sábado, abril 11, 2026
spot_img
Home Blog Page 1461

Wagner Moura recebe beijo de Julia Roberts ao ganhar prêmio de Melhor Ator

0

A atriz Julia Roberts, 58, celebrou a vitória de Wagner Moura, 49, no Globo de Ouro e deu um beijo no rosto do ator enquanto ele estava a caminho do palco. A premiação aconteceu neste domingo (11).

O baiano venceu a categoria de Melhor Ator em Filme de Drama, superando nomes como Joel Edgerton (“Trem dos Sonhos”), Oscar Isaac (“Frankenstein”), Dwayne Johnson (“Coração de Lutador: The Smashing Machine”), Micheal B. Jordan (“Pecadores”) e Jeremy Allen White (“Springsteen: Deliver From Nowhere”).

Wagner Moura também foi cumprimentado pelo ator Adam Sandler, que lhe deu um abraço. Veja o momento no vídeo abaixo:

A vitória no Globo de Ouro de fortalece a temporada de Moura e ajuda a campanha ao Oscar. No ano passado, a atriz brasileira Fernanda Torres ganhou o prêmio Melhor Atriz por “Ainda Estou Aqui”. Algumas semanas depois, ela foi indicada ao prêmio mais desejado do cinema.

Sobre o que fala “O Agente Secreto”?

Ambientado no Recife de 1977, o título é um thriller político, que acompanha Marcelo, um professor que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.



Fonte: CNN BRASIL

a melhor cidade do Brasil para se viver

0

Uma análise de dados oficiais de 5.570 municípios revelou Jateí, no Mato Grosso do Sul, como a melhor cidade para se viver no Brasil. O município se destaca por seus altos índices em segurança, infraestrutura e economia, superando grandes centros urbanos no ranking nacional de qualidade de vida.

Por que Jateí foi considerada a melhor cidade do país?

A cidade obteve a nota 8,72 em um ranking que analisou 27 indicadores, como segurança, educação, infraestrutura e economia. O bom desempenho em múltiplas áreas, ajustado ao seu porte populacional, a colocou no topo da lista. É um exemplo de que qualidade de vida não depende de ser uma grande metrópole.

Como é a segurança pública na cidade?

Com taxa zero de homicídios, Jateí é descrita por moradores como um “condomínio fechado”. A tranquilidade é tanta que é comum ver portas destrancadas e carros abertos nas ruas. A cidade não registra moradores em situação de rua e possui baixos índices de acidentes e de internações ligadas ao uso de drogas.

O que move a economia de um município tão pequeno?

A economia é fortemente impulsionada pelo agronegócio. A criação de suínos é o carro-chefe, abastecendo grande parte da produção de uma importante indústria de alimentos. Isso garante um Produto Interno Bruto (PIB) per capita — a riqueza gerada dividida pelo número de habitantes — de R$ 119 mil, muito acima da média nacional. O salário médio também supera a média do país.

E a infraestrutura acompanha esse desenvolvimento?

Sim. Quase 100% das ruas da cidade são asfaltadas e a iluminação pública é toda em LED. A coleta de lixo é regular e a estrutura de saúde é considerada excelente para o porte do município, com médicos disponíveis nas unidades básicas. A arborização e a conservação das praças também são pontos destacados pelos moradores.

A cidade tem alguma tradição cultural marcante?

Jateí é famosa por sua Festa da Fogueira em homenagem a São Pedro, padroeiro da cidade. O evento atrai multidões com uma fogueira que pode chegar a 60 metros de altura, uma das maiores do mundo. A festa, que ocorre em junho, movimenta o turismo e reforça a identidade cultural e religiosa do município.

Este conteúdo foi gerado com inteligência artificial. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema consulte a reportagem a seguir.

VEJA TAMBÉM:

  • O que faz desta cidade a melhor para se viver no Brasil

Fonte: Gazeta do Povo

Globo de Ouro: web celebra vitórias de “O Agente Secreto” e de Wagner Moura

0

“O Agente Secreto” venceu o Globo de Ouro 2026 na categoria Melhor Filme de Língua Não Inglesa e Wagner Moura, estrela do filme, levou o prêmio de Melhor Ator. A cerimônia aconteceu neste domingo (11) em Beverly Hills, na Califórnia, nos Estados Unidos.

Na web, internautas celebraram as vitórias do filme dirigido por Kleber Mendonça Filho. Uma pessoa brincou que deseja tatuar o momento em que o longa ganhou como Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. Outra comentou sobre o orgulho da produção brasileira.

