sábado, abril 11, 2026
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Atores que se recusaram a voltar em sequências

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Sempre que um filme é um sucesso de bilheteria, o próximo passo natural é fazer uma sequência. E, na maioria das vezes, essa continuação tem quase o mesmo elenco, pelo menos no que diz respeito aos papéis principais. Mas, em alguns momentos, a escalação de atores pode ser bem diferente do casting original. Quer gostem ou não, os diretores têm que lidar com o fato de que as estrelas nem sempre topam permanecer em franquias, mesmo que o primeiro longa tenha ido bem.

Na galeria, saiba quais foram os atores que se recusaram a retornar em sequências.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Plano para destituir Maduro foi apresentado a Trump em seu primeiro mandato

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Um plano para destituir o líder venezuelano Nicolás Maduro foi apresentado ao presidente dos EUA, Donald Trump, durante seu primeiro mandato, mas não prosperou, pois membros do governo não conseguiram manter o presidente “focado” na questão, disse seu ex-conselheiro de segurança nacional à CNN.

John Bolton, que assessorou Trump entre 2018 e 2019, afirmou que Trump já demonstrava “grande interesse pelo petróleo venezuelano” durante seu primeiro mandato.

Ele e sua equipe conseguiram despertar o interesse de Trump na ideia de destituir Maduro, mas “não conseguiram mantê-lo focado nisso”, lembrou Bolton.

Ele também disse que a oposição na Venezuela, na época, acreditava que a pressão econômica seria suficiente para derrubar o regime de Maduro.

O secretário de Estado e conselheiro interino de Segurança Nacional, Marco Rubio, parece ter tido mais sucesso em convencer Trump a agir em seu segundo mandato, disse Bolton.

“Acho que desta vez Trump foi persuadido, obviamente, a se envolver por causa da persistência de Rubio e pelos benefícios políticos”, afirmou.

Após seu mandato como conselheiro de segurança nacional, Bolton tornou-se um crítico proeminente de Trump. Atualmente, ele enfrenta uma série de acusações relacionadas à transmissão e retenção de informações de defesa.

A CNN entrou em contato com a Casa Branca para comentar as declarações de Bolton.

Fonte: CNN BRASIL

Vice-presidente da Venezuela diz que país não será colônia dos EUA

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A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um pronunciamento, neste sábado (3), pedindo a liberdade imediata do presidente Nicolás Maduro, capturado por militares dos Estados Unidos após bombardeios contra o país.

Rodríguez disse que a Venezuela não voltará a ser colônia e vai resistir contra a investida do governo norte-americano. Segundo ela, o único presidente legítimo é Nicolás Maduro.

“Exigimos a libertação imediata do presidente Nicolás Maduro, o único presidente da Venezuela, e de sua esposa, Cilia Flores. Se há algo que o povo venezuelano e este país têm absolutamente certeza, é que jamais seremos escravos, jamais seremos colônia de qualquer império”, disse Delcy em cadeia nacional de rádio e TV.

A fala de Delcy ocorreu minutos após o fim da coletiva do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual ele afirmou que Washington governaria o país sul-americano até uma “transição segura”, admitindo que as empresas norte-americanas explorariam o petróleo da Venezuela. 

A vice-presidente do país participou do Conselho de Defesa da Nação, com a presença do ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e a presidente do Tribunal Superior de Justiça (TSJ), Caryslia Rodríguez, entre outras autoridades.

Delcy afirmou que Maduro foi “sequestrado” por volta de 1h58 da madrugada deste sábado e reforçou a posição do governo de que a ação é uma tentativa dos EUA de terem controle sobre os recursos naturais do país caribenho “sob falsos pretextos”.

A vice-presidente acrescentou que ativou, por decreto assinado por Maduro, todos os órgãos do Estado venezuelano para proteção do território contra a invasão dos Estados Unidos.

