sábado, abril 11, 2026
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Morre Manoel Carlos, um dos principais autores de novela brasileira

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Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, Manoel Carlos, responsável por novelas clássicas brasileiras como Páginas da Vida, Por Amor, entre outras.

A produtora Boa Palavra, que tem os direitos autorais de Carlos, soltou um comunicado ontem, no qual confirmou a morte:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”.

Manoel Carlos, nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, começou sua carreira em 1950, no teatro, como ator. Mas já em 1952 lançou sua primeira novela, Helena, na TV Paulista, emissora que mais tarde se tornaria a TV Globo. Também passou pela TV Tupi, Record, Manchete, Band, com novelas, minisséries, direção de programas etc.

Mas foi mesmo com seus folhetins na Globo que Maneco ganhou reconhecimento nacional. Sua primeira novela no canal foi Maria, Maria, em 1978, na faixa das 18h. Em 1980, entrou para o horário das 20h, considerado nobre, e foi coautor de Água Viva ao lado de Gilberto Braga. Foi um grande sucesso para o canal. Outros êxitos históricos surgiram em 1981 e 1982, com Baila Comigo e Sol de Verão, respectivamente.

O bom relacionamento de Maneco com a Globo gerou mais novelas de sucesso como Felicidade (1991 a 1992), Por Amor (1997 a 1998), Laços de Família (2000 a 2001), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006 a 2007), Viver a Vida (2009-2010) e foi até 2014, com se último folhetim, Em Família.

Manoel Caros também foi muito bem-sucedido em séries e teve alguns hits importantes como a altamente elogiada Malu Mulher, entre 1979 e 1980. Em 2001, escreveu Presença de Anita e em 2009 foi a vez de Maysa: Quando Fala o Coração.

Com suas protagonistas chamadas de Helena, histórias de família e mulheres fortes, Maneco, apesar de ser paulistano, usou muito bem o Rio de Janeiro como cenário e, com tudo isso, deixa uma marca eterna na TV brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Globo de Ouro 2026: “O Estúdio” ganha como Melhor Série de Comédia

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“O Estúdio” venceu o Globo de Ouro na categoria de Melhor Série de Comédia na noite deste domingo (11). A cerimônia acontece no hotel The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A série desbancou “Abbott Elementary”, “O Urso”, “Hacks”, “Ninguém Quer” e “Only Murders in the Building”.

A série também ganhou recentemente o Critics Choice Awards 2026 na mesma categoria por sua primeira temporada.

“O Estúdio” é uma produção do serviço de streaming Apple TV+ e chegou a quebrar recordes no Emmy 2025 ao se tornar a série de comédia mais premiada em uma única edição do evento na história.

A produção é estrelada por Seth Rogen (“Superbad: É Hoje” e “Vizinhos”), que também é responsável pelo roteiro e direção da série.

A trama gira em torno de Matt Remick (Rogen) se torna o novo chefe do desorganizado Continental Studios. Em meio a filmes em dificuldades e uma equipe de executivos em constante conflito, Matt lida com artistas egoístas e líderes corporativos ambiciosos, enquanto tenta alcançar o sucesso.

Entre eventos, escolhas de elenco e reuniões, cada situação oferece uma chance de sucesso ou um risco de desastre que pode destruir sua carreira. Embora esse seja o emprego que sempre sonhou, ele também pode ser a sua queda.

“O Estúdio” já está renovada para a segunda temporada.

Veja a lista completa de vencedores do Globo de Ouro 2026.

Fonte: CNN BRASIL

“É um grande momento”, diz Kleber Mendonça Filho ao receber Globo de Ouro

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“O Agente Secreto” fez história ao ganhar o primeiro prêmio da categoria Melhor Filme de Língua Não Inglesa 27 anos após conquista de “Central do Brasil”.

“Eu adoraria dizer muito obrigado à Vitrine Filmes no Brasil que fez com que ‘O Agente Secreto’ virasse um sucesso. Agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso. Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu tenho a grande honra de estar nesse grupo de língua não inglesa. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, disse Kleber Mendonça em discurso.

*Matéria em atualização



Fonte: CNN BRASIL

Marcos Antônio não se opõe ao Fla, mas São Paulo faz jogo duro por volante

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(UOL/FOLHAPRESS) – Marcos Antônio não se opõe a uma ida ao Flamengo, que avalia se enviará uma proposta ao São Paulo.

JOGO DURO

O clube rubro-negro fez um contato com intermediários do volante, que deu ‘sinal verde’ para o início de uma negociação.

