sábado, abril 11, 2026
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Trump publica imagem dizendo que é o “presidente interino da Venezuela”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social, na noite deste domingo (11), uma imagem de seu perfil na Wikipedia dizendo que é o “presidente interino da Venezuela” desde janeiro de 2026.

Na madrugada de 3 de janeiro, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.

Na última sexta-feira (9), Trump disse que vê a Venezuela e sua presidente interina, Delcy Rodriguez, como aliados “neste momento”, e alertou que sua administração não quer a Rússia ou a China na região.

“No momento, eles parecem ser um aliado. E acho que continuará sendo um aliado e não queremos que a Rússia esteja lá. Não queremos que a China esteja lá”, afirmou o presidente.

Pressionado por repórteres sobre se se encontrará com Rodriguez ou outros líderes na Venezuela, Trump destacou que gostaria de se reunir em breve com representantes do país.

“Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”, comentou o republicano.

*Publicado por Douglas Porto

Fonte: CNN BRASIL

Editoras independentes transformam mercado e aproximam público

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Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.

Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.

Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.

“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.

O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.

Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.

Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.

Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.

Debates independentes

As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de “um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados”.

“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.

Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.

Editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

 

“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.

Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.

“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.

Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.

“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”

Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.

“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.

Desafio nas vendas

Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.

“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.

 

Diretora editorial e sócia da editora da Ubu, Florencia Ferrari Foto: Victor Caiano/Divulgação

A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.

“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”

Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.

Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.

“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.

Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de “fundo” ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.

Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar “estratégias de guerrilha”.

“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.

“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta. 

As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.

Promoção de cultura e incentivos

A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.

A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.

“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”

Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.

“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”

Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.

“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.

Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.

Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.

Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.

“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.

Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.

“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.

Fonte: Agência Brasil

Saiba por que Jateí é a melhor cidade para se viver no Brasil

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A melhor cidade para se viver no Brasil foge dos estereótipos urbanos. Não é capital, não possui arranha-céus, não concentra milhões de moradores, nem convive com trânsito intenso em largas avenidas. Um levantamento exclusivo da Gazeta do Povo cruzou dados oficiais de todos os municípios brasileiros para identificar onde a qualidade de vida se destaca.

Evidente que o tamanho da cidade influencia diretamente nos índices alcançados, pois a gestão dos problemas é bastante distinta de uma metrópole. Jateí, no interior de Mato Grosso do Sul, liderou o Ranking das Cidades elaborado pela Gazeta do Povo, após a análise de 27 indicadores, ajustados ao porte populacional das 5.570 cidades do país. Segurança pública, educação, infraestrutura, economia, arborização, saúde fiscal, cultura e qualidade urbana compõem a metodologia que foi condensada em uma nota final, variável de 0 a 10.

A nota final de Jateí chegou a 8,72. O desempenho colocou o município sul-mato-grossense no topo nacional como melhor cidade para se viver, com ampla vantagem sobre centros urbanos maiores.

A reportagem da Gazeta do Povo procurou os moradores de Jateí para registrar o que há de especial nesta cidade em que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os nomes mais populares são tão comuns e símbolos de brasilidade, José e Maria, e o sobrenome que mais se repete é Silva. Criado há cerca de 60 anos, a cidade fica a 265 quilômetros da capital Campo Grande.

Moradores destacam a segurança pública na melhor cidade para viver no Brasil

O Ranking das Cidades da Gazeta do Povo evidencia que Jateí não tem homicídios. A cidade também tem como característica a inexistência de moradores em situação de rua e baixos índices de acidentes. Internações ligadas ao uso de drogas aparecem em patamar reduzido.

A servidora pública Gleici Mara Silva mora na cidade sul-mato-grossense há três anos. Ela fixou residência no município após aprovação em um concurso público. O marido adquiriu propriedade rural no local.

“Eu me sinto em um condomínio fechado. Quando a gente entra no portal da cidade já sente a tranquilidade, a segurança”, diz ela. Antes, a servidora pública vivia em Fátima do Sul, no sudoeste do Mato Grosso do Sul. Ela afirma que a rotina mudou bastante.

“A minha filha pode praticar corrida nas ruas da cidade com tranquilidade, porque aqui é seguro. Se aparece alguém estranho, a Polícia Militar já aborda”. Ela reforça a percepção de segurança cotidiana. “A gente dorme com a porta encostada, o carro pode ficar aberto na rua”.