Veja as reações nas redes sociais:

O Globo de Ouro é considerado um “termômetro” para o Oscar. O filme brasileiro está cotado para as principais categorias da maior premiação do cinema.

Sobre o que fala “O Agente Secreto”?

Ambientado no Recife de 1977, o título é um thriller político, que acompanha Marcelo, um professor que foge de um passado misterioso e volta ao Recife em busca de paz, mas logo percebe que a cidade está longe de ser o refúgio que procura.

A produção é estrelada por Wagner Moura (“Tropa de Elite”), Maria Fernanda Cândido (“Terra Nostra”), Gabriel Leone (“Dom”), Isabél Zuaa (“O Nó do Diabo”), Alice Carvalho (“Cangaço Novo”) e mais.



Fonte: CNN BRASIL

Morre Manoel Carlos, um dos principais autores de novela brasileira

0

Morreu neste sábado (10), aos 92 anos, Manoel Carlos, responsável por novelas clássicas brasileiras como Páginas da Vida, Por Amor, entre outras.

A produtora Boa Palavra, que tem os direitos autorais de Carlos, soltou um comunicado ontem, no qual confirmou a morte:

“É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, carinhosamente conhecido como Maneco, ocorrido hoje, aos 92 anos”.

Manoel Carlos, nascido em 14 de março de 1933 em São Paulo, começou sua carreira em 1950, no teatro, como ator. Mas já em 1952 lançou sua primeira novela, Helena, na TV Paulista, emissora que mais tarde se tornaria a TV Globo. Também passou pela TV Tupi, Record, Manchete, Band, com novelas, minisséries, direção de programas etc.

Mas foi mesmo com seus folhetins na Globo que Maneco ganhou reconhecimento nacional. Sua primeira novela no canal foi Maria, Maria, em 1978, na faixa das 18h. Em 1980, entrou para o horário das 20h, considerado nobre, e foi coautor de Água Viva ao lado de Gilberto Braga. Foi um grande sucesso para o canal. Outros êxitos históricos surgiram em 1981 e 1982, com Baila Comigo e Sol de Verão, respectivamente.

O bom relacionamento de Maneco com a Globo gerou mais novelas de sucesso como Felicidade (1991 a 1992), Por Amor (1997 a 1998), Laços de Família (2000 a 2001), Mulheres Apaixonadas (2003), Páginas da Vida (2006 a 2007), Viver a Vida (2009-2010) e foi até 2014, com se último folhetim, Em Família.

Manoel Caros também foi muito bem-sucedido em séries e teve alguns hits importantes como a altamente elogiada Malu Mulher, entre 1979 e 1980. Em 2001, escreveu Presença de Anita e em 2009 foi a vez de Maysa: Quando Fala o Coração.

Com suas protagonistas chamadas de Helena, histórias de família e mulheres fortes, Maneco, apesar de ser paulistano, usou muito bem o Rio de Janeiro como cenário e, com tudo isso, deixa uma marca eterna na TV brasileira.

Fonte: Agência Brasil

Globo de Ouro 2026: “O Estúdio” ganha como Melhor Série de Comédia

0

“O Estúdio” venceu o Globo de Ouro na categoria de Melhor Série de Comédia na noite deste domingo (11). A cerimônia acontece no hotel The Beverly Hilton, em Los Angeles, nos Estados Unidos.

A série desbancou “Abbott Elementary”, “O Urso”, “Hacks”, “Ninguém Quer” e “Only Murders in the Building”.

A série também ganhou recentemente o Critics Choice Awards 2026 na mesma categoria por sua primeira temporada.

“O Estúdio” é uma produção do serviço de streaming Apple TV+ e chegou a quebrar recordes no Emmy 2025 ao se tornar a série de comédia mais premiada em uma única edição do evento na história.

A produção é estrelada por Seth Rogen (“Superbad: É Hoje” e “Vizinhos”), que também é responsável pelo roteiro e direção da série.

A trama gira em torno de Matt Remick (Rogen) se torna o novo chefe do desorganizado Continental Studios. Em meio a filmes em dificuldades e uma equipe de executivos em constante conflito, Matt lida com artistas egoístas e líderes corporativos ambiciosos, enquanto tenta alcançar o sucesso.

Entre eventos, escolhas de elenco e reuniões, cada situação oferece uma chance de sucesso ou um risco de desastre que pode destruir sua carreira. Embora esse seja o emprego que sempre sonhou, ele também pode ser a sua queda.

