domingo, abril 12, 2026
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O filme de suspense da Netflix que é a melhor escolha para o feriadão

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Esse filme da Netflix é ideal para os fãs de tramas de espionagem –

Com o feriadão chegando, nada como um bom filme para melhorar a semana, e a Netflix surge com a opção perfeita, ainda mais quando o título acabou de chegar ao streaming.

É nesse cenário que Inteligência Humana ganha destaque entre os lançamentos mais recentes da plataforma, e não por acaso: o filme já aparece no TOP 10, ocupando atualmente a terceira posição entre os mais assistidos.

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A trama acompanha um agente sul-coreano em uma de suas missões mais intensas, enquanto investiga crimes ligados ao cartel russo na fronteira de Vladivostok. No caminho, ele se depara com um agente norte-coreano, dando início a um confronto que vai muito além do campo político.

O resultado é uma narrativa que mistura ação, estratégia e conflitos internos, criando uma experiência envolvente para quem busca um suspense diferente neste feriado.

Conflito internacional e tensão crescente

Inteligência Humana acompanha um agente sul-coreano em uma de suas mais intensas missões de espionagem. Ao resolver investigar os crimes ocorridos na fronteira de Vladivostok pelo cartel russo, ele fica cara a cara com um agente norte-coreano. Agora, ambos terão que lidar com o conflito externo e interno em cada um, brigando por perigos e segredos avassaladores.

Zo In-sung (Está Tudo Bem, Isso é Amor) interpreta o agente sul-coreano que entra em rota de colisão com o operativo norte-coreano vivido por Park Jeong-min (Newtopia).

Enquanto isso, Park Hae-joon (O Mundo dos Casados) vive um oficial do Norte com interesses conflitantes, e Shin Se-kyung (Na Direção do Amor) interpreta uma funcionária de restaurante que está no centro do mistério em Vladivostok.

Jo In-sung e Park Jung-min sustentam o filme com atuações mais físicas do que discursivas, mostrando personagens que reagem ao ambiente em vez de controlá-lo. A tensão aparece no olhar, no silêncio e na forma como cada decisão é tomada.

A direção de Ryoo Seung-wan mantém o equilíbrio ao alternar momentos de preparação com explosões de conflito, sem deixar a história esfriar. O resultado é um thriller que prende mais pela pressão constante do que por grandes reviravoltas.

Ação mais realista e menos espetáculo

O grande acerto de Inteligência Humana está na forma como trabalha a ação, abandonando o espetáculo digital para apostar em situações mais físicas, como perseguições em ruas estreitas, encontros tensos em apartamentos e confrontos rápidos que deixam consequência.

Essa escolha coloca o filme em contraste direto com produções como 007 e Missão Impossível, que ainda dependem de tecnologia e efeitos para criar impacto.

Aqui, o que move a história é leitura de comportamento, timing e decisões tomadas sob pressão, o que torna cada cena mais imprevisível e mantém o espectador em alerta.

Vale a pena assistir?

Sim, especialmente para quem busca um suspense mais realista, que foge dos clichês do gênero e aposta em tensão constante. O filme entrega uma experiência intensa, baseada em decisões rápidas, conflitos internos e um jogo psicológico que prende do início ao fim.

Além disso, o ritmo direto e a abordagem mais crua da ação tornam a narrativa ainda mais envolvente. É uma escolha certeira para quem quer aproveitar o feriadão com um thriller diferente, atual e que está entre os mais assistidos do momento.



Fonte: A Tarde

Irã reivindica ataques a centros de dados da Amazon

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Amazon confirmou que está operando em regime de contingência –

O Corpo da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou, nesta quinta-feira, 2, ter atacado e destruído um centro de computação em nuvem da Amazon localizado no Bahrein. Em um comunicado subsequente, o grupo paramilitar também declarou ter atingido instalações da Oracle em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

As ações seriam uma retaliação direta ao atentado ocorrido na última quarta-feira, 1, em Teerã, que resultou na morte da esposa de Kamal Kharazi, conselheiro sênior do Líder Supremo do Irã, e deixou o próprio oficial gravemente ferido.

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As autoridades iranianas atribuem o ataque a uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel.