O comerciante Diogo Araújo mantém um posto de combustíveis na cidade há 15 anos. “Nunca registramos um furto no estabelecimento. A presença do policiamento é constante. É uma cidade única”, afirma.

Infraestrutura sustenta a qualidade de vida

De acordo com o levantamento da Gazeta do Povo, a infraestrutura urbana é destaque na melhor cidade para viver no Brasil: quase a totalidade das ruas é pavimentadas. Jateí mantém iluminação pública eficiente e coleta regular de lixo em todos os bairros.

“Há uma unidade prisional feminina aqui na cidade e as detentas trabalham na limpeza pública”, informa Gleici Mara Silva. Também servidora pública, Márcia Gandine mora há 46 anos na cidade e evidencia a estrutura de saúde. “Em cada uma das quatro unidades básicas de saúde trabalham quatro médicos. No hospital da cidade são vários outros. É difícil encontrar essa estrutura em uma cidade pequena”.

O comerciante Diego Araújo recorda que Jateí mantém a tradição dos pequenos municípios, de conversas nas calçadas e brincadeiras nas praças. “Aqui é tudo muito bem arborizado. As crianças podem brincar nas calçadas, na sombra. As ruas são 100% asfaltadas e toda iluminação é em LED. Não há problema em ficar nas ruas até tarde”, diz.

O nome da cidade veio de uma resposta espontânea: “Esqueci o machado lá no Jateí”, uma variação de jataí (abelha silvestre). (Foto: Roberti Dias/Prefeitura de Jateí)

Economia rural e produção suína impulsionam desenvolvimento de Jateí

Na economia, os números de Jateí chamam atenção. O salário médio chega a R$ 3.679. O valor supera a média nacional, de R$ 3.477 registrado no segundo semestre de 2025, de acordo com o IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita alcança R$ 119.162,85.

A suinocultura impulsiona esse resultado e sustenta a base econômica local. Segundo a prefeitura de Jateí, o município abastece parte significativa do abate diário da indústria Seara Alimentos.

O produtor rural Ademar Caetano vive no município desde 1991 e trabalha com a criação de porcos. “Em média são 8 mil porcos abatidos por dia na Seara. Pelo menos 40% desse total é criação de Jateí”, calcula.

A cadeia produtiva envolve várias etapas. “São muitas granjas em Jateí. Tem as que fazem a maternidade, o desmame, a creche, a engorda e por fim o abate. Há uma expectativa grande de crescimento, porque encontramos um nicho que deu certo para fazer crescer a nossa produção rural”. De acordo com a Secretaria de Agricultura de Jateí, o município registrou abate de 254 mil suínos em 2025.

Com emancipação em 1947, Jateí construiu sua força econômica na agricultura e na pecuária. Entre as décadas de 1970 e 1980, algodão, café e mandioca lideraram as lavouras, mas o milho e a soja ganharam espaço e se tornaram as maiores culturas locais.

Em 2025, de acordo com a Secretaria da Agricultura do município, a estimativa da produção de soja era alcançar 151 milhões de toneladas e a de milho 134 milhões de toneladas. Os números finais ainda estão em levantamento.

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História de Jateí molda identidade local e explica vocação agrícola

Jateí é o segundo menor município de Mato Grosso do Sul em população. Apenas 47 habitantes o separam de Figueirão, o menos populoso do estado. A área territorial soma 1.933,316 quilômetros quadrados. A densidade demográfica chega a 1,85 habitante por quilômetro quadrado.

O povoamento começou em 1943, com a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, durante o governo de Getúlio Vargas. O município foi criado pela Lei nº 1950, de 11 de novembro de 1963.

O nome Jateí deriva de uma variação de jataí, espécie de abelha silvestre. Relatos históricos associam o nome a um episódio envolvendo um machado esquecido em área de mata, de um pai explicando ao filho que havia esquecido a ferramenta, fugindo de um enxame, que teria dito: “esqueci lá no jateí”.

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Tradição religiosa atrai multidões com fogueira gigante

Um dos fundadores da cidade, Pedro Neres chegou às terras de Jateí em 1946, com uma imagem de São Pedro. A primeira capela surgiu em homenagem ao santo e a devoção se mantém. A matriz da cidade é dedicada ao apóstolo pescador.