O São Paulo, em contrapartida, tem mantido o discurso: não venderá Marcos Antônio. À reportagem, a palavra é que só uma proposta bem acima do seu valor de mercado poderia fazer o clube mudar de ideia.

Como o UOL revelou, José Boto chegou a fazer um contato com Rui Costa nos últimos dias. O executivo tricolor fechou a porta inicialmente para um negócio.

DESDE 2024

Marcos Antônio é desejo antigo do Flamengo, tendo sido disputado pelo clube em meio à sua vinda ao Morumbis, no meio de 2024. À época, o Tricolor ganhou a queda de braço pela contratação do meio-campista por empréstimo.

O atleta, aliás, será adquirido em definitivo pelo clube paulista neste meio de ano, já que bateu as metas de compra obrigatória presentes em seu contrato. Por causa disso, o Flamengo precisa do ‘ok’ do São Paulo para avançar pela operação.

No ano passado, Marcos Antônio foi um dos principais jogadores no Morumbis e é considerado pilar absoluto do elenco de Hernán Crespo. Em crise financeira, o São Paulo precisa de dinheiro em caixa na busca por superávits, mas promete jogo duro pelo meio-campista.

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Trindade-GO na estreia da Copinha, o Corinthians voltou a campo para encarar o Luverdense-MT, mas acabou apenas empatando por 0 a 0, ficando na vice-liderança do Grupo 8, com quatro pontos

Estadao Conteudo | 10:00 – 09/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Bispo Bruno Leonardo doa R$100 mil para tratamento de criança com distrofia muscular e comove internautas.

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Um gesto de solidariedade do bispo Bruno Leonardo ganhou grande repercussão nas redes sociais na última sexta-feira (9). O líder religioso anunciou a doação de R$100 mil para ajudar no tratamento de Gabriel, criança moradora de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, diagnosticada com distrofia muscular, doença rara e progressiva que compromete a força e a mobilidade dos músculos.

A iniciativa foi compartilhada pelo próprio bispo em seus perfis oficiais, onde destacou a importância do amor ao próximo como princípio fundamental da fé cristã. “Existem pedidos que não se analisam, se atendem. O pedido de uma criança é um deles. Amar a Deus é amar o próximo”, declarou Bruno Leonardo, em uma fala que emocionou milhares de seguidores e foi amplamente compartilhada.

A doação foi anunciada durante uma chamada de vídeo realizada entre o bispo e a mãe de Gabriel, Ivana Araújo. Visivelmente emocionada, ela agradeceu o apoio recebido e ressaltou que a ajuda chega em um momento decisivo para a continuidade do tratamento do filho. O encontro virtual foi acompanhado por fiéis e internautas, que se manifestaram com mensagens de apoio, fé e reconhecimento pela atitude do líder religioso.

Gabriel enfrenta uma rotina intensa de cuidados médicos. Além das terapias contínuas, parte do tratamento é realizada em São Paulo, o que eleva significativamente os custos, incluindo despesas com passagens, hospedagem, medicamentos de alto custo e acompanhamento especializado. Antes da doação, a família já contava com o apoio da imprensa local e com campanhas solidárias promovidas por moradores de Santo Antônio de Jesus, que se mobilizaram para arrecadar recursos.

A repercussão do gesto foi imediata. Comentários nas redes sociais elogiaram a sensibilidade e o compromisso social do bispo, destacando o impacto concreto da doação na vida da criança e de sua família. Para muitos internautas, a atitude reforça o papel social das lideranças religiosas para além dos templos, alcançando ações práticas de solidariedade e empatia.

No último domingo (11), Bruno Leonardo esteve em Salvador, onde conduziu o evento religioso “A Visita do Profeta”, reunindo milhares de fiéis. Durante a passagem pela capital baiana, o bispo voltou a defender a importância de ações solidárias e do cuidado com os mais vulneráveis, ressaltando que a fé deve ser acompanhada por atitudes que transformem realidades.

Com a doação, a família de Gabriel ganha fôlego para dar continuidade ao tratamento e manter a esperança de melhores condições de vida para o garoto. O caso segue mobilizando a comunidade e reforça como gestos individuais podem gerar grandes impactos coletivos.

 

Fonte: Portal Notícias Bahia

Trump publica imagem dizendo que é o “presidente interino da Venezuela”

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social, na noite deste domingo (11), uma imagem de seu perfil na Wikipedia dizendo que é o “presidente interino da Venezuela” desde janeiro de 2026.

Na madrugada de 3 de janeiro, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.

Na última sexta-feira (9), Trump disse que vê a Venezuela e sua presidente interina, Delcy Rodriguez, como aliados “neste momento”, e alertou que sua administração não quer a Rússia ou a China na região.