Tecnologia de espionagem

De acordo com a IRGC, os ataques marcam o início de uma ofensiva contra empresas que o regime classifica como colaboradoras de “espionagem e terrorismo”.

A alegação é que gigantes da tecnologia fornecem inteligência e monitoramento para viabilizar assassinatos direcionados.

“Na primeira ação contra empresas de tecnologia de espionagem e terrorismo, o centro de computação em nuvem da empresa Amazon no Bahrein foi atacado e destruído”, afirmou a IRGC em nota oficial, embora não tenha apresentado provas imediatas da extensão dos danos.

Lista de alvos

No início desta semana, o Irã já havia emitido um alerta severo, listando 17 empresas americanas de TI e Inteligência Artificial como alvos potenciais caso os assassinatos de oficiais iranianos persistissem. Entre as companhias ameaçadas estão:

Big Techs: Apple, Microsoft, Google, Meta.

Hardware e Infraestrutura: IBM, HP, Intel, Oracle e Amazon.

Setores Estratégicos: Tesla, Boeing e o banco JP Morgan.

Posicionamento da Amazon

Em nota divulgada anteriormente, a Amazon confirmou que está operando em regime de contingência. A empresa declarou estar “trabalhando de perto com as autoridades locais e priorizando a segurança de nosso pessoal durante os esforços de recuperação”.

A gigante do e-commerce e serviços em nuvem também reiterou a orientação para que clientes com cargas de trabalho nas regiões afetadas migrem seus dados para outros centros globais enquanto a situação de segurança permanecer instável.



Fonte: A Tarde

Esquenta Guns N’ Roses agita Salvador antes de show histórico

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Evento no Horto Lounge celebra chegada do Guns N’ Roses à Bahia –

Salvador entra no clima do rock internacional com o “Esquenta! Guns N’ Roses”, evento que promete reunir fãs da lendária banda Guns N’ Roses nesta sexta-feira, 3, no Horto Lounge. A festa surge como uma prévia energética para o aguardado show do grupo na capital baiana.

Com capacidade para 400 pessoas, o evento aposta em uma experiência imersiva, inspirada em encontros tradicionais que antecedem grandes shows internacionais.

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A proposta é criar um ambiente de conexão entre fãs, com música ao vivo, DJs e uma atmosfera vibrante que antecipa a emoção do espetáculo na Arena Fonte Nova.

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A programação começa com a banda Original Case, trazendo clássicos do rock dos anos 90 e 2000, aquecendo o público com hits que atravessam gerações. Em seguida, a Guns No Roses assume o palco com uma performance dedicada aos maiores sucessos do Guns N’ Roses, combinando caracterização e fidelidade sonora para recriar a energia dos shows da banda original.

DJs convidados completam a noite, transitando entre o rock e a música eletrônica para manter a pista ativa até o fim.



Fonte: A Tarde

Imposto de Renda pode ser zerado para professores que ganham até R$ 10 mil

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Os profissionais da educação podem entrar na lista de isentos do Imposto de Renda nos próximos anos. Segundo o Projeto de Lei 5143/2025, professores da educação básica e do ensino superior com salários de até R$ 10 mil podem ficar livres da cobrança anual.

De autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES), o PL reforça que os rendimentos devem ser provenientes exclusivamente da atividade de magistério. O parlamentar ainda justifica a medida como um incentivo a permanência de profissionais qualificados nas salas de aula.

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O projeto também propõe viabilizar a isenção e renúncia da receita com uma compensação financeira através dos recursos da tributação sobre apostas esportivas online, as famosas bets nacionais.

Em tramitação no Senado, o PL ainda passará pela análise técnica e política das comissões permanentes da Câmara. Se aprovado, ele será sancionado e deve entrar em vigor para o ano-calendário de 2026, já valendo para a declaração do IR em 2027.



Fonte: A Tarde

Trabalhadores que usam motocicletas terão aumento de 30% no salário

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Trabalhadores que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho vão receber aumento de 30% –

Trabalhadores que utilizam motocicletas como ferramenta diária de trabalho, como mototaxistas, motoristas por aplicativo e entregadores vão receber um aumento de 30% em seus salários a partir desta sexta-feira, 3.