A professora aposentada Ilda Lopes relembra as primeiras celebrações com a fogueira junina naquela que se tornou a melhor cidade para se viver no Brasil. “Nasci conhecendo a tradição da fogueira em honra a São Pedro. Meus pais ajudavam nas primeiras fogueiras, que se acendiam para rezar o terço. Em 1976, o professor Manoel Sanches Rodrigues e seus alunos começaram o projeto de uma fogueira maior, que já nessa época foi de seis metros”, conta.

Em 2002, a fogueira entrou para o livro dos recordes mundiais, de acordo com a prefeitura. Nas últimas edições da festa, a fogueira chegou a cerca de 60 metros de altura. Em 2022, a festa reuniu mais de 120 mil pessoas.

O que começou em 1946 com uma pequena imagem e um terço rezado em família, hoje alcança os 60 metros de altura. A fogueira de Jateí (MS), que já figurou no Guinness, leva um mês para ser montada com madeira de reflorestamento e estrutura hidráulica.Fogueira de Jateí (MS) leva um mês para ser montada, com madeira de reflorestamento e estrutura hidráulica. (Foto: Gabriel Rezende/Prefeitura de Jateí)

Segundo a prefeitura de Jateí, a construção da fogueira leva cerca de um mês, utiliza madeira de reflorestamento e segue normas técnicas de segurança. A base começa com oito metros de largura. Nos últimos lances, a estrutura se fecha com dois metros.

No topo, feixes de bambu formam uma espécie de pavio. Um mastro final sustenta a bandeira do município. Para viabilizar a montagem, uma estrutura hidráulica funciona como elevador e cabos de aço sustentam toda a fogueira. A Festa da Fogueira ocorre na semana que abrange o dia 29 de junho.

Fonte: Gazeta do Povo

Powell diz ser investigado por não ceder ao governo Trump sobre juros

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O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse, neste domingo (11), que está sendo investigado por procuradores federais por não ceder a pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abaixar a taxa de juros do país.

A justificativa oficial dos oficiais para a investigação é a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do FED, em Washington.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, disse Powell.

Trump e seus aliados criticaram Powell repetidamente ao longo do último ano por não reduzir as taxas de juros conforme a vontade do presidente.

O Fed reduziu as taxas três vezes consecutivas no segundo semestre do ano passado, embora autoridades tenham afirmado recentemente que é improvável que as reduzam novamente por um tempo.

“Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém — certamente não o presidente do Federal Reserve — está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, prosseguiu o presidente do FED.

Powell ainda disse que serviu em quatro governos, tanto de democratas, quanto de republicanos, e em “todos os casos, desempenhei minhas funções sem medo ou favorecimento político, concentrando-me exclusivamente em nosso mandato de estabilidade de preços e pleno emprego”.

“O serviço público às vezes exige firmeza diante de ameaças. Continuarei a fazer o trabalho para o qual o Senado me confirmou, com integridade e compromisso em servir ao povo americano”, finalizou.

*Publicado por Douglas Porto

Fonte: CNN BRASIL

RB Bragantino consegue gol no fim e bate Noroeste na estreia do Paulistão

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Noroeste e RB Bragantino se enfrentaram na noite deste domingo (11), no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, pela rodada de abertura do Campeonato Paulista de 2026. Em uma partida equilibrada e de poucas oportunidades claras, o Bragantino foi mais eficiente no fim e venceu por 1 a 0, com gol marcado já na reta final do segundo tempo.

Com o resultado, o time de Bragança Paulista inicia o estadual com três pontos e larga entre os líderes da competição. O Noroeste, por sua vez, permanece zerado após a estreia e deixa o campo com a frustração de sofrer o gol quando o empate parecia encaminhado.

O primeiro tempo teve domínio territorial do Red Bull Bragantino, que controlou a posse e tentou impor seu ritmo, mas encontrou dificuldades para romper a marcação adversária. A melhor chegada do time visitante veio aos 15 minutos, quando Eduardo Sasha subiu para cabecear após cruzamento, mas Luiz Daniel fez a defesa sem dar rebote.

O Noroeste respondeu três minutos depois, em finalização de Pedro Felipe por cima do travessão. A partida seguiu concentrada no meio-campo, com muitas divididas e interrupções.

Na volta do intervalo, o cenário pouco mudou. O time de Bragança manteve maior presença ofensiva, mas continuou esbarrando na organização defensiva do Noroeste. O jogo seguiu travado, com raras infiltrações e prevalência dos sistemas defensivos.