“Todo o poder nacional da Venezuela foi acionado. Temos o dever sagrado de salvaguardar nossa independência nacional, nossa soberania e nossa integridade territorial, que foram brutalmente atacadas nas primeiras horas desta manhã”, disse a mandatária.

Delcy convocou todos os poderes e organizações venezuelanas a manter a calma para “afrontar, juntos, em perfeita união nacional. Que essa fusão policial-militar-popular se converta em um só corpo e saiamos nessa etapa maravilhosa de defesa da nossa soberania, da nossa independência nacional”.

A vice-presidente agradeceu as manifestações de solidariedade de países ao redor do mundo e destacou que hoje foi a Venezuela, mas amanhã pode ser qualquer outra nação.

“O que fizeram com a Venezuela hoje podem fazer com qualquer um. Esse uso brutal da força para quebrar a vontade do povo pode ser feito com qualquer país”, comentou.

Entenda

O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela marca um novo episódio de intervenções diretas de Washington na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando os militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência desse cartel.

O governo de Donald Trump estava oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem a prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Fonte: Agência Brasil

Plano dos EUA de governar Venezuela será tarefa complexa, diz ex-embaixador

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O plano dos Estados Unidos de “governar” a Venezuela, como proposto pelo presidente Donald Trump, seria uma tarefa complexa, dada a situação política local e os potenciais riscos à segurança, disse à CNN o ex-embaixador dos EUA no país sul-americano no sábado (3).

Charles Shapiro afirmou ser difícil determinar se os venezuelanos que votaram na oposição em 2024 eram apoiadores genuínos da oposição ou eleitores insatisfeitos com a economia em colapso do país. Ele também estimou que pelo menos “20%, talvez mais da população” ainda apoiam o presidente Nicolás Maduro.

“Conquistar essas pessoas e reverter essa situação será muito, muito difícil”, disse Shapiro, que também é ex-presidente do Conselho de Assuntos Mundiais de Atlanta.

Protestos eclodiram em toda a Venezuela em 2024, depois que o órgão eleitoral do país, composto por aliados do regime, anunciou Maduro como vencedor com 51% dos votos. Embora Maduro tivesse prometido eleições livres e justas, o processo foi marcado por alegações de fraude.

Questões de segurança também estão em jogo, dada a população do país, de cerca de 30 milhões de habitantes, e o fato de abrigar alguns grupos guerrilheiros.

No entanto, é improvável que o governo Trump envie tropas e parece confiar na vice-presidente Delcy Rodríguez e no exército venezuelano para manter a segurança, afirmou ele.

“Será uma tarefa muito, muito difícil”, reiterou Shapiro.

Fonte: CNN BRASIL

Ao menos 40 pessoas foram mortas em ataque dos EUA à Venezuela, diz NYT

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Ao menos 40 pessoas foram mortas no ataque dos Estados Unidos na Venezuela no sábado (3), de acordo com um oficial venezuelano ouvido pelo jornal The New York Times. A ofensiva no país sul-americano permitiu a captura do ditador Nicolás Maduro, que deve ser julgado em solo norte-americano.

Segundo o periódico norte-americano, um dos ataques aéreos conduzidos por Washington na madrugada de ontem matou uma mulher de 80 anos identificada como Rosa González. Ela vivia em um apartamento localizado num bairro pobre próximo ao aeroporto de Caracas.

Wilman González, sobrinho da idosa, relatou ao jornal ter buscado abrigo quando ouviu o ataque por volta das duas horas da madrugada. O apartamento na capital venezuelana ficou destruído. Questionado, Wilman disse não saber o que fará a partir de agora.

Um vizinho da família González afirmou ter perdido tudo com a investida de ontem. Ainda conforme moradores do edifício, uma segunda mulher precisou ser levada ao hospital após o ataque.

Como os EUA capturaram Maduro em solo venezuelano?

A ação dos Estados Unidos que capturou o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi uma surpresa, para muitos. Mas, de acordo com fontes da agência de notícias Reuters, o planejamento de uma das operações mais complexas dos EUA recentemente estava em andamento há meses e incluía ensaios detalhados.