O aumento se dá por conta da taxa de periculosidade, reforçada na Portaria nº 2.021/2025 do Ministério do Trabalho e Emprego, que entra em vigor no dia 3 de abril de 2026.

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Entenda o adicional de periculosidade para motociclistas

O adicional de periculosidade é uma compensação financeira paga ao trabalhador exposto a altos riscos no exercício de suas funções.

No caso de quem utiliza a motocicleta como ferramenta de trabalho, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), em seu artigo 193, passou a considerar tal atividade como perigosa após a Lei nº 12.997/2014.

De acordo com a legislação, o adicional vai corresponder a 30% sobre o salário básico do trabalhador, sem incluir comissões, gratificações ou prêmios.

A única exceção é um acordo ou convenção coletiva estabelecer uma regra mais favorável.

O benefício visa compensar o risco elevado de acidentes em vias públicas.

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Quem tem direito a esse benefício?

Profissionais regidos pela CLT que utilizam motocicletas de forma constante, por determinação do empregador, tendem a se enquadrar nessa regra, inclusive em funções que não são exclusivamente de entrega.

Estão inclusos:

  • Motoboys e motofretistas contratados com carteira assinada;
  • Mototaxistas empregados por empresas ou cooperativas;
  • Técnicos de campo que se deslocam rotineiramente em motocicletas;
  • Promotores e vendedores externos que visitam clientes utilizando moto.

O direito adicional de periculosidade para motociclistas está ligado à habitualidade no uso da moto e à exposição ao risco em vias públicas.

Vale ressaltar que, o uso da moto para realizar o trajeto entre a casa e o trabalho, ou o uso esporádico da moto, normalmente não torna o trabalhador apto a receber o benefício, por não caracterizar um risco permanente.

Em caso de dúvida, a análise costuma considerar a frequência, a exigência do uso pelo empregador e o vínculo direto entre a atividade e o deslocamento em motocicleta.

Como é feita a comprovação de periculosidade

A caracterização de periculosidade com motocicletas segue os critérios da NR-16, geralmente por meio de laudo técnico elaborado por profissional habilitado em segurança do trabalho.

Tal laudo avalia se:

  • O uso da moto é habitual;
  • Ocorre em vias públicas;
  • Está diretamente vinculado às atribuições do cargo.

Vale ressaltar que a ausência deste laudo não afasta o trabalhador deste direito, desde que haja provas da exposição constante ao risco.

Em ações trabalhistas, costumam ser utilizados:

  • registros de rotas;
  • ordens de serviço;
  • mensagens que demonstram a exigência do uso da moto;
  • relatórios de deslocamento;
  • notas fiscais de combustível;
  • testemunhas que confirmem o uso diário.

Caso o trabalhador já utilize a moto de forma habitual no trabalho e não recebe o adicional, é recomendado:

  • Busca de orientação jurídica;
  • Organização de documentos que comprovem a rotina de deslocamento.



Fonte: A Tarde

Vitória faz gol contra em lance bizarro no Estádio Pituaçu

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Vitória perdeu por 3 a 0 para o Botafogo no Estádio Pituaçu –

Um lance bizarro protagonizou a derrota do Vitória para o Botafogo pelo Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20 nesta quinta-feira, 2, no Estádio Pituaçu. A bola foi alçada na área pelo time carioca enquanto as Leoas perdiam por 1 a 0, e a zagueira Fabricia tentou fazer o corte de cabeça, mas acabou jogando contra o próprio patrimônio.

O gol contra foi marcado aos 28 minutos do segundo tempo e praticamente selou a vitória das Alvinegras pela quinta rodada da competição. O duelo terminou 3 a 0 para o Botafogo, que se isolou na liderança do Grupo A com o resultado.

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O Vitória ocupa a segunda colocação com 9 pontos, três a menos que o clube carioca. Na próxima e última rodada da primeira fase, o Leão encara o América-MG em busca da vaga para a segunda etapa.

O regulamento prevê que o líder de cada grupo avança para a próxima fase, além dos dois melhores segundos colocados do torneio. O Leão não tem chances reais de ultrapassar o Botafogo graças ao saldo de gols e precisa vencer o Coelho para avançar no torneio, além de torcer para uma combinação de outros resultados.