A reta final teve leve crescimento do time visitante.Quando o empate parecia consolidado, o Bragantino encontrou o caminho do gol aos 41 minutos. Fabinho Capixaba recebeu pela esquerda e fez o cruzamento rasteiro para dentro da área. Jhon Jhon apareceu livre entre os zagueiros e, com um toque simples, empurrou para o fundo das redes, quebrando o equilíbrio da partida e garantindo a vitória visitante em Bauru.

As equipes voltam a campo na próxima quinta-feira. O Noroeste visita o Botafogo-SP às 19h, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Pouco depois, às 19h30, o Red Bull Bragantino recebe o Corinthians, em Bragança Paulista, pela segunda rodada do Paulistão.

Fonte: CNN BRASIL

Bruno Fernandes pode ‘bater a porta’ após saída de Ruben Amorim

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O ciclo de Bruno Fernandes no Manchester United pode estar chegando ao fim. Jogadores dos Red Devils temem que o meia português decida deixar o clube ao término da temporada em razão da demissão de Ruben Amorim, segundo informa o jornal The Sun neste domingo.

Bruno Fernandes é reconhecidamente o jogador mais importante do atual elenco do Manchester United, mas no último verão europeu esteve muito perto de se transferir para o Al Hilal, da Arábia Saudita.

A saída, no entanto, não se concretizou porque Ruben Amorim o convenceu a permanecer em Old Trafford. Ao mesmo tempo, a diretoria do United não colocou grandes obstáculos para uma possível transferência, atitude que deixou Bruno Fernandes triste e magoado, como o próprio revelou em entrevista ao Canal 11, exibida em dezembro passado.

“Pensei que a empatia e o carinho que eu tinha pelo clube fossem recíprocos. Essa empatia até pode existir, mas chega a um ponto em que o dinheiro é mais importante do que você. O clube queria que eu saísse. Disse isso aos dirigentes. Acho que não tiveram coragem de tomar essa decisão porque o treinador me queria. Se eu tivesse dito que queria sair, o clube teria me deixado ir”, afirmou Bruno Fernandes, em declarações que repercutiram fortemente na Inglaterra.

Sem Ruben Amorim, a saída volta a ser uma possibilidade

Com a saída de Ruben Amorim do comando do Manchester United, a possibilidade de Bruno Fernandes deixar o clube volta a ganhar força. O experiente jogador português quer disputar a Copa do Mundo de 2026 e só depois tomará uma decisão sobre o seu futuro.

Ainda assim, na entrevista ao Canal 11, o meia formado no Boavista admitiu que pode vir a atuar na Arábia Saudita, destacando a tranquilidade familiar que poderia encontrar no Oriente Médio.

“Não vejo isso pela questão do dinheiro. Sinceramente, não posso reclamar. Sou muito bem remunerado. Obviamente, a diferença é enorme, mas isso nunca me guiou. Se um dia tiver que jogar na Arábia, vou jogar, mas não apenas pelo aspecto financeiro”, confessou Bruno Fernandes, admitindo também que já conversou sobre o tema com Cristiano Ronaldo, compatriota que atua no Al Nassr.

“Ele me aconselhou. Falamos sobre a questão da Arábia, ele que foi o grande responsável por tudo isso lá. Inclusive, foi ele quem iniciou a conversa, porque sabia do interesse. Conversamos um pouco, mas a decisão sempre passaria por mim”, explicou o internacional português.

De volta após lesão

Bruno Fernandes ficou fora dos últimos jogos de Ruben Amorim à frente do Manchester United, mas já se recuperou de lesão e, na última quarta-feira, contribuiu para o empate contra o Burnley (2 a 2), já sob o comando interino de Darren Fletcher.

Neste domingo, Bruno Fernandes deve voltar a ser titular na recepção ao Brighton, em partida válida pela terceira fase da Copa da Inglaterra.

Vale lembrar que o meio-campista de 31 anos disputa sua sétima temporada pelo clube de Manchester, que pagou 65 milhões de euros ao Sporting por sua contratação, em janeiro de 2020.

 

Fonte: Noticias ao Minuto

Globo de Ouro 2026: veja a ordem de cada categoria da premiação

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O Globo de Ouro acontece neste domingo (11) no hotel The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos. A premiação é considerada um “termômetro” para o Oscar, principal premiação de cinema.

O Globo de Ouro contempla, além de cinema, séries de televisão, comediante e, pela primeira vez, podcast, para refletir a influência desse formato na indústria do entretenimento.

