda Seyfried durante a turnê de divulgação do filme estão circulando nas redes sociais de forma positiva entre os fãs que estão ansiosos para ver o longa baseado no best-seller homônimo.
MUDANÇAS NA VIDA AMOROSA No campo pessoal, 2025 também foi marcado por rupturas. Sydney Sweeney falou pela primeira vez sobre o fim de seu noivado com o empresário Jonathan Davino, com quem se relacionava desde 2018. Em entrevistas, a atriz descreveu o momento como uma fase de redescoberta e reorganização emocional, afirmando estar focada em si e em suas amizades.
Pouco tempo depois, voltou aos noticiários ao ser apontada como novo affair do empresário do entretenimento Scooter Braun, conhecido pela desavença profissional com Taylor Swift . Os dois foram vistos juntos em eventos e encontros sociais, alimentando especulações sobre um relacionamento mais sério.
Embora nenhum dos dois tenha feito declarações detalhadas, ambos foram flagrados se beijando e trocando carícias em público em diferentes ocasiões.
A seleção de Moçambique venceu o Gabão por 3 a 2 e fez história neste domingo (28), ao alcançar a sua primeira vitória na história, após 17 jogos na fase principal da Copa Africana de Nações (CAN).
Faisal Bangal, Geny Catamo e Diogo Calila fizeram os gols do triunfo histórico.
Bangal, aos 37 minutos, abriu o marcador para Moçambique, após passe de Geny Catamo. Cinco minutos depois, Catamo fez o segundo para os moçambicanos, aos 42 minutos, de pênalti, antes de Aubameyang reduzir a desvantagem do Gabão nos acréscimos.
Na etapa final, Diogo Calila foi o autor do 3 a 1 para Moçambique, aos 7 minutos. O Gabão ainda reduziu com Moucketou-Moussounda, aos 31 minutos.
A segunda rodada do grupo F da Copa Africana de Nações fecha com Costa do Marfim x Camarões, duelo que opõe duas seleções que venceram na rodada de abertura.