Fonte: A Tarde

pesquisa mede impacto emocional de derrota nas eleições

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Apoiadores de Jair Bolsonaro reagem após derrota do ex-presidente na eleição de 2022. –

Como você se sentiria se o político que você mais rejeita ganhar a eleição presidencial deste ano? Esta foi uma das perguntas feitas na pesquisa intitulada “Raízes da Rejeição”, feita pela AtlasIntel/Arko e divulgada nesta quarta-feira, 1º.

A resposta mostra que a maioria dos eleitores ficarão emocionalmente abalados se o candidato apoiado por eles perder a eleição de outubro.

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Para 62,3% dos entrevistados, uma derrota nas urnas afetaria muito a sua saúde emocional. Para 16,4% o impacto seria moderado, 10,2% avaliam que o resultado afetaria pouco e para 6,5% não afetaria em nada.

Maioria dos entrevistados dizem que uma derrota nas eleições os afetaria emocionalmente. | Foto: Reprodução / AtlasIntel-Arko

Além disso, um revés no pleito causaria a desmotivação e falta de engajamento em 40,8% dos entrevistados. Outros 27,3% avaliam que um resultado negativo não afetaria no engajamento político, porém, para 20,2% a vitória do principal adversário provocaria mais motivação e mais engajamento.

Para 66,9%, o sucesso do candidato rival na eleição significaria falta de esperança, enquanto para 58,1% representaria medo. Frustração (56,5%), tristeza (48,9%) e raiva (46,7%) foram outros sentimentos citados pelos eleitores. Apenas 6% aceitariam o resultado sem maiores complicações.

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Metodologia

A pesquisa da AtlasIntel ouviu 4.224 pessoas por meio do Recrutamento Digital Aleatório, entre os dias 16 de março e 23 de março. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06058/2026.



Fonte: A Tarde

Bahia tem duas convocações para a Seleção Uruguaia na Data Fifa

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Em 2025, foram dois convocados do masculino para a Seleção Brasileira – agora, é a vez do feminino brilhar nas Datas Fifa. O Bahia anunciou, nesta quinta-feira, 2, a convocação das atletas Angela e Wendy para defender a Seleção Uruguaia Feminina.

As duas jogadoras vão integrar o elenco uruguaio que disputará a Liga das Nações Feminina da CONMEBOL, competição que vale vaga direta para a Copa do Mundo Feminina de 2027, disputada no Brasil.

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Durante o período, o Uruguai terá três compromissos importantes, enfrentando as seleções de Peru, Bolívia e Chile, em rodadas decisivas do torneio continental. A competição funciona como classificatória e pode garantir presença direta no Mundial.

Copa do Mundo Feminina

A próxima edição da Copa do Mundo Feminina de 2027 será realizada no Brasil, entre os dias 24 de junho e 25 de julho, com participação de 32 seleções.

O torneio terá jogos em oito cidades-sede:

  • Rio de Janeiro
  • São Paulo
  • Belo Horizonte
  • Recife
  • Fortaleza
  • Salvador
  • Brasília
  • Porto Alegre

A presença do Brasil como país-sede aumenta ainda mais a relevância da competição atual, já que define parte das seleções que estarão no Mundial.



Fonte: A Tarde

Neutralidade autoritária: Suíça foi destaque no apoio à ditadura

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De camisa polo, sentado em uma varanda, cercado de folhagens tropicais e a três dias do verão carioca de 1970, o empresário suíço Anton Von Salis, então presidente da Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira, explicava porque os trabalhadores no Brasil podiam ganhar menos que os da Europa:

“As necessidades são totalmente diferentes. Aqui não faz frio. E eles têm casas. Podem ser casas relativamente simples, mas suficientes para a natureza do país. Mas certamente (…) é um valor bastante baixo”.

A declaração foi dada à RTS, a empresa de rádio e TV pública da Suíça. Para Von Salis o golpe que arrastou o Brasil para 21 anos de ditadura militar garantiu estabilidade, mão de obra barata e caminho aberto para o lucro do capital suíço. 