O Brasil está representado no Globo de Ouro por “O Agente Secreto”, que concorre a três categorias: Melhor Filme de Língua Não Inglesa, Melhor Ator em Filme de Drama, pela atuação de Wagner Moura, e Melhor Filme de Drama.

Conheça a ordem de cada categoria da premiação:

  • Prêmio #1 – Melhor Atriz Coadjuvante em Cinema (22:09)
  • Prêmio #2 – Melhor Ator Coadjuvante em Cinema (22:13)
  • Prêmio #3 – Melhor Ator em Série de TV – Drama (22:23)
  • Prêmio #4 – Melhor Atriz em Série de TV – Musical ou Comédia (22:27)
  • Prêmio #5 – Melhor Ator Coadjuvante em Televisão (22:37)
  • Prêmio #6 – Melhor Ator em Série de TV – Musical ou Comédia (22:41)
  • Prêmio #7 – Podcast (22:51)
  • Prêmio #8 – Melhor Canção Original em Cinema (22:55)
  • Prêmio #9 – Melhor Trilha Sonora Original em Cinema (22:59)
  • Prêmio #10 – Melhor Roteiro em Cinema (23:08)
  • Prêmio #11 – Melhor Atriz em Cinema – Musical ou Comédia (23:12)
  • Prêmio #12 – Melhor Ator em Cinema – Musical ou Comédia (23:16)
  • Prêmio #13 – Melhor Ator em Minissérie, Antologia ou Filme para TV (23:24)
  • Prêmio #14 – Melhor Atriz em Minissérie, Antologia ou Filme para TV (23:28)
  • Prêmio #15 – Maior Conquista Cinematográfica e de Bilheteria (23:31)
  • Prêmio #16 – Melhor Direção em Cinema (23:43)
  • Prêmio #17 – Melhor Filme de Animação (23:47)
  • Prêmio #18 – Melhor Filme em Língua Não-Inglesa (23:58)
  • Prêmio #19 – Melhor Atriz Coadjuvante em TV (00:02)
  • Prêmio #20 – Melhor Performance de Stand-Up Comedy (00:06)
  • Prêmio #21 – Melhor Atriz em Série de TV – Drama (00:16)
  • Prêmio #22 – Melhor Série de TV – Drama (00:20)
  • Prêmio #23 – Melhor Minissérie, Antologia ou Filme para TV (00:31)
  • Prêmio #24 – Melhor Série de TV – Musical ou Comédia (00:38)
  • Prêmio #25 – Melhor Atriz em Cinema – Drama (00:47)
  • Prêmio #26 – Melhor Ator em Cinema – Drama (00:51)
  • Prêmio #27 – Melhor Filme – Musical ou Comédia (00:59)
  • Prêmio #28 – Melhor Filme – Drama (01:03)

Fonte: CNN BRASIL

Estaduais: Cruzeiro apresenta Gerson com derrota; Palmeiras bate Lusa

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O torcedor do Cruzeiro presente no Mineirão no último sábado (10) viveu emoções distintas. Primeiro, a empolgação pela contratação do meia Gerson, que foi apresentado com festa aos mais de 35 mil presentes no estádio. Depois, a frustração pela derrota por 2 a 1 para o Pouso Alegre, pela rodada de abertura do Campeonato Mineiro.

Gerson foi ao gramado acompanhado de familiares e de Pedro Loureiro, principal acionista da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Cruzeiro. O meia vestiu a camisa 97, alusiva ao ano da conquista da última Libertadores pela Raposa (1997). O contrato assinado pelo atleta de 28 anos, que veio do Zenit, da Rússia, e foi multicampeão pelo Flamengo, vale até 2030. O clube não divulgou valores, mas trata a negociação como “histórica para o futebol brasileiro”.

Com a bola rolando, porém, o Pouso Alegre precisou de apenas quatro minutos para estragar a festa celeste, com Alexandre. Na etapa final, aos dez, o também meia Gabriel Tota ampliou para o time visitante, no retorno aos gramados após dois anos e dois meses eliminado do futebol por envolvimento em esquemas de manipulação de resultados. Ele não atuava desde maio de 2023, quando defendia o Ypiranga-RS.

Nos acréscimos, o lateral Kauã Prates descontou, mas não foi suficiente para evitar a derrota na estreia de Tite no comando do Cruzeiro. O treinador levou a campo um time alternativo, formado por jogadores da base, reservas e que retornaram de empréstimo.