“O Estúdio” já está renovada para a segunda temporada.

Veja a lista completa de vencedores do Globo de Ouro 2026.

Fonte: CNN BRASIL

“É um grande momento”, diz Kleber Mendonça Filho ao receber Globo de Ouro

0

“O Agente Secreto” fez história ao ganhar o primeiro prêmio da categoria Melhor Filme de Língua Não Inglesa 27 anos após conquista de “Central do Brasil”.

“Eu adoraria dizer muito obrigado à Vitrine Filmes no Brasil que fez com que ‘O Agente Secreto’ virasse um sucesso. Agradecer à nossa equipe e ao elenco maravilhoso. Obrigado, Wagner Moura. As melhores coisas acontecem quando você tem um grande ator e um grande amigo. Eu tenho a grande honra de estar nesse grupo de língua não inglesa. Eu dedico esse filme aos jovens cineastas. Esse é um grande momento”, disse Kleber Mendonça em discurso.

*Matéria em atualização



Fonte: CNN BRASIL

Marcos Antônio não se opõe ao Fla, mas São Paulo faz jogo duro por volante

0

(UOL/FOLHAPRESS) – Marcos Antônio não se opõe a uma ida ao Flamengo, que avalia se enviará uma proposta ao São Paulo.

JOGO DURO

O clube rubro-negro fez um contato com intermediários do volante, que deu ‘sinal verde’ para o início de uma negociação.

O São Paulo, em contrapartida, tem mantido o discurso: não venderá Marcos Antônio. À reportagem, a palavra é que só uma proposta bem acima do seu valor de mercado poderia fazer o clube mudar de ideia.

Como o UOL revelou, José Boto chegou a fazer um contato com Rui Costa nos últimos dias. O executivo tricolor fechou a porta inicialmente para um negócio.

DESDE 2024

Marcos Antônio é desejo antigo do Flamengo, tendo sido disputado pelo clube em meio à sua vinda ao Morumbis, no meio de 2024. À época, o Tricolor ganhou a queda de braço pela contratação do meio-campista por empréstimo.

O atleta, aliás, será adquirido em definitivo pelo clube paulista neste meio de ano, já que bateu as metas de compra obrigatória presentes em seu contrato. Por causa disso, o Flamengo precisa do ‘ok’ do São Paulo para avançar pela operação.

No ano passado, Marcos Antônio foi um dos principais jogadores no Morumbis e é considerado pilar absoluto do elenco de Hernán Crespo. Em crise financeira, o São Paulo precisa de dinheiro em caixa na busca por superávits, mas promete jogo duro pelo meio-campista.

Após a vitória por 1 a 0 sobre o Trindade-GO na estreia da Copinha, o Corinthians voltou a campo para encarar o Luverdense-MT, mas acabou apenas empatando por 0 a 0, ficando na vice-liderança do Grupo 8, com quatro pontos

Estadao Conteudo | 10:00 – 09/01/2026

Fonte: Noticias ao Minuto

Bispo Bruno Leonardo doa R$100 mil para tratamento de criança com distrofia muscular e comove internautas.

0

Um gesto de solidariedade do bispo Bruno Leonardo ganhou grande repercussão nas redes sociais na última sexta-feira (9). O líder religioso anunciou a doação de R$100 mil para ajudar no tratamento de Gabriel, criança moradora de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, diagnosticada com distrofia muscular, doença rara e progressiva que compromete a força e a mobilidade dos músculos.

A iniciativa foi compartilhada pelo próprio bispo em seus perfis oficiais, onde destacou a importância do amor ao próximo como princípio fundamental da fé cristã. “Existem pedidos que não se analisam, se atendem. O pedido de uma criança é um deles. Amar a Deus é amar o próximo”, declarou Bruno Leonardo, em uma fala que emocionou milhares de seguidores e foi amplamente compartilhada.

A doação foi anunciada durante uma chamada de vídeo realizada entre o bispo e a mãe de Gabriel, Ivana Araújo. Visivelmente emocionada, ela agradeceu o apoio recebido e ressaltou que a ajuda chega em um momento decisivo para a continuidade do tratamento do filho. O encontro virtual foi acompanhado por fiéis e internautas, que se manifestaram com mensagens de apoio, fé e reconhecimento pela atitude do líder religioso.