Um levantamento feito por Gabriella Lima, pesquisadora da Universidade de Lausanne, na Suíça, comparou os salários pagos pelas 14 maiores multinacionais suíças, no ano de 1971, e mostrou como foi lucrativo para as empresas contar com um regime que sufocou sindicatos, impediu greves e silenciou reivindicações trabalhistas. 

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Entre os trabalhadores sem qualificação, o salário pago aqui no Brasil representava um quinto do que era pago a um operário suíço na mesma função. Incluindo a mão de obra profissionalizada a diferença diminui, mas em patamares bem vantajosos para o empregador: pouco mais da metade (57%) do salário suíço. 

A análise de Gabriella resultou no livro Don’t Miss The Bus (Não Perca o Bonde, em tradução livre), que ainda não foi traduzido para o português. Segundo a Gabriella, o capital suíço, de fato, não perdeu o bonde: 

“As empresas suíças aproveitaram tudo que a ditadura tinha a oferecer. Não pagavam impostos nos dez primeiros anos [depois de instaladas no Brasil], não pagavam impostos sobre a remessa de lucros e tem a questão da mão de obra, o clima de ‘paz social’, o ‘gelo’ de salário, movimento operário fraco, criminalização do movimento social, da oposição, da esquerda, dos sindicatos, do movimento estudantil. Tudo isso, dava confiança no parceiro brasileiro”. 

Para Marco Antônio Rocha, professor do Instituto de Economia da Unicamp, a política de valorização do salário mínimo foi um dos estopins do golpe de 64 e que uma das primeiras medidas adotadas pelos militares foi alterar a política de reajuste da remuneração:

“O que o governo fez foi modificar a política de indexação do salário mínimo frente à inflação. Com uma inflação já bem elevada, isso significou que o salário mínimo ficou muito defasado de forma muito rápida. Em um a dois anos, ele perdeu cerca de 50% do poder de compra.”

Gabriella calculou quanto o achatamento dos salários aqui no Brasil ajudaram a encher os bolsos dos empresários suíços. 

“Eu tentei fazer uma estimativa de quanto as 14 maiores multinacionais suíças no Brasil, em 1971, conseguiram faturar com a mão de obra da classe operária brasileira. E cheguei a 80 milhões de francos só em 1971, para 14 empresas”. 

Anton Von Salis, presidente da Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira em entrevista para RTS, em 18 de dezembro de 1970 – Frame RTS

Investindo na opressão

A política de achatamento de salários e a estabilidade gerada pela opressão animou o capital suíço. Entre 1964 e até o final da década de 1970, a Suíça esteve entre os quatro países que mais investiram no Brasil. Ficando atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha e revezando o terceiro lugar com o Japão. 

Mas proporcionalmente, o país foi o maior investidor em todo o período: uma média de $ 187,8 per capita. Um montante oito vezes maior que o investimento per capita da Alemanha, o segundo maior parceiro comercial do Brasil no período.  Nos anos de 1970, a Suíça tinha cerca de 7 milhões de habitantes.

“Se a gente dividir pelo número da população, o investimento suíço não é só o primeiro, mas o maior do que os nove outros maiores investidores”.

Em 1973, o investimento suíço no Brasil, o chamado IED (Investimento Estrangeiro Direto), foi de 1,1 bilhão de francos suíços, a moeda local vigente na época. Quase três vezes o PIB brasileiro no período. Em 1977, quatro anos depois, já era mais do que o dobro disso: 2,3 bilhões de francos suíços.  As empresas suíças estavam em vários setores: alimentação, metalurgia, petroquímica, laboratórios farmacêuticos e o sistema financeiro, os famosos bancos suíços.

Questionado sobre as denúncias de prisões arbitrárias e torturas que garantiam a estabilidade celebrada pelas multinacionais suíças, Von Salis minimizou: 

“Parece que sim [que existem violações]. Mas isso você tem em todos os países. Nesses casos.”

Sequestro

Local do sequestro do embaixador Suíço, em dezembro de 1970 – Foto: Podcast Perdas e Danos

No momento em que o presidente da Swisscam deu a entrevista para a RTS, a opinião pública suíça tinha motivos para estar de olho no que acontecia no Brasil: é que estava em curso o mais longo sequestro de um diplomata no país. 