Mais três jogos movimentaram a primeira rodada do Campeonato Mineiro. Na partida que ​abriu o Estadual, Uberlândia e Tombense não saíram do zero no Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Mesmo placar de URT e North no Estádio Zama Maciel, em Patos de Minas (MG). Já o Democrata superou o Itabirito no Estádio Castor Cifuentes, em Nova Lima (MG), por 1 a 0.

Deu Verdão no clássico das colônias

A primeira rodada do Campeonato Paulista já reservou um clássico entre as colônias lusitana e italiana de São Paulo para a noite de sábado. Melhor para o Palmeiras, que venceu a Portuguesa por 1 a 0 no Canindé.

O gol dos atuais vice-campeões saiu dos pés de Luighi, aos sete minutos da etapa final. O também atacante Igor Torres, da Lusa, foi expulso três minutos antes de o Verdão sair na frente. O volante Marlon Freitas, ex-Botafogo, fez a estreia na equipe dirigida por Abel Ferreira, que escalou um time misto.

Em outro confronto, Guarani e Primavera empataram por 1 a 1 no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP). O zagueiro Raphael Rodrigues, aos 20 minutos do segundo tempo, abriu o placar para o Bugre, mas o atacante Josiel, aos 50, evitou a derrota do Fantasma, estreante na elite do Paulistão, marcando o primeiro gol do clube de Indaiatuba (SP) na primeira divisão.

10/01/2026 –  A primeira rodada do Campeonato Paulista entre as colônias lusitana e italiana de São Paulo. Melhor para o Palmeiras, que venceu a Portuguesa por 1 a 0 no Canindé. Foto: Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon – Fabio Menotti/Palmeiras/by Canon

Goleada tricolor no interior gaúcho

O único time a vencer no primeiro sábado de bola rolando pelo Campeonato Gaúcho foi o Grêmio, que goleou o Avenida por 4 a 0 no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul (RS). O atacante Francis Amuzu, o zagueiro Wagner Leonardo, o volante Arthur e o meia Roger marcaram para o Tricolor, que teve a estreia do lateral Caio Paulista e do técnico Luís Castro. Todos os gols saíram na segunda etapa.

O Gauchão teve início com dois empates por 1 a 1. No Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul (RS), Juventude e Ypiranga balançaram as redes uma vez cada, assim como Guarany e Monsoon, que duelaram no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé (RS).

Londrina arranca empate heroico

De volta à Série A do Campeonato Brasileiro, o Coritiba voltou a tropeçar em casa pelo Campeonato Paranaense. Na tarde de sábado, mesmo terminando a partida com dois homens a mais, o Coxa não saiu de um empate por 2 a 2 com o Londrina, no Couto Pereira, em Curitiba.

O Tubarão, como é conhecido o time do interior, abriu o placar com Iago Teles, mas o também atacante Thiago Azaf igualou, em cobrança de pênalti que levou à expulsão do zagueiro Wallace. Com um a mais, o Coritiba passou à frente com o meia Matheus Dias. Pouco antes dos acréscimos, o lateral Kevyn empatou. O volante André Júnior ainda levou o cartão vermelho nos minutos finais, mas o Londrina segurou o resultado.

Derrotado na última quarta-feira (7) pelo Foz do Iguaçu, por 3 a 2, também no Couto, o Coxa somou o primeiro ponto no Estadual. O Tubarão, que estreou superando o atual campeão Operário por 2 a 0, no Estádio do Café, em Londrina (PR), tem quatro pontos.

Ainda no sábado, a segunda rodada do Paranaense foi aberta com a reedição da última final, entre Operário e Maringá, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa (PR). As equipes ficaram no 1 a 1. O Fantasma somou o primeiro ponto, enquanto o Dogão – que empatou por 3 a 3 com o Cianorte no Estádio Albino Turbay, em Cianorte (PR), na quarta passada – chegou a dois pontos na classificação.

Ceará estreia com vitória em 2026

A estreia do Ceará no Campeonato Cearense foi com vitória por 1 a 0 sobre o Floresta no Domingão, em Horizonte (CE). O atacante Enzo Lodovico marcou o gol do Vozão, que foi a campo com a equipe sub-20. O compromisso de sábado foi válido pela segunda rodada do Estadual – o Alvinegro folgou na primeira.

O atual bicampeão cearense volta a campo nesta quarta-feira (14), às 21h30 (horário de Brasília), diante do Maranguape, no Estádio Presidente Vargas, em Fortaleza. O jogo será transmitido ao vivo pela TV Brasil, em parceria com a TV Ceará.