As tropas de elite dos EUA, incluindo a Força Delta do Exército, criaram uma réplica exata do esconderijo de Maduro e praticaram como entrariam na residência fortemente fortificada.

A CIA, a agência de inteligência americana, tinha uma pequena equipe na Venezuela desde agosto, que foi capaz de fornecer informações sobre o padrão de vida de Maduro, o que tornou a captura dele mais fácil, de acordo com fontes da CNN e da Reuters.

Duas outras fontes disseram à Reuters que a CIA também tinha um “ativo” próximo a Maduro que monitorava seus movimentos e estava pronto para identificar sua localização exata à medida que a operação se desenrolava.

Com as peças no lugar, Trump aprovou a operação há alguns dias, mas os planejadores militares e de inteligência sugeriram que ele esperasse por condições climáticas melhores e menos nuvens.

Às 22h46 de sexta-feira (2), no horário de Washington, Trump deu o aval final para o que seria conhecido como Operação Resolução Absoluta, segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos EUA, general Dan Caine.

Então, Trump assistiu a uma transmissão ao vivo dos eventos cercado por seus assessores na mansão de Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida.

Os detalhes do desenrolar da operação, que durou horas, baseia-se em entrevistas com quatro fontes familiarizadas com o assunto e em detalhes revelados pelo próprio Trump.

“Já fiz algumas operações muito boas, mas nunca vi nada parecido com isso”, afirmou o presidente à Fox News poucas horas após a conclusão da missão.

Fonte: CNN BRASIL

Sabrina Carpenter revela que incendiou acidentalmente o banheiro

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Sabrina Carpenter contou com um ano cheio de acontecimento, tanto no que diz respeito à carreira como em contratempo que viveu em casa. 

A artista, de 26 anos, decidiu recordar os últimos 12 meses na véspera do Ano Novo, na quarta-feira, dia 31 de dezembro, e revelou na sua página de Instagram que incendiou acidentalmente a o seu banheiro durante 2025.

Muitas das publicações que Sabrina Carpenter fez nas stories da rede social foram destacando momentos bons de 2025, como a colaboração com Dolly Parton no remix de “Please Please Please” ou quando cantou com Paul Simon no Saturday Night Live. Mas também não deixou de compartilhar as memórias marcantes não tão positivas. 

“Incendiei o banheiro da minha casa sem querer”, escreveu numa das fotos que compartilhou e que pode ver abaixo. Isto sem acrescentar mais detalhes, como quando é que o incidente aconteceu. 

As famosas que já causaram acidentalmente um incêndio em casa

Na verdade, Sabrina Carpenter não foi a única famosa a provocar acidentalmente um incêndio em casa. A People lembra que Britney Spears revelou em 2020 que incendiou a academia de sua casa.

Taylor Swift e Gracie Abrams incendiaram a cozinha do apartamento da cantora de “The Fate of Ophelia”, em Nova York, durante a produção da colaboração que fizeram em 2024, no tema “Us”. Este momento ficou registado em imagens que foram depois compartilhadas nas redes sociais. 

“Repugnante”. Sabrina Carpenter critica uso da sua música em vídeo do ICE

Sabrina Carpenter criticou, no último mês de dezembro, um vídeo compartilhado pela administração de Donald Trump, onde são promovidas detenções pelo Serviços de Imigração americanos (ICE, na sigla em inglês) ao som da sua música “Juno”. 

Mais tarde, e depois de ter apagado o vídeo que incluía o tema “Juno”, a Casa Branca voltou a atacar. Divulgaram um novo vídeo a exaltar as detenções de imigrantes realizadas pela Polícia de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), mas alteraram o áudio de um clipe de Sabrina Carpenter no programa Saturday Night Live (SNL).

“Acho que tenho de deter alguém por ser muito ilegal”, ouve-se. No original, contudo, a cantora diz “demasiado atraente”, e não “demasiado ilegal”.