Gabriel enfrenta uma rotina intensa de cuidados médicos. Além das terapias contínuas, parte do tratamento é realizada em São Paulo, o que eleva significativamente os custos, incluindo despesas com passagens, hospedagem, medicamentos de alto custo e acompanhamento especializado. Antes da doação, a família já contava com o apoio da imprensa local e com campanhas solidárias promovidas por moradores de Santo Antônio de Jesus, que se mobilizaram para arrecadar recursos.

A repercussão do gesto foi imediata. Comentários nas redes sociais elogiaram a sensibilidade e o compromisso social do bispo, destacando o impacto concreto da doação na vida da criança e de sua família. Para muitos internautas, a atitude reforça o papel social das lideranças religiosas para além dos templos, alcançando ações práticas de solidariedade e empatia.

No último domingo (11), Bruno Leonardo esteve em Salvador, onde conduziu o evento religioso “A Visita do Profeta”, reunindo milhares de fiéis. Durante a passagem pela capital baiana, o bispo voltou a defender a importância de ações solidárias e do cuidado com os mais vulneráveis, ressaltando que a fé deve ser acompanhada por atitudes que transformem realidades.

Com a doação, a família de Gabriel ganha fôlego para dar continuidade ao tratamento e manter a esperança de melhores condições de vida para o garoto. O caso segue mobilizando a comunidade e reforça como gestos individuais podem gerar grandes impactos coletivos.

 

Fonte: Portal Notícias Bahia

Trump publica imagem dizendo que é o “presidente interino da Venezuela”

0

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na Truth Social, na noite deste domingo (11), uma imagem de seu perfil na Wikipedia dizendo que é o “presidente interino da Venezuela” desde janeiro de 2026.

Na madrugada de 3 de janeiro, por volta das 3h no horário de Brasília, forças dos Estados Unidos realizaram uma operação que capturou o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em Caracas.

Na última sexta-feira (9), Trump disse que vê a Venezuela e sua presidente interina, Delcy Rodriguez, como aliados “neste momento”, e alertou que sua administração não quer a Rússia ou a China na região.

“No momento, eles parecem ser um aliado. E acho que continuará sendo um aliado e não queremos que a Rússia esteja lá. Não queremos que a China esteja lá”, afirmou o presidente.

Pressionado por repórteres sobre se se encontrará com Rodriguez ou outros líderes na Venezuela, Trump destacou que gostaria de se reunir em breve com representantes do país.

“Provavelmente em breve vou me encontrar com vários representantes da Venezuela. Nós não estabelecemos isso”, comentou o republicano.

*Publicado por Douglas Porto

Fonte: CNN BRASIL

Editoras independentes transformam mercado e aproximam público

0

Editoras independentes e livrarias de rua tomaram rumos diferentes de grandes conglomerados e desenvolveram estratégias para garantir a qualidade das publicações e driblar os desafios econômicos do mercado editorial e livreiro no país. Incluindo as empresas de maior porte, o setor gera ao menos 70 mil empregos diretos no país, segundo levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

Profissionais ouvidos pela Agência Brasil apontam a promoção da cultura no país e a geração de empregos e renda como impactos positivos desses negócios. No entanto, mencionam a necessidade de políticas públicas voltadas à disseminação da leitura, assim como incentivos fiscais para a manutenção desses empreendedores.

Apesar da menor capacidade de investimentos, esses negócios obtiveram resultados como a ampliação do catálogo de autores disponível no país, inclusive com traduções de obras contemporâneas mundialmente reconhecidas que não tinham espaço nas grandes editoras.

Houve ainda aproximação com o público leitor por meio de estratégias como financiamentos coletivos, clubes de livros e uso das redes sociais.

“A editora independente é marginalizada no mercado. Então, ela está sempre tentando transformar esse mercado”, diz o editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni.

O florescimento de editoras independentes teve início há cerca de 10 anos, relata Cauê, que também é um dos organizadores da Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei). “O independente sempre foi muito marginal e, aí, veio com força após 2015”.

Após a ocorrência de crises no setor de livros, como a recuperação judicial das livrarias Cultura e Saraiva, em 2018, grandes e pequenas editoras foram impactadas e tomaram calotes.

Nos últimos anos, entretanto, levantamento da CBL apontou expansão do mercado editorial e livreiro no país, especialmente no pós-pandemia, com aumento no número de empresas do setor.

Entre 2023 e 2025, houve um crescimento de 13% no número total de empresas, com destaque para o avanço das editoras e do comércio varejista de livros. E, de 2024 para 2025, o aumento foi consistente em todos os segmentos mapeados, ressaltou a CBL.