“No momento, eles parecem ser um aliado. E acho que continuará sendo um aliado e não queremos que a Rússia esteja lá. Não queremos que a China esteja lá”, afirmou o presidente.

Pressionado por repórteres sobre se se encontrará com Rodriguez ou outros líderes na Venezuela, Trump destacou que gostaria de se reunir em breve com representantes do país.

“Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”, comentou o republicano.

*Publicado por Douglas Porto

Fonte: CNN BRASIL

Editoras independentes transformam mercado e aproximam público

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Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.

Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.

Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.

“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.

O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.

Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.

Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.

Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.

Debates independentes

As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de “um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados”.

“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.

Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.

Editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

 

“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.

Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.

“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.

Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.

“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”

Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.

“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.

Desafio nas vendas

Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.

“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.

 

Diretora editorial e sócia da editora da Ubu, Florencia Ferrari Foto: Victor Caiano/Divulgação

A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.

“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”

Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.

Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.

“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.

Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de “fundo” ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.

Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar “estratégias de guerrilha”.

“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.

“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta. 

As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.

Promoção de cultura e incentivos

A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.

A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.

“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”

Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.

“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”

Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.

“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.

Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.

Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.

Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.

“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.

Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.

“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.

Fonte: Agência Brasil

Saiba por que Jateí é a melhor cidade para se viver no Brasil

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A melhor cidade para se viver no Brasil foge dos estereótipos urbanos. Não é capital, não possui arranha-céus, não concentra milhões de moradores, nem convive com trânsito intenso em largas avenidas. Um levantamento exclusivo da Gazeta do Povo cruzou dados oficiais de todos os municípios brasileiros para identificar onde a qualidade de vida se destaca.

Evidente que o tamanho da cidade influencia diretamente nos índices alcançados, pois a gestão dos problemas é bastante distinta de uma metrópole. Jateí, no interior de Mato Grosso do Sul, liderou o Ranking das Cidades elaborado pela Gazeta do Povo, após a análise de 27 indicadores, ajustados ao porte populacional das 5.570 cidades do país. Segurança pública, educação, infraestrutura, economia, arborização, saúde fiscal, cultura e qualidade urbana compõem a metodologia que foi condensada em uma nota final, variável de 0 a 10.

A nota final de Jateí chegou a 8,72. O desempenho colocou o município sul-mato-grossense no topo nacional como melhor cidade para se viver, com ampla vantagem sobre centros urbanos maiores.

A reportagem da Gazeta do Povo procurou os moradores de Jateí para registrar o que há de especial nesta cidade em que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os nomes mais populares são tão comuns e símbolos de brasilidade, José e Maria, e o sobrenome que mais se repete é Silva. Criado há cerca de 60 anos, a cidade fica a 265 quilômetros da capital Campo Grande.

Moradores destacam a segurança pública na melhor cidade para viver no Brasil

O Ranking das Cidades da Gazeta do Povo evidencia que Jateí não tem homicídios. A cidade também tem como característica a inexistência de moradores em situação de rua e baixos índices de acidentes. Internações ligadas ao uso de drogas aparecem em patamar reduzido.

A servidora pública Gleici Mara Silva mora na cidade sul-mato-grossense há três anos. Ela fixou residência no município após aprovação em um concurso público. O marido adquiriu propriedade rural no local.

“Eu me sinto em um condomínio fechado. Quando a gente entra no portal da cidade já sente a tranquilidade, a segurança”, diz ela. Antes, a servidora pública vivia em Fátima do Sul, no sudoeste do Mato Grosso do Sul. Ela afirma que a rotina mudou bastante.

“A minha filha pode praticar corrida nas ruas da cidade com tranquilidade, porque aqui é seguro. Se aparece alguém estranho, a Polícia Militar já aborda”. Ela reforça a percepção de segurança cotidiana. “A gente dorme com a porta encostada, o carro pode ficar aberto na rua”.

O comerciante Diogo Araújo mantém um posto de combustíveis na cidade há 15 anos. “Nunca registramos um furto no estabelecimento. A presença do policiamento é constante. É uma cidade única”, afirma.

Infraestrutura sustenta a qualidade de vida

De acordo com o levantamento da Gazeta do Povo, a infraestrutura urbana é destaque na melhor cidade para viver no Brasil: quase a totalidade das ruas é pavimentadas. Jateí mantém iluminação pública eficiente e coleta regular de lixo em todos os bairros.

“Há uma unidade prisional feminina aqui na cidade e as detentas trabalham na limpeza pública”, informa Gleici Mara Silva. Também servidora pública, Márcia Gandine mora há 46 anos na cidade e evidencia a estrutura de saúde. “Em cada uma das quatro unidades básicas de saúde trabalham quatro médicos. No hospital da cidade são vários outros. É difícil encontrar essa estrutura em uma cidade pequena”.