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Fonte: Noticias ao Minuto

Roberto Carlos tem evolução satisfatória após cirurgia, diz boletim

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Internado desde o dia 29 no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o ex-lateral-esquerdo Roberto Carlos, 52, encontra-se “clinicamente estável e assintomático”, informou boletim médico divulgado nesta quinta-feira (1) pela instituição médica.

O ex-jogador está sob cuidados médicos após realizar exames de rotina que constataram uma obstrução coronariana. Foi feita, então, uma ressonância magnética que teria apontado que “uma porcentagem muito alta de seu coração não funcionava”.

“O paciente evolui de forma satisfatória, encontra-se clinicamente estável, assintomático, em pós-operatório, sob observação em leito de UTI, conforme protocolo assistencial da instituição”, informou o boletim.

No dia 31, pelas redes sociais, o ex-lateral confirmou sua internação, mas negou que havia sofrido um ataque cardíaco.

Roberto Carlos se aposentou do futebol em 2012, antes de um breve retorno em 2015 na liga da Índia. Ele já havia enfrentado problemas de saúde neste ano e precisou adiar uma visita promocional ao Nepal, em abril, por causa de uma “doença súbita”.

Atualmente ele mora na Espanha e está no Brasil para curtir férias.

Roberto Carlos, lenda do futebol brasileiro, confirmou que teve de fazer uma cirurgia no coração, mas garantiu que o procedimento já estava previsto e que não há motivo para alarme.

Notícias ao Minuto Brasil | 12:55 – 01/01/2026

 

Fonte: Noticias ao Minuto

Enviar tropas à Venezuela para garantir petróleo seria difícil, diz ex-Otan

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Uma possível hostilidade na Venezuela poderia dificultar o acesso dos EUA ao petróleo através do envio de tropas, disse um ex-comandante da Otan à CNN no sábado (3).

“No passado, os países não gostavam que grandes potências interviessem apenas para roubar recursos, mesmo que o presidente alegasse que esses recursos eram americanos e que os Estados Unidos investiram primeiro, e que houve expropriação”, disse o general aposentado Wesley Clark, ex-Comandante Supremo Aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

“Vai ser difícil simplesmente manter o petróleo em um país que pode se tornar hostil”, acrescentou.

Desde a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa , a vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, exigiu a “libertação imediata” do casal e afirmou que a integridade territorial de a nação foi “atacada brutalmente” pela operação dos EUA.

Clark afirmou que as consequências da operação militar “ainda não estão claras”.

Fonte: CNN BRASIL

Entenda por que os EUA estão interessados ​​no petróleo da Venezuela

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O presidente Donald Trump afirmou no sábado (3) que os EUA assumiriam o controle das enormes reservas de petróleo da Venezuela e recrutariam empresas americanas para investir bilhões de dólares na revitalização da indústria petrolífera devastada do país.

A Venezuela possui reservas de 303 bilhões de barris de petróleo bruto — cerca de um quinto das reservas globais, segundo a Administração de Informação Energética dos EUA (EIA). Essa reserva de petróleo desempenhará um papel fundamental no futuro do país.

Os contratos futuros de petróleo não são negociados nos fins de semana, então o impacto a curto prazo no preço do petróleo é incerto, mas Trump disse que os EUA administrariam o governo venezuelano por enquanto.

“Vamos fazer com que nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — entrem em cena, gastem bilhões de dólares e consertem a infraestrutura petrolífera, que está em péssimo estado”, disse Trump em uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago.

Uma reestruturação liderada pelos EUA poderia eventualmente tornar a Venezuela um fornecedor de petróleo muito maior, criando oportunidades para empresas petrolíferas ocidentais e servindo como uma nova fonte de produção. Também poderia ajudar a manter os preços sob controle, embora preços mais baixos possam desestimular algumas empresas americanas a produzir petróleo.