Em outra partida de sábado pelo Estadual, o Quixadá recebeu o Maracanã no Abilhão, em Quixadá (CE), e ganhou por 1 a 0. O Canarinho do Sertão, como o clube é conhecido, soma quatro pontos após duas rodadas, enquanto o Bicolor de Maracanaú (CE) acumula duas derrotas e segue zerado.

Fonte: Agência Brasil

Suspeito é preso após incêndio destruir sinagoga no Mississippi

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Um suspeito foi preso após um incêndio atingir a Beth Israel, a única sinagoga de Jackson, no Mississippi, neste fim de semana, forçando a congregação a reconstruir a partir das cinzas mais uma vez.

Os investigadores ainda não determinaram a motivação do incêndio, que segue sob investigação, mas o caso ocorre em meio a uma onda de ataques antissemitas nos últimos anos.

Espera-se que o suspeito responda por incêndio criminoso, segundo Charles Felton, chefe de investigações da Divisão de Incêndios Criminosos do Corpo de Bombeiros de Jackson.

O suspeito, que não foi identificado, foi encontrado em um hospital local com queimaduras. Ele não corre risco de vida e, assim que receber alta, deve ser entregue à custódia do FBI, que também deve apresentar acusações, disse Felton.

 “O Corpo de Bombeiros de Jackson respondeu rapidamente, conteve as chamas e extinguiu o fogo”, afirmou o prefeito de Jackson, John Horhn.

Chamas foram vistas saindo pelas janelas do prédio e todas as portas estavam trancadas quando os bombeiros chegaram ao local, informou o Corpo de Bombeiros de Jackson em comunicado.

O FBI está trabalhando com autoridades policiais locais na investigação, informou à CNN o escritório da agência em Jackson.

Crimes de ódio são “a mais alta prioridade do programa de direitos civis do FBI, devido ao impacto devastador que têm sobre famílias e comunidades”, segundo a agência.

Esta não é a primeira vez que a sinagoga é incendiada. Em 18 de setembro de 1967, o templo da Beth Israel foi alvo de um atentado a bomba cometido por membros locais da Ku Klux Klan, em parte por causa do trabalho da congregação no movimento pelos direitos civis, de acordo com o site da sinagoga.

A congregação pretende reconstruir sua “instituição querida”, disse Zach Shemper, presidente da congregação.

“Somos um povo resiliente. Com o apoio da comunidade, vamos reconstruir. A Congregação Beth Israel tem sido o lar espiritual judaico em Jackson, Mississippi, há mais de 160 anos”, afirmou Shemper em comunicado à CNN.

A congregação ainda está avaliando os danos, mas continuará com os cultos e outros programas. Além disso, várias igrejas locais ofereceram à Beth Israel o uso de seus prédios durante a reconstrução, disse Shemper.

Zach Shemper, presidente da congregação Beth Israel entra em sinagoga após incêndio • Allen Siegler/AP via CNN Newsource

Os investigadores determinaram que o incêndio começou na biblioteca da sinagoga, que sofreu danos extensos, e se espalhou em direção ao santuário, disse Felton. Ele acrescentou que há danos causados pela fumaça em todo o edifício, o que significa que a congregação não poderá retornar por algum tempo.

Vários rolos da Torá foram destruídos, segundo o Comitê Judaico Americano, que condenou o incidente como um “ato de ódio”.

Há danos “significativos” à biblioteca e aos escritórios do templo, além de fumaça e cinzas por todo o prédio, disse Michele Schipper, ex-presidente da Beth Israel.

Ela acrescentou que a congregação tem recebido “apoio extraordinário da comunidade”.

“Estamos todos devastados, mas prontos para reconstruir e, com o apoio e a mobilização da nossa comunidade, continuaremos a ser uma comunidade judaica vibrante em Jackson, Mississippi”, disse Schipper.

O Goldring/Woldenberg Institute of Southern Jewish Life, uma organização sem fins lucrativos que oferece serviços, educação e programação para apoiar, conectar e celebrar a vida judaica no Sul dos EUA, tem sede na Beth Israel, e muitos de seus funcionários são membros da congregação.

“Como a única sinagoga de Jackson, a Beth Israel é uma instituição querida, e é a união de nossos vizinhos e da comunidade ampliada que nos fará superar este momento”, afirmou o instituto em comunicado.