O comerciante Diego Araújo recorda que Jateí mantém a tradição dos pequenos municípios, de conversas nas calçadas e brincadeiras nas praças. “Aqui é tudo muito bem arborizado. As crianças podem brincar nas calçadas, na sombra. As ruas são 100% asfaltadas e toda iluminação é em LED. Não há problema em ficar nas ruas até tarde”, diz.

O nome da cidade veio de uma resposta espontânea: “Esqueci o machado lá no Jateí”, uma variação de jataí (abelha silvestre). (Foto: Roberti Dias/Prefeitura de Jateí)

Economia rural e produção suína impulsionam desenvolvimento de Jateí

Na economia, os números de Jateí chamam atenção. O salário médio chega a R$ 3.679. O valor supera a média nacional, de R$ 3.477 registrado no segundo semestre de 2025, de acordo com o IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB) per capita alcança R$ 119.162,85.

A suinocultura impulsiona esse resultado e sustenta a base econômica local. Segundo a prefeitura de Jateí, o município abastece parte significativa do abate diário da indústria Seara Alimentos.

O produtor rural Ademar Caetano vive no município desde 1991 e trabalha com a criação de porcos. “Em média são 8 mil porcos abatidos por dia na Seara. Pelo menos 40% desse total é criação de Jateí”, calcula.

A cadeia produtiva envolve várias etapas. “São muitas granjas em Jateí. Tem as que fazem a maternidade, o desmame, a creche, a engorda e por fim o abate. Há uma expectativa grande de crescimento, porque encontramos um nicho que deu certo para fazer crescer a nossa produção rural”. De acordo com a Secretaria de Agricultura de Jateí, o município registrou abate de 254 mil suínos em 2025.

Com emancipação em 1947, Jateí construiu sua força econômica na agricultura e na pecuária. Entre as décadas de 1970 e 1980, algodão, café e mandioca lideraram as lavouras, mas o milho e a soja ganharam espaço e se tornaram as maiores culturas locais.

Em 2025, de acordo com a Secretaria da Agricultura do município, a estimativa da produção de soja era alcançar 151 milhões de toneladas e a de milho 134 milhões de toneladas. Os números finais ainda estão em levantamento.

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Jateí é o segundo menor município de Mato Grosso do Sul em população. Apenas 47 habitantes o separam de Figueirão, o menos populoso do estado. A área territorial soma 1.933,316 quilômetros quadrados. A densidade demográfica chega a 1,85 habitante por quilômetro quadrado.

O povoamento começou em 1943, com a Colônia Agrícola Nacional de Dourados, durante o governo de Getúlio Vargas. O município foi criado pela Lei nº 1950, de 11 de novembro de 1963.

O nome Jateí deriva de uma variação de jataí, espécie de abelha silvestre. Relatos históricos associam o nome a um episódio envolvendo um machado esquecido em área de mata, de um pai explicando ao filho que havia esquecido a ferramenta, fugindo de um enxame, que teria dito: “esqueci lá no jateí”.

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Tradição religiosa atrai multidões com fogueira gigante

Um dos fundadores da cidade, Pedro Neres chegou às terras de Jateí em 1946, com uma imagem de São Pedro. A primeira capela surgiu em homenagem ao santo e a devoção se mantém. A matriz da cidade é dedicada ao apóstolo pescador.

A professora aposentada Ilda Lopes relembra as primeiras celebrações com a fogueira junina naquela que se tornou a melhor cidade para se viver no Brasil. “Nasci conhecendo a tradição da fogueira em honra a São Pedro. Meus pais ajudavam nas primeiras fogueiras, que se acendiam para rezar o terço. Em 1976, o professor Manoel Sanches Rodrigues e seus alunos começaram o projeto de uma fogueira maior, que já nessa época foi de seis metros”, conta.

Em 2002, a fogueira entrou para o livro dos recordes mundiais, de acordo com a prefeitura. Nas últimas edições da festa, a fogueira chegou a cerca de 60 metros de altura. Em 2022, a festa reuniu mais de 120 mil pessoas.

O que começou em 1946 com uma pequena imagem e um terço rezado em família, hoje alcança os 60 metros de altura. A fogueira de Jateí (MS), que já figurou no Guinness, leva um mês para ser montada com madeira de reflorestamento e estrutura hidráulica.Fogueira de Jateí (MS) leva um mês para ser montada, com madeira de reflorestamento e estrutura hidráulica. (Foto: Gabriel Rezende/Prefeitura de Jateí)

Segundo a prefeitura de Jateí, a construção da fogueira leva cerca de um mês, utiliza madeira de reflorestamento e segue normas técnicas de segurança. A base começa com oito metros de largura. Nos últimos lances, a estrutura se fecha com dois metros.