Mesmo que o acesso internacional fosse totalmente restabelecido amanhã, levaria anos e um custo exorbitante para que a produção de petróleo venezuelana voltasse a operar plenamente. A PDVSA, empresa estatal venezuelana de petróleo e gás natural, afirma que seus oleodutos não são modernizados há 50 anos e que o custo para atualizar a infraestrutura e retornar aos níveis máximos de produção seria de US$ 58 bilhões.

“Para o petróleo, isso tem potencial para ser um evento histórico”, disse Phil Flynn, analista sênior de mercado do Price Futures Group. “O regime de Maduro e (o ex-presidente venezuelano) Hugo Chávez basicamente saquearam a indústria petrolífera venezuelana.”

Controle das reservas de petróleo da Venezuela

A Venezuela possui a maior reserva comprovada de petróleo do planeta, mas seu potencial supera em muito sua produção atual: o país produz apenas cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia — aproximadamente 0,8% da produção mundial de petróleo bruto.

Isso representa menos da metade da produção anterior à tomada de poder de Maduro em 2013 e menos de um terço dos 3,5 milhões de barris produzidos antes da ascensão do regime socialista ao poder.

As sanções internacionais contra o governo venezuelano e uma profunda crise econômica contribuíram para o declínio da indústria petrolífera do país, assim como a falta de investimento e manutenção, segundo a EIA. A infraestrutura energética da Venezuela está se deteriorando e sua capacidade de produção de petróleo diminuiu drasticamente ao longo dos anos.

A Venezuela simplesmente não produz petróleo suficiente para fazer uma diferença tão grande.

Os preços do petróleo têm estado sob controle este ano devido a receios de excesso de oferta. A OPEP aumentou a produção, mas a procura diminuiu um pouco, uma vez que a economia global continua a ter dificuldades com a inflação e a acessibilidade após o choque de preços pós-pandemia.

O petróleo americano chegou a ultrapassar brevemente os US$ 60 por barril quando o governo Trump começou a confiscar petróleo de navios venezuelanos, mas desde então caiu novamente para US$ 57 por barril. Portanto, a reação do mercado — caso os investidores acreditem que a greve seja uma má notícia para o fornecimento de petróleo — será quase certamente discreta.

“Psicologicamente, isso pode dar um pequeno impulso, mas a Venezuela tem petróleo que pode ser facilmente substituído por uma combinação de produtores globais”, disse Flynn.

Potencial petrolífero da Venezuela

O tipo de petróleo que a Venezuela possui — petróleo bruto pesado e ácido — exige equipamentos especiais e um alto nível de conhecimento técnico para ser produzido. As empresas petrolíferas internacionais têm capacidade para extraí-lo e refiná-lo, mas estão impedidas de operar no país.

Os Estados Unidos, o maior produtor mundial de petróleo, possuem petróleo leve e doce, bom para a produção de gasolina, mas pouco mais. O petróleo pesado e ácido, como o da Venezuela, é crucial para certos produtos derivados do refino, incluindo diesel, asfalto e combustíveis para fábricas e outros equipamentos pesados. O diesel está em falta no mundo todo — em grande parte devido às sanções impostas ao petróleo venezuelano.

A exploração do petróleo venezuelano poderia ser particularmente benéfica para os Estados Unidos: a Venezuela é um país próximo e seu petróleo é relativamente barato — resultado de sua textura viscosa e viscosa que exige um refinamento significativo. A maioria das refinarias americanas foi construída para processar o petróleo pesado da Venezuela e, segundo Flynn, elas são significativamente mais eficientes quando utilizam petróleo venezuelano em comparação com o petróleo americano.

“Se de fato tudo continuar correndo bem — e até agora parece uma operação magistral — e as empresas americanas forem autorizadas a voltar e reconstruir a indústria petrolífera venezuelana, isso poderá mudar completamente o mercado global de petróleo”, disse Flynn.

Trump chamou o negócio petrolífero da Venezuela de “um fracasso total”.

“Eles estavam bombeando quase nada em comparação com o que poderiam ter bombeado e com o que poderia ter acontecido”, disse Trump.