Debates independentes

As editoras independentes têm levantado, no Brasil, debates atuais em outras partes do mundo, fazendo com que as ideias circulem, acredita o publisher. Cauê aponta que, antes do fenômeno das independentes, publicações de grandes clássicos estavam estagnadas por causa de “um viés ideológico de grandes editoras e conglomerados”.

“O meu papel é de importador de ideias, de certa forma”, resume.

Ele cita debates em torno da China, inteligência artificial, crise climática, ascensão do fascismo na Europa, Estado Islâmico, Palestina.

Editor e publisher da editora Autonomia Literária e da revista Jacobina, Cauê Seignemartin Ameni Foto: Cauê Seignemartin Ameni/Arquivo Pessoal

 

“São crises que afligem o Brasil, que é um país que, por exemplo, recebe muitos refugiados. É preciso entender a origem. Então, [nosso papel é] ajudar o brasileiro a compreender o mundo”, afirma. “Se as pessoas não entendem, o país acaba entrando numa grande confusão, numa grande enrascada, que foi o bolsonarismo. Se criou um caldo cultural para isso, e teve um trabalho forte [de autores e editoras]”.

Na época da ascensão da extrema-direita e do antipetismo, Cauê tinha uma livraria dentro da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP).

Ele conta que, no mercado editorial, começaram a surgir publicações relacionadas ao fenômeno do olavismo cultural, que se deu pela circulação de ideias ultraconservadoras do filósofo Olavo de Carvalho, que influenciaram a direita brasileira. Havia uma disputa para explicar crises como junho de 2013 e a Primavera Árabe através de uma ótica de direita, lembra.

“A leitura de esquerda existe, mas ela estava estancada no mercado. Eu, como era livreiro, via que tinha uma demanda forte, só que a galera comprava xerox na faculdade porque os livros não eram reimpressos”, conta.

Diante desses eventos, Cauê percebeu que muitos títulos relevantes internacionalmente, que abordavam as crises mundiais, não eram publicados no Brasil.

“A gente começou a crescer nesse vácuo, fazendo um debate contra tudo aquilo que o olavismo e a extrema-direita pregavam.”

Com a radicalização da extrema-direita no país, a editora se voltou para publicações antifascistas. O primeiro livro publicado pela Autonomia Literária tratava da ascensão do Estado Islâmico, no Oriente Médio, do jornalista Patrick Cockburn.

“Não tinha essa história bem contada aqui, mas lá fora tinha. A gente pegou esse livro, traduziu e publicou no Brasil, só que foi um best-seller logo de cara. O Elio Gaspari me ligou: ‘ainda bem que vocês traduziram esse livro’”.

Desafio nas vendas

Um grande desafio do mercado de livros é o ciclo de vendas. Como estratégia para se manter financeiramente saudável, sem abrir mão de sua proposta editorial, a editora Ubu criou o próprio clube do livro ─ que tem atualmente 2 mil assinantes. Diretora editorial e sócia da editora, Florencia Ferrari explica que uma obra que se mostra relevante para uma reflexão importante na sociedade não é necessariamente um livro que vai vender muito.

“[Os assinantes] nos dão um cheque em branco para nossa curadoria. E, ao fazer isso, eles nos permitem manter uma editora com um catálogo de alta qualidade, que não abre mão de nenhuma maneira dessa qualidade, e que não precisa ir atrás de títulos que tem como objetivo vender bastante”, diz.

 

Diretora editorial e sócia da editora da Ubu, Florencia Ferrari Foto: Victor Caiano/Divulgação

A editora, inclusive, já realizou publicações em que esses dois aspectos se juntaram: alta qualidade e boas vendas. Foi o caso de autores como Nego Bispo, Vladimir Safatle, Hanna Limulja, Malcom Ferdinand e Françoise Vergès.

“Ter o clube é uma maneira de garantir um catálogo consistente, de alta qualidade e uma equação [financeira] saudável.”

Para publicar um livro, uma editora tem que investir inicialmente em direito autoral, tradução, revisão, projeto gráfico, capa e impressão.

Depois, os exemplares são distribuídos nas livrarias no modelo de consignação. Isso significa que, à medida em que os livros são vendidos, as livrarias vão realizando os pagamentos para as editoras, o que pode ocorrer em até 90 dias, em alguns casos.

“O dinheiro volta para as editoras de um jeito muito pingado e lento em relação ao tempo inicial. Às vezes, demora oito, dez, 12 meses ou dois anos para uma edição ter o retorno do seu investimento”, relata.