No topo, feixes de bambu formam uma espécie de pavio. Um mastro final sustenta a bandeira do município. Para viabilizar a montagem, uma estrutura hidráulica funciona como elevador e cabos de aço sustentam toda a fogueira. A Festa da Fogueira ocorre na semana que abrange o dia 29 de junho.

Fonte: Gazeta do Povo

Powell diz ser investigado por não ceder ao governo Trump sobre juros

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O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, disse, neste domingo (11), que está sendo investigado por procuradores federais por não ceder a pressão do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para abaixar a taxa de juros do país.

A justificativa oficial dos oficiais para a investigação é a reforma de US$ 2,5 bilhões da sede do FED, em Washington.

“A ameaça de acusações criminais é uma consequência do Federal Reserve definir as taxas de juros com base em nossa melhor avaliação do que servirá ao público, em vez de seguir as preferências do presidente”, disse Powell.

Trump e seus aliados criticaram Powell repetidamente ao longo do último ano por não reduzir as taxas de juros conforme a vontade do presidente.

O Fed reduziu as taxas três vezes consecutivas no segundo semestre do ano passado, embora autoridades tenham afirmado recentemente que é improvável que as reduzam novamente por um tempo.

“Tenho profundo respeito pelo Estado de Direito e pela responsabilidade em nossa democracia. Ninguém — certamente não o presidente do Federal Reserve — está acima da lei. Mas essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças e da pressão contínua do governo”, prosseguiu o presidente do FED.

Powell ainda disse que serviu em quatro governos, tanto de democratas, quanto de republicanos, e em “todos os casos, desempenhei minhas funções sem medo ou favorecimento político, concentrando-me exclusivamente em nosso mandato de estabilidade de preços e pleno emprego”.

“O serviço público às vezes exige firmeza diante de ameaças. Continuarei a fazer o trabalho para o qual o Senado me confirmou, com integridade e compromisso em servir ao povo americano”, finalizou.

*Publicado por Douglas Porto

Fonte: CNN BRASIL

RB Bragantino consegue gol no fim e bate Noroeste na estreia do Paulistão

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Noroeste e RB Bragantino se enfrentaram na noite deste domingo (11), no estádio Alfredo de Castilho, em Bauru, pela rodada de abertura do Campeonato Paulista de 2026. Em uma partida equilibrada e de poucas oportunidades claras, o Bragantino foi mais eficiente no fim e venceu por 1 a 0, com gol marcado já na reta final do segundo tempo.

Com o resultado, o time de Bragança Paulista inicia o estadual com três pontos e larga entre os líderes da competição. O Noroeste, por sua vez, permanece zerado após a estreia e deixa o campo com a frustração de sofrer o gol quando o empate parecia encaminhado.

O primeiro tempo teve domínio territorial do Red Bull Bragantino, que controlou a posse e tentou impor seu ritmo, mas encontrou dificuldades para romper a marcação adversária. A melhor chegada do time visitante veio aos 15 minutos, quando Eduardo Sasha subiu para cabecear após cruzamento, mas Luiz Daniel fez a defesa sem dar rebote.

O Noroeste respondeu três minutos depois, em finalização de Pedro Felipe por cima do travessão. A partida seguiu concentrada no meio-campo, com muitas divididas e interrupções.

Na volta do intervalo, o cenário pouco mudou. O time de Bragança manteve maior presença ofensiva, mas continuou esbarrando na organização defensiva do Noroeste. O jogo seguiu travado, com raras infiltrações e prevalência dos sistemas defensivos.

A reta final teve leve crescimento do time visitante.Quando o empate parecia consolidado, o Bragantino encontrou o caminho do gol aos 41 minutos. Fabinho Capixaba recebeu pela esquerda e fez o cruzamento rasteiro para dentro da área. Jhon Jhon apareceu livre entre os zagueiros e, com um toque simples, empurrou para o fundo das redes, quebrando o equilíbrio da partida e garantindo a vitória visitante em Bauru.

As equipes voltam a campo na próxima quinta-feira. O Noroeste visita o Botafogo-SP às 19h, no estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto. Pouco depois, às 19h30, o Red Bull Bragantino recebe o Corinthians, em Bragança Paulista, pela segunda rodada do Paulistão.

Fonte: CNN BRASIL