Nos Estados Unidos, incidentes antissemitas vêm aumentando há vários anos, com dados da Liga Antidifamação (ADL) mostrando que o número em 2024 atingiu o nível mais alto desde que a organização começou a monitorar esses casos, em 1979. Segundo o FBI, que aplica as leis federais sobre crimes de ódio e coleta estatísticas sobre atos de violência, as ameaças contra judeus nos EUA superam amplamente as dirigidas a qualquer outro grupo religioso.

“Atos de antissemitismo, racismo e ódio religioso são ataques a Jackson como um todo e serão tratados como atos de terror contra a segurança dos moradores e a liberdade de culto”, disse Horhn. “Atacar pessoas por causa de sua fé, raça, etnia ou orientação sexual é moralmente errado, antiamericano e completamente incompatível com os valores desta cidade.”

Carole Zawatsky, CEO do The Tree of Life, a sinagoga de Pittsburgh que em 2018 sofreu o ataque mais letal já registrado contra judeus nos EUA, classificou o ataque à Beth Israel como “horrível”.

“Lamentamos a destruição e a perda de segurança e proteção que vêm na esteira de tamanha violência”, disse ela. “O incêndio intencional de uma casa de culto judaica — especialmente uma com uma história tão marcante — causa medo e evoca o espectro do antissemitismo e do ódio.”

O incêndio não foi apenas um ataque a um prédio, disse Jim Berk, CEO do Centro Simon Wiesenthal, em Los Angeles.

“Foi um ataque ao coração da vida judaica no Sul e a um legado moldado em parceria”, afirmou Berk. “Uma casa de culto deve ser um santuário, não uma cena de crime. Quando o antissemitismo ataca, ele rasga o tecido da vida americana, ferindo não apenas os judeus, mas todos os que acreditam na liberdade de fé. A solidariedade demonstrada entre religiões e comunidades é um lembrete de que nossa força está em permanecermos unidos contra o preconceito e a violência.”

Fonte: CNN BRASIL

Salvamar registra quase 80 resgates por afogamento nas praias de Salvador em 2026.

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A Coordenadoria de Salvamento Marítimo (Salvamar), órgão ligado à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), acendeu o alerta para o aumento expressivo de ocorrências nas praias de Salvador neste início de ano. De acordo com o balanço divulgado pelo órgão, quase 80 casos de resgate por afogamento já foram contabilizados apenas nos primeiros dias de 2026, evidenciando um cenário preocupante em meio ao intenso fluxo de banhistas durante o verão.

Os números chamam atenção logo na primeira semana do ano. Entre os dias 1º e 4 de janeiro, a Salvamar registrou 57 ocorrências de afogamento nas praias da capital baiana. No mesmo período, 24 pessoas foram dadas como perdidas, a maioria crianças, que se afastaram de seus responsáveis em áreas de grande concentração de público.

Já entre a última segunda-feira (5) e a sexta-feira (9), mais 20 casos de afogamento foram atendidos pelas equipes de salva-vidas, reforçando a necessidade de atenção redobrada por parte dos frequentadores do litoral. As ocorrências se concentraram, principalmente, em trechos conhecidos pela presença de correntezas e pela formação de valas, fatores que aumentam o risco mesmo para banhistas experientes.

Segundo a Salvamar, o aumento no número de atendimentos está diretamente relacionado à alta ocupação das praias, impulsionada pelo período de férias, pelo calor intenso e pelas condições do mar, que variam ao longo do dia. A coordenadoria ressalta que muitos dos resgates envolvem pessoas que desrespeitam as orientações dos salva-vidas ou ignoram a sinalização de risco instalada ao longo da orla.

Diante do cenário, a Semop reforça o apelo para que a população adote medidas de segurança básicas, como evitar o banho de mar em áreas sinalizadas com bandeiras vermelhas, não entrar na água após o consumo de bebida alcoólica e manter atenção constante com crianças e idosos. A recomendação é sempre procurar locais próximos aos postos de salva-vidas, onde o monitoramento é contínuo.

A Salvamar destaca ainda que as equipes seguem atuando em regime intensificado durante todo o verão, com reforço no efetivo e ações educativas junto aos banhistas. A expectativa do órgão é reduzir o número de ocorrências por meio da conscientização e do respeito às normas de segurança, preservando vidas e garantindo um verão mais seguro nas praias de Salvador.

 

Fonte: Portal Notícias Bahia