“Vamos ter nossas gigantescas companhias petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo — entrando, gastando bilhões de dólares, consertando a infraestrutura petrolífera que está em péssimo estado e começando a gerar lucro para o país”, acrescentou.

O que vem a seguir para os preços do petróleo?

Não está claro como os preços da energia serão afetados pela intervenção dos EUA na Venezuela.

Bob McNally, presidente da empresa de consultoria Rapidan Energy Group, sediada em Washington, DC, disse à CNN que acredita que o impacto nos preços seria “modesto”, mas não espera um grande impacto “a menos que vejamos sinais de agitação social generalizada e a situação pareça caótica. Mais provável se parecer ‘estável'”.

“A questão é: quão rápido uma Venezuela pró-EUA conseguiria aumentar sua produção? Esse será o jogo de adivinhação. A percepção pode se antecipar à realidade. As pessoas presumirão que a Venezuela pode aumentar a produção de petróleo mais rapidamente do que realmente consegue”, disse ele.

“A Venezuela pode se tornar um assunto muito importante, mas não nos próximos 5 a 10 anos”, disse McNally.

Os mercados de petróleo abrem na noite de domingo. Os preços dependerão de se Trump “conseguir concretizar a recuperação” do setor petrolífero da Venezuela, de acordo com Helima Croft, chefe de estratégia global de commodities da RBC Capital Markets.

“Tudo depende de a Venezuela desafiar o histórico recente de tentativas de mudança de regime lideradas pelos EUA”, disse Croft à CNN. “O presidente Trump sinalizou que os EUA estão de volta ao ‘modo de reconstrução nacional’ e que as empresas americanas farão os investimentos necessários para garantir a revitalização do setor petrolífero. Acho que precisamos de muito mais detalhes antes de declararmos ‘Missão Cumprida’.”

Fonte: CNN BRASIL

Conselho da ONU fará reunião de emergência sobre a Venezuela na segunda (5)

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na segunda-feira sobre a operação dos EUA contra a Venezuela, informou a presidência do Conselho neste sábado.

“A presidência pretende realizar a reunião de emergência na segunda-feira às 12h do horário de Brasília”, informou porta-voz da Missão Permanente da Somália junto às Nações Unidas. A Somália detém a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU durante o mês de janeiro.

Após seis meses de ameaças e táticas de pressão, os Estados Unidos lançaram uma operação militar na Venezuela no sábado (3) e capturaram o presidente do país, Nicolás Maduro, em Caracas.

Em resposta à intervenção militar dos EUA no país sul-americano, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em um comunicado divulgado pelo porta-voz, Stéphane Dujarric, que está profundamente alarmado com a escalada na Venezuela.

“Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou na nota.

“O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito – por todos – ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, acrescentou.

O secretário-geral apela a todos os atores na Venezuela para que se engajem em um diálogo inclusivo, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito, concluiu.

Também no sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta a Abukar Dahir Osman, presidente do Conselho de Segurança em janeiro, condenando os ataques armados “brutais, injustificados e unilaterais” dos EUA contra a nação sul-americana.

A carta também apresentou quatro exigências: uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir a agressão dos EUA, uma forte condenação da agressão contra a Venezuela, a suspensão imediata dos ataques militares dos EUA e medidas para responsabilizar Washington por “crime de agressão”.

As forças militares dos EUA bombardearam alvos civis e militares na capital Caracas e em outras cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira no início da manhã de sábado, e realizaram ataques em todo o país com helicópteros e aviões, segundo a carta.

A carta observou que os ataques constituem um ato flagrante de agressão premeditada, reconhecida e divulgada por Washington, e que violam “flagrantemente” a Carta da ONU.

O ataque dos EUA foi realizado contra um país em plena paz, afirmou a carta, observando que visa derrubar o atual governo venezuelano e impor um “governo fantoche” para saquear os recursos petrolíferos do país.

A realização da reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Rússia, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Fonte: CNN BRASIL