Esse é um cenário comum para todas as editoras, mas atinge principalmente as independentes, já que elas têm um catálogo mais de “fundo” ─ como classificou Florencia ─ e não de best-sellers, que vendem milhares de cópias já nos primeiros meses após o lançamento.

Um catálogo de fundo corresponde a livros que continuam vendendo por muitos anos, ainda que alguns tenham tiragens menores. São autores e obras relevantes, ainda que não sejam best-sellers. Exemplos disso são catálogos universitários e os clássicos da literatura.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, entidade responsável pela revista homônima, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck ressalta que, em contexto de adversidades, tais negócios precisam criar “estratégias de guerrilha”.

“As editoras independentes realmente são notáveis, são um patrimônio cultural que está florescendo no Brasil, mas que está muito ameaçado por esse jogo de concentração”, celebra.

“Os editores independentes têm que ser super ágeis, têm que inventar um novo canal de vendas, ter contato direto com o público, tem que criar feiras de livro. São empresários resilientes e criativos, tem que ficar reinventando seu próprio negócio todo ano”, acrescenta. 

As editoras independentes passaram a vender os exemplares no próprio site e utilizar o modelo Print on Demand (POD), ou impressão sob demanda. Com isso, os livros são impressos conforme as vendas, o que elimina a necessidade de estoques e grandes tiragens iniciais.

Promoção de cultura e incentivos

A presença crescente das livrarias de rua permitiu a formação de pequenos núcleos culturais nos bairros, defende Werneck, que mencionou que cidades como Paris e Barcelona, por exemplo, têm incentivo fiscal para livrarias de rua, por serem empreendimentos qualificam as regiões.

Diretor presidente da Associação Quatro Cinco Um, editora Tinta-da-China Brasil e Feira do Livro, Paulo Werneck Foto: Gabriel Guarany/Divulgação

“Elas transformam o bairro, tudo o que está ao redor. É dos poucos comércios que têm esse efeito”, destaca.

A Câmara Brasileira do Livro traz em seu levantamento um dado que relaciona a presença de livrarias e os indicadores de desenvolvimento das cidades. Entre os 1.830 municípios que têm livrarias, o Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC) é 3% superior à média nacional.

“Basta ver o que está acontecendo aqui no centro de São Paulo. Vira um programa cultural ir em uma livraria. E quem sustenta esse programa? O livreiro independente.”

Werneck cita incentivos como editais voltados ao setor, isenção de IPTU, acesso a crédito e apoio de entes públicos aos eventos oferecidos pelos empreendimentos.

“Livrarias oferecem uma programação cultural gratuita, como lançamentos e debates. Você pode entrar, assistir e ir embora sem comprar um livro, e elas não têm nenhum incentivo para a realização desta programação.”

Os resultados alcançados pelo setor editorial, reforçou Florencia Ferrari, têm um impacto para a cultura, educação e qualidade de vida das pessoas.

“O estado deveria se atentar, porque é um tipo de financiamento relativamente baixo, por exemplo, para compra de livros para biblioteca e para alunos, que são políticas públicas de aquisição de exemplares. Às vezes, é só isso que uma cidade precisa: uma biblioteca com livros acessíveis”.

Ferrari lembra que as editoras reúnem uma diversidade de profissionais, além de prestadores de serviço externos. Um investimento no setor também teria reflexos, portanto, na geração de empregos e mobilização da economia. São ilustradores, designers, fotógrafos, revisores de texto, tradutores, revisores técnicos, entre outros.

Sócio da Autonomia Literária, Cauê defende as isenções e benefícios fiscais para livrarias, que são espaços fundamentais para a circulação das obras. Apesar das dificuldades em relação ao modelo de vendas, as livrarias têm um papel relevante na expansão do público-alvo. O editor ressalta que é preciso fazer com que as obras circulem e saiam dos nichos.

Cauê avalia que a presença das obras nesses espaços é uma forma de favorecer sua circulação, ainda que haja riscos no modelo de consignação.

“Se só trabalhar na bolha, não se faz a disputa. Tem que jogar nas livrarias, vai ter que correr o risco do calote, mas vai fazer o seu livro circular em grande escala”.

Além disso, ele menciona soluções como incentivo à leitura por meio de crédito para estudantes e incentivos para modernização do parque industrial do setor.

“Quando a gente vai em gráficas pelo mundo, depois vê no Brasil, a gente fala: nossa, a gente tem umas gráficas dos anos 80”.

Fonte: Agência Brasil