O embaixador da Suíça, Giovanni Enrico Bucher, tinha sido sequestrado no dia 7 de dezembro de 1970, numa ação comandada pelo ex-capitão do exército Carlos Lamarca, líder da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), movimento de guerrilha urbana de oposição ao regime militar. Bucher só foi libertado 40 dias depois, em troca da liberdade de 70 presos políticos que seguiram em exílio para o Chile. 

A captura de diplomatas foi estratégia dos movimentos de esquerda no Brasil e na América Latina. A região enfrentava uma sucessão de golpes militares e governos entregues a ditadores alinhados, durante a Guerra Fria, aos EUA.  

No Brasil, além e Giovanni Bucher, outros três diplomatas também foram sequestrados: o embaixador dos EUA, Charles Burke Elbrick, entre 4 e 7 de setembro de 1969, o embaixador da Alemanha, Ehrenfried von Holleben, entre 11 e 16 de junho de 1970, e por último, o cônsul do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, entre os dias 11 e 13 de março de 1971. Os quatro diplomatas representavam justamente os maiores parceiros comerciais do Brasil.

Outro lado

Nós entramos em contato com o governo Suíço por meio da embaixada no Brasil para entender como o país vê, hoje, o que aconteceu no passado. Por escrito, a Suíça respondeu que “uma resposta detalhada exigiria análises que não são possíveis no âmbito da administração federal suíça, pois demandam pesquisas históricas aprofundadas”. Mas disse que “saúda” a realização de estudos independentes e que esse tipo de trabalho contribui para compreender o passado e promover o debate. 

Também procuramos a Swisscam, a Câmara de Comércio Suíço Brasileira. Inicialmente, foi dada pra gente a oportunidade de consultar os arquivos da organização e foi prometida uma resposta. Mas, após detalharmos as dúvidas por e-mail, foi respondido por telefone que o presidente da Câmara de Comércio não tinha sido localizado e, por isso, não autorizariam o acesso aos arquivos, nem responderiam às perguntas. 

Essa reportagem faz parte do projeto Perdas e Danos,  o podcast que investiga a ditadura militar e que está na segunda temporada. Você encontra mais detalhes sobre a intrincada rede das relações diplomáticas entre a Suíça e o Brasil no episódio 1 da 2ª temporada: Relógio Suíço.

 

Fonte: Agência Brasil

O 9º dígito do CPF esconde “segredo” sobre sua origem; entenda

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O Cadastro de Pessoa Física (CPF) esconde um “segredo” pouco conhecido sobre a sequência numérica que compõe o documento. Entre critérios matemáticos e informações de origem geográfica, os números garantem a autenticidade do registro.

De acordo com a Lei 14.534/2023, o CPF passou a ser o único número de identificação válido em documentos oficiais no Brasil. Mas você sabe como funciona a estrutura dos 11 dígitos?

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Como é formado o CPF

O CPF é composto por 11 números divididos da seguinte forma:

  • Primeiros oito dígitos: gerados aleatoriamente pelo sistema;
  • 9º dígito: indica a região fiscal onde o documento foi emitido;
  • 10º e 11º dígitos: são os chamados verificadores, usados para validar o número.

O “segredo” do 9º dígito

O nono dígito, também conhecido como antepenúltimo número, revela a região onde o CPF foi registrado. Veja a correspondência:

  • 1: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Tocantins
  • 2: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia e Roraima
  • 3: Ceará, Maranhão e Piauí
  • 4: Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte
  • 7: Rio de Janeiro e Espírito Santo
  • 9: Paraná e Santa Catarina

Para que servem os dígitos verificadores?

Os dois últimos números do CPF (10º e 11º dígitos) têm a função de evitar fraudes e erros de digitação. Eles são calculados a partir dos nove números anteriores, por meio de uma fórmula matemática específica.

O décimo dígito valida os nove primeiros números, enquanto o décimo primeiro confirma os dez anteriores. Esse sistema permite verificar a autenticidade do CPF sem a necessidade de consultar diretamente o banco de dados da Receita Federal.



Fonte: